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Em casa me arrumando para mais um dia de trabalho, saio do banho e sinto a fragrância do meu shampoo. Pego meu hidratante e deslizo os dedos por todo meu corpo, sinto minha pele macia e imagino o quanto eu queria outras mãos nela agora. Coloco minhas meias e um vestido, pego meu sobretudo e saio de casa, já estava atrasada. Eu estudo literatura e estagio em uma editora perto de casa, quase não tenho tempo para mim, o que é ao mesmo tempo reconfortante e assustador. Saio da faculdade e vou para o trabalho sinto como se o dia fosse seguir seu curso natural.

Ao entrar com meu copo de café às pressas no prédio, acabo me esbarrando em um homem, peço mil desculpas e tento ajudá-lo. Corro na cozinha para funcionários agarrada as suas mãos e o limpo, paro e só então reparo em seu rosto jovial. Ele tinha mais ou menos uns 28 anos, pouca coisa a mais do que eu, certeza. Desculpo-me mais uma vez e me despeço indo para minha sala.

Passo o dia todo pensando no acontecido de mais cedo, leio mais alguns possíveis livros e me prendo em um: Ao caminho da escuridão. Já no titulo eu me deparo com qual seria o contexto do livro e fiquei a tarde toda nele, levo-o ao meu chefe e apresento como um potencial a ser publicado. Modéstia parte, os três últimos livros que eu o apresentei foram sucesso de vendas.

Volto para casa em mais um dia concluído e me jogo na banheira analisando os acontecimentos do meu dia. Levanto para atender ao telefone e vejo meus amigos me chamando para ir a uma baladinha. Aceito e em 20 minutos já estou a espera deles. Aguardo ansiosa, pois precisava esquecer aquele rosto de mais cedo. Rodrigo, Aline e Pietro chegam para me pegar. Fomos à mais nova baladinha da cidade, lá nesses últimos dias era o local do momento. Entramos e peço um drink, fomos à pista de dança e avisto lá do outro lado do bar o homem de hoje mais cedo.  Ignoro, pois já passei tempo demais com ele na cabeça e danço como se não houvesse amanhã.

Quando sinto uma mão na cintura e um sussurro me perguntando se queria seduzir todos os homens do recinto, olho para trás e era o homem de mais cedo. Digo que o único homem que quero seduzir é ele, brinco. Rimos bastante, mas meu inconsciente sabe que é verdade. Começamos a dançar e eu estava cada vez mais atraída por ele. E sentir aquelas mãos em meu corpo só fazia meu desejo aumentar. Paro quase sem ar e vou ao banheiro, com a Aline me perguntando quem era aquele homem de 1,80, moreno e olhos azuis, rindo respondo o desastre de hoje mais cedo para ela.

Saio do banheiro e sinto uma mão me puxando, olho e era ele. Apenas o sigo. Entramos em uma salinha reservada, só pessoas Vips tem acesso a ela, mais nem me atento a isso. Ele se aproxima de mim e pergunta se podia me beijar, olhando nos meus olhos ele já sabia que eu era dele. Apenas balanço minha cabeça em um sinal de consentimento e nossos lábios se tocam. Uma onda de eletricidade percorre meu corpo, envolvo meus braços em seu pescoço e sinto o gosto da sua boca, o doce e o tom alcoólico do seu beijo me entorpecem.

Sinto suas mãos percorrendo minha perna até segurar a barra do meu vestido e, com um movimento único, eu fico seminua na sua frente. Não me sinto tímida, pelo contrário, me sinto poderosa, me sinto desejada, quero sentir sua boca em cada centímetro do meu corpo. E, como se ele lesse minha mente, me joga no sofá e começa a beijar minhas pernas, contorço de prazer. À medida que ele sobe, a ânsia de tê-lo dentro de mim cresce e ele brinca e acaricia minha barriga e, enfim, chega com seu beijo doce. Tento me movimentar e sinto o quão dominador ele é e naquele momento eu não queria mais nada só o toque de sua boca e mãos em minha pele.

