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À espera de uma putaria gratuita ou, então, de um diálogo descontraído com amigas próximas ou da família, eu pergunto: “Como você gosta?”. Sei que o questionamento dá margem à várias interpretações porque, quando o assunto é sexo, sempre é possível fazer muitos deslocamentos semânticos.

Cada um possui uma forma particular de interagir no sexo e é nesse sentido que proponho tal pergunta, apresentada no título. Particularmente, adoro a sintonia e o fato de sentir a pele, as mãos e a saliva em quaisquer posições. Em um bate papo, dois despudorados salientaram o seguinte: S.R. confessou-me que sente tesão pelo entrelaçar dos corpos vestidos e pelo cheiro. Já M.S. salientou seu desejo por ser, primeiramente, despida, e, depois, se enroscar ao outro usando um salto alto e impondo sua presença ao sexo oposto.

Duas curtíssimas confissões mostraram uma pequena porcentagem do que somos, de nossas peculiaridades e de como nos redescobrimos constantemente. Além do mais, alguns se descobrem em relações rápidas e contínuas, outros com alguém fixo. Sendo assim, não podemos dizer que há uma exatidão em nossas relações íntimas. O importante é ter uma vida sexual ativa, pois esta atividade nos permite pensar e reconhecer o modo como mais gostamos.

Estou o tempo todo em pequenas entregas e, olha, não vejo problema algum nisso e, a cada diz, me descubro mais sexualmente! Esta entrega te pertence mais do que ao outro. Caso não queiram falar nada, tudo bem. Só não esqueçam que a língua e os dedos possuem tantas outras utilidades.

Quando me passa a mão pela cintura, diz ela. E quando senta sobre mim, aponta ele com o queixo. Para cada fala, uma reticências que prevê tudo o que virá depois. Não há dúvidas do derrame, da volúpia e da lascividade presente neste encontro. Foi assim, é assim e vai continuar deste mesmo modo em relação à atração no trabalho ou, digamos, troca de interesses. Quem nunca teve vontade de tirar a roupa diante daquela brincadeira de passar a mão aqui e ali em um dito sem querer? Sim, talvez essa vontade nunca lhe tenha passado pela cabeça, mas isso deve ter suas razões – e outra: ninguém é igual a ninguém, óbvio.

Esse assunto, apesar de não abranger a todos, é importante porque não deixa de acontecer. É aí que nos perguntamos sobre a ética profissional e sobre o fato de ter que ver a bendita carinha alheia todo santo dia – realmente é preocupante, mas a depender da profissão, do comportamento e dos cargos que ambos ocupam…é tranquilo e não vai mudar em nada a rotina de trabalho.

Agora vou citar os casos que podem resultar em uma dorzinha de cabeça: empregado com padrão dá merda, velho. Prefiro ficar na minha e não dar ousadia. O mesmo se dá com cargos de subordinação e avaliação. Esse “merda” e “foda” por ser convertidos em seu sentido caso o sexo se dê por meros interesses. Algo que não é da minha alçada, amores; além disso, sexo no trabalho de forma que os outros percebam ou saibam é foda. Se fizer, faça discretamente e de forma que ninguém nunca descubra porque assim você come e repete o prato. Há outros casos que eu não me lembre? Se sim, aceito com muito prazer nos comentários.

Dizem que a delícia dessa relação é o fato de parecer romper com os princípios éticos. Tudo o que soa perigo, ressoa em adrenalina e sexo com isso é um manjar de lamber os beiços. No entanto, há casos e ambientes de trabalho tranquilos que dão margem à um relacionamento além do sexo. Casos como esse acontecem, também, todos os dias e alguns deles resultam em casamentos que dão super certo. Contigo já rolou situações como essas? Conta pra mim e compartilha com a gente, vamos ficar bem atentos – a gente promete!

Era uma quinta-feira chuvosa e fria. Sou Bia. Servidora pública. Trabalhei pela manhã e almocei rapidinho para ir fazer um pagamento no banco. Estacionei o carro num estacionamento de costume próximo ao banco. Ao entrar na agência, deixei as chaves e o celular antes da porta giratória e entrei no banco. Ao pegar a senha e me dirigir para pagar, fui informada que só as 14 horas. Preocupei, pois tinha que retornar ao trabalho antes das quatorze. Mas, ao passar em frente à mesa do Gerente, me informei e o mesmo falou para ir no primeiro andar que conseguiria pagar o que precisava.

