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Vamos ali num Sex Shop?

Sex Shop é aquele lugar que parece um paraíso, todo mundo tem vontade de entrar, mas nem todos tem coragem. Essa covardia está aliada aos julgamentos alheios devido ao fato de você estar adentrando em um local que é todo recoberto de sexualidade. Passar pelas portas de um lugar que vende produtos eróticos assemelha-se a expor a sua intimidade e ter a sua privacidade invadida – tais coisas são vistas dentro de um conjunto fechado por algumas chaves.

As pessoas, principalmente as mulheres, crescem dentro de um sistema que lhes inviabiliza quaisquer manifestações e possibilidades sexuais. Na relação familiar e ainda na adolescência, não é possível falar sobre o assunto perto delas nem ver cenas de erotismo na televisão ou até mesmo oferecer a oportunidade de momentos a sós com alguém do sexo oposto. Comigo, que sou mulher, bem como com minhas amigas e conhecidas foi assim – a mesma criação em seios familiares diferentes; já com nossos irmãos, a liberdade era maior e eles podiam – inclusive – dormir com suas namoradinhas em seus respectivos quartos.

Apesar da liberdade maior dos homens, ainda assim, entrar em um sex shop não é uma tarefa tão fácil porque o seu contato passa pelo outro e abrir a boca para falar de si neste quesito não é fácil para ninguém, especialmente se este outro for do sexo oposto. De acordo com um leitor, “Às vezes fico com receio das pessoas que passam e nos vêem lá dentro, principalmente se for uma mulher, e de ser atendido por uma; mas, pelo prazer, a gente encara tudo”.

Pela internet ou até mesmo em lojas físicas, os sexs shops trabalham com uma política de discrição, que é considerada essencial quando o assunto é sexo. No entanto, tais lojas não virtuais encontram-se em ambientes públicos e isso dificulta o acesso pelos que gostam de preservar sua intimidade. Quando se é evangélico, entrar em sex shops é algo mais agravado. Uma leitora disse ao Pudor Nenhum que “Eu tenho receio de entrar em um local desse e, quando sair, der de cara com alguém, principalmente com os evangélicos. Eu vou ficar muito envergonhada, principalmente porque ficam em locais públicos”.

Além desse julgamento como se um evangélico não tivesse uma vida sexual com o parceiro, há também a preocupação daqueles que são muito conhecidos naquele bairro, cidade ou estado. Uma leitora, portanto, enfatiza que “A minha questão é principalmente por ser uma pessoa pública e meu esposo também. Então, vamos supor que eu estou preparando uma surpresa. Se alguém ver e comenta com ele, isso pode gerar um desconforto. E tenho receio de também encontrar alguém na saída. Como são posicionados em locais de muito movimento, isso inibe entrar. Quando a gente fica sabendo de um vendedor individual ou de um sex shop itinerante, a gente fica mais à vontade”.

E é desse modo que tem surgido os sex shops itinerantes a fim de atender a demanda de mulheres e homens que optar por resguardar a sua privacidade. Esta tem sido uma das grandes apostas do mercado e o Pudor Nenhum, é claro, está entrando no ramo. Por enquanto, não venderei por aqui, mas farei resenhas dos produtos. Aos que moram em Vitória da Conquista, na Bahia, é só enviar um e-mail ou comentário que a gente troca figurinhas e se encontra. Para quem for de longe, faça o mesmo e daqui a gente calcula o frete e eu te envio com o coração maior do mundo. Farei também um grupinho no whats e será super sexcreto, ta? Quem quiser, é só avisar. Enquanto isso, vou aqui ajeitar todos os pedidos que vão nos dar o maior prazer com toda a discrição que precisamos. Nos reencontramos em breve!

 

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Baiana. Graduada em Letras Vernáculas e em Jornalismo. Realizou pesquisa em Análise do Discurso, estudando a produção do discurso pornográfico. Descobriu-se apaixonada por assuntos relacionados ao sexo e a sexualidade. Adora brincar com as palavras e fotografias.

falecom.lurosario@gmail.com

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