Retiro a sua blusa e fico admirando aquela escultura, desabotoo sua calça e o liberto para mim. por um momento sinto que estou no controle, mas estou enganada. Ele me prende e desce beijando minha nuca, eu já estava completamente entregue a ele e ele sabia disso. Olhando nos meus olhos, ele me penetra em um movimento ímpar. Sentir cada centímetro dele entrando era como se eu encontrasse o pote de doces no final do arco-íris e num vai e vem cadenciado me delicio com o seu gosto, toque e cheiro. Cada vez que se intensifica, sinto que estava prestes a explodir e assim acontece como se nosso corpo fossem programados para o prazer. Ficamos ali curtindo o momento e nos conhecendo enquanto ele acariciava meu corpo com a pontas dos dedos.

Momentos depois nos despedimos e eu sentia que aquilo, aquele momento seria único e o último. Torcia para estar enganada, acho meus amigos, nos divertimos mais um pouco e vou para minha casa. Tomo um banho e me deito sentindo o gosto mais exótico e único da minha vida e, assim, adormeço.

Durante muito tempo eu tive resistência em ter aplicativos de relacionamento até que um dia uma amiga me indicou um e eu resolvi baixar. Rapidamente começaram a surgir contatinhos ou crushs. No dia seguinte, um professor universitário comentou minha foto e a partir daí surgiu um interesse múltiplo. Um pouco mais de um mês conversando pelo aplicativo e resolvemos papear no WhatsApp.

Papo vem, papo vai … Eis que chega a hora dos nudes. Mostrar a buceta completamente era um tabu, pois eu não tenho pequenos lábios. Tenho grandes e gigantescos lábios e isso me deixava constrangida, mas o meu teacher me fez sentir a vontade e ainda disse que lábios iguais aos meus eram mais apetitosos. Depois disso, a vergonha foi embora e mostrar a minha pepeca virou rotina.

Fizemos sexo virtual durante várias madrugadas e ele pedia para eu mostrar o meu cuzinho e duvidava que o bichinho fosse virgem. Nas conversas, ele dizia que iria lambê-lo, massageá-lo e arrombá-lo. Eu imaginava a dor e não me empolgava com a ideia de sexo anal. Ele também comentava que tinha uma ereção que durava em média três horas e eu não acreditava.

Passaram três meses, eu estava de férias e pretendia passar rapidamente por Salvador antes de ir para outro estado. Marcamos um encontro. Eu estava ansiosa e assim que eu pisei meus pés na capital, por volta das 5h30, enviei uma mensagem avisando da minha chegada. Ele me ligou e disse que rapidamente chegaria ao meu encontro. Rapidinho ele chegou. Um beijo, abraços e partimos para um motel. Ele era um estranho e uma pitada de medo chegou em mim. Chegamos e fui diretamente para o banho. Vesti uma lingerie preta, passei um óleo no corpo e fui despojar-me naquela cama redonda.

Beijos gostosos, lambidas na orelha, mordidas no pescoço, chupões nos seios enquanto a mão estava dentro da minha calcinha. A barba mal feita começou a roçar minha barriga, em seguida a boca já sugava e puxava meus lábios e eu gemia de prazer. O homem chupava com gosto e enviava dedos dentro da minha buceta. A língua foi descendo até chegar em meu cuzinho. Lambeu, fez uma massagem, penetrou um dedo e depois voltou a fazer oral e dando mordidazinhas.

– “Você quer que eu arrombe seu cuzinho?
A resposta foi sim.
-Minha putinha, quer que eu meta primeiro em qual buraco?
– Na buceta!

E assim o cara fez com gosto. Me comeu em todas as posições possíveis e meu gemido de prazer ecoava naquele quarto. Quando eu estava de quatro, ganhei tapas na bunda e muitos puxões de cabelo. Cavalguei enquanto ele me masturbava. O meu professor estava me ensinando a ser uma puta na cama e eu amei cada ensinamento.

