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Sabe aqueles filmes com uma pegada mais adolescente, mas que nos faz refletir? Dumplin é um deles. Durante quase duas horas de filme, eu me peguei sendo parte da narrativa e me sentindo representada pela protagonista Willowdean. É, inclusive, por permitir essa representação, que este filme tem sido tão referenciado.

Em Dumplin, a personagem principal é uma garota gorda e filha de uma ex-miss. Para se aceitar, ela ouvia sempre os conselhos da sua tia Lucy – que, assim como ela, também era gorda, mas mostrava que isso era o menos importante e, portanto, se amava.

Porém, sua tia faleceu e, ao se encontrar sozinha, sua relação com o corpo tornou-se mais complicada. Chamada de Fofinha pela mãe e não se sentindo inserida no meio social em que ela vivia, Willowdean possuía vários conflitos. Um deles era a negação de si por ter sido cortejada por um rapaz que fazia sucesso entre as meninas consideradas padrão.

Ao mexer nas coisas da sua querida e falecida tia, Willowdean descobriu que, apesar da sua tia se mostrar tão confiante com seu corpo, ela já desejou participar de um concurso de beleza famoso em sua cidade. Com isso, a protagonista resolveu se inscrever neste concurso como uma forma de protesto. Em torno desses desafios, girou toda a narrativa.

No final, o filme não tem nada de surpreendente e isso o torna mais interessante. Quer saber? Vale a pena assistir e se emocionar. Depois vem contar pra nação despudorada o que você achou, ta?

Não sei o que dizer. Juro. Já não sei o que dizer. Sentir é a palavra que mais faz parte do meu vocabulário porque tenho sentido tudo e, assim, refletido sobre cada atitude. Algumas, consideradas corretas, mudam. Com isso, mudam-se também as certezas sobre quem eu tenho sido até então. Autoestima é um ponto importante a se refletir, por exemplo. A gente, muitas vezes, se vê fortaleza, mas nem sempre somos. E, então, o que houve para tudo desestruturar assim? Em que ponto exatamente houve esse rompimento de bases? É isso que tenho me perguntado todos os dias.

Dias intensos, química e vibes bacanas podem ser ressignificados em amizades longas e deliciosas. Mas será que atração e tesão se perdem de um dia para outro sem que haja uma explicação? A gente, nesse entremeio, começa a tentar entender e percebe que não há culpa nenhuma em cartório de ninguém. O corpo, as atitudes, o ser interno e externo é o mesmo sem tirar nem por. As atitudes falam por si só e as melhores palavras são aquelas ditas antes das linhas limite baterem à porta. Falar com toda a sinceridade do mundo é sempre a melhor forma de externalizar o que sentimos.

Quando tudo se vai por água abaixo, falar permanece sendo a forma mais correta e justa de mostrar ao outro o quanto ele permanece sendo importante. Porém, não medir as palavras e despejar o quanto todo o prazer tornou-se gelo e no quanto o seu corpo tornou-se pedra é não considerá-lo em sua justeza e beleza. Com isso, volta-se os questionamentos em torno da autoestima, a culpabilidade – ainda que se tenha certeza da sua inexistência – e um sentimento ruim de incompreensão de si. Se tem algo que machuca, este algo são as palavras desditas ou ditas à mercê.

Parece até um desabafo, mas não deixa de ser. Quantas vezes você ouviu de um amigo ou alguém com quem se envolveu o quanto tudo o que estava em torno dos dois deixou de fazer sentido? Sinceridade também possui limites e perpassa o campo das emoções, da gratidão e da consideração pelo outro. A autoestima está dentro deste barco onde você sabe muito bem o caminho e esse caminho entrelaça-se à confiança.

Autoestima não é necessariamente se achar não atraente, feia ou qualquer outra palavra equivalente. Ela também pode representar o encontro consigo mesma em todas as relações que você vem a estabelecer. Sejamos mais cúmplices, maduros, humanos. Carinho, respeito e companheirismo formam um encaixe perfeito quando alguém pode ser levado para a vida inteira. Uma coisa é certa: a gente sente quando passa por alguém com essa atmosfera. Energias compatíveis servem para ser compartilhadas.

