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O que dizer da palavra abraço? Abraçar é unir os braços de um lado a outro e enroscar-se nele sem medir distâncias. É um gesto de carinho que parece transportar a alma de lugar. É encostar o coração e mostrar que ali existe mais que um encontro de corpos, mas um amor, um companheirismo, um acalanto. O abraço é desses: conquista.

Quando a gente dança juntinho, a depender da intimidade, abraçamos, colamos, sentimo-nos. Entretanto, o abraço que quero enfatizar hoje é outro. Refere-se ao abraçar que também proporciona colar de bocas e um adentrar. É um abraço que invade a nossa privacidade e nos torna íntimos, nem que seja por uma única noite. Abraçar no ato de amar, além do coração, é a carnalidade mais intensa que existe.

O abraço pode liberar a oxitocina do cérebro, provocando o aumento do nosso sentimento e intimidade. A gente fortalece ainda mais nossos vínculos e, assim, não quer mais largar. Os nossos músculos relaxam e faz com que aliviemos e nos sintamos mais leves. Endorfinas são liberadas, aliviam, também, as nossas dores. Muita delícia, não é? Além do mais, as serotoninas passam a ser produzidas com mais intensidade. Isso significa que a autoestima fica lá no topo, abrilhantando qualquer lugar, qualquer cama, qualquer afago.

Abraçar promove uma química que nem um livro pode explicar exatamente. Os braços constroem uma confiança que só os envolvidos conseguem entender. Um abraço é sempre mais do que a palavra abraço. Ele pode aumentar a produção de dopamina no cérebro. Isso nos abre sorrisos e colore qualquer relação fragmentada. Relacionamentos saudáveis são aqueles que geram abraços infindáveis.

Quem é que faz sexo, aqui, sem enroscar o outro? Algumas posições não precisam deste emaranhar-se, mas é o novelo completo que faz a festa ser inteira. Na festa que os corpos sabiamente promovem, a gente abraça a torto e a direita. É assim que sabemos que a química rolou, o santo bateu e se o forrozinho a dois debaixo dos lençóis pode continuar. O bolero, então, pode ser trilha. O tango, intenção.

É com o abraço que tudo começa e torna tudo sem tino na gostosa vontade de passar sorrindo, sentindo e lidando com aquele desejo de ser mais que abraço. Ser pernaço e aço – fortaleza que faz com que a palavra abraço termine forte, rente e sem pudor algum.

Pela primeira vez, eu me encontrei em uma introdução sobre vinhos. Cuidado, arte, poesia: essas três palavras definem o que representa a produção de um vinho. Foi deste modo que todo o encantamento veio a mim ao saber um pouco do seu processo até chegar às prateleiras. E, então, eu descobri que existem vinhos que tem passagem por barrica ou que, simplesmente, são feitos para serem bebidos logo. Os vinhos, assinados como clássicos, por exemplo, devem ser consumidos assim que abertos. Já aqueles marcados como reservados, nem escolho mais: já descobri que é porque o vinho não é lá essas coisas.

Esse mundo dos vinhos começou a me ser desvendado com a ajuda de Aline Oliveira. Esta linda é uma sommelière em formação na Faculdade Ruy Barbosa DeVry Universiy, em Salvador. Residente em Vitória da Conquista, na Bahia, pretende trazer essa atmosfera encantadora por meio de cursos, treinamentos ou degustação. A gente, é claro, adora essas possibilidades!

 

O encontro foi realizado na livraria Nobel em Vitória da Conquista. Além de livraria, o espaço possui uma agência de turismo, uma locadora de carros e, também, uma adega linda e aconchegante – como vêem na imagem abaixo. Neste espaço, você encontra bons vinhos e bons preços também!

Adega da Nobel, a maior rede de livrarias do Brasil, cuja filial fotografa é em Vitória da Conquista – BA.

 

Com uma decoração clássica, deparamo-nos com três taças e pães. Cada taça tem um significado no mundo dos vinhos. Para a mais estreita e comprida, o espumante ou champagne. Para vinhos, as taças mais largas e com bocas mais fechadas. Para água, taças abertas. A cada taça de vinho, duas taças de água a fim de evitar a embriaguez – sempre bom lembrar. Os significados de cada taça estão no respirar da bebida, na saída do gás carbônico enquanto este dura na taça (no caso do espumante/champagne) e por aí vai. Em outras palavras, tê-los na taça errada pode afetar em seu sabor e aroma.

A Sommelier Aline Oliveira servindo os convidados.