Uma pausa, alguns beijos, ele me virou de costas, começou a passar lubrificante em meu cuzinho e enfiou seu pau grosso nele. Não vi estrelas, vi constelações. Senti uma dor que me fez gritar e ele penetrava devagar, mas o incômodo persistia. Resolvemos parar e voltar a fuder minha perereca. Ele me levou para uma poltrona, pegou o cinto, amarrou em minha cintura. Como um animal galopando, eu fui posta. De quatro, domada, ele me comida, eu tinha orgasmos e era divino.

Estava exausta e pedi uma pausa. Tomei um pouco d’agua e, ajoelhada no chão, chupei seu pau e massageava seu saco. Me pegou pelo braço, jogou-me na cama e me lambeu igual a um gato que se esbalda em seu leite. Voltamos ao sexo anal, a dorzinha foi dando lugar ao prazer e eu fui gostando, dei de quatro, ladinho, coqueirinho e galopando.
Levei um vibrador e ele foi posto dentro da xoxota e o pau continuava no outro extremo. Jesussss! O homem entendia demais dos paranauês e eu estava enlouquecida. Nunca tinha sido comida daquele jeito. Também levei o ovinho vibrador que foi parar dentro da minha buceta junto com o pau do meu amante. Penetração com vibração simultaneamente, minhas pernas tremiam e eu jorrava gozo.

Ele, segurando em meu pescoço dizia: Minha puta deliciosa.

Passava das três horas de sexo e eu não aguentava mais. Voltamos para o oral e eu não sabia que estava tendo outro orgasmo ou se era vontade de fazer xixi. Pedi para ir ao banheiro e ele me perguntou se eu queria mijar, a resposta foi que sim. Ele mandou que eu fizesse eu sua cara, meteu a língua na buceta e igual um cão feroz devorava-a. Eu suava e ele ordenava que eu fizesse xixi ali, mas não consegui. Corri para o banheiro e quando estava aliviando meu desejo, o homem adentra o banheiro, mete a mão na xana e me coloca para fazer oral nele e ordena para que eu lambuze sua mão com urina ou gozo.

Passamos minutos naquele banheiro e eu fiz o que ele pediu. Eu estava fodida e mal conseguia andar e nada do homem gozar. Fomos para a banheira, ficamos trocando carícias e voltamos a fuder. Transar na banheira é uma delícia. Saímos da banheira, ele me amassando, mordendo e pôs sobre a cama e a transa prosseguiu. Arreganhou minhas pernas, fez um frango assado divino, depois um papai e mamãe intenso e meus peitos cheios de mordidas.

Levantou-se! Me puxou pelas pernas, as esticou e pôs em seus ombros. Meu cuzinho voltava a ser comido e o consolo posto na buceta era prazer misturado com exaustão. De ladinho, fui comida do jeito que ele queria, após três horas e meia, aos gritos de “Você é minha puta e eu vou te comer muito mais”, ele gozou. No final, eu me encontrava aos beijos e carícias em seu peito peludo com um cafunezinho em mim e pedindo forças para levantar e ir até o banheiro para tomar um banho.

Ao mestre com carinho, ousadia e vontade de ser sua puta novamente.

Em 2016, foi lançado um Projeto de Lei  6.449/2016 com a proposta de que as operadoras fossem obrigadas a criar um sistema que filtrasse e interrompesse automaticamente todos os conteúdos pornográficos na internet. De acordo com o deputado federal que lançou o projeto, o intuito era combater o vício em masturbação e pornografia, principalmente entre os mais jovens. O deputado em questão é Marcelo Aguiar (DEM-SP). Cantor e pastor evangélico, ele acredita que o fácil acesso à conteúdos adultos pode tornar os jovens viciados a masturbação, deixando de lado o sexo com o(a) parceiro(a).