Nenhuma resposta
Mas um punhado de folhas sagradas
Pra me curar, pra me afastar de todo mal

Para-raio, bete branca, assa peixe
Abre caminho, patchuli

– Luedji Luna

De repente, em tudo o que é lugar, você ouve: Que tiro foi esse? Que tiro foi esse, viado? Que tiro foi esse que ta um arraso? E, junto com toda esta polêmica bem humorada, vídeos circulam pela internet mostrando que falar de tiro nem sempre tem a ver com violência, mas pode representar um disparo de beleza e de sensacionalidade.

Antes mesmo de ouvir a gíria referente ao tiro, o morri já fazia parte da linguagem cotidiana de adolescentes e pessoas bem ligadas ao meio cibernético. Quem nunca deu muita risada e completou dizendo: morri? Ou até mesmo viu um gato e usou a mesma gíria para mostrar o quanto ficou impressionada com a boniteza do boy? Uma linguagem bem a cara dos gays e utilizada pelas mulheres, tal palavra de impacto já rodava as rodas de bate papo femininas e já eram parte das conversinhas íntimas.

Entretanto, a expressão que tiro foi esse? tornou-se um viral com grande potencial de ser eleita o hit do carnaval 2018. A responsável por tudo isso é Jojo Maronttinni, conhecida como Jojo Todynho. A danada compôs uma canção que traz gíria, autoestima e sensualidade dentro de um mesmo pacote porque, além do bordão, ela também diz Samba na cara da inimiga/ Vai, samba, desfila com as amigas. Quem samba, mostra que tem gingado e que sabe se sair muio bem por cima, pois empoderada é ela.

Para completar, Jojo ainda canta que se Quer causar, a gente causa/ Quer sambar, a gente pisa/ Quem olha o nosso bonde pira. Em outras palavras, somos maravilhosas demais e, quando a gente quer, não tem pra ninguém porque onde estamos chamamos atenção e deixamos qualquer um de queixo caído e pirando o cabeção. Opa, empolguei tanto que até rimei. Agora vamos ser sinceras: tem alguma mentira nisso aí? Nenhuma.

Toda mulher é um tiro, uma força, um disparo. Para que se reconheça assim, basta se aceitar e se perceber linda. Homens e casais também se enquadram na gíria, pois também representam bombardeios quando se apresentam de forma deliciosa. Eu mesma, meu bem, quando me olho no espelho, às vezes me pergunto: que tiro é esse? É assim que tem que ser. À Jojo, obrigada pela atitude, que este tiro permaneça sendo flores, purpurina, sorrisos, cruzadas de pernas e empinadas de bumbum por onde passemos.

O Encrespa Conquista surgiu em 2016. A partir desse momento, mulheres começaram a perceber que para ser linda, não é preciso seguir padrões. Assim, todas foram adquirindo identidade e transbordando beleza. O batom vermelho, azul ou roxo virou um acessório indispensável, o espelho passou a ser um amigo e o estilo tornou-se incomparável em tranças, cores e volume. No ano seguinte, 2017, a segunda edição do Encrespa Conquista foi no Shopping Conquista Sul e este ano, 2018, o tiro foi maior. No dia 15 de outubro, o Encrespa Conquista contou com 500 inscrições e grandes convidados, além de ter sido realizado na quadra de esportes da Maurício de Nassau, atraindo diversas marcas de produtos capilares.

Irlane Rodriguez, empresária do Studio O Poder do Natural, fez a abertura do Encrespa Conquista ao suscitar o amor próprio e nos questionar sobre as cicatrizes que temos. Afinal, todos nós temos marcas e, portanto, o respeito pelo outro é fundamental para se permitir e permitir ao outro ser feliz.

Palestra de Irlane Rodriguez. Fotografia: Isabelle Salgado.