 

Os espumantes, diferente do que acreditamos, não se diferem do champagne a não ser pela região em que este último foi produzido. Eles possuem um processo bastante cuidadoso de produção e possuem gás carbônico. O seu sabor é leve e a sua cor bem clarinha. Uma delícia!

Infelizmente, na foto não percebemos o borbulhar do espumante. Mas ele está esplêndido e é uma delícia.

 

Em relação ao vinho branco, lembro-me muito pouco – confesso. Porém, preciso lhes falar que, antes de provarmos, ela nos perguntou qual cheiro sentíamos. Senti cheiro de maçã, mas teve quem sentisse cheiro de abacaxi ou até mesmo de giz de cera. O sabor? O mesmo do aroma. Esse sabor relacionado à nossa memória afetiva é bastante interessante.

Um vinho branco geladinho e, para mim, um sabor de maçã tentador.

 

O vinho rosé tem um sabor especial: um pouco de tanino e um adocicado. O tanino é nossa sensação de adstringência na boca, ou seja, aquele ressecar, aquela secura e puxadinha que sentimos quando o ingerimos. Nosso paladar não está acostumado e, por isso, acabamos negando em detrimento do puramente adocicado. Porém, este vinho estava muito gostoso, não resisti e fotografei a garrafa para quem quiser experimentar também!

A cor dele é mais forte devido a casca da uva e é esta, inclusive, que proporciona o tanino.

 

Existem mais de 2 mil tipos de uvas. A uva que uma participante mais ressaltou como deliciosa foi a cabernet. A sommelière Aline Oliveira concordou que o vinho proveniente desta uva realmente é muito bom. A partir deste então, lembro-me da harmonização do vinho no que concerne ao que iremos comer. Quaisquer pratos combinam com vinhos, só precisamos conhecer ou contratar os serviços de uma sommelière para saber qual o vinho ideal.

Um vinho mais encorpado: o famoso vinho tinto. Nada de pérgola que, inclusive, não é considerado vinho porque é produzido com uvas americanas – diferente das uvas adequadas para a produção do verdadeiro vinho.

 

Uva, terra, homem. Temperatura, estação. Para um vinho conforme o planejado, há uma série de cuidados necessários. O seu armazenamento também representa muito e pode mudar o seu sabor. Quem acompanha todas as etapas até que ele seja engarrafado e vá para as prateleiras é o enólogo. Alguns vinhos, inclusive, possuem o seu nome no rótulo por ter sido ele o responsável pela sua criação. Já o sommelier é o especialista que possui um conhecimento mais aprofundado e pode trabalhar em quaisquer lugares em que o vinho esteja presente e seja servido.

 

Eu, Lu Rosário, com a Sommeliere Aline Oliveira.

 

Após essa breve abordagem sobre o encontro de ontem, estarei aguardando os próximos e agora já sei um pouquinho sobre as gafes que eu sempre cometia quando comprava e bebia algum vinho. Eu nunca havia dado uma dentro. Ah, e nada disso de achar que quanto mais velho for o vinho, melhor. O vinho tem prazo de validade e, se ultrapassado, perde a sua essência – sabor e aroma. Ui, to me achando!

Para ter o contato com Aline Oliveira, acesse o seu site. Além do seu endereço virtual, você encontra seus textos no blog do Rodrigo Ferraz e no Jornal do Sudoeste. Vale a pena acessar, ler e conhecê-la. Além de linda e inteligente, passa tudo com muita simplicidade. De agora em diante, para me deixar mais inspirada, traga-me um vinho!

Não me lembro o nome dele e, se eu lembrasse, provavelmente não poderia contar. Mas a ideia das confissões no snapgram do Pudor Nenhum foi sugestão de um seguidor, que eu me lembre, assíduo da página. Eu já havia percebido o modismo que existia nisso, porém, ainda não havia aberto as minhas portas. Então, ele surgiu perguntando porque eu não abria o espaço para confissões e que ele, despudorado, gostaria de se confessar. Não hesitei. Ele, então, fez a sua confissão e a partir daí muitas outras vieram.

De acordo com Michel Foucault, em História da Sexualidade I, o ato de se confessar surgiu com o cristianismo. Sendo assim, a confissão é considerada, na sociedade ocidental, uma das técnicas mais valorizadas para a produção de verdade, pela qual a sexualidade foi colocada em evidência e compreendida como uma forma de vincular a salvação ao domínio de seus movimentos mais obscuros. Desse modo, confessar-se é se colocar neste lugar de verdade, de liberdade e de entrega de si por meio do que lhe é mais íntimo: a sexualidade.