Assim que cheguei, fui ao caixa e então percebi que as chaves que peguei lá embaixo não eram as minhas. Desci e pedi ajuda ao segurança que, sem êxito, me disse: não encontrei quem levou suas chaves. Senti algo tipo estas ferradas. Em meio ao meu desespero, surge Jhon. Um segurança educado. E tentou me acalmar. E ai conversamos. E até me fez rir. Daí disse que me levaria para pegar a cópia das chaves. E eu nem pensava. E ai pensava: nem em casa posso ir. Até que lembrei que um amigo Lula tinha ficado com uma cópia de lá de casa. Entre tantos caos, uma boa notícia.

Jhon me disse: te levo para pegar as chaves. Meio sem graça, aceitei. Até as quatro aguardei que minhas chaves fossem devolvidas e nada. Nesse ínterim, Jhon foi lanchar próximo ao banco e ainda me pagou um caldo de cana. Sempre gentil e extremamente simpático. Então a chuva aumentou e ele de moto. Foi tão cuidadoso que passou na lavanderia e pegou seu agasalho branco pra me esquentar. Ai seguimos para o Shopping, chuva e frio para pegar as chaves. Ao retornamos, lembrei que precisava passar na farmácia e ele mais uma vez não hesitou em me ajudar. Ao chegarmos na porta da minha casa, ele estava encharcado e eu perguntei se queria subir. Ele disse que sim.

Chegando, tirou a camisa e as meias. Percebi um corpo sensual com tatuagens e eu agradeci de novo por te me ajudado.. Então, conversamos mais de mim e ele estava com muito frio. Depois de um tempo, falou que ia embora e veio me dar um beijo no rosto de despedida. Só que falou que queria fazer algo. Então aconteceu um beijo desses bons e nos beijamos muito aquele beijo de língua intenso. Suas mãos adentravam nos meus cabelos e apertava meus peitos Sem parar. Era uma sensação boa. Contudo, era o nosso primeiro encontro. Tentei resistir. Mas não consegui, Jhon pegava forte, deliciosamente gostoso e sensual.

Daí fomos para o sofá e sua mãos percorriam meu corpo bem como sua língua me chupando, fazendo eu gozar em sua boca. Jhon me tocava com sua língua quente com tanta intensidade que faltava o ar. Começou a me chupar com tanta avidez a ponto de rasgar a minha calcinha e me deixar toda molhadinha. Isso só fazia aumentar o tesão e eu já estava entregue. Suamos muito. Na minha cabeça, eu queria entender, mas não dava. Era uma sensação doida e deliciosa. Era um prazer enlouquecedor. A sala ficou pequena pra tanto prazer.

De repente, já me peguei chupando ele também, engolindo seu membro todinho na minha boca sedenta de prazer. Ouvia seus gemidos…e me mordeu no braço direito, me deixando mais excitada ainda, nos estapeamos na cara para apimentar o momento. E me chamou de safada, puta e cachorra. Adorei demais. Eu prontamente falei que ele era safado, puto e cachorro. O mais incrível para mim: eu tinha a sensação de conhecê-lo há muitos tempo. Era uma sensação nova, mas familiar. Muito louco.

Em meio a esse turbilhão, fizemos amor e ele gozou no meu corpo me dando um banho delicioso e quente. Mas como disse: Jhon, em breve nos encontraremos para terminarmos o que começamos. Ficou uma sensação de não finalizado e um quero de novo.

De uma leitora baiana e despudorada.

O sexo sempre é uma descoberta. Quanto mais experiências sexuais nós temos, mas sabemos sobre o que realmente gostamos. Todo ato de entrega parece ser um funil onde vamos aprendendo um pouco sobre nós mesmos. Não digo que, para isso, precisamos ter vários parceiros ou parceiras sexuais, mas que pelo menos saibamos nos reinventar ainda que seja com um único parceiro.

Eu confesso que já vivenciei os dois lados da mesma moeda e ambas as experiências foram enriquecedoras. Confesso que não vivenciei tanto porque as possibilidades nunca se esgotam, não é verdade? Mas dentro disso, posso lhes falar que a gente se depara com tudo o que nos permite distinguir o que é medo, o que é intensidade, o que é vontade.