 

Além dela, houve a presença das ilustres Luciellen Assis e Ster Nascimento. Luciellen Assis aborda estética e beleza negra, moda, auto-estima, empoderamento e relações étnico-raciais. Em seu discurso, rolou muito conhecimento e historicidade. Coisa mais linda da vida!

Palestra de Luciellen Assis. Fotografia: Graci Sá.

 

Já Ster Nascimento é a blogueira do Desventuras de uma Cacheada e também trabalha o empoderamento feminino. As duas gatíssimas discursaram sobre seu percurso enquanto mulheres empoderadas que alcançaram o reconhecimento nacional.

Palestra de Ster Nascimento. Fotografia: Graci Sá.

 

João Gabriel também falou um pouco sobre a influência digital na sociedade contemporânea. Afinal, conhecemos as meninas por meio de suas redes sociais e nos empoderamos pelo exemplo delas e de tantas outras por meio das diversas plataformas digitais.

Palestra de João Gabriel. Fotografia: Graci Sá.

 

A cena que mais emocionou no evento foi aquela troca de energia e retomada de lembranças daquele momento tão particular e libertador: o BC  – corte que retira toda a química do cabelo. Uma promotora da Embelleze fez o BC em uma participante do evento que estava em fase de transição capilar. Todos nós, homens e mulheres do evento, sentamos para dar força e assistir. Havia lágrimas para todos os lados, inclusive minhas. Chorei largaaaado.

Momento BC. Fotografia: Graci Sá.

 

E, por fim, não faltaram brindes. Todo mundo ganhou alguma coisa. Quem não foi sorteado, foi presenteado como o finalizador da Lollita Cosméticos. Inclusive, eu não fui sorteada e acabei ganhando esse brinde que amei porque é cheiroso e se deu bem em minha cabeleira cacheada.

Presentes para sorteio. Fotografia: Graci Sá.

 

O Encrespa Conquista é aquela coisa de você olhar para todos os lados e buscar força em cada pessoa que você ver. É sentir vontade de chamar todo mundo para conversar e tirar fotos. É sorrir para todos e todas da mesma forma. Digo sempre que o movimento é uma proposta ao amor próprio. Quem quiser colar no próximo, vem conosco que estamos o Encrespa está no Facebook e no Instagram. É claaaaro!

 

A maioria das fotografias, aqui, foram feitas por Graci Sá e dados os devidos créditos. Para a gente encerrar divando, deixo, acima, uma foto nossa. Afinal, duas lindas como essa precisam muito de um lugar ao sol por aqui.

Se eu fosse me definir, assim o faria: Mulher, negra e escrevo sobre sexo. Qual o problema nesta definição? Aparentemente nenhum, mas na prática há uma série de problemas que levam ao preconceito.

Enquanto mulher, nosso lugar no mundo já não é lá essas coisas. Afinal, toda mulher nasce predestinada a ser uma criança que precisa usar calcinha o tempo todo e que, quando os seios começam a surgir, precisa escondê-los. Ela deve crescer num mundo cor de rosa ou de cores neutras estilo aquarela e brincar de casinha e bonequinha. Toda mulher deve se maquiar, usar vestido e salto alto. Além do mais, casar e ter filhos faz parte de suas possibilidades de sucesso. Ser feminina, pelo menos, é uma exigência. Isso engloba cuidados com a pele, com o corpo, enfim, ser vaidosa.

Ser mulher já é uma grande carga e, por si só, engloba uma gama de preconceitos que a coloca no lugar de sexo frágil, delicadeza e mimimis. Mulher, muitas vezes, é aquela fútil. Sempre é quem deve cuidar dos filhos, da casa e, quiçá, do marido. Deve perdoá-los pelos erros e, ah, não pode trair nunca. Mulher que desconta chifre é vagabunda. Poderia ser qualquer outra coisa por um olhar mais amor próprio da vida, mas não – ela perde o valor porque mulher tem prazo de validade.

Mulheres negras valem menos ainda, pois carregam uma carga histórica que – somente pela cor da pele – já as incluem como inferior. Juntando esses dois fatores – mulher e negra – mais difícil fica, isto é, mais preconceito a enfrentar.