Com as confissões, eu percebi que alguns desejos e angústias se repetiam. Mais do que isso, pude obter um recorte de como nós, seres humanos, somos em relação ao assunto. Então, fiz uma listinha com 5 ítens que mais se reptiram entre os despudorados. Assim, podemos refletir juntos sobre nossa posição nesse universo que é tão nosso e, ao mesmo tempo, tão de todos.

 

Esse desejo não é coisa de homens e mulheres solteiras, não. Pelo contrário. Homens e mulheres que são casados estão mais propensos à inovação no relacionamento. Tanto elas quando eles querem um ménage, que seria aquele sexo a três. Porém, existe o receio de um deles se envolver com a terceira pessoa. Além disso, perguntam-se: Onde conseguir essa terceira pessoa? Pensam: precisa ser alguém bem estranho para que não nos vejamos nunca mais. Surge a dúvida: e se ela chupar melhor que eu? E se ele achar que ela tem melhor performance que a minha?

Além disso, o ménage ao qual estou me referindo é aquele entre duas mulheres e um homem. Os que envolvem dois homens e uma mulher ainda não estão entre os preferidos. A força que o homem tem na sociedade retrai muitas mulheres a quererem estar entre dois deles. Há também um fator: aquele que virá no próximo ponto. Veja!

 

É isso mesmo. Eu me surpreendi com a quantidade de mulheres que sentem vontade de receber um sexo oral de outra mulher e, inclusive, é essa vontade que faz com que sintam vontade um ménage com seu parceiro e outra mulher. Não dizem que só uma mulher conhece a outra perfeitamente? Pois é. Acreditando nessa máxima, esta é uma vontade que muitas tem, mas nem todas tem coragem de falar e experimentar.

Falar que querem ter essa relação sexual com outra do mesmo sexo faz com que tenham receio de serem vistas como homossexuais. Elas acreditam que esse desejo seja apenas uma fantasia e não algo pra vida. Muitas também ficam em dúvidas se são bissexuais, pois gostam muito de homem, mas, ao mesmo tempo, sentem muito essa vontade. Inclusive, esse querer tanto também é justificado pelo próximo item.

 

Não é de estranhar que mais mulheres reclamem do seu relacionamento do que os homens. À eles, cabe o papel legítimo de trair. Afinal, existe um ditado que diz: todo homem trai. Assim, a insatisfação é golpeada logo no início e ele parte para outros caminhos fora de casa. Para a mulher, cabe o julgamento. Mulheres que traem são desmoralizadas. Devido a isso, elas demoram mais de trair. Sustentam por mais tempo suas insatisfações e, consequentemente, reclamam mais.

Algumas traem e, assim, sentem-se mais felizes. Vêem no amante seu desejo renovado. Seu amor próprio se inflama. Algumas sentem vontade de trair, mas tem medo e não conseguem. Outras propõem ménages, como foi citado acima, e produtos eróticos para esquentar a desgastada relação. Há, também, aquelas que pedem dicas porque já não sabem mais o que fazer e, muitas delas, vivem em relações abusivas. A insatisfação, neste caso, triplica.

 

Muitas mulheres não conhecem o seu corpo o suficiente nesta relação gostosa com o outro. Ela se descobre entre dedos e isso faz com que a liberdade a tome. É gostoso gozar sozinha e é gostoso quando ele a faz gozar do jeito que ela se acostumou; mas quando o pênis a penetra, pode rolar tensão, pode rolar muita vontade de fazer bonito pra ele e uma exigência grande de si mesma em se mostrar sexualmente imperiosa. Tudo isso inibe o prazer no momento da penetração.

Com certeza pode haver mais fatores e preciso estudar a respeito. Isso foi até algo que falei com uma seguidora no Instagram dia desses. Não sentir prazer na penetração é muito mais comum do que imaginamos. Ah, e também pode ter relação com a forma como os corpos estão dispostos neste estímulo que os dedos alcançam, mas que o pênis pode não alcançar. Quando penetradas, não é só o homem que se esforça e rebola, a gente também precisa pulsionar e fazer a nossa parte.

Diante deste item, encontrei alguns casos mais agravantes: mulheres não sabem quando gozam. Entretanto, não foi algo tão comum assim e, por isso, não vou colocar como um item à parte – por enquanto. Mas sinto que precisamos de um post inteiro para abordar esse assunto, até porque ele faz um link com vários outros. Vou até por ele em minha agenda, ta?