Fazer sexo mil vezes com uma mesma pessoa nos faz descobrir que há sempre um lugar novo para ser desvendado. É aquela coisa: Cansei da cama, vamos pro tapete. Ai, transar contigo é gostoso demais, vamos fazer aqui e agora – na sala de casa enquanto a mãe está na cozinha ou, então, naquela balada em um cantinho discreto e por aí vai. Você descobre que a ciência não mente e que a adrenalina é um delicioso tempero na arte de sentir prazer. Mas também pode acontecer o contrário e você descobrir que adora explorar outras possibilidades, mas ali – dentro do quarto.

Você começa a descobrir que gosta de um tapa na cara, de um arranhão, de uma chupada mais forte, de uma algema e uma chibata. Você descobre tudo isso porque confia demais nele (ou nela) e confia o suficiente para se permitir ser vendada e deixá-lo livre para usar e abusar do seu corpo. Sem contar nas outras descobertas aliadas ao masturbar-se que também passa a ser a dois.

Fazer sexo com vários homens já lhe possibilita uma outra experiência. Você acha engraço algumas delas ou fica nervosa com outras. Você tem histórias pra contar que tem gente que vai duvidar porque realmente existe gente sem noção quando a trama é sexo, mas você imaginava que isso era somente conto da carochinha. Por exemplo, você vai conhecer gente com os mais diferentes fetiches. Daqueles que precisam cheirar seu cabelo para ter um orgasmo ou que pede para você urinar sobre ele (isso porque estou sendo sutil!). Daqueles que brocham porque você tem muita atitude na cama ou porque você geme alto.

Sem contar que você começa a descobrir se gosta mais de um pênis grande ou menor, fino ou mais grosso. Descobre que nem todo homem tem higiene e que nem toda mulher sabe cuidar da sua pepeca direitinho. Percebe que nem toda pepeca é igual e que algumas são lindas – assim, vai moldando o seu gosto. Além do mais, você também vai traçando os perfis de homens e mulheres que curte porque, olhando, você já imagina transando.

Dessa forma, como não se conhecer e não se sentir uma expert na arte de se despudorar? Independente como você vive as suas experiências sexuais, todas elas são válidas e fazem com que a gente se ache. Seja de luzes apagadas ou acesas, a gente sente o sexo em todas as suas nuances porque, sobretudo, ele é tato, olfato e paladar. Ser despudorado é conhecer um pouco a teoria, mas sentir tudo o que a prática tem pra nos oferecer. Quando falamos de nos fortalecer, o sexo – com certeza – é nosso melhor campo de batalha.

Ele me joga na cama, a gente começa a ser suor, respiração e prazer até que, de repente, ele goza. Sua porra me molha toda nos primeiros minutos do primeiro tempo. Vejo o seu olhar se calar sobre mim, sua boca se contorcer e seus olhos se voltarem para o pau lambuzado naquela camisinha, agora, imprestável. Diante disso, a transa que poderia ter sido uma delícia – perdeu seu tom mais apimentado devido a uma ejaculação precoce.

Então vamos sentar e conversar sobre isso, pois uma leitora linda me disse que seu último enlace sexual foi nestas circunstâncias. Pensa aí a situação dele e a dela naquela nudez e interrupção íntima. Enfim, o que seria exatamente a ejaculação precoce? Ela diz respeito ao fato de o orgasmo vir bem antes do desejado, é normalmente causada pela ansiedade ou excesso de estímulo, além de fatores psicológicos. Não é a toa que esta realidade condiz mais com adolescentes. Entrar na fase da sexualidade é se sentir extrapolar e por isso eles acabam não conseguindo controlar seus impulsos e ejaculam imediatamente – tanto antes como durante ou depois da penetração.

Para resolver isso, é preciso que o camarada relaxe e trabalhe o psicológico. Há quem indique atividades físicas, uma boa massagem, aquela conversa de boa ou quaisquer outros pensamentos que canalizem o furor sexual. Desse modo, reduz um pouco a excitação e prolonga a ejaculação. Casos como esses, normalmente, se resolvem com o tempo e amadurecimento perante as relações sexuais – principalmente se a parceira é fixa.

