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Eu estava livremente decidida a passar minhas férias sozinha porque é maravilhoso experimentar a minha vida e a minha própria companhia. Já não faz mais sentido para mim esperar de outras pessoas uma viagem inesquecível, inesquecível mesmo é poder viver e experimentar tudo. Eu sei exatamente qual o tipo de viagem que mais me atrai e é exatamente por isso que eu não preciso mais esperar pelas pessoas, as respostas para o que eu preciso moram dentro de mim.

Então eu reservei o hotel mais aconchegante, bem na beira do mar, onde eu pudesse dormir tranquilamente e ouvir as ondas enquanto descanso e escrevo. Juro que não estava em busca de grandes novidades, queria apenas me conectar com a imensidão do mundo, e mais uma vez me dá conta de que a vida é bonita e surpreendente, nas coisas mais simples.

Comprei as passagens, reservei o hotel, e fui. Chegando lá me surpreendi porque logo abaixo de quarto que escolhi havia um restaurante todo feito de madeira, com várias cadeiras confortáveis e um cheiro delicioso que vinha da cozinha.

Subi com minha mala até o quarto e fiquei extasiada com a vista da janela, dava acesso ao mar azul e a mata atlântica verde, havia uma rede na varanda e o chão era todo de madeira. Era aproximadamente 16h quando tomei banho e decidi descer para a praia. Fiquei alguns minutos decidindo qual biquíni usar, então decidir usar o branco, pequeno e que amarra dos lados com uma minissaia e desci para a praia com um livro na mão.

Quando eu desci as escadas do quarto em direção ao restaurante do hotel tudo estava silencioso e parado, quase não havia pessoas ali, mas notei que enquanto eu descia as escadas, esfregando vagarosamente uma perna na outra, um olhar curioso me acompanhava. Ele estava no restaurante só, e ficou me olhando, até o momento que parei na praia.
Estiquei minha canga, tirei minha roupa e consertei o biquíni para que ele ficasse exatamente na marquinha que eu já tenho, enquanto eu consertava devagarinho a parte de baixo do biquíni, vi que o rapaz estava na janela do restaurante e olhava em minha direção. Simplesmente ignorei o fato e voltei a ler o meu livro.

Não demorou muito para que eu percebesse que alguém se aproximava, era ele. Sentou-se um pouco distante, atrás de mim. O lugar que ele escolheu para sentar era exatamente na direção da minha bunda, e eu me questionei se teria sido proposital ou uma mera coincidência, mas ironicamente eu não me incomodei, eu estava inteiramente sexy com aquele biquíni branco e pequeno, e ele, indiscutivelmente, não parava de me olhar.

O sol já estava se pondo, e o céu parecia uma pintura colorida ao entardecer. Por algum momento esqueci-me de tudo que estava ao meu redor e me fixei no balançar das ondas que beijavam o céu colorido. Já estava anoitecendo quando decidi voltar para o hotel, a praia estava completamente deserta, e quando me dei conta, o rapaz que sentava atrás de mim não estava mais lá, eu estava completamente só e completamente grata por aquele fim de tarde mágico.
Voltei ao hotel e antes de subir para o quarto, eu olhei rapidamente o cardápio e fiz o pedido ao garçom. Estava com muita fome e também muito cansada. Subi as escadas em direção ao quarto e percebi que a porta do quarto ao lado do meu estava entreaberta, parecia que havia chegado algum hóspede novo ali. Deitei na cama e dava para ver pela janela várias estrelas no céu, cochilei. Fui acordada com o telefone do quarto tocando, era o garçom avisando que o jantar estava pronto, só tomei um banho e desci.

Mais uma vez o restaurante estava vazio, eu sentada numa mesa, mais dois casais em mesas diferentes, uma senhora que parecia já estar de saída. Sentado numa mesa próxima a minha estava o rapaz que me olhava na praia! Ele tinha um jeito misterioso e calado, uma barba grande, e uma maneira informal e solta de se mover. Eu percebia que ele continuava me olhando e me questionava o motivo pelo qual ele ainda não havia se levantado da mesa e vindo à minha direção. Afinal, porque ele me olhava? Ele terminou de comer e saiu do restaurante para fumar um cigarro, e dessa vez a cena se inverteu. Eu sentei num banco atrás dele e comecei a admirá-lo.

Ele fumava o seu cigarro distraído e livre. Comecei a me questionar o que ele fazia ali sozinho, por que também viajava só, e porque parecia tão sereno fumando o seu cigarro numa noite fria de verão, enquanto a lua passeava no céu estrelado.

Antes que ele percebesse que eu o observava, eu subi para o quarto e fiquei da janelo olhando-o de cima. Ele terminou de fumar e subiu em direção ao meu quarto, descobri que o quarto ocupado ao lado do meu, era o dele, tive uma ideia interessante.

Esperei ele subir as escadas e então sorri em sua direção, ele não sorriu de volta, mas me olhou de um jeito que parecia saber o que queria.
– Eu estava te olhando hoje a tarde na praia tomando sol de biquíni branco, qual seu nome? – Falou se aproximando para me dá um beijo no rosto.
– Me chamo Estrela, prazer – sorri envergonhada –
A voz dele era grossa e bonita, ele tinha um jeito sério e seguro de falar, e eu me interessei por ele desde a primeira palavra que disse.
– O que você vai fazer hoje a noite? – Perguntou.
– Nada, eu estou muito cansada, quero dormir.
– Vamos sair pra beber algo juntos.

Eu estava muito cansada mesmo, mas não tinha como não aceitar a companhia dele. Ele era sedutor nas palavras, no olhar e no jeito.
– Pode ser – respondi – mas prefiro que seja aqui no quarto, é mais confortável.
Entramos no meu quarto e decidimos beber vinho, ele ligou para fazer o pedido. Conversamos durante muito tempo sobre muita coisa, eu descobri que ele era psiquiatra, e fiquei imaginando que caso eu fosse sua paciente, com certeza eu não conseguiria prestar atenção na consulta. E ficaria olhando para ele, e imaginando fazendo várias coisas. Pedro me contou várias histórias dos seus pacientes, mas eu estava impaciente para tirar a roupa dele. Eu estava completamente vidrada na ideia de ser examinada por ele, ele tinha mãos grossas, e eu ficava imaginando aquelas mãos pegando em mim, subindo pelas minhas pernas.

Comecei a passar a mão nos meus cabelos e deixei a alcinha da minha blusa cair para o lado, olhava para ele de baixo para cima, implorando que ele começasse a me beijar. Só de pensar nele tirando a minha roupa, eu já estava arrepiada, com certeza durante a nossa conversa, a minha feição mudou, eu não estava mais prestando atenção no que ele dizia, eu olhava para sua boca, seu corpo e suas mãos, dando um sorrisinho de canto.

Fui encostando a minha boca perto da dele, e sorri descaradamente, quase pedindo para que ele me arrancasse toda a roupa. Ele rapidamente não hesitou em me apertar contra a parede do quarto, e eu fiquei completamente louca! “Que vontade de ficar nua” – eu pensei -, passei a mão pelo seu short e senti algo grande, minha boca encheu d’água e não quis resistir, ele conduzia o meu corpo de uma maneira excitante, perdi completamente a noção de tempo com o seu beijo.

Ele tinha um cheiro gostoso, o corpo era delicioso e rijo, umas mãos fortes, um olhar excitante de quem me queria toda. No meio do beijo, eu o afastei de mim, porque eu estava com muito calor e caminhei em direção á janela do quarto que dava acesso ao mar. Daquela janela a noite soprava um vento fresco, e começamos a nos beijar novamente.

Enquanto nos beijávamos percebi que ele ficava louco, que sua respiração estava ofegante e pude sentir o tamanho do seu pau encostando-se a mim. Ele me apertava forte contra a parede e nós mais uma vez ficávamos completamente molhados de suor. A madrugada passava rápida e silenciosa, apenas os nossos suspiros movimentavam a noite que ia embora. Num rápido desvio de olhar pela janela me dei conta de que havia uma escada na área da frente do quarto que dava acesso à praia.