 

Vocês perceberam que todos os itens anteriores são referentes às mulheres, não é? Apesar dos homens se confessarem muito, são as mulheres as que mais reclamam e as que mais se parecem em suas afirmações. Em relação aos homens, o que mais chamou a atenção foi o fato deles não saberem como lidar com o relacionamento que está se fragmentando.

Alguns homens acabam traindo, algo considerado normal – infelizmente. Outros homens pensam em inserir produtos eróticos na relação e eu acho isso bem bacana. Muitos também pensam no ménage – mas sempre com outra mulher. Caso a mulher considere dois homens, ele pula fora. Um pouco egoísta, não? Com essa preferência e sem abrir mão dos desejos da parceira, você foge do objetivo que seria manter o relacionamento a todo vapor. Pense nisso!

 

Então, o que acharam de tudo isso que elenquei aqui? Você se encaixa em um desses itens? Você acha que tudo isso é realmente uma pequena mostra do que nós somos. É incrível o quanto tudo isso se repete dia após dia. Acho que a gente tem uma série de estudos que comprovam cada um dos pontos, aqui, apontados. Se eu fosse escrever sobre cada um deles, certamente teria muito conteúdo e muita experiência de confissões que me foram enviadas.

Quero salientar que todas elas são enviadas pelo Direct, mas reproduzidas de forma anônima no snapgram. Quem quiser fazê-lo de modo mais longo e queira uma intervenção/conselho meu, basta enviar para contato@pudornenhum.com.br que eu reproduzo aqui e de forma anônima, claro!

Espero que esta publicação seja significativa para todos e sigamos nessa vida sem pudor nenhum e com mais confissões deliciosas que signifiquem muito mais do que liberdade, mas grandes passos rumo ao amor e à felicidade.

Por indicação de uma despudorada, eu descobri o trabalho de Cécile Dormeau e me apaixonei. Esta linda é uma ilustradora francesa que vive no subúrbio de Paris, assim ela afirma em seu Tumblr. Formou-se, em 2011, na Escola de Design Estienne em Paris, trabalhou como designer gráfico e ilustradora em agências de design em Hamburgo e Berlim e também como diretora de arte júnior em uma agência de publicidade em Frankfurt. Atualmente, segue sua carreira de ilustradora e tem como um de seus clientes, o Google.

A arte de Dormeau mostra mulheres reais, ou seja, aquele feminino que ninguém quer ver. Com humor e beleza, ela nos presenteia com imagens que nos permitem uma identificação. A gente se vê naquela posição, a gente se vê em cada ilustração e em cada gif (porque ela também os produz lindamente).

 

Sabe aquela história de que ir pra praia exige um corpo de praia? Pois é, Cécile Dormeau mostra esse corpinho que as pessoas negam, mas que deve ser aceito SIM. Essa história de corpo de praia é migué. A gente vai pro lugar que a gente quiser com o corpo que a gente tem e nem por isso deixa de ser uma gata!

 

 

Nós, mulheres, vivemos naquela batalha do depilar-se. No inverno, deixamos os pelos correrem mais soltos. No verão, queremos usar roupinhas curtas e resolvemos fazer uma depilaçãozinha. Doi pra caramba, mas a gente faz pra se sentir melhor diante das curtezas, porém, quando não queremos, também deixamos ao nosso bel prazer. Se for reclamar, fazemos uma mostra do que é se depilar em você. Depois quero ver abrir o bico novamente!

Quando estamos apertadas para ir ao banheiro, vamos ao masculino, sim. O quê que tem? Todos os dois tem vaso sanitário do mesmo jeito e ninguém vai me ver nua só porque entrei lá. Pra isso, existe chave ou outra amiga pra ficar de olho e impedir que um boy entre. Além do mais, ele não pode fazer nada comigo à força e entrar em um banheiro masculino não significa querer algo. Quer dizer, significa querer fazer xixi ou um cocozinho.

A gente come o tanto que quiser, na hora que quiser e suja tudo mexxxxmo. Essa história de que é delicada já não está mais em alta. Somos como qualquer um e podemos fazer a maior bagunça independente de estarmos em nossos melhores dias. E fazer isso não é feio, é apenas mostrar o que se é.

Nós bebemos vinho, tequila, cerveja, cachaça e o escambau. Mulher que não é aguenta beber já não existe. A gente aguenta o que vier pela frente. A gente bebe, sim, e se diverte. A gente é daquelas: bela, despudorada e do bar.