À primeira vista, a gente toma um susto e, em um segundo olhar, começamos a fazer algumas ressalvas contra o assunto. Sabemos que o vício à pornografia existe e que, inclusive, é mais sério do que se possa imaginar porque tal dependência pode causar problemas à. saúde sexual do viciado e torná-lo inapto para as práticas sexuais, visto que não encontrará no outro um desenvolvimento sexual e corpóreo exatamente igual ao que é apresentado na internet. Por não poder vivenciar exatamente como costuma assistir, ele se torna apto apenas à famosa punhetinha. Casos como esse ocorrem perante o consumo exagerado a este tipo de conteúdo.

Ver, por exemplo, pornografia no celular praticamente todos os dias não me tornaria uma dependente; mas me abalar por não ver e ficar horas vinculada aquilo diariamente pode ser um sintoma de que algo começou a desandar. Sendo assim, o mais adequado é conversar e buscar tratamento com um psicólogo. Há casos em que a vida profissional e familiar se desestrutura completamente por conta disso, provando que não há nada de saudável naquele que se vê o tempo todo investido em pornografia.

Entretanto nada disso torna válido o Projeto de Lei proposto por Marcelo Aguiar. Acredito muito em políticas públicas e em educação sexual nas escolas. É assim que a gente evita que adolescentes procurem e se fixem em tais conteúdos no meio virtual. É por meio da boa informação que educamos indivíduos conscientes sexualmente. A censura só nos torna mais curiosos. Além do mais, já existem formas de bloquear conteúdo adulto para crianças e adolescentes. Cabe aos pais, aderir a isso. Agora, eu quero saber o que vocês acham sobre o assunto. Pode comentar à vontade. Inclusive, adoro!

Depois de uma sessão dolorosa de terapia, eu me recordei de uma cena que vivi durante minha infância. É como se eu estivesse ali, na sala de minha casa, usando um shortinho folgado e uma blusa laranja. Enquanto minha mãe preparava um suco, aquele senhor, primo distintíssimo de minha avó, pegava-me pela mão e pedia para eu ficar sentada em seu colo. Aproveitava a ausência da minha mãe e sua mão adentrava a minha calcinha, sentia seu dedo apertando minha vagina e ele dizia que menina boazinha não gritava e também não comentava com ninguém o que o tio fazia.

Minha mãe sempre dizia que as meninas deveriam sempre obedecer aos mais velhos e assim eu fazia. A presença do primo idoso durou alguns dias e, sempre à tarde, ele aparecia, trazia doces para mim e, quando estávamos sós, eu degustava meus doces e ele alisava minha vagina. Recordo com muito nojo do pênis dele. Um dia ele mostrou um pouco de seu órgão para mim e colou minha mãozinha sobre a cabeça de seu pênis. A tarde foi mais longa porque minha mãe estava lavando roupas.

Eu era apenas uma criança de sete anos. Eu passei uma boa parte de minha vida sem comentar esse ato com ninguém, só tive coragem de revelar à minha psicóloga e meus traumas foram desvendados.

Caros leitores, o dedo dele me silenciou e eu tinha medo de ficar em lugares com muitos homens. Pegar carona, dividir a sala de trabalho, abraçar algum homem com cabelos brancos era algo impossível de realizar. Perdi a virgindade após os 24 anos e fazer sexo só à meia luz. Tenho medo dos dedos que podem me ferir e ainda não consigo me satisfazer plenamente na cama. A ida ao ginecologista é pavorosa, sinto dores pelo fato de saber que ele irá tocar em mim, fico inconsciente e choro.

Aquele senhor deixou cicatriz em mim. Eu tinha idade para ser sua bisneta e ele me molestava. Por que algumas pessoas são tão cruéis com crianças? Por que aquele dedo me tocava durante as férias? Por que não me ensinaram a não ser boazinha e desobedecer algumas pessoas? Tantas perguntas me sufocaram e tantos desejos enterrados dentro de mim.