Puxei a sua mão, guiando-o para a praia. Enquanto descíamos as escadas, ele parou bruscamente e começou a me apertar, desceu vagarosamente as alcinhas da minha blusa, e beijou os meus peitos, eu gemia baixinho no seu ouvido pedindo para que não parasse, repentinamente, eu o olhei nos olhos, peguei a sua mão e coloquei entre as minhas pernas, eu estava toda molhada, então falei baixinho no seu ouvido:
– Quero você…

Chegamos até a areia da praia completamente inteiros um para o outro…

Era uma tarde interessante, resenhas a parte, fui desafiada, baixa o TINDER ai pra gente ver qual de nós leva mais curtidas dos caras. Desafio aceito, baixei o tal app (eu nem acredito nesses app), logo de cara aparece a foto de um belo jovem; dei like kkkk,  nessa hora o app diz que combinamos) aparece então a opção de enviar mensagem, aula termina saio do app e vou para o ponto do ônibus, hora de ir pra casa, chegando em casa telefone vibra… adivinha só o que era: era o jovem bonitão, sim era ele.

Boa noite ele escreveu, respondi com o coração acelerado( sem entender o porquê da ansiedade) perguntou o que eu procurava ali e o que eu esperava dos caras, muito direto e objetivo em sua busca, foi logo dizendo: quero te proporcionar muito prazer e diversão se você se permitir. Então perguntei! Você é casado ou solteiro? Ele então responde sou casado, (nossa brochei na hora) as minhas mensagens nesta hora acessaram. Tomei banho comi alguma coisa, peguei o notebook , vamos estudar um pouco né!

Celular vibra novamente, meu casamento ta mal, por isso estou aqui (disse o belo rapaz), mas como eu poderia me envolver com um cara casado! Esqueci isso por um tempo, começamos a trocar mensagens, vamos pro Whatsapp! Lá é melhor pra conversar, me deu o número do celular e adicionei logo. E então moça quer diversão ou não? Perguntou. Eu ainda com muito receio disse: não vai ter problemas com sua mulher? É nós sermos discretos no início, quando tudo estiver resolvido nada mais vai nos atrapalhar; então abri meu coração e disse a ele oque eu esperava de um homem.

Continuamos a conversa no outro dia, trocamos fotos, falamos de desejo. Marcamos então o encontro, eu na sala de aula celular vibra: venha estou na porta, disse ele: já estou saindo respondi, fim da aula saí dali sem nem saber se ele estava de carro ou que carro seria o dele, perguntei? Onde ele estava, então o encontrei. Beijinho no rosto, e ele é mesmo muito bonito mais do que nas fotos, conversamos um pouco, e finalmente chegamos ao MOTEL. Como assim: tá louca mulher? Sem muita demora nos beijamos, beijo bom… eu pequena ele alto, sentamos na cama e trocamos carícias, amassos nos seios, beijos no pescoço, correu as mãos por todo meu corpo, desamarrei o nó do macacão que eu estava usando e então lá estava eu nua!

Ele contou cada tatuagem no meu corpo e disse: são lindas e vc é mesmo pequena, arrancou minha calcinha, passou a mão em minha ppka. Pronto desmontou a mulher. Me pôs logo pra chupar, me engasguei com com ele em minha garganta, à expressão de satisfação por eu ter engasgado era nítida em seu rosto, me pôs por cima, me pôs de quatro, nossa tava bom aquele negócio, fomos pra poltrona, me pôs de quatro tapas na bunda e no rosto ( ahh como eu gosto disso) voltamos pra cama então ele goza… retira a camisinha e manda eu chupar até que não saia mais esperma, ele gosta de dominar e faz bem esse papel.

Tomamos banho e voltamos pra cama. Me chupa mais um pouco disse ele: obediente cai de boca, mais um preservativo e a ordem fica de quatro quero comer seu cu agora! Eu não muito experiente em anal estava com medo. Relaxa você nem vai sentir prometo, sachê de lubrificante uns estímulos com o dedo e então começou a penetrar(dor do caralho) mas ele sabe fazer, como um bom dominador meteu ate o fundo, nossa, dor prazer tudo misturado. Meteu mais fundo, como era nosso primeiro encontro e eu o pedi pra tirar porque estava doendo então ele tirou do meu cuzinho dolorido, fomos pro chuveiro camisinha retirada mas ele ainda não gozou! Ajoelha quero gozar na sua boca! Desci chupei e mais uma vez ele gozou, terminamos o banho nos beijamos e ele ainda demonstrava estar com tesão, mas era hora de voltar pro trabalho e eu para casa, me trouxe até perto de casa, pois eu não quero me comprometer,em meu corpo ainda o sinto e espero logo reencontrá-lo.

A GOSTOSA DA FACULDADE [ PARTE 2]
Para quem não viu a parte 1, acesse A gostosa da faculdade.

Mas de repente… Alguém abre a porta…
Assustados, olhamos e era uma estudante de Jornalismo, que volta e meia sempre estava lá no laboratório, pois era amiga de um dos integrantes… Enfim… Nos olhamos assustados, naquela cena constrangedora, e mil coisas se passaram pela cabeça, porém, a estudante de jornalismo (vamos titulá-la como ‘L’ ) reagiu de uma forma inusitada. Ao invés de gritar, sair correndo ou algo do tipo, ela apenas olhou para nós com um pouco de vergonha e de forma lenta foi fechando a porta, mais bilhões de coisas passaram na minha mente.

Mas antes de continuarmos, vamos descrever esta ‘mulher maravilha’ que mexeu com a minha cabeça (em todos os sentidos). Ela era uma morena de cabelos cacheados, com pele suave e um tom de pele apaixonante… as suas curvas eram como se fossem desenhadas no escorregar suave de um pincel sobre uma tela, suas pernas pareciam ser um caminho, admirável e lindas, uma entrada para o que há de maravilhoso entre elas, seus seios convidativos me faziam imaginar o que eu mais desejava se os tivesse na ponta da minha língua. Naquele dia, ela estava com um vestido, valorizando ainda mais aquele corpo lindo e sensual, ENFIM… QUE EU JÁ ESTOU FICANDO MUITO EXCITADO COM ESSA DESCRIÇÃO, PROSSIGAMOS COM O CONTO.

Por alguns instantes, os movimentos se tornaram lentos e os olhares fixos… até que o momento foi quebrado quando ela suspirou e meio que espremeu as pernas… não estava acreditando!! Ela estava assustada, com vergonha, porém muito excitada… Já que a oportunidade é difícil bater duas vezes, me aproximei perto dela. Ela com o olhar fixo nos meus, segurei pela cintura e levemente, com os olhares fixo, encostei meus lábios nos dela e senti que ela cada vez mais se entregava ao momento, então, da cintura, minha mão foi descendo até puxar mais o seu vestido. Enquanto isso, a outra guria gostosa estava lá olhando um pouco sem entender. Na minha cabeça, aquilo era um sonho e, realmente, não estava a fim de acordar, mas vamos lá pra sacanagem.

Percebi que a mina gostosa estava lá olhando com cara de pedinte, então claro que fui atender o desejo de ambas: tem leite pra todo mundo! Coloquei a “L” em cima da mesa, abri aquelas pernas lindas para ir ao encontro da felicidade. Enquanto isso, a guria gostosa foi chupar meu pau, eu estava tão excitado que chegava a salivar, puxei logo a calcinha da “L” e comecei a satisfazer aquela deusa da gostosura. Ela gemia também timidamente enquanto eu chupava sua buceta de forma um pouco veroz, afinal, estava uma delícia, não queria deixar nenhum gozo dela escapar, chupava com vontade aquela buceta… e ia a loucura a cada vez que a danada da gostosa passava a língua na cabeça do meu pau. EU ejaculava tanto lubrificante e ela bebia tudinho.

Hora de trocar de turno porque eu queria aquela língua sexy e gostosa da “L” chupando a cabeça grossa e rosa do meu pau. Coloquei a gostosa em cima da mesa, abri as pernas dela e chupei com vontade. Enquanto isso, a “L” fazia loucuras lá em baixo, nossa, ela passava a língua de baixo a cima no meu pau, concentrando mais as lambidas na cabeça dele, eu simplesmente ia a loucura. Mas minha vontade era outra: Coloquei a gostosa em baixo e a L em cima, todas de 4, com a bunda virada pra mim, então comecei a brincadeira, comecei com a “L”, aquela buceta era muito gostosa pra ficar lá sem ser preenchida, então enfiei meu pau devagarzinho, por ter a cabeça muito grossa, não queria empurrar de uma vez, então foi aos poucos. Comecei a socar naquela bucetinha, estava quente, molhada, sentia ela sugar meu pau como se quisesse engolir ele.