 

 

 

Quando cansamos do espelho, mudamos. Quando queremos surpreender, sabemos como fazer isso. A nossa beleza sempre pode ser retocada. Somos assim: nem sempre vaidade, mas sempre com mil possibilidades para sermos várias belezuras em uma. Nosso espelho sempre nos agradece!

Estrias e celulites fazem parte. Elas são consequências de muitas coisas na vida, tais como engorda-emagrece ou emagrece-engorda e, até mesmo, uma gravidez podem nos deixar com a barriga cheia de listrinhas mostrando que dali saiu uma vida. Não podemos ter vergonha do nosso corpo e das nossas marcas, pois todas elas têm uma história que só a gente e o nosso corpo sabem contar.

 

Quem te iludiu dizendo que a gente não peida, não sabia o que estava falando. A gente não solta nenhuma purpurina. Soltamos gazes com odor ou não, mas soltamos. Nosso organismo funciona como o de qualquer pessoa. Esta imagem cheia de humor resume minha vontade nesses momentos em que me bumbunzinho sofre seus assédios.

 

Nós somos o que queremos ser. Nosso limite é dado por nós mesmas. A gente se tatua quando quer, se depila quando quer, veste o que quer, faz o que quer. Nossas regras, nosso corpo. Infelizmente, esta é a última imagem que lhes trago, senão vou ficar o tempo todo aqui e esse post ficará imeeeeenso!

Quem quiser conhecer mais ainda sobre o trabalho dessa ilustradora fantástica, acesse suas redes sociais. Ela está no Facebook, no Instagram e no Tumblr. Espero que tenham gostado e se divertido junto comigo porque eu, simplesmente, amei.

Cidade pequena, litorânea. Contexto: viagem para desopilar o fim súbito de um relacionamento de 3 anos. Minha amiga-anfitriã sai para trabalhar e eu fico em casa, teoricamente a fim de trabalhar no computador. Mas sabe como é… calor, mente inquieta, hormônios fervendo pelo corpo. Baixei o TINDER. Eita, logo eu. Sempre falava coisas do tipo “acho que não funciona pra mim, gosto dos encontros naturais, a química só acontece na hora tal tal caixinha de fósforo”. Pois, o fato é que eu não tava fazendo nada mesmo e tudo bem dar só uma olhadinha, não mata ninguém. Olhei, olhei, bando de gente estranha (pensarão eles o mesmo de mim?)… entre homens e mulheres de todos os tipos, dei uns 5 likes e segui fazendo minhas coisas em casa.

Perto da hora do almoço, vejo a notificação: match e uma mensagem de um cara! Que homem! Senhor, de longe o mais lindo que eu tinha visto. Alto, sorrisão, negro, forte. Muito forte, tipo musculoso, barriga de tanquinho. Nem faz lá meu tipo essas coisas, mas achei bonito, vamos ver. Conversa vai, conversa vem, será que ele é de verdade? Dei uma investigada pelas redes, parece que sim, gente boa, não posta nada babaca, toca saxofone. Me chamou pra ir pra praia. Eu fui. Peguei o moto taxi e ele estava me esperando de bicicleta. Todo lindo. Parecia que saiu direto de um poster “colírio” da Revista Capricho pra um encontro casual e inesperado comigo. Gente, essas coisas acontecem na vida real, tô boba… oi, oi, sorriso, beijinho, conversinha, uma timidez safada meio disfarçada, meio escancarada.

Muito doce e simpático ele. Jeito de meninão, sabe, embora tenha 24. coisa de gente do interior. Me falou que morava ali perto e conhecia tudo. Que andando pelas pedras logo ali dava numa prainha que ninguém conhecia. Lá fomos nós. No caminho pra lá, chego a me perguntar se não era loucura isso, estar indo para uma praia deserta com um desconhecido, mas tinha uma coisa leve no sorriso dele que me inspirou muita confiança. Fui sem olhar pra trás.

A praia era realmente deserta, bem pequenina e encantadora. Conversamos mais. Bora banhar? Vamo. Na primeira deixa dentro da água (rasinha era), ele me beijou. Beijo gostoso. Ah, como amo lábios grandes! E olha que aqueles braços fortes não servem só pra tirar selfie viu, o cara tinha a pegada mesmo. Me envolveu naquele corpo forte. O movimentar do mar levava nossos corpos ao encontro um do outro, num vai-e-vem gostoso (tá, talvez não tenha sido – apenas – o mar que provocou esse movimento). Fui me entregando. Ele, pegando no meu bumbum, por trás, entrou com os dedos no meu biquine que nem percebi direito e quando vi já estava com o dedo no clítoris. Pensei, opa.