Caros despudorados, compartilho o meu trauma para que quem têm filhos possa ensiná-los a sempre falar o que sente ou o que fizeram com ele ou se alguma pessoa tocou em seus seios, vagina, ânus e pênis. Traumas doem e castigam.

A terapia me ajudou a vencer alguns medos, mas ainda sei que preciso libertar-me das marcas para gozar plenamente de prazer.

 

Palavras de uma despudorada da Bahia.

Quando me passa a mão pela cintura, diz ela. E quando senta sobre mim, aponta ele com o queixo. Para cada fala, uma reticências que prevê tudo o que virá depois. Não há dúvidas do derrame, da volúpia e da lascividade presente neste encontro. Foi assim, é assim e vai continuar deste mesmo modo em relação à atração no trabalho ou, digamos, troca de interesses. Quem nunca teve vontade de tirar a roupa diante daquela brincadeira de passar a mão aqui e ali em um dito sem querer? Sim, talvez essa vontade nunca lhe tenha passado pela cabeça, mas isso deve ter suas razões – e outra: ninguém é igual a ninguém, óbvio.

Esse assunto, apesar de não abranger a todos, é importante porque não deixa de acontecer. É aí que nos perguntamos sobre a ética profissional e sobre o fato de ter que ver a bendita carinha alheia todo santo dia – realmente é preocupante, mas a depender da profissão, do comportamento e dos cargos que ambos ocupam…é tranquilo e não vai mudar em nada a rotina de trabalho.

Agora vou citar os casos que podem resultar em uma dorzinha de cabeça: empregado com padrão dá merda, velho. Prefiro ficar na minha e não dar ousadia. O mesmo se dá com cargos de subordinação e avaliação. Esse “merda” e “foda” por ser convertidos em seu sentido caso o sexo se dê por meros interesses. Algo que não é da minha alçada, amores; além disso, sexo no trabalho de forma que os outros percebam ou saibam é foda. Se fizer, faça discretamente e de forma que ninguém nunca descubra porque assim você come e repete o prato. Há outros casos que eu não me lembre? Se sim, aceito com muito prazer nos comentários.

Dizem que a delícia dessa relação é o fato de parecer romper com os princípios éticos. Tudo o que soa perigo, ressoa em adrenalina e sexo com isso é um manjar de lamber os beiços. No entanto, há casos e ambientes de trabalho tranquilos que dão margem à um relacionamento além do sexo. Casos como esse acontecem, também, todos os dias e alguns deles resultam em casamentos que dão super certo. Contigo já rolou situações como essas? Conta pra mim e compartilha com a gente, vamos ficar bem atentos – a gente promete!

As pessoas têm mania de achar que sexo tem prazo de validade e, assim, ignoram a sexualidade na velhice. Esta parece não ter mais beleza e sua concretude se dá no fato de amar os netos incondicionalmente, de ter que fazer crochê, cuidar dos gatos ou voltar a ser criança devido aos problemas de saúde que venham a surgir. Envelhecer é, então, um fim quando o assunto é se amar intimamente.

Uma forma encontrada para desconstruir esse pensamento e romper tabus foi o trabalho realizado pela fotógrafa holandesa Marrie Bot. Ela criou uma série que apresenta a velhice por meio do erotismo. A princípio, as fotos causam um espanto justamente porque as pessoas não estão acostumadas a lidar com isso. O ensaio chama-se “Geliefden – Timeless Love” e foi realizado em 2004. Provavelmente você já deve ter visto uma das suas fotos pela internet, afinal, elas ganharam o mundo.