Gradualmente, comecei a socar mais rápido todo meu pau e ela gemia forte até gozar. Tirei meu pau e sabia que a gostosa queria era que eu comece o cuzinho dela, então não perdi tempo e já fui enfiando naquele cuzinho apertado. Nossa, como eu adorava ouvir os gemidos dela, parecia que eu estava arrombando ela por trás, ela gemia de prazer e eu socava com tesão. Em meio a toda aquela cena gostosa, não consegui segurar muito, tirei meu pau rápido e as duas abriram a boca pra receber todo o meu gozo, então gozei e distribui na boca de cada uma delas e elas pareciam se maravilhar com todo aquele gozo quente escorrendo na boca delas.

Concluindo… depois disso, não quis nem saber. Sempre que a gostosa me chamava para ajudá-la no trabalho, eu ia… kkkkkk. Já com a “L”, eu passei a admirar mais ainda e mantive contato, houve outras histórias com ela, mas isso é outro conto desse leitor despudorado.

Cidade pequena, litorânea. Contexto: viagem para desopilar o fim súbito de um relacionamento de 3 anos. Minha amiga-anfitriã sai para trabalhar e eu fico em casa, teoricamente a fim de trabalhar no computador. Mas sabe como é… calor, mente inquieta, hormônios fervendo pelo corpo. Baixei o TINDER. Eita, logo eu. Sempre falava coisas do tipo “acho que não funciona pra mim, gosto dos encontros naturais, a química só acontece na hora tal tal caixinha de fósforo”. Pois, o fato é que eu não tava fazendo nada mesmo e tudo bem dar só uma olhadinha, não mata ninguém. Olhei, olhei, bando de gente estranha (pensarão eles o mesmo de mim?)… entre homens e mulheres de todos os tipos, dei uns 5 likes e segui fazendo minhas coisas em casa.

Perto da hora do almoço, vejo a notificação: match e uma mensagem de um cara! Que homem! Senhor, de longe o mais lindo que eu tinha visto. Alto, sorrisão, negro, forte. Muito forte, tipo musculoso, barriga de tanquinho. Nem faz lá meu tipo essas coisas, mas achei bonito, vamos ver. Conversa vai, conversa vem, será que ele é de verdade? Dei uma investigada pelas redes, parece que sim, gente boa, não posta nada babaca, toca saxofone. Me chamou pra ir pra praia. Eu fui. Peguei o moto taxi e ele estava me esperando de bicicleta. Todo lindo. Parecia que saiu direto de um poster “colírio” da Revista Capricho pra um encontro casual e inesperado comigo. Gente, essas coisas acontecem na vida real, tô boba… oi, oi, sorriso, beijinho, conversinha, uma timidez safada meio disfarçada, meio escancarada.

Muito doce e simpático ele. Jeito de meninão, sabe, embora tenha 24. coisa de gente do interior. Me falou que morava ali perto e conhecia tudo. Que andando pelas pedras logo ali dava numa prainha que ninguém conhecia. Lá fomos nós. No caminho pra lá, chego a me perguntar se não era loucura isso, estar indo para uma praia deserta com um desconhecido, mas tinha uma coisa leve no sorriso dele que me inspirou muita confiança. Fui sem olhar pra trás.

A praia era realmente deserta, bem pequenina e encantadora. Conversamos mais. Bora banhar? Vamo. Na primeira deixa dentro da água (rasinha era), ele me beijou. Beijo gostoso. Ah, como amo lábios grandes! E olha que aqueles braços fortes não servem só pra tirar selfie viu, o cara tinha a pegada mesmo. Me envolveu naquele corpo forte. O movimentar do mar levava nossos corpos ao encontro um do outro, num vai-e-vem gostoso (tá, talvez não tenha sido – apenas – o mar que provocou esse movimento). Fui me entregando. Ele, pegando no meu bumbum, por trás, entrou com os dedos no meu biquine que nem percebi direito e quando vi já estava com o dedo no clítoris. Pensei, opa.

Encontrou o clítoris de primeira, já gosto desse homem. Tava tão bom que até me esqueci que tava menstruada. Quando ele fez um movimento de enfiar o dedo, me retrai, ele entendeu o sinal e parou. {santo remédio esse copinho menstrual, sempre bom glorificar de pé, de joelhos, de 4, tudo!}. Ele lembrou que precisava voltar porque deixou a bicicleta com um rapaz da barraca de praia e já eram 17h. Voltamos. No caminho, experimento um olhar distanciado e vejo que situação inusitada, parece mesmo enrendo de conto erótico ou de filme pornô, não parece algo que aconteceria comigo, logo eu, que há 2 dias atrás tava sofrendo de amores e sem nenhum contatinho sequer. Mas tava acontecendo sim, e desse jeitinho que vos conto, como o título sugere, a história é real e aconteceu há dois dias atrás, tá fresquinha.

Ele pergunta que hora eu tenho que ir pra casa. Não sei bem o que responder. Ainda estou me acostumando com essa lógica desprendida e gostosa de ser solteira, não ter que olhar horários etc etc pra responder as coisas. Falei que não tinha horário. Ele perguntou se eu queria ir pra outra praia. Vamos! Subi no quadro da bike dele e partimos. Fim de tarde, terra cora, paisagem linda, eu andando na garupa desse semi-desconhecido-deuso, tomando vento na cara. Passamos por uns dois bairros da periferia até chegar nessa praia. Já era quase noite e estava deserta. Conversamos, nos beijamos, rolamos na areia. De verdade! Mas brincando… ele é jiujiteiro, ficou me ensinando como dar chave de braço, estrangular e outras coisas legais (queria lembrar tudo, ai, por que tão esquecida?). Resultado: ficamos cheios de areia.

Ele, que tinha me prometido uma massagem num desses papos, fez a proposta: podemos ir pra minha casa, é aqui perto, você toma banho e eu faço a massagem. Faz mesmo? Faço. Seeei, penso cá com meus botões. Só quer me comer, essa massagem aí é puro migué. Mas vou mesmo assim. Chegamos na casa dele, um lugar simples, piso de chão mesmo sabe, parede de parede, cortinas no lugar das portas. Entrei no banheiro e tinha um carangueijo no box! Tomei um susto, rs. Ah, é do meu tio, ele guarda num pneu, pera, deixa eu pegar, vixe, é difícil, se tomar uma dessas dói pra caralho, pronto, conseguiu.

Tomei banho e entrei no quarto do meu querido desconhecido. Vamos à massagem, pois! Tirei a roupa e deitei de costas, com um lençol cobrindo do bumbum pra baixo. Ele começou, com óleo e tudo. MEU DEUS! o cara tem a manha. Vai massageando pra valer, ele tem uma mão grande e áspera de trabalhador (nem contei, ele trabalha com instalação de janelas de vidro, alumínio etc.) e ao mesmo tempo um toque sensível. Desse jeito, ele massageou meu corpo inteiro: cabeça, mãos, pés sem esquecer de nada. Depois descobriu minha bunda e massageou também. Nessa hora já tava louca e tipo muito molhada, mas não me mexia, gostei de ficar assim, estátua. Pensei que ele já ia querer vir metendo, mas não… me mandou virar de barriga pra cima e continuou a massagem.

Perdi um pouco a noção de tempo dessa noite, mas seguramente ele ficou mais de uma hora me massageando. Ele não tinha pressa nenhuma, pra nada. Os caminhos das mãos dele no meu corpo levaram, ao fim e naturalmente, à minha vulva. Parecia que ele tinha trabalhado atentamente para empurrar toda a energia para aquele região, que agora pulsava. A massagem virou uma masturbação muito gostosa, eu com os olhos fechados, sentindo tudo aquilo acontecer, todo aquele poder vibrando ali entre as minhas pernas. Em vários momentos pensei que ia gozar, que já não tava aguentando mais tanto prazer, quando ele foi e começou a me chupar.