Encontrou o clítoris de primeira, já gosto desse homem. Tava tão bom que até me esqueci que tava menstruada. Quando ele fez um movimento de enfiar o dedo, me retrai, ele entendeu o sinal e parou. {santo remédio esse copinho menstrual, sempre bom glorificar de pé, de joelhos, de 4, tudo!}. Ele lembrou que precisava voltar porque deixou a bicicleta com um rapaz da barraca de praia e já eram 17h. Voltamos. No caminho, experimento um olhar distanciado e vejo que situação inusitada, parece mesmo enrendo de conto erótico ou de filme pornô, não parece algo que aconteceria comigo, logo eu, que há 2 dias atrás tava sofrendo de amores e sem nenhum contatinho sequer. Mas tava acontecendo sim, e desse jeitinho que vos conto, como o título sugere, a história é real e aconteceu há dois dias atrás, tá fresquinha.

Ele pergunta que hora eu tenho que ir pra casa. Não sei bem o que responder. Ainda estou me acostumando com essa lógica desprendida e gostosa de ser solteira, não ter que olhar horários etc etc pra responder as coisas. Falei que não tinha horário. Ele perguntou se eu queria ir pra outra praia. Vamos! Subi no quadro da bike dele e partimos. Fim de tarde, terra cora, paisagem linda, eu andando na garupa desse semi-desconhecido-deuso, tomando vento na cara. Passamos por uns dois bairros da periferia até chegar nessa praia. Já era quase noite e estava deserta. Conversamos, nos beijamos, rolamos na areia. De verdade! Mas brincando… ele é jiujiteiro, ficou me ensinando como dar chave de braço, estrangular e outras coisas legais (queria lembrar tudo, ai, por que tão esquecida?). Resultado: ficamos cheios de areia.

Ele, que tinha me prometido uma massagem num desses papos, fez a proposta: podemos ir pra minha casa, é aqui perto, você toma banho e eu faço a massagem. Faz mesmo? Faço. Seeei, penso cá com meus botões. Só quer me comer, essa massagem aí é puro migué. Mas vou mesmo assim. Chegamos na casa dele, um lugar simples, piso de chão mesmo sabe, parede de parede, cortinas no lugar das portas. Entrei no banheiro e tinha um carangueijo no box! Tomei um susto, rs. Ah, é do meu tio, ele guarda num pneu, pera, deixa eu pegar, vixe, é difícil, se tomar uma dessas dói pra caralho, pronto, conseguiu.

Tomei banho e entrei no quarto do meu querido desconhecido. Vamos à massagem, pois! Tirei a roupa e deitei de costas, com um lençol cobrindo do bumbum pra baixo. Ele começou, com óleo e tudo. MEU DEUS! o cara tem a manha. Vai massageando pra valer, ele tem uma mão grande e áspera de trabalhador (nem contei, ele trabalha com instalação de janelas de vidro, alumínio etc.) e ao mesmo tempo um toque sensível. Desse jeito, ele massageou meu corpo inteiro: cabeça, mãos, pés sem esquecer de nada. Depois descobriu minha bunda e massageou também. Nessa hora já tava louca e tipo muito molhada, mas não me mexia, gostei de ficar assim, estátua. Pensei que ele já ia querer vir metendo, mas não… me mandou virar de barriga pra cima e continuou a massagem.

Perdi um pouco a noção de tempo dessa noite, mas seguramente ele ficou mais de uma hora me massageando. Ele não tinha pressa nenhuma, pra nada. Os caminhos das mãos dele no meu corpo levaram, ao fim e naturalmente, à minha vulva. Parecia que ele tinha trabalhado atentamente para empurrar toda a energia para aquele região, que agora pulsava. A massagem virou uma masturbação muito gostosa, eu com os olhos fechados, sentindo tudo aquilo acontecer, todo aquele poder vibrando ali entre as minhas pernas. Em vários momentos pensei que ia gozar, que já não tava aguentando mais tanto prazer, quando ele foi e começou a me chupar.

Pode parecer estranho às mulheres leitoras, mas ele chupava de fato, o clítoris, ao mesmo tempo em que passava a língua numa velocidade absurda, foi uma coisa surreal, não sei bem explicar. Todo lindo com seu jeito de moleque, olha pra mim e diz: “pode gemer, se quiser”. Achei esse “se quiser” o suprassumo e gemi, gemi mesmo, gemi alto, porque eu queria, sim, mas porque eu não podia mais calar. Ele subiu e perguntou: você não quer penetração? expliquei pra ele, copinho, menstruação, tudo isso. Gente, como assim? nunca ouvi falar. Depois te mostro, disse, mas uma foto na internet, né, não pense que eu vou te mostrar o meu.

