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À espera de uma putaria gratuita ou, então, de um diálogo descontraído com amigas próximas ou da família, eu pergunto: “Como você gosta?”. Sei que o questionamento dá margem à várias interpretações porque, quando o assunto é sexo, sempre é possível fazer muitos deslocamentos semânticos.

Cada um possui uma forma particular de interagir no sexo e é nesse sentido que proponho tal pergunta, apresentada no título. Particularmente, adoro a sintonia e o fato de sentir a pele, as mãos e a saliva em quaisquer posições. Em um bate papo, dois despudorados salientaram o seguinte: S.R. confessou-me que sente tesão pelo entrelaçar dos corpos vestidos e pelo cheiro. Já M.S. salientou seu desejo por ser, primeiramente, despida, e, depois, se enroscar ao outro usando um salto alto e impondo sua presença ao sexo oposto.

Duas curtíssimas confissões mostraram uma pequena porcentagem do que somos, de nossas peculiaridades e de como nos redescobrimos constantemente. Além do mais, alguns se descobrem em relações rápidas e contínuas, outros com alguém fixo. Sendo assim, não podemos dizer que há uma exatidão em nossas relações íntimas. O importante é ter uma vida sexual ativa, pois esta atividade nos permite pensar e reconhecer o modo como mais gostamos.

Estou o tempo todo em pequenas entregas e, olha, não vejo problema algum nisso e, a cada diz, me descubro mais sexualmente! Esta entrega te pertence mais do que ao outro. Caso não queiram falar nada, tudo bem. Só não esqueçam que a língua e os dedos possuem tantas outras utilidades.

Em lojas e sites de Sex shop, encontra-se tudo o que concerne à acessórios, afrodisíacos, produtos que proporcionam o aumento do pênis, camisinhas, cartões eróticos, produtos comestíveis e os mais diversos produtos cosméticos, além de DVDs, objetos infláveis, jogos e brincadeiras, kits eróticos, lingeries e mais uma centena de coisas que possibilitam a prática do sadomasoquismo, pompoarismo etc, sem falar nos vibradores (que quase todo mundo tem um!)

Em poucas palavras, o sex shop é o local ideal para os casais e pessoas que buscam a satisfação sexual. Atualmente, a prática sexual pode ser satisfeita sem que se tenha a necessidade de um parceiro ou de suas próprias mãos. Há alguns anos, ao visitar um sex shop, conheci uma máquina que facilitava o trabalho de penetração do membro peniano e possibilitava ao indivíduo diversas posições sexuais, bem como exercitar todos os momentos necessários ao ato sexual.

A criatividade e a busca por este tipo de satisfação é algo que surpreende. Acredito que este meio de satisfazer-se seja o mesmo que realizar um fetiche, pois não é difícil encontrar um parceiro para uma simples e deliciosa transa, sem contar que muitos motéis possuem esta cadeira em seus quartos na tentativa de dar mais prazer aos clientes.

Se alguém tiver tido experiências com uma cadeira desta, conte-nos como foi. Histórias e detalhes pessoais como estes não poderiam ser mais bem relatados do que o são por nós, sujeitos afetados por pela sexualidade.

Quando me passa a mão pela cintura, diz ela. E quando senta sobre mim, aponta ele com o queixo. Para cada fala, uma reticências que prevê tudo o que virá depois. Não há dúvidas do derrame, da volúpia e da lascividade presente neste encontro. Foi assim, é assim e vai continuar deste mesmo modo em relação à atração no trabalho ou, digamos, troca de interesses. Quem nunca teve vontade de tirar a roupa diante daquela brincadeira de passar a mão aqui e ali em um dito sem querer? Sim, talvez essa vontade nunca lhe tenha passado pela cabeça, mas isso deve ter suas razões – e outra: ninguém é igual a ninguém, óbvio.

Esse assunto, apesar de não abranger a todos, é importante porque não deixa de acontecer. É aí que nos perguntamos sobre a ética profissional e sobre o fato de ter que ver a bendita carinha alheia todo santo dia – realmente é preocupante, mas a depender da profissão, do comportamento e dos cargos que ambos ocupam…é tranquilo e não vai mudar em nada a rotina de trabalho.

Agora vou citar os casos que podem resultar em uma dorzinha de cabeça: empregado com padrão dá merda, velho. Prefiro ficar na minha e não dar ousadia. O mesmo se dá com cargos de subordinação e avaliação. Esse “merda” e “foda” por ser convertidos em seu sentido caso o sexo se dê por meros interesses. Algo que não é da minha alçada, amores; além disso, sexo no trabalho de forma que os outros percebam ou saibam é foda. Se fizer, faça discretamente e de forma que ninguém nunca descubra porque assim você come e repete o prato. Há outros casos que eu não me lembre? Se sim, aceito com muito prazer nos comentários.

Dizem que a delícia dessa relação é o fato de parecer romper com os princípios éticos. Tudo o que soa perigo, ressoa em adrenalina e sexo com isso é um manjar de lamber os beiços. No entanto, há casos e ambientes de trabalho tranquilos que dão margem à um relacionamento além do sexo. Casos como esse acontecem, também, todos os dias e alguns deles resultam em casamentos que dão super certo. Contigo já rolou situações como essas? Conta pra mim e compartilha com a gente, vamos ficar bem atentos – a gente promete!