Pode parecer estranho às mulheres leitoras, mas ele chupava de fato, o clítoris, ao mesmo tempo em que passava a língua numa velocidade absurda, foi uma coisa surreal, não sei bem explicar. Todo lindo com seu jeito de moleque, olha pra mim e diz: “pode gemer, se quiser”. Achei esse “se quiser” o suprassumo e gemi, gemi mesmo, gemi alto, porque eu queria, sim, mas porque eu não podia mais calar. Ele subiu e perguntou: você não quer penetração? expliquei pra ele, copinho, menstruação, tudo isso. Gente, como assim? nunca ouvi falar. Depois te mostro, disse, mas uma foto na internet, né, não pense que eu vou te mostrar o meu.

Desci pra chupá-lo. Várias coisas diferentes nesse corpo que agora descubro: nunca tinha visto um homem assim todo definido e, ainda, depilado! TODO depilado. Eu achava que nem curtia isso, mas descobri que tanto faz, na verdade, o importante é aceitar e desejar o corpo que se apresenta no agora diante de você e foi o que fiz. Não precisei chupar muito tempo, depois que comecei a fazer olhando diretamente nos olhos dele, ele logo não aguentou e disse que assim ia gozar. Gozou na minha boca. Gozo ralo, aguado. Achei ótimo porque quando vem grosso às vezes me dá náuseas depois. Gozou e lá mesmo fiquei, com a cabeça repousada nas suas pernas.

Ele me olhou com aquele rostinho lindo. Ficamos assim um tempo silenciosos. Ele começou a fazer cafuné em mim, ponto fraco, avemaria. como eu não tava fazendo nada, e já tava com a cara ali mesmo, comecei a lamber os ovos dele. Bom, não sei se todo homem gosta, mas meu ex gostava bastante, então eu arrisquei porque não tinha nada a perder mesmo e ele tinha bolas grandes e nessa hora o fato dele ser depilado foi bem bom pra falar a verdade. Vi na expressão dele que estava gostando bastante. Assim fiquei um tempo, lambendo e chupando os ovos dele, passando os dedos.

Lá pras tantas ele começou a me masturbar também e o ritmo foi ficando frenético de novo. Depois ele me colocou sentada na sua cara e naquele bom e velho 69 seguimos nos chupando sem pudor nenhum. Lá pras tantas ele começou a lamber meu cuzinho e quem já recebeu uma boa chupada no cu sabe do que eu estou falando, isso sim é qualidade de vida. Fiquei muito excitada e percebi que ele devia estar querendo comer meu cu, já que a buceta tava interditada. Bom, eu realmente não tinha nada a perder e o meu pau dele, apesar de grande, era fino, o que me encorajou bastante.

Meu ex tinha pau grosso e eu dei o cu pra ele algumas vezes, era bom, era. Mas era sofrido, viu, minhas irmãs. Então imaginei que o pau dele não ia causar maiores estragos e que poderia ser gostoso porque apesar da penetração não fazer exatamente falta num sexo criativo como esse, ela tem o seu lugar no meu coração, viu. Então botamos camisinha e ele veio de ladinho, melhor jeito, na manha, sem pressa, entrou direitinho e ficou me masturbando durante todo o tempo. não foi longo, logo ele gozou de novo. Achei que foi na hora certa mesmo. gememos alto e juntos. depois ficamos um tempo ali naquela maresia, lembrei que não tinha comido nada desde o almoço, deu fome, vontade de ir pra casa.

Ele até me convidou pra dormir lá, mas não tava nessa vibe. Ele foi me levar no ponto de moto taxi e no caminho começou a chover. Ficamos esperando estiar um pouco, de carinho, um dengo gosto e descompromissado… estiou, peguei a moto, beijinho na boca, tchau, prazer, vamos nos falar pelo zap, quero te ver antes de ir embora, tá, vamos sim, seu lindo. subi na moto. Que ilusão de que a chuva tinha parado, que nada, virei a esquina e as gotas vieram cortando. Enxurrada, esgoto, gotas de chuva. tudo isso lançado sobre meu corpo junto com o vento do litoral. Oh yeah, I’m alive and vivo, muito viva, viva, viva, viva.

De uma leitora despudorada.

Tenho estado desconecta comigo mesma há algum tempo, a sensação de conseguir, depois de tanto tempo, compreender quem eu sou e o que quero é um tanto quanto confortador. As dores ainda existem? Sim, mas estou tentando e aprendendo a lidar com elas de uma forma madura e tirando melhor proveito delas e replantando-me a cada novo sofrer. Contudo, essa mudança radical não fora obtida de um dia para o outro. Não. Foi preciso muito e pouco sono para eu estar apta a me entender… o que ainda não é fácil. Sinto-me rodeada de paz e de uma menina que eu nunca fui e sinto falta; gosto de fingir que um dia fui inocente e sem preocupações, apesar da crença em nunca ter sido dona de tamanha ingenuidade; gosto, simplesmente, de me imaginar diferente e codificar o meu futuro e as minhas ações nos sorrisos e abraços que tenho comumente recebido de pessoas que florescem e perfumam o jardim da minha vida.

Meu celular apita. Uma mensagem de texto incomum e aguardada. Não se mandam mais mensagens de textos ou e-mails e eu sou louca para receber e troca-los, acho confidencial, misterioso, temperado de esquecimento e perigo. Recebo poucos, a maioria são anúncios de vendas de livros dos sebos que sou cliente ou de sites com dicas para vestibulares; urgh, me enlouquece não estar livre um instante sequer dessa palavra, dessa necessidade de aprovação alheia baseada em pontos… acho que estou à frente disso tudo, mas o regresso é necessário, preciso voltar e fazer parte desse meio, mesmo que isto signifique viver algo que não quero e algo que não me faz ou forma.

O convite fora aceito e eu, como em quase todas as outras ocasiões da minha vida em que sou obrigada a tomar decisões, fico insegura sobre meu ato anárquico de aceitar o convite dela em ir até a sua casa, assistir um filme. Nós sabemos o que acontece em filmes assistidos a dois: se cansa, o beijo filmado embaraça e constrange (porque, afinal, é o que desejamos fazer com quem deita ao nosso lado), um esbarro aqui e outro mais íntimo lá. O fim eu já sei e você também. Aceito porque gosto de me desafiar (dentro daquilo que me permito ir) e gosto, principalmente, de beijá-la.

Flor tem sido um desafio para os meus sentimentos: ela é confusa, assim como eu. Não sabe se quer, se ama ou não… não que eu seja a imponência e firmação em pessoa, mas, no mínimo, consigo definir o caos dentro de mim porque, ora, se eu não sou capaz de compreender a minha dor, quem será? Não minto quando digo que gosto dela, gosto de verdade. Adoro a covinha da sua bochecha e do seu riso quase diabólico de tão escandaloso e, sobretudo, adoro a sinceridade que me fala quando sente saudade: vem me ver, pois te quero. E eu vou. Estou a caminho, na verdade.

A fachada da casa de Flor é pálida, branca como as nuvens que escapuliram do céu e deram espaço para o sol queimar facilmente a minha pele, mas é simples e bonita. Bato na porta de madeira, ignorando avidamente a função do interruptor minúsculo (lê-se campainha), odeio o susto que esse som agudo provoca, prefiro o bater bruto na porta, é sonoramente mais poético e bonito, acho. Ela demora, como sempre. Tarda seus passos fazendo-me ansiar pela visão do seu corpo, tarda-se para me fazer entrar no jogo psíquico de desejo. Flor abre a porta, o sorriso, os braços e a alma para mim, enlaço-os num abraço caloroso e beijo fortemente a bochecha dela, quase tocando os lábios rosados e levemente ressecados dela; a sua pele tem sempre o mesmo aroma gostoso e provocante, tem um toque de sal, de ar e de chuva… Flor é a tradução do que é belo na natureza e na bondade da mesma, visto que a mim é dada a oportuna chance de prova-la e banhar-me nas suas carnes.

Entro sem vergonha e já corro em direção ao quarto conhecido. Lá, espero a companhia do seu corpo e deixo-a perceber a surpresa nos meus olhos. Estava diferente, não tinha um toque juvenil e itens decorativos de cidades famosas, agora, o quarto exalava maturidade e, honestamente, eu só pensei coisas más. Ela serve um pouco de vinho e, apesar de hesitar, pego a taça mediana de suas mãos e deixo meu toque sentir a pele dela por uns poucos segundos; bebo um gole do vinho tinto suave e sinto o adocicado queimar no fundo da minha garganta. Ela senta-se de frente para o meu corpo e se diz disposta a conversar, eu o faço.