Desci pra chupá-lo. Várias coisas diferentes nesse corpo que agora descubro: nunca tinha visto um homem assim todo definido e, ainda, depilado! TODO depilado. Eu achava que nem curtia isso, mas descobri que tanto faz, na verdade, o importante é aceitar e desejar o corpo que se apresenta no agora diante de você e foi o que fiz. Não precisei chupar muito tempo, depois que comecei a fazer olhando diretamente nos olhos dele, ele logo não aguentou e disse que assim ia gozar. Gozou na minha boca. Gozo ralo, aguado. Achei ótimo porque quando vem grosso às vezes me dá náuseas depois. Gozou e lá mesmo fiquei, com a cabeça repousada nas suas pernas.

Ele me olhou com aquele rostinho lindo. Ficamos assim um tempo silenciosos. Ele começou a fazer cafuné em mim, ponto fraco, avemaria. como eu não tava fazendo nada, e já tava com a cara ali mesmo, comecei a lamber os ovos dele. Bom, não sei se todo homem gosta, mas meu ex gostava bastante, então eu arrisquei porque não tinha nada a perder mesmo e ele tinha bolas grandes e nessa hora o fato dele ser depilado foi bem bom pra falar a verdade. Vi na expressão dele que estava gostando bastante. Assim fiquei um tempo, lambendo e chupando os ovos dele, passando os dedos.

Lá pras tantas ele começou a me masturbar também e o ritmo foi ficando frenético de novo. Depois ele me colocou sentada na sua cara e naquele bom e velho 69 seguimos nos chupando sem pudor nenhum. Lá pras tantas ele começou a lamber meu cuzinho e quem já recebeu uma boa chupada no cu sabe do que eu estou falando, isso sim é qualidade de vida. Fiquei muito excitada e percebi que ele devia estar querendo comer meu cu, já que a buceta tava interditada. Bom, eu realmente não tinha nada a perder e o meu pau dele, apesar de grande, era fino, o que me encorajou bastante.

Meu ex tinha pau grosso e eu dei o cu pra ele algumas vezes, era bom, era. Mas era sofrido, viu, minhas irmãs. Então imaginei que o pau dele não ia causar maiores estragos e que poderia ser gostoso porque apesar da penetração não fazer exatamente falta num sexo criativo como esse, ela tem o seu lugar no meu coração, viu. Então botamos camisinha e ele veio de ladinho, melhor jeito, na manha, sem pressa, entrou direitinho e ficou me masturbando durante todo o tempo. não foi longo, logo ele gozou de novo. Achei que foi na hora certa mesmo. gememos alto e juntos. depois ficamos um tempo ali naquela maresia, lembrei que não tinha comido nada desde o almoço, deu fome, vontade de ir pra casa.

Ele até me convidou pra dormir lá, mas não tava nessa vibe. Ele foi me levar no ponto de moto taxi e no caminho começou a chover. Ficamos esperando estiar um pouco, de carinho, um dengo gosto e descompromissado… estiou, peguei a moto, beijinho na boca, tchau, prazer, vamos nos falar pelo zap, quero te ver antes de ir embora, tá, vamos sim, seu lindo. subi na moto. Que ilusão de que a chuva tinha parado, que nada, virei a esquina e as gotas vieram cortando. Enxurrada, esgoto, gotas de chuva. tudo isso lançado sobre meu corpo junto com o vento do litoral. Oh yeah, I’m alive and vivo, muito viva, viva, viva, viva.

De uma leitora despudorada.

Sabe quando várias mulheres se reunem para falar de assuntos em comum que somente elas vivenciam? Começou assim no História do Instagram. Uma confissão aqui e outra ali. Uma opinando na história da outra e todas querendo compartilhar seus desejos juntas. Essa gostosura de interação para mostrar seus dramas, tirar suas dúvidas e expor seus despudores resultou em dois grupos lindos de mulheres: primeiramente, no Whatsapp e, depois, no Facebook.

Com mulheres do Brasil todo, os grupos das despudoradas possuem algumas regrinhas e contam com uma dose bem apimentada de nós mesmas. Juntas, podemos abrir o verbo e nos aconselharmos umas com as outras. Podemos, também, ter a liberdade de falar o que quisermos sem nos preocuparmos com o julgamento alheio. A gente não precisa se preocupar se haverá homem por perto ouvindo e dando pitaco. Quando estamos juntas, nos fortalecemos.