O sexo sempre é uma descoberta. Quanto mais experiências sexuais nós temos, mas sabemos sobre o que realmente gostamos. Todo ato de entrega parece ser um funil onde vamos aprendendo um pouco sobre nós mesmos. Não digo que, para isso, precisamos ter vários parceiros ou parceiras sexuais, mas que pelo menos saibamos nos reinventar ainda que seja com um único parceiro.

Eu confesso que já vivenciei os dois lados da mesma moeda e ambas as experiências foram enriquecedoras. Confesso que não vivenciei tanto porque as possibilidades nunca se esgotam, não é verdade? Mas dentro disso, posso lhes falar que a gente se depara com tudo o que nos permite distinguir o que é medo, o que é intensidade, o que é vontade.

Fazer sexo mil vezes com uma mesma pessoa nos faz descobrir que há sempre um lugar novo para ser desvendado. É aquela coisa: Cansei da cama, vamos pro tapete. Ai, transar contigo é gostoso demais, vamos fazer aqui e agora – na sala de casa enquanto a mãe está na cozinha ou, então, naquela balada em um cantinho discreto e por aí vai. Você descobre que a ciência não mente e que a adrenalina é um delicioso tempero na arte de sentir prazer. Mas também pode acontecer o contrário e você descobrir que adora explorar outras possibilidades, mas ali – dentro do quarto.

Você começa a descobrir que gosta de um tapa na cara, de um arranhão, de uma chupada mais forte, de uma algema e uma chibata. Você descobre tudo isso porque confia demais nele (ou nela) e confia o suficiente para se permitir ser vendada e deixá-lo livre para usar e abusar do seu corpo. Sem contar nas outras descobertas aliadas ao masturbar-se que também passa a ser a dois.

Fazer sexo com vários homens já lhe possibilita uma outra experiência. Você acha engraço algumas delas ou fica nervosa com outras. Você tem histórias pra contar que tem gente que vai duvidar porque realmente existe gente sem noção quando a trama é sexo, mas você imaginava que isso era somente conto da carochinha. Por exemplo, você vai conhecer gente com os mais diferentes fetiches. Daqueles que precisam cheirar seu cabelo para ter um orgasmo ou que pede para você urinar sobre ele (isso porque estou sendo sutil!). Daqueles que brocham porque você tem muita atitude na cama ou porque você geme alto.

Sem contar que você começa a descobrir se gosta mais de um pênis grande ou menor, fino ou mais grosso. Descobre que nem todo homem tem higiene e que nem toda mulher sabe cuidar da sua pepeca direitinho. Percebe que nem toda pepeca é igual e que algumas são lindas – assim, vai moldando o seu gosto. Além do mais, você também vai traçando os perfis de homens e mulheres que curte porque, olhando, você já imagina transando.

Dessa forma, como não se conhecer e não se sentir uma expert na arte de se despudorar? Independente como você vive as suas experiências sexuais, todas elas são válidas e fazem com que a gente se ache. Seja de luzes apagadas ou acesas, a gente sente o sexo em todas as suas nuances porque, sobretudo, ele é tato, olfato e paladar. Ser despudorado é conhecer um pouco a teoria, mas sentir tudo o que a prática tem pra nos oferecer. Quando falamos de nos fortalecer, o sexo – com certeza – é nosso melhor campo de batalha.

O I Encontro de Despudorados aconteceu em Vitória da Conquista, na Bahia. Uma maranhense veio pra cá e os pequenos encontros começaram a acontecer em almoços, risadas e resenhas. Sabe aquele sentimento de que as coisas saíram do celular e passaram para a vida real? Foi deste modo com a gente. Sabe aquela sensação de que você é a culpada pela formação de novas amizades, pelas redescobertas e momentos inesquecíveis? Foi assim que me senti – flutuando, sem palavras e com um sorriso de orelha a orelha.

Foi marcado o local, a data e o horário. Foi feito bolo com gosto de quero mais. Foi dia de estrear a lingerie da Bebela Lingerie (Veja mais lá no Instagram dela – @bebelalingerie) e foi dia de se divertir e esperar por todas as possibilidades despudoradas da vida.

Vi decotes, vi timidez ficando de cabeça pra baixo, vi belezuras segurando o tchan e chamando a atenção por onde passava. Vi beijo na boca, selinhos sendo trocados, copos sendo levantados e egos exaltados. Acompanhei recadinhos de mesa em mesa, encontros outros sendo marcados e curiosidades sendo desmascaradas.

Foram poucas pessoas e poucas mesas compartilhadas, mas esse pouco fez valer a lotação do espaço, a vontade de continuar mais por ali, bem como o suscitar de inspirações e despudores. Para completar, fotos daqui e acolá com a marca do Pudor Nenhum foram mais uma atração da noite que prometia e cumpriu plenamente o seu papel – aconchegar ainda mais quem acompanha o Pudor Nenhum e despudorizar. Logo abaixo, encontram-se algumas fotos com a cara da delícia. Deem uma olhadinha!

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Além destas fotos, com certeza tem mais. Porém, ninguém precisa ficar vendo por aí a não ser os participantes que quiserem compartilhar. Algumas outras também estão no Insta @pudornenhum para quem estiver com curiosidades. O encontro foi lindo demais e certamente haverá outros, tanto na Bahia quanto em qualquer lugar do Brasil. Quem quiser organizar, é só me chamar que eu vou!