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Esquentando a festa

Era uma noite de temperatura amena. Muita gente cheia de casacos, botas e toucas. Eu não. Desde cedo me subia um fogo que aquecia até meu último fio de cabelo. Naquele dia eu havia acordado cheia de tesão. Logo cedo, tentei uma masturbação, mas não me satisfez, embora eu tenha gozado mais de uma vez. A tarde, entrei em um aplicativo anonimamente só para falar putaria com algum desconhecido e tentar apagar o fogo que me consumia. Doce ilusão. As chamas dentro de mim só fizeram crescer.

Quando a noite chegou, fui com amigos para um show, desses na rua, cheio de gente, que as prefeituras fazem para garantir o circo para o povo. O cantor era bom, a rua estava lotada, mas eu não enxergava ninguém interessante. Mesmo assim, eu estava me divertindo, bebendo e dançando. De repente, viro-me para trás, para tirar uma foto com os amigos e vejo uma figura que me desperta a atenção. Estava ali, na minha frente, com sua barba cerrada e uma bata branca que combinava perfeitamente com o seu sorriso. Trocamos alguns olhares e logo ele estava perto de mim, rebolando até o chão, no compasso da música.

Instantes depois, nossos movimentos já estavam sincronizados em beijos e amassos. Sua mão abriu o ziper de minha calça com uma destreza impressionante. Seus dedos se alternavam entre penetrar minha buceta e estimular meu clitóris, tudo ao ritmo frenético da musica que tocava, apertados um contra o outro pelo bolo de gente que nos cercava. Eu retribua suas carícias tocando seu pau duro, que lateja em minha mão. Aproveitava o som, o ritmo, o aperto, para me esfregar nele cada vez mais, enquanto ele me penetrava com seus dedos. Gozei deliciosamente, ali, no meio de todos. Mas ainda não estava satisfeita.

O fogo ainda me queimava, ardia em labaredas pulsantes. Puxei-o pela mão, e saímos em busca de um local mais reservado. Foi quando perguntei seu nome. O meu, ele me perguntara logo após o primeiro beijo. Achamos um terreno escuro e discreto numa rua de pouco movimento, perto do show. Era perfeito. Retornamos ao frenesi em que estávamos no show. Algumas pessoas passavam na rua e nos olhavam, mas eu eu sabia que não podiam ver nossos rostos, pois estava bastante escuro. Tudo isso só aumentava o meu tesão. Abri o zíper de sua calça e tirei seu pau imenso, pulsando… Que visão deliciosa!

Eu o queria dentro de mim, naquela hora. Baixei um pouco minhas calças, enquanto ele colocava a camisinha. Em segundos, ele já estava todo dentro de mim, me comendo por trás, num terreno escuro, com pessoas esporadicamente passando pela rua e nos olhando maliciosamente. Isso só aumentava nosso tesão. Fizemos sexo gostosamente, até gozarmos, exaustos. Nos recompomos e voltamos para ver o show, que por sinal já estava na última música.

Foi uma das melhores e mais excitantes transas da minha vida. Mas depois disso, vieram outras tão boas quanto essa, ou até melhores, pois trocamos telefones e temos nos encontrado com frequência. Já desistimos de apagar nosso fogo. Por enquanto, resolvemos que vamos queimar juntos!

De Capitu, a despudorada.

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Baiana. Graduada em Letras Vernáculas e em Jornalismo. Realizou pesquisa em Análise do Discurso, estudando a produção do discurso pornográfico. Descobriu-se apaixonada por assuntos relacionados ao sexo e a sexualidade. Adora brincar com as palavras e fotografias.

luu.rosarioo@gmail.com