Nunca me saí bem em escolher assuntos, em tentar me aproximar de uma pessoa pelo meio da conversa… sempre fui dispersa quanto a isso. Porém, com Flor me sinto segura para ser o que sou e, inclusive, dizer o que penso. As conversas têm tido uma função muito importante nos encontros casuais: é através do bate papo que nos conectamos, ela me sente, me entende e me ouve falar. Falamos por um tempo suficientemente longo que abre brecha para o desejo e o fogo alcóolico se irradiar por nós e fazer-nos queimar. A conversa sempre termina na cama. É com fala que tudo se inicia, é a fala que nos faz silenciosas e ruidosas por horas numa cama e é com ela que encerramos a noite, então, eu vou para casa entupida de palavras que poderiam ter sido ditas e não foram e Flor… bem, não sei. Ela manda-me palavras quinze dias depois, quando sente necessidade de degustar o meu gemido (que não é feito de palavra, mas ainda é meu).

O corpo dela move-se vagarosamente, ansiando não romper o fluxo de sensualidade que emana do rebolar dos seus quadris. Senta-se atrás do meu corpo e rouba o recipiente com um resto de álcool da minha mão e não fala nada… e é neste instante que percebo o início da ausência do falar onde, ao mesmo tempo, se finaliza a saudade desses dois corações que, no fundo, se amam de forma altruísta, realista e digna. O pôr do sol embeleza o ambiente, alaranja as nossas peles que ruborizam quando recebe calor do corpo alheio e diferencia em algo que ainda não sei identificar o que é. Há algo diferente, novo. E eu percebo. Flor fala comigo.

Deixe-me beijá-la. Não ouso negar e sequer me rebelo em falar, deixo que as palavras e o controle partam dela. Com uma mão recuo o volume do cabelo cacheado para o lado do meu pescoço e com a outra aproximo sua cabeça da minha nuca; seus lábios me tocam e eu tenho o privilegio em sentir o arrepio molhado que a sensação da sua língua me fazendo carinho provoca, Flor me beija de cima a baixo, me toca com a ponta dos dedos em locais estratégicos, em pontos que me fazem arrepiar e sentir algo bom. Senti sua falta. Flor fala e não consigo dizê-la que quase aguardei todo o dia pela sua mensagem de intimação; ela fala e eu me entrego cada vez mais a vontade de ficar nua e estar confidenciada à inspeção meticulosa dos lábios revoltos desse botão perfumado e revolucionário; ela beija minha nuca tantas vezes que nem me lembro do momento que tirei a blusa preta. Você é linda. Em outra ocasião, falara-me que a primeira vez que me viu passar pelo campus da universidade percebeu que eu não usava sutiã pelo balançar livre dos meus seios e pelos mamilos sensíveis que estampavam a blusa que usava no dia. Lembro da ousadia e perversidade dela toda vez que me desnuda, toda vez que arranco a blusa e os meus seios ficam à disposição das fantasias dos seus lábios e das suas mãos.

Flor é quase maníaca: perfeccionista, ambiciosa. Almeja chegar ao topo, a fazer bem feito e algo novo a cada encontro quinzenal nosso; tem fissura em me ver retorcendo os quadris por ela. Flor é selvagem e impura, em nada remete a flor. Adoro a expressão de desejo no seu rosto. Beija os meus seios e eu agarro com brutalidade o amontoado de fios grossos na sua cabeça, aperto conforme a intensidade do chupar e grito quando já não tenho mais força para competir com a brutalidade do seu ato. Prendo um palavrão entre os dentes e a vejo sorrir, faço urgente o contato dos nossos lábios e agradeço quando ela faz. O aprofundamento das nossas línguas é compatível ao instante em que meu corpo relaxa sobre a grande cama resfriada pelo ventilar suave que vem da janela entreaberta, agarro a barra da sua camiseta masculina (provavelmente do seu irmão mais velho) e retiro-a, bagunçando e balançando o coque no topo da sua cabeça. Mordo seu lábio com força, instintivamente, quando ela bate na minha bunda; ela tem consciência do quanto isso me enlouquece, do quanto adoro ser dominada (seja por homens ou mulheres). Você vai me obedecer? Não respondo. Deslizo o short de tecido fino pelas minhas coxas grossas recém depiladas e abro-me em sua frente… visto uma calcinha azul, sua cor favorita. Toco-me intima e rapidamente: estou muito excitada, estou quente e molhada. Um minuto de toques rápidos e eu, de certeza, teria um orgasmo enlouquecedor. Mas não faço. Toco, gemo e fico totalmente despida sob o olhar atento de Flor, que fica curiosa em descobrir os próximos passos da minha ousadia gerada e manipulada pelo ardor dos seus beijos.

Deito de costas e empino levemente a minha bunda em sua direção. Flor se livra das peças que cobriam seu corpo moreno e encobre o meu, fazendo um caminho de beijos pela curvatura das minhas costas até chegar ao meu ponto fraco. Os beijos regularmente distribuídos na minha nuca conseguem arrancar um gemido tímido de mim, não somente pelo beijo em si, e sim, o que veio acompanhado por ele: uma mão pequena e ousada que se enfia por entre as minhas coxas e massageia o meu clitóris. As diferentes pressões espalhadas em diversos pontos do meu corpo me fazem estagnar na beira da insanidade; os lábios pressionam-se contra a pele sensível da nuca, os seios arrebitados e excitados massageiam ritmicamente as minhas costas dançando conforme o descer e subir do corpo de Flor, os dedos fazem pressão no ponto mais sensível de uma mulher, no local que um toque leva a um paraíso desconhecido e parcialmente diabólico. Vire-se! Ela ordena e eu faço, como se não me restasse outra opção senão me submeter a suas vontades.

Fecho os olhos e permito sentir todo o meu pulsar em sua mão: começo a fraquejar, a tremer e a voz ameaça falhar (caso arrisque alguma palavra); meu clitóris vai sensibilizando a cada movimento bruto, firmo minhas unhas no lençol e sinto o ápice do que é sensível. É tão prazeroso que chega a doer, dói quando continuo a ser tocada com a mesma intensidade, é agonizante. Prendo a respiração e grito quando ela me sente internamente, quando seus dedos me procuram mais a fundo e carnalmente. Ela me beija sem parar os movimentos. Gemo entre um beijo e outro, toco-a também e ela enlouquece diante da minha ousadia de não aceitar ser totalmente dominada. Ela deixa-se banhar no que eu posso oferecer, apesar de estar disposta a me fazer… a me foder.

Gozo a primeira vez e respiro fundo na tentativa de recobrar as energias e voltar a sentir firmeza nas minhas pernas. A negação de descanso me vem com o áspero de sua língua que caminha em direção a minha intimidade vermelha e tocada (somente por ela), ela me beija como se não houvesse outra coisa que desejasse fazer. Sente o meu sabor, delicia-se com o frescor pós-gozo e aperta a minha bunda. Gemo. Aperto instantaneamente os meus seios rosados e tenho a impressão de estar vivendo algo único e surreal, com o respirar deficiente e a voz sussurrando o nome da moça que me chupa, me atento e canalizo minhas energias em desfrutar do segundo orgasmo da noite. Apesar de ansiar a chegada, ele não vem: Flor para e me maltrata, me faz implorar para que eu volte a ser chupada, ela deseja-me como submissa e eu, tremendo de vontade, imploro com palavras sensuais e vulgares para que ela me dê prazer e me faça gozar novamente.