A procura de um médico acontece em último caso, ou seja, apenas se o cabra estiver envelhecendo e sem conseguir controlar seus instintos orgásticos. Portanto, leitora linda, peça para que seu parceiro dê uma lidinha nesse texto e procure outros pela web. Assim, ele verá que não é um bicho de sete cabeças e, com isso, começará a relaxar a mente e gozar no momento propício.

As pessoas têm mania de achar que sexo tem prazo de validade e, assim, ignoram a sexualidade na velhice. Esta parece não ter mais beleza e sua concretude se dá no fato de amar os netos incondicionalmente, de ter que fazer crochê, cuidar dos gatos ou voltar a ser criança devido aos problemas de saúde que venham a surgir. Envelhecer é, então, um fim quando o assunto é se amar intimamente.

Uma forma encontrada para desconstruir esse pensamento e romper tabus foi o trabalho realizado pela fotógrafa holandesa Marrie Bot. Ela criou uma série que apresenta a velhice por meio do erotismo. A princípio, as fotos causam um espanto justamente porque as pessoas não estão acostumadas a lidar com isso. O ensaio chama-se “Geliefden – Timeless Love” e foi realizado em 2004. Provavelmente você já deve ter visto uma das suas fotos pela internet, afinal, elas ganharam o mundo.

 

 

Não consegui trazer as fotos com uma qualidade melhor, mas o que vemos delas já deixa perceptível a beleza dos casais que, em plena idade, apresentam sensualidade, amor e erotismo em seus corpos e atos. Espero que esse ensaio seja um motivo a mais para mudarmos o nosso olhar. A velhice é uma fase linda que precisa ser vista como qualquer outra. Rica em experiências, ela não perde a sua majestade. Idosos fazem sexo, sim. Quando homossexuais, permanecem com sua orientação sexual e por aí vai. Não devemos nunca ignorá-los nesse sentido e lembremos: a idade chega para todos e um dia seremos nós a estarmos assim – com as marcas da idade e com todo fulgor.

O que dizer da palavra abraço? Abraçar é unir os braços de um lado a outro e enroscar-se nele sem medir distâncias. É um gesto de carinho que parece transportar a alma de lugar. É encostar o coração e mostrar que ali existe mais que um encontro de corpos, mas um amor, um companheirismo, um acalanto. O abraço é desses: conquista.

Quando a gente dança juntinho, a depender da intimidade, abraçamos, colamos, sentimo-nos. Entretanto, o abraço que quero enfatizar hoje é outro. Refere-se ao abraçar que também proporciona colar de bocas e um adentrar. É um abraço que invade a nossa privacidade e nos torna íntimos, nem que seja por uma única noite. Abraçar no ato de amar, além do coração, é a carnalidade mais intensa que existe.

O abraço pode liberar a oxitocina do cérebro, provocando o aumento do nosso sentimento e intimidade. A gente fortalece ainda mais nossos vínculos e, assim, não quer mais largar. Os nossos músculos relaxam e faz com que aliviemos e nos sintamos mais leves. Endorfinas são liberadas, aliviam, também, as nossas dores. Muita delícia, não é? Além do mais, as serotoninas passam a ser produzidas com mais intensidade. Isso significa que a autoestima fica lá no topo, abrilhantando qualquer lugar, qualquer cama, qualquer afago.

Abraçar promove uma química que nem um livro pode explicar exatamente. Os braços constroem uma confiança que só os envolvidos conseguem entender. Um abraço é sempre mais do que a palavra abraço. Ele pode aumentar a produção de dopamina no cérebro. Isso nos abre sorrisos e colore qualquer relação fragmentada. Relacionamentos saudáveis são aqueles que geram abraços infindáveis.

Quem é que faz sexo, aqui, sem enroscar o outro? Algumas posições não precisam deste emaranhar-se, mas é o novelo completo que faz a festa ser inteira. Na festa que os corpos sabiamente promovem, a gente abraça a torto e a direita. É assim que sabemos que a química rolou, o santo bateu e se o forrozinho a dois debaixo dos lençóis pode continuar. O bolero, então, pode ser trilha. O tango, intenção.

É com o abraço que tudo começa e torna tudo sem tino na gostosa vontade de passar sorrindo, sentindo e lidando com aquele desejo de ser mais que abraço. Ser pernaço e aço – fortaleza que faz com que a palavra abraço termine forte, rente e sem pudor algum.