Sem Tabus

Quando as nossas prioridades mudam na procura por alguém

Engraçado como nossos gostos e nossas prioridades mudam na escolha daquele que venha a nos chamar atenção. A adolescência é onde tudo começa, pode-se dizer que é o momento no qual a sexualidade grita e, assim, buscamos por alguém para dar um cheiro, um beijo, pegar na mão e dizer que adora (porque ama já é demais, mas a gente faz isso o tempo todo – porque tudo é muito novo). É aquele momento, também, onde cada escolha é feita ali, entre amigos, e que todas as sensações são novas e precisam ser compartilhadas. Ficar com alguém feia? De jeito nenhum. A galera vai zoar e fazer as piadas mais infames. Se não tiver tanta beleza, que ao menos tenha um atrativo a mais, tal como a simpatia reverberando pelos quatro cantos – daqueles que fazem parte do grupo mais resenhista e que todo mundo adora.

Com o passar do tempo, dizem que a mulher vai reduzindo suas preferências e que, depois dos 30, basta ser homem e não precisa mais ser lindo, rico, alto, malhado e por aí vai. Com os homens, isso é deixado de mão quando o quesito é este porque, conforme a cultura popular, é a mulher quem está com a faca e o queijo na mão quando o assunto é esse. No entanto, será que as preferências mudam exatamente neste sentido? Enquanto mulher, eu diria que há um redirecionamento de prioridades. Em vez de sentir atração e ceder aos impulsos por causa da beleza, isso passa a ser apenas uma razão para dar uns beijinhos e nada mais.

A mulher, quando se aproxima dos 30, passa a querer um relacionamento mais sério e isso implica um homem que tenha maturidade, que estude ou que tenha um bom trabalho, ou seja, a beleza passa a ser descartada em detrimento de uma melhor estrutura financeira e familiar. Afinal, homens casados e com filhos ficam a dever e nós sempre avaliamos bem a situação antes de investir. No caso daquelas que já cederam a relacionamentos mais sérios e estão a fim de curtir, quase tudo isso também está na conta. Um homem que tenha independência financeira e que consiga construir um bom papo estão na bola da vez, aquele que mostra saber usar seus recursos e ferramentas muito bem também estão em uma boa colocação entre os atrativos de uma musa.

Há quem diga que uma mulher mais velha fica sozinha porque seleciona demais: pura conversa furada de quem pensa que estamos desesperadas e, por isso, precisamos ficar com qualquer um. Maturidade é justamente saber escolher aquele que lhe preencha e, se não encontrá-lo tão cedo, tanto faz. O importante é não ficar vivendo solteirice amarrada e com quinhentos gatos de estimação. Quem é musa possui alguns relacionamentos casuais quando bate aquela vontade e, se não bateu ou não apareceu nenhum que sirva para dar umazinha, sabe satisfazer suas próprias vontades de outras formas. A gente não nasceu pra ficar amarrado em ninguém, não é? Nossa felicidade só depende da gente e não do outro. Entretanto, uma coisa é importante: oportunidades não podem escapar sem que façamos nada, prestemos atenção para agarrá-las.

A mulher dos 30 pra cima, já tem suas escolhas agendadas e suas malícias possuem um lugar especial. Diferente das mais novinhas que se encantam facilmente e, sem querer, se permitem e se deixam enganar – inclusive por si próprias. Algo é mais do que certo: quando nossas prioridades mudam, mudamos também. E com vocês, rapazes, como funciona isso? Contem pra gente, vai!

Lu Rosário

Jornalista. Baiana. Leonina. Feminista preta. Apaixonada por tudo o que diz respeito a sexo e sexualidade. Palavras e fotografias são suas taras.

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