Sustentando os seus olhos nos meus, desce a cabeça para o meu colo e beija a região do meu umbigo, percorrendo um caminho perigoso e conhecido pelos seus lábios. Sinto todos os seus gestos de olhos fechados, me permitindo chamar seu nome num sussurro mudo quando ela me beija; seu corpo se enrosca no meu, suas mãos massageiam simultaneamente os meus seios grandes e, honestamente, põe-me à beira da loucura. Ela não deixa ser tocada, não quer sentir o prazer e sim dar-me, Flor satisfaz-se com um gemido rouco meu, satisfaz-se com a ideia de ser a pessoa que provoca em mim todas essas sensações proibidas. Os seus beijos são distribuídos regularmente por locais muito íntimos, ela reconhece aquilo que preciso e sabe como mover-se, como fascinar-me. Ela me prova de todas as maneiras e, em seguida, ousa em fazer com que eu prove o meu próprio sabor nos dedos e na ponta da sua língua. É profano, impuro e pecador. Flor é o pecado, tem o hábito de me induzir a perversão, a querê-la…

A sensibilidade do meu corpo inteiramente arrepiado faz doente o toque daquela mulher: queima, arde, dói e vicia. Flor caracteriza-se pela máscara angelical que esconde quem ela verdadeiramente é, que esconde as suas verdades: gosta de bagunçar o meu cabelo, de me bater, de me tocar intimamente e de prender-me aos seus encontros. Submissa, assisto meu corpo novamente caminhar através da trilha conhecida do orgasmo. Eu começo a fraquejar e demonstrar instabilidade, minhas mãos tateiam o meu e o corpo moreno deitado sob mim, os apertos e tapas se intensificam e não me doem, minha boca se abre, é beijada e propaga o som da beleza em produzir o perfume da carne contra carne. Meu cabelo puxado, meu lábio ferido, meu peito acelerado e a minha bunda que apanha é aquilo que contracena com o ápice de atuação das protagonistas da mais bela peça real: o sexo.

Os segundos de atuação desta sensação lúdica me deixam inativa e sequer consigo descrever passo a passo o que me provoca, é ensurdecedor, engasga e aflige o coração: tudo acelera e você tem uma vontade imensa de beijar, morder e gritar, as mãos apertam o próprio corpo, a boca se fere e o grito se alastra pelas diversas regiões da sua mente e te nocauteia. Flor me beija novamente, desta vez com uma segurança e com um ego maior: me fez gozar, me fez gritar e suar. Flor me fez.

Trinta minutos após o fim é o tempo certo para se ir. O fim de tarde não é sempre a hora que escolhemos para transar, mas desta vez, não sei porquê, o clima deu uma nova significância ao ato, embora o profano ainda domine sua essência. Estamos deitadas, uma agarrada a outra, como nunca havíamos feito. Eu olho o relógio: quinze minutos a mais do tempo de ficada e eu ainda estou aqui, ela não me quer longe dos seus braços. A conversa cessou e as palavras quase não foram ditas, estamos silenciosas, cada uma analisa uma dimensão distante, sem pronunciar uma palavra sequer; fico confusa com a análise anterior sobre as trocas de palavras e me ponho a pensar sobre esse rompimento de fluxo: não nos falamos. Flor acaricia a pele do meu colo ainda nu, quieta, pensativa. Respira fundo contra meus cachos desfeitos e eu ainda penso na ausência de palavras, penso que nós deveríamos estar conversando, que a casualidade dos nossos encontros sugere que se fale depois do sexo e que façamos isto todas as vezes… por que não hoje? Ela mexe no meu cabelo, fecho os olhos e descanso com o seu toque minimalista e tímido.

Seu toque em nada se assemelha com o feroz e demoníaco das suas mãos há algum tempo atrás e isso acontece porque estamos e somos influenciadas uma pela outra a todo instante. Flor me tem de uma forma, eu a tenho de outra e, juntas, constituímos uma união sexual e intensa. Nunca beijei a boca de uma mulher antes da dela, antes de me apaixonar pelo feminino e a sua reciprocidade e conexão mútua, pois, ainda que eu foda com homens, a sensação de entregar-me para uma mulher é revigorante: ela sabe do que preciso, de como tocar e beijar; não se intimida em beijar entre as pernas e, muito menos, de ceder espaço para somente uma gozar a noite toda. Embora pareça uma bondade enorme da parte de Flor renegar o meu toque, existe na sua atitude um quê egoísta… estou em dívida com ela, meu saldo negativo com a mulher que me fez gozar me obriga a voltar e, desta forma, ela sempre me terá e a casualidade se reestabelece e se renova sem que esteja dito e imposto explicitamente. Eu vou-me feliz e culpada e, no fim, acabo voltando para o calor das suas pernas. Percorro a mão pela pele da sua bunda morena e ela aperta a branquidão da minha, beijo-lhe os olhos e a boca rapidamente, como faço toda vez que chega a hora de ir. Beijo-a e vou, sem muitas considerações por estar certa do retorno. O seu olho brilha e a boca dela treme na intenção de fazer som a palavra pensada.

Fique comigo…

A nobreza da sua voz me pede. A casualidade não é isso, estamos errando ou inovando; ela erra no sentido do que queremos ter ou, ainda mais insano, ela quer ter-me como algo fixo e não quinzenalmente. Penso na grandeza imensurável deste pedido aparentemente simples e confundo-me internamente. Flor percebe a minha confusão e finge não estar arrependida de fazer um pedido tão significativo para nós que, inicialmente, firmamos o acordo de não envolver sentimentos e carinhos. Olho no fundo dos seus olhos negros e coloro com a ponta dos meus dedos a maçã do seu rosto levemente corada. Ela quer falar e eu a encorajo com os olhos.

Talvez, eu esteja te amando.

Aperto-a nos meus braços, tranquilizando seu corpo tensionado, sustento meu olhar no dela como quem quer dizer que está tudo bem, que estou amando-a também e que isto significa temer da mesma maneira a vontade de ficar e beijá-la todas as manhãs e noites. Beijo-lhe os lábios e, sem dizer nada, consigo fazê-la entender que tudo é real e que quinze dias é tempo demasiadamente longo para o anseio dos meus lábios em tê-la; faço-a compreender que desejo estar e revidar as provocações quantas vezes forem necessárias num dia só; digo, sem falar nada, que a amo também. Ela sorri, um riso com manifesto de compreensão e felicidade. Então, capturo no ar a essência da palavra e da sua força sobre mim, mesmo a palavra sem som, aquela que se diz com os olhos, com o cortado da respiração e com a pressão do toque. A palavra ainda é a melhor forma de manifestar-se e, portanto, é por meio dela que rompo com um acordo bobo e ingênuo e firmo outro que preza compromisso e constância.

Beijo a saliência das suas costelas e recebo um carinho no cacho decomposto e amassado, seu corpo fala que me quer novamente através dos pelos que se arrepiam e eu leio na expressão facial de Flor que não preciso esperar quinze dias ou quaisquer números de dias para quitar e sanar o meu débito com ela. Deslizo meu corpo para baixo, para o meu lugar favorito nela, pronuncio-me com a ousadia do meu ato e faço-a ciente.

Eu fico.

Leitora Despudorada.

O som que se detecta no ar é o do nada, a minha respiração torna-se gradativamente pesada quando a solidão e a calmaria de estar só me faz lembrar de você, do seu corpo e dos momentos que tocamos e tivemos um ao outro. A solidão fez, anteriormente, um pacto com a minha parte dominante e diabólica e, neste pacto, ficou firmado que somente você e sua imagem seriam capazes de levar-me ao obscuro caminho do prazer. As dimensões do seu corpo ocupam a minha mente vazia e demoníaca todo o tempo, mas é quando encontro-me amparada pelo ar revolto e solitário que me pego dominada pela pessoa que sequer faz-se presente. Enlouqueço quando cogito a possibilidade de poder fazer viva e mais intensa a voz rouca que canta no pé do ouvido na minha mente, a tua voz sopra para mim quanto sou bela e quanto isso o enlouquece; lembro-me, nesse instante, dos olhares que não tive a decência de captar, as intenções das palavras ambiguamente colocadas em conversas rápidas, enlouqueço quando penso que perdi a oportunidade de mostrar-lhe do que sou capaz, de exibir os truques escondidos por trás de um batom vermelho e de um cabelo armado. Ah, querido, se, ao menos, tivesse a chance inédita de assistir as cenas que projeto de nós dois, já estaria aqui, implorando pelo calor que emana do corpo que é teu.

Recorro ao bom e conhecido vinho, bebo cinco goles iniciais que queimam no fundo da garganta e fazem crescente a chama que acende no peito: espalha-se do coração para o seu lugar favorito, para a maior e mais bela das poesias, para a arte mais confusa, saborosa e indefinível que já existiu. O sumo da fruta alcoolizado me faz lembrar de nós, da carne provinda da natureza pecadora que esbanja-se na criação do seu próprio sumo: a mistura de dois, aliada a experiência dos corpos, fazem-no o grande prazer carnal. Lembro de nós dois, embriagados e apaixonados, numa época em que a paixão fora demasiadamente avassaladora para que se pudesse negar os sentimentos que misturavam-se ao pulsar dos corações. Lembro do nosso fogo, do meu corpo queimando apoiado nos seus braços e do sopro incentivador dos seus beijos distribuídos no meu colo nu. Lembro de nós dois e é a sua imagem que me faz queimar em qualquer lugar, a qualquer instante, assim…. sozinha.