Cor do pecado quando querem elogiar; cor de sujo, de lama quando querem humilhar (outros adjetivos dependem do bom senso de quem fala, mas há muita gente no mundo sem senso algum). A mulher negra nem sempre ouve adjetivos claros de negação, mas sente em cada atitude alheia. Algumas vezes é vista como fetiche, em outras como invisível. Para se sobressair, a cor negra precisa de muitos atributos que possam também ser considerados de brancos. É preciso um esforçar-se mais.

Mais e se além de ser mulher e ser negra, ela escrever sobre sexo? Aí que o mundo acaba de vez e todos caem em cima com assédios desnecessários, com julgamos inapropriados e moralismos inaceitáveis. As mulheres que, em algum momento da vida, já são vistas como putas sem quê nem pra quê, tornam-se putas de boca cheia na boca dos falantes.

“Pra quê se amostrar e dizer que faz isso e aquilo?”. “Ela é pura pressão”. “Ali é sonsa, não vale nada”. “Finge de santinha”. “Deve dar pra qualquer um”. São essas as falas que circulam por mim aqui e acolá, sendo mostras claras de que mulher deve ficar nos contos da Disney e em romances bonitinhos. Sexo é compreendido como sinônimo de putaria e putaria como de pornografia. No meio de tudo isso, mulher negra aliada a sexo proporcionam um brega escroto, é uma coisa de louco que gente decente não entra.

Escrevo tudo isso rindo, principalmente dos hipócritas. Escrevo tudo isso aliviada e orgulhosa de ser quem sou. Ah, não falei de mais uma coisa que carrego e que é considerada uma característica marcante do negro – cabelos crespos. Mas para este terá um texto especialíssimo. Antes que comecem a colocar poréns em si mesma porque é julgada por outras formas de preconceito, lembre-se que nosso corpo não é vitrine e que somos maravilhosas independente. Histórico de preconceitos não deve nos vitimizar. Cultura mal construída não nos pertence. A gente sabe que somos bem mais do que uma dezenas de palavras ditas. Elas devem entrar por um ouvido e sair pelo outro – só assim seremos mesmo livres.

A fotografia tem um modo particular de nos falar algo, ela representa a liberdade ou repressão em que estamos inseridos. Muito mais que isso, ela representa o que há dentro de nós. Desse modo, a gente expõe o fato de sermos libertas e, devido a isso, sofremos o risco de sermos apontadas como imorais, pois o ato de se despir ou de simular as vontades do corpo ficam fixadas no clique de uma lente e podem ser vistas a torto e a direita quando colocadas nas redes sociais. Assim, algumas fotos são julgadas de forma injusta por quem sofra de recalque aguda e não consegue ver a beleza – não só externa, mas interna – na explicitez do outro.

Não é de hoje que ouço e sofro indignações. Fotos de praia, com decote, barriguinha do lado de fora ou olhar mais provocador são reprovados por uma classe advinda de gerações passadas ou por pessoas que compreendem a sua vida como um ambiente raso e cheio de limitações. Para alguns, seremos condenados ou castigados por ações que no mostrem o quanto somos lindas e nos amamos. Para nós, viver é libertar-se e isso inclui a fotografia e a exposição dela. Afinal, fotografar e não mostrar nem vale tão à pena assim.

 

Fotografia: Lu Rosário

 

Ao questionar sobre os limites na fotografia, em um bate papo entre mulheres, uma fotógrafa mostrou seu indignar-se por colocar fotos mais ousadas em sua rede social. Como forma de protesto, ela intitulou o seu álbum como “Pq a sociedade e seu puritanismo idiota me cansa!” e a descrição para este foi: “O corpo é meu! Lido com ele do jeito que quero e acho melhor! O que se Fxxx todas as pessoas que ficam se achando donas da verdade, que ninguém pode mostrar nada de si que já vem um puritano sem base e diz que ta errado! é só corpo, pele..ossos..todo mundo tem! Para quê tanto esconder!!?? MOSTRO MESMO! VERGONHA ZERO! Sou feliz assim! Me amo assim! Corpo é casca! Liberte sua mente porque corpo é o menor de nós!”