A gente busca elevar a autoestima, alimentar o amor próprio. A gente busca quem nos faça olhar para os nossos próprios erros e quem nos ajude a caminhar de cabeça erguida. A gente quer rir de igual pra igual. A gente quer ter liberdade.

Se você quiser fazer parte do grupo no Facebook, procure por Grupo das Despudoradas e solicite a sua entrada. Caso queira fazer parte do grupo no Whats, entre em contato comigo por direct nas redes sociais – Instagram ou Facebook. Deixando claro que homens não serão aceitos e não adianta dizer que é gay. Grupo somente para mulheres (cis ou trans), ta certo?

Estarei ansiosa aguardando você para que o nossos grupos das despudoradas se fortaleça ainda mais. É muito amor tudo isso, né, gente?

Naquele dia, resolvi por meu batom vermelho e lindo de viver. Antes de sairmos de casa, ele me chamou e disse: com este batom, não dá. Fiquei confusa, quis voltar atrás, mas preferi tirar para evitar confusão. Lembro-me também daquele vestido justo e pouco curto que comprei há uma semana, pois havia ficado lindo em meu corpo. Na hora, fiquei em dúvida e imaginei que ele fosse reclamar, mas comprei assim mesmo. Na hora de vestir, foi um abuso porque ele não me aceitou sair de casa vestida nele. No final das contas, o dinheiro pago garantiu um vestido para ficar dentro de casa, apenas.

Amiga, não vou mais pra academia. Fulano não pode se matricular naquele horário comigo e eu não posso fazer sozinha. Mulher sozinha em academia, já viu, né? Ele já disse  que não aceita e eu até entendo. Poxa, e o poledance? Eu era doida pra fazer, mas ele disse que é coisa de puta e se alguém souber que eu faço, vai pensar a mesma coisa. Deixa quieto.

E todo lugar que sicrana ia, ele tinha que saber. As amizades dela precisavam ser compartilhadas, as dele nem tanto. Você era sempre taxada por ele de gordinha. Ele gostava do seu cabelo grande, por isso você não cortava. Ele deixava praticamente claro que, se você cortasse, não ficaria tão bonita. No fim das contas, vocês permaneciam sempre juntos porque tinha que ser assim. Se terminassem, quem iria te querer? O medo de ficar sozinha é um trauma que sempre bate à porta.

Naquele dia, você não queria fazer sexo, mas ele tava a fim. Então, vocês transaram e seus olhos lacrimejavam de dor. Antes transar com ele do que deixar que ele faça isso na rua com outra mulher. Quando você tocava em todas as situações vivenciadas com suas amigas, todas elas viviam a mesma coisa. Algumas reclamando e outras rindo, todas naturalizam a situação, pois acreditavam que todo relacionamento era assim.

Para ser sincera, na cartilha para se ter uma relação saudável não vem implícito uma escala de poder. Ninguém tem o direito de interferir na forma como o outro faz amigos, se veste, organiza suas coisas, se vive. Todo relacionamento vem com esses percalços, independente dos gêneros, porém, a relação homem e mulher é a que mais põe o assunto em evidência. Eu diria que é fruto do machismo  que põe a mulher em pé de inferioridade e ainda estabelece isso como normal. Infelizmente, não conheço nenhuma mulher que não tenha vivido um relacionamento abusivo. Eu, como toda mulher, vivi.

Para justificar os atos do parceiro, colocamos a culpa no ciume. Para justificar o ciume, dizemos que é apenas um sentimento de posse como consequência ao amor. Como tudo, para ele, tem uma justificativa, a culpa de tudo passa a ser dela – da mulher. A gente se culpabiliza porque ele tem todas as explicações. Na verdade, a sociedade tem todas as explicações. Recentemente, inclusive, soube de uma menina que apanhava do marido e, por isso, não queria mais voltar pra ele. Ao colocarmos isso em discussão, o tio da vítima disse enfaticamente que, se ela apanhava, é porque tinha motivo. E olha que este é um ponto além da relação abusiva porque já parte para a agressão física!

O relacionamento abusivo é silencioso, é aceito, é minado. A prisão psicológica é a pior que existe. Precisamos ler, conversar e nos atentarmos muito à forma como estamos absorvendo o que vem do outro e também como estamos nos impondo. Se não for assim, a gente segue sem perceber e, bem depois, nos damos conta de que poderia ter sido bem mais feliz ou, então, isso nunca acontece e a gente segue vivendo uma vida morna. De morno já basta a água em dias de calor, você não acha?