Não posso culpar a bebida por desejar-te tão deliberadamente, pois, ainda não sequei a segunda taça e já estou cogitando quais possibilidades me são disponíveis diante de tamanha solidão e vazio: preciso preencher o espaço vão e só posso fazer isso se você estiver junto a mim, mesmo que na minha mente. Carrego o vinho com a mão que segura a taça quase vazia e deixo a outra mão livre, que esbarra no som desligado e dá-lhe vida, permitindo que ao nosso lado caminhe juntamente a sensualidade da melodia estrangeira e negra. Me ensine, é o que a música diz querer… mas eu já não preciso de um professor, querido, agora tudo que eu quero é um homem que possa fazer comigo o que antes me fora ditado. Agora, é a minha vez de tomar o controle sob a situação e colocá-lo no seu devido lugar: embaixo de mim, quieto e submisso, atendente aos meus pedidos e obediente às minhas ordens. Vou, com passos lentos e dominados pelas memórias ferventes de um homem enlouquecedor, seguindo em direção ao quarto recém arrumado.

Na solidão de uma mulher livre, apoio o álcool bordô na escrivaninha de madeira e disponho-me a rebolar meus quadris como se os olhos castanhos estivessem me assistindo, danço como se a presença mental dele em mim equivalesse ao físico e à carne da sua pessoa naquele cômodo empestado pelo nefasto da minha alma erótica. Rebolo o meu corpo, faço círculos com os quadris e, vez por outra, bebo um gole do vinho que não deve ser esquecido. As minhas mãos percorrem toda a extensão do meu tronco e com o apoio da perversidade psicológica, para e pressiona em locais que anteriormente foram tocados pelas mãos masculinas, brutas e ásperas: a cintura é apertada firmemente, assim como ele o fez; a parte inicial das costas são arranhadas pelas unhas coloridas com o tom aparente da sua projeção na mente, a nudez que vejo, a perfeição do seu corpo que eu já conheço me fazem caminhar por direções que não foram necessariamente tocadas, mas que me fazem querer ser. A sensualidade que as minhas próprias mãos transferem ao longo do tronco se fixa na singularidade dos meus seios inexplorados: aperto, pressiono, toco levemente e dinamizo esses passos até sentir que a fera residente dentro de mim está acordando, até que sinto o mar calmo virar tempestade e molhar porções de um terreno que necessita ser regado.

Escuto você me chamar, relembro a mudez quase total da sua voz quando me convidou a prova-lo, consigo sentir a firmeza dos seus olhos quando pediu que eu me entregasse e que desse-o aquilo que tinha de melhor. Os arrepios ainda possuem a mesma intensidade e eu ainda sou capaz de molhar-me com a lembrança de como você me olhou quando viu a renda preta que escondia o paraíso. Revivo arduamente a sensação de estar dominada por você, de abandonar a faceta de menina numa experiência inédita e marcante e pular para patente de mulher sensual quando você arrancou a minha calcinha que nada escondia. A temperatura do quarto, a intensidade do meu pulsar e as gotas de suor ainda me ferem a pele quando lembro da exuberância do seu corpo desnudo, o artístico das curvas do seu tronco, a naturalidade ao inspirar e expirar faziam de ti a mais bela das obras de arte. Arte erótica, demoníaca, infernal, tentadora e que privilegiadamente me escolheu como moldura, contudo, agora, aqui nesse quarto que futuramente irá presenciar a maior e mais nova obra inspirada em você, não desejo moldar-lhe o corpo, quero ser parte, conjunto e assinar-lhe o final como autora e detentora de tamanho calor e pecado.

A sua voz me chama de novo e posso ver seu corpo deitado na minha cama branca, convidando-me ao prazer da companhia. Caminho e me deito ao lado da sua projeção, fecho os meus olhos e permito-me ter a sensação ilusória de que você está ali. Permito ao meu respirar, a mudança causada pela sua presença e seu toque, permito a minha boca abrir e fechar sedenta e piedosa, quase implorando pelo contato áspero e doce da sua língua. A utopia da nossa união faz com que a blusa seja arrancada do meu corpo pelas minhas próprias mãos: sou o pecado induzido pela voz do seu criador que manifesta com sua própria pele o ato profano. As paredes brancas foram mantidas com o propósito de realçar a cor amarelada da minha pele que foge dos raios do dia e esconde-se na sombra permanente do obstáculo sensual, a noite que em poucas horas chegará testemunhará as sobras da mulher que desfez-se de sua carne e liquidou-se no prazer oferecido pela simples lembrança de uma boca, voz, corpo e sexo. Estou nua, deitada na cama que já fora palco dele e que agora me tem sozinha no centro das atenções: o ar não possui movimento, as vozes externas advindas da rua cessam e, naquele momento, me sinto privilegiada em poder ter-me integralmente. A mutualidade das nossas visões se explicam como o reflexo de um objeto por um espelho, eu o vejo porque o quero com veemência e ele me enxerga por saber desse meu querer e por tê-lo incorporado à sua essência. Onde quer que esteja e com quem esteja, ele saberá que quaisquer atos e palavras de caráter erótico e fogoso serão escritos embebidos pelo alcoólico da sua personalidade. Ele é álcool, combustível das minhas chamas. E nós queimamos lindamente quando rompemos a incômoda distância.

As minhas mãos que estagnaram anteriormente para assistir a retrospectiva nossa história combustiva, começa agora a tocar a borda da minha calcinha rendada que escondia-se embaixo da blusa larga também negra. As formas que a embelezam possuem furinhos que permitem às pontas dos dedos sentirem a pele delicada e macia da região dos meus quadris, tateio a área explorando todos os pontos que me provocam arrepios: poucas lembranças restaram dos escassos encontros e agora só cabe a mim honrar o calor do seu corpo banhando-me e transformando a minha matéria sólida em líquido masculino. Toco uma vez levemente, recuo e aproveito para sentir as consequências do toque ousado; toco novamente e minhas pernas se abrem involuntariamente, como num aviso prévio de desejo ao falo que projeta e cria o prazer carnal; o momento pós-recuo faz com que o meu terceiro toque omisso provoque arrepios duradouros em toda a extensão do meu corpo; o quarto e, de acordo com a situação dos meus hormônios, último toque tímido é um convite anatômico e sensorial do meu sexo a uma maior e mais saborosa exploração: estou quente, estou molhada e sexy como o inferno. Isso, toque-se para mim. Ouço no fundo, bem no íntimo, da minha mente. Sinto como se ele estivesse atento aos meus passos e como se isso fosse um teste para validar-me como capaz de satisfazê-lo. E eu sei daquilo que sou capaz.

O início sempre pede urgência, pressão e aceleração nos movimentos… mas, gosto de ir calmamente explorando todos os pontos e sentindo a sanidade consumida a cada segundo que corre no relógio. Dois dedos são suficientemente capazes de me dar o prazer que procuro, um prazer raso que satisfaz momentaneamente a ausência dele aqui, giro-os em mim e sinto cada vez mais a temperatura aumentar, a região molhar e as pernas fraquejarem. Estou só e posso romper os limites, posso escandalizar em som quase inaudível o nome daquele que me faz enlouquecer, posso me sentir internamente e gemer contra o travesseiro macio que já apoiou, em outra noite, meus quadris rasgados. Chamo baixinho o seu nome na esperança de que meu chamado seja intenso o suficiente para te fazer vir, esperançosa de que o egoísmo não me domine e eu não desfrute deste prazer sozinha. O som da minha voz rouca e quase doente de tanto prazer me excita ainda mais, teu nome pronunciado tem um teor altamente erótico e me faz delirar insanamente presa dentro do corpo que deseja ser possuído.