Assim como a fotógrafa em questão, eu acredito que ninguém deve se sentir afetado por manifestações corpóreas minhas. O corpo é meu e se eu o represento assim é porque tenho me sentido muito bem comigo mesma. A partir do momento que me incomodo com a exposição do outro é porque me sinto reprimida – esta não é a vida que eu quero pra mim.

 

Fotografia : Victor Paiva Leite

 

Na foto acima, publicada em homenagem ao dia da mulher, ela salienta a beleza da fotografia e agradece ao rapaz que a acompanha. A partir dessa foto, peço novamente que a olhem e me digam qual o erro contido nela. Acredito que o explícito está na técnica. Quando olhamos para a imagem acima, vemos penumbra, cuidado e intenções, mas nada está posto à mesa. E se estivesse, mulheres comuns não costumam ser fotografas estilo pornô.

Incomodar-se com o outro e agredi-lo por conta do despertar de sentidos provocados pela foto ou por um resultado da construção histórica a qual fomos submetidos é esquecer-se das lutas femininas e dos direitos conquistados. Para não sair do ditado popular, é não se preocupar com o seu próprio pé e chulé. É, mais do que um jogar de palavras minhas, não olhar-se no espelho e se reconhecer tão linda quando aquela quem foi fotografada.

A arte de seduzir, realmente, não é um tarefa fácil. Se a gente for procurar nesses sites por aí, haverá mil e uma dicas – inclusive algumas consideradas infalíveis. Entre estas, eu encontrei, no Bolsa de Mulher, dicas relacionadas a beleza e, consequentemente, a autoestima feminina. Algo que eu sempre digo por aqui é isso: uma mulher ou homem que se sente bem consigo mesmo terá uma vibração tão positiva e gostosa que qualquer um vai querer tê-lo por perto. E verdade seja dita, basta você observar ao seu redor para ter certeza disso. No entanto, além da autoestima, é preciso ter segurança no seu poder de seduzir o outro.

Não precisa se achar hiper sexy nem o pica das galáxias para ter a autoestima elevada, só é necessário saber que você tem seus atributos e que conquistar o outro é ter segurança e acreditar no seu taco. Isso tudo exige espontaneidade. Quem sabe levar a vida sem precisar forçar atitudes ou momentos, não carrega peso algum sobre suas ações e o gosto da conquista é bem mais saboroso. Apesar desses dois aspectos serem essenciais, ainda me arrisco a citar um outro para complementá-los. Então, estou me referindo a meta por você planejada.

Se não entendeu essa questão da meta, então vou explicar-lhe. Você viu aquele gatinho com um jeitinho que, na sua opinião, se completa com o seu (ou vice versa ou seja lá em quais relações forem). A partir daí, você foi conhecendo ele melhor e encontrando razões para investir, logo, se a pessoa lhe deu um sinal de reciprocidade, invista e não tem como não sair ganhando. Já se você não percebeu que o seu doar-se voltou na mesma proporção, para quê insistir? Sua investida deve ter um limite porque, caso contrário, você faz papel de trouxa e ainda volta toda fragmentada e com o tempo literalmente perdido. Já deixe isso claro para você. Nossos caminhos são melhor traçados quando bem definidos. Seduzir é, portanto, elevar a autoestima, ter segurança em si mesmo e impor limites no alcance da pessoa desejada.

Quando a gente sai de uma relação longa, a sensação é que não saberá agir de modo a atrair o outro pro seu lado mais delicioso da força. Entretanto, minha dica é não ficar com noias porque tudo tem seu tempo e você tem que deixar que ele a perceba lindamente e saiba – ainda que suavemente – que você deseja mais do que uma amizade que faz coraçãozinho com a mão. Se não houver uma correspondência após tantas dicas gentilmente cedidas por você, pula fora porque o que não falta é gente interessante no mundo. Seduzir é uma arte que, convenhamos, conhecemos muito bem… basta um desejo aflorar e pararátimbum.