 

 

Não consegui trazer as fotos com uma qualidade melhor, mas o que vemos delas já deixa perceptível a beleza dos casais que, em plena idade, apresentam sensualidade, amor e erotismo em seus corpos e atos. Espero que esse ensaio seja um motivo a mais para mudarmos o nosso olhar. A velhice é uma fase linda que precisa ser vista como qualquer outra. Rica em experiências, ela não perde a sua majestade. Idosos fazem sexo, sim. Quando homossexuais, permanecem com sua orientação sexual e por aí vai. Não devemos nunca ignorá-los nesse sentido e lembremos: a idade chega para todos e um dia seremos nós a estarmos assim – com as marcas da idade e com todo fulgor.

Não me lembro o nome dele e, se eu lembrasse, provavelmente não poderia contar. Mas a ideia das confissões no snapgram do Pudor Nenhum foi sugestão de um seguidor, que eu me lembre, assíduo da página. Eu já havia percebido o modismo que existia nisso, porém, ainda não havia aberto as minhas portas. Então, ele surgiu perguntando porque eu não abria o espaço para confissões e que ele, despudorado, gostaria de se confessar. Não hesitei. Ele, então, fez a sua confissão e a partir daí muitas outras vieram.

De acordo com Michel Foucault, em História da Sexualidade I, o ato de se confessar surgiu com o cristianismo. Sendo assim, a confissão é considerada, na sociedade ocidental, uma das técnicas mais valorizadas para a produção de verdade, pela qual a sexualidade foi colocada em evidência e compreendida como uma forma de vincular a salvação ao domínio de seus movimentos mais obscuros. Desse modo, confessar-se é se colocar neste lugar de verdade, de liberdade e de entrega de si por meio do que lhe é mais íntimo: a sexualidade.

Com as confissões, eu percebi que alguns desejos e angústias se repetiam. Mais do que isso, pude obter um recorte de como nós, seres humanos, somos em relação ao assunto. Então, fiz uma listinha com 5 ítens que mais se reptiram entre os despudorados. Assim, podemos refletir juntos sobre nossa posição nesse universo que é tão nosso e, ao mesmo tempo, tão de todos.

 

Esse desejo não é coisa de homens e mulheres solteiras, não. Pelo contrário. Homens e mulheres que são casados estão mais propensos à inovação no relacionamento. Tanto elas quando eles querem um ménage, que seria aquele sexo a três. Porém, existe o receio de um deles se envolver com a terceira pessoa. Além disso, perguntam-se: Onde conseguir essa terceira pessoa? Pensam: precisa ser alguém bem estranho para que não nos vejamos nunca mais. Surge a dúvida: e se ela chupar melhor que eu? E se ele achar que ela tem melhor performance que a minha?

Além disso, o ménage ao qual estou me referindo é aquele entre duas mulheres e um homem. Os que envolvem dois homens e uma mulher ainda não estão entre os preferidos. A força que o homem tem na sociedade retrai muitas mulheres a quererem estar entre dois deles. Há também um fator: aquele que virá no próximo ponto. Veja!

 

É isso mesmo. Eu me surpreendi com a quantidade de mulheres que sentem vontade de receber um sexo oral de outra mulher e, inclusive, é essa vontade que faz com que sintam vontade um ménage com seu parceiro e outra mulher. Não dizem que só uma mulher conhece a outra perfeitamente? Pois é. Acreditando nessa máxima, esta é uma vontade que muitas tem, mas nem todas tem coragem de falar e experimentar.

Falar que querem ter essa relação sexual com outra do mesmo sexo faz com que tenham receio de serem vistas como homossexuais. Elas acreditam que esse desejo seja apenas uma fantasia e não algo pra vida. Muitas também ficam em dúvidas se são bissexuais, pois gostam muito de homem, mas, ao mesmo tempo, sentem muito essa vontade. Inclusive, esse querer tanto também é justificado pelo próximo item.