Recordo com nitidez e precisão as suas dimensões, o seu tamanho e o seu porte. Juro-te, arrematando a minha alma que pouco vale, que tremi abandonada quando lembrei da sua cor e da sua maestria em exibir-se para mim, meu peito acelerou e a mão liberta do pecado apertou o seio rosado empinado e ativo. A dificuldade para respirar manifesta-se em mim quando sua boca envolve meu seio, quando sua mão enfia-se entre minhas pernas e arremata o meu rabo naturalmente pálido, a força da agressão torna-se um catalizador da nossa reação. Lembro-me de pedir mais, de empinar-me contra seu corpo, abrir-me em sua frente e implorar para que sua mão se chocasse às minhas carnes inexperientes e provocativas. Bata-me, eu gosto, lembro de avisar-lhe. O aroma do seu cabelo negro embriaga com mesma intensidade os sentidos, pois, sei que o sinto quando caminha para o sul do meu corpo e faz quente a região que te chama e te grita. Me provo simultaneamente ao relembrar o sabor do seu beijo, a vulgaridade da sua língua e a exuberância que me cutucava o ventre. Saboreio a acidez feminina quando ouço aquele eu te amo dito e a minha resposta de negação: não me ame, não quero ser amada, querido… eu só quero ser bem fodida.

A ousadia que corre nas minhas veias e ocupa a vermelhidão chamativa do sangue fez nascer no peito masculino a revolta, a raiva em ter sido negado como homem amante e usado como fonte de prazer. A revolta que eu planejei fora bem sucedida e amando-o, fiz com que ele tivesse a necessidade odiosa em me fazer gozar.

Gemo alto agora, como se quisesse que os espectadores inexistentes saibam como jorro em contato com apenas a tua imagem, ainda chamo pelo seu nome com um certo desespero e o subir e descer do meu peito é aflito por não ser explorada pelo seu sexo. Sou pecadora demais para clamar a uma divindade agora e fico sem opções. Chamo por nós e caio em direção ao nosso ponto de encontro, caio numa descida íngreme e fogosa para o lugar que gostamos de frequentar nos encontros esporádicos, mas intensos. A queda para o inferno é rotineira, contudo, hoje caio num ar que faz arder a pele sensível do meu sexo, faz firme e excitado os meus mamilos que anseiam a chegada no maremoto de fogo. Chego ao inferno com meus dedos feitos marionete pela sua imagem e pelos seus comandos, a sua voz ditatorial me diz cada passo, cada toque e o momento exato para chamar-te. O fogo da situação não me faz seca, pelo contrário, estou transbordando no meu líquido e modificando a paisagem: te espero chegar para me fazer companhia e, enquanto você não chega, vou-me esquentando, crescendo e ficando cada vez mais fervente, tirando do inferno a sua temperatura e seu título honrado de pecado: mostro que sou maior, mais quente e tenho muito mais poder quando você me incita ao perigo do toque profano e escondido. Transcendo as dimensões e o volume do inferno porque sou mulher… e porque me esbanjo nas carnes e na aptidão do homem dotado de sapiência e experiência.

A sua presença parece tardar, a demora em te sentir chegar só pode ter o propósito de me fazer melhor, mais quente e dependente da suas mãos. Ó, meu bem, caminhe rápido em direção ao corpo feminino que queima rasgado e fácil no colchão já desfeito e contaminado pelas chamas da mulher e cesse a dor do desejo com o ato que intimamente conhecemos. Venha me ferir, me agredir e me sufocar com pressão sobre mim. Chamo por ti: venha, venha se esbanjar… venha me fazer arfar e gritar.

Ouço a aproximação do seu caminhar, os seus passos fazem tremer o meu sexo, fazem ansiar a sua chegada e o seu abalo incalculável. Na sua estadia anterior já não consegue enxergar nenhum benefício, arruma-se como o diabo e desce da minha mente disposto a percorrer o inferno do meu corpo quente, mesmo ciente de que o calor o fará desmanchar e é provável que pouco dure até chegar no meu sexo. Deixa nos meus lábios calor e ardor, nas minhas bochechas pouco salientes cor, para e assiste o meu peito soluçar com a urgência em te fazer presente, caminha firme e assustadoramente sério. Beija meu ventre, toca ambos os seios e me olha, me enxerga e se delicia com a face estampada e colorida com a necessidade em tê-lo. Pede-me calma com os olhos e eu me aperto, chama-me desesperada e eu pressiono com mais força os dedos em mim, ele pergunta, por fim, você me quer? E como resposta, o meu silêncio se alastra por longos minutos.

Sua imagem fugiu do meu campo de visão, sinto-o pulsar e umedecer ainda mais a minha intimidade recém explorada, desfiz a sua matéria e usei-a para molhar-me ainda mais. Tive-o todo esse tempo dentro de mim e agora coloco-o para fora no estado libidinoso, fruto de pecado e caráter desfeito. O gemidos que anteriormente foram moldados pelos meus lábios entreabertos ecoam na minha mente e eu o vejo sorrir satisfeito para mim, sorrio sadicamente e faço presente o homem de pele mestiça que com uma só palavra leva-me a loucura. Ainda tremo, ainda respiro com dificuldade e nunca irei me satisfazer, estando ele aqui ou não. Tenho fome de homem, de pecado e de mim… desejo provar da carne alheia, da minha própria e da mistura de ambas as carnes, desejo temperar-nos quem sabe com outra espécie e fazer desse sentimento uma grande orgia. Desejo-o acompanhando-me os passos até que cheguemos juntos… aonde iremos? Iremos ao encontro de nós mesmos, das nossas respectivas essências e das nossas verdades. Iremos de encontro às nossas raízes, através de uma trilha absurdamente perigosa e humana, caminharemos lado a lado ao pecado, a matriz do infame e do erro, percorreremos tal caminho em busca de resgatar as chamas que se perdem quando nos distanciamos.

Ele, o provocador e lançador de chamas que incendeia-me, a mulher erótica; ele, fruto do fogo que me faz queimar às quatro da manhã, às cinco da tarde e qualquer outra hora me carregará para junto da minha nascente para que possamos resistir ao frio e ao não-sensual do mundo. Ele será o próprio caminho e o único responsável por tornar possível e brilhante o maior dos encontros: o da mulher erótica com o inferno.

Leitora Despudorada

Noite de lua cheia.

Era noite de lua cheia, duas taças e garrafas de vinho pela sala, a música embalava aquela conversa. Ela usava um vestido curto com um belo decote e ele fixava o olhar na boca e devorava os seios dela com os olhos. A primeira taça, troca de olhares; segunda taça, trocas de línguas; depois da terceira taça, a mão dele começou a deslizar pelas pernas dela. As mãos acariciavam e apertavam as coxas e em seguida os dedos tocaram o grelo e ela começava a soltar os primeiros gemidos.

Beijos quentes como aquela noite de lua cheia. Dedos na buceta, mordidas nos seios e ela enlouquecia. Como um animal feroz, ele a jogava no sofá e rasgou sua calcinha, ela ficou de vestido e de quatro no meio da sala. Mordidas e tapas naquela bunda, vinho foi jogado sobre ela, chupadas e mordidas, lambidas e gemidos. A língua encostava em seu grelo, eram lambidas com tesão e suaves mordidas. Um dedo penetrou e ela gemia e pedia para colocar mais e ele, colocou dois, três dedos dentro de sua buceta molhadinha.

O vestido dela era levantado e o calor aumentava. Ela estava pelada e de joelhos chupava o pau grosso daquele rapaz. Ordens eram dadas: chupa mais, engole ele todo e ela fazia com obediência.

Tapas eram dados e ela gritava de tesão. Agora fique em pé. Ande! Pare! Agora rebola para mim e ela fazia tudo que ele pedia. Os sons dos tapas ecoavam naquela bunda e ele a torturava esfregando só a cabecinha na buceta dela. Ela ia ao delírio e gritava “Mete! Mete! E a deliciosa tortura continuava. Fortes puxões de cabelo e o pau entrava todo, um grito estrondoso ecoa pela casa e ele ferozmente devora sua presa.

O moço tira seu pau lambuzado e o coloca dentro da boca da moça, ela lambe enquanto acaricia o saco daquele lobo feroz. Em seguida, ela é arrastada pelo braço, e ganha mordidas em seu pescoço fino. Jogada no sofá, recebe apertos com forças em seus seios e de costas ela sente aquele pau grosso e grande adentrar no seu cuzinho. Começa lentamente e de repente a intensidade aumentava, gritos e gemidos dos dois, suor pingando na sala. Em instantes, o suor se misturou com o gozo e os gemidos deram lugar as caras de que experimentou uma boa foda em uma noite de lua cheia.

Leitora baiana e despudorada.