 

Não é de estranhar que mais mulheres reclamem do seu relacionamento do que os homens. À eles, cabe o papel legítimo de trair. Afinal, existe um ditado que diz: todo homem trai. Assim, a insatisfação é golpeada logo no início e ele parte para outros caminhos fora de casa. Para a mulher, cabe o julgamento. Mulheres que traem são desmoralizadas. Devido a isso, elas demoram mais de trair. Sustentam por mais tempo suas insatisfações e, consequentemente, reclamam mais.

Algumas traem e, assim, sentem-se mais felizes. Vêem no amante seu desejo renovado. Seu amor próprio se inflama. Algumas sentem vontade de trair, mas tem medo e não conseguem. Outras propõem ménages, como foi citado acima, e produtos eróticos para esquentar a desgastada relação. Há, também, aquelas que pedem dicas porque já não sabem mais o que fazer e, muitas delas, vivem em relações abusivas. A insatisfação, neste caso, triplica.

 

Muitas mulheres não conhecem o seu corpo o suficiente nesta relação gostosa com o outro. Ela se descobre entre dedos e isso faz com que a liberdade a tome. É gostoso gozar sozinha e é gostoso quando ele a faz gozar do jeito que ela se acostumou; mas quando o pênis a penetra, pode rolar tensão, pode rolar muita vontade de fazer bonito pra ele e uma exigência grande de si mesma em se mostrar sexualmente imperiosa. Tudo isso inibe o prazer no momento da penetração.

Com certeza pode haver mais fatores e preciso estudar a respeito. Isso foi até algo que falei com uma seguidora no Instagram dia desses. Não sentir prazer na penetração é muito mais comum do que imaginamos. Ah, e também pode ter relação com a forma como os corpos estão dispostos neste estímulo que os dedos alcançam, mas que o pênis pode não alcançar. Quando penetradas, não é só o homem que se esforça e rebola, a gente também precisa pulsionar e fazer a nossa parte.

Diante deste item, encontrei alguns casos mais agravantes: mulheres não sabem quando gozam. Entretanto, não foi algo tão comum assim e, por isso, não vou colocar como um item à parte – por enquanto. Mas sinto que precisamos de um post inteiro para abordar esse assunto, até porque ele faz um link com vários outros. Vou até por ele em minha agenda, ta?

 

Vocês perceberam que todos os itens anteriores são referentes às mulheres, não é? Apesar dos homens se confessarem muito, são as mulheres as que mais reclamam e as que mais se parecem em suas afirmações. Em relação aos homens, o que mais chamou a atenção foi o fato deles não saberem como lidar com o relacionamento que está se fragmentando.

Alguns homens acabam traindo, algo considerado normal – infelizmente. Outros homens pensam em inserir produtos eróticos na relação e eu acho isso bem bacana. Muitos também pensam no ménage – mas sempre com outra mulher. Caso a mulher considere dois homens, ele pula fora. Um pouco egoísta, não? Com essa preferência e sem abrir mão dos desejos da parceira, você foge do objetivo que seria manter o relacionamento a todo vapor. Pense nisso!

 

Então, o que acharam de tudo isso que elenquei aqui? Você se encaixa em um desses itens? Você acha que tudo isso é realmente uma pequena mostra do que nós somos. É incrível o quanto tudo isso se repete dia após dia. Acho que a gente tem uma série de estudos que comprovam cada um dos pontos, aqui, apontados. Se eu fosse escrever sobre cada um deles, certamente teria muito conteúdo e muita experiência de confissões que me foram enviadas.

Quero salientar que todas elas são enviadas pelo Direct, mas reproduzidas de forma anônima no snapgram. Quem quiser fazê-lo de modo mais longo e queira uma intervenção/conselho meu, basta enviar para contato@pudornenhum.com.br que eu reproduzo aqui e de forma anônima, claro!

Espero que esta publicação seja significativa para todos e sigamos nessa vida sem pudor nenhum e com mais confissões deliciosas que signifiquem muito mais do que liberdade, mas grandes passos rumo ao amor e à felicidade.