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Se tem uma coisa que atrai as mulheres aos sex shops, essa coisa são as famosas bolinhas explosivas. Elas, a cada dia, estão mais diversificadas no mercado e deixando as despudoradas doidinhas por cada novidade. Existem bolinhas perfumadas, funcionais e beijáveis. Enfim, existem bolinhas a torto e a direita. Muitas marcas ostentam as danadas e seu baixo custo é um grande motivo para que, assim, ganhem o mercado. As bolinhas atraem tanto, não só por custarem uma bagatela, mas por ser visto como um modo diferenciado de lubrificação da mulher.

Elas surgiram com uma proposta bem diferente da atual. Quem bem sabe, conhece sua funcionalidade no momento do banho ou, até mesmo, pós-banho. Seu perfume proporcionava um ambiente mais cheiroso e aconchegante enquanto o seu formato podia auxiliar numa massagem relaxante no corpo do parceiro ou parceira. Pensando nisso, as bolinhas entraram no mercado. Porém, caiu no gosto popular uma variação do seu uso e, assim, mais mulheres começaram a procurá-las para serem usadas de outra forma, ocasionando momentos únicos na relação a dois. O mercado, é claro, não poderia perder uma oportunidade como essa e, então, investiu com força.

Desse modo, em vez do uso externo, as bolinhas passaram a ser usadas dentro do canal vaginal e, desde então, o assunto tem dado o que falar – tanto positivamente quanto negativamente. Afinal, quem nunca ouviu falar que fulana ou sicrana teve uma infecção por causa da danadinha? Ou que ela só saiu no dia seguinte após ser usada? Essas são histórias que a gente ouve e que não passam de verdades.

 

 

Apesar dos fabricantes indicarem as bolinhas para uso externo, os vendedores não são treinados suficientemente para venderem-nas. Assim, elas são vendidas indevidamente e a gente compra achando que vai arrasar. Pode até arrasar, mas pode ser também que tenhamos problemas futuros. Conforme a Resolução ANVISA nº3.161, de 18/07/2011, o Artigo 1º

“Determina, como medida de interesse sanitário, a suspensão, em todo território nacional, de todas as propagandas dos produtos Bolinhas Explosivas, pelo fato de apresentarem finalidade de lubrificação vaginal sem que possuam o devido registro junto à ANVISA. Despacho da Gerência-Geral de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, de Publicidade, de Promoção e de Informação de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária.”

Mais claro que isso, só dois disso. Portanto, o uso deste cosmético deve ser externo para lubrificação corporal e, nos casos das bolinhas funcionais, você abre ela e utiliza o produto na vulva aplicando com os dedos. Só que aí você me pergunta: e aquelas bolinhas gelatinosas? Eu respondo que elas também possuem uma película gelatinosa e estão dentro do que foi dito acima. Só que aí você me pergunta novamente: Por que todo este fuzuê em torno das bolinhas?

Acontece que os pontos negativos relativos ao seu uso estão na película que reveste o óleo, pois nem sempre ela é absorvida pelo organismo e isso pode causar corrimentos, alergias e infecções. Ela pode grudar no canal vaginal ou no colo do útero, causando – inclusive – infertilidade, como bem salientou a sexóloga e consultora sexual Carol Degani em seu vídeo Bolinhas Explosivas – um risco à saúde da mulher.

 

 

Além do mais, o líquido dentro das bolinhas também pode causar malefícios quando produzidos à base de óleo mineral ou vegetal posto que o pH costuma ser em torno de e a 8,5 enquanto o indicado para a lubrificação é  aqueles à base de água, cujo pH é 2. Como o pH vaginal está entre 4 e 4,5, qualquer líquido acima desse valor pode provocar irritações, alergias ou outros males –  ressaltou Co-Fundador da Feitiços AromáticoRobério Viana.

Diante do exposto, vamos mudar a nossa estratégia de uso das bolinhas? Vamos sensualizar usando elas no corpo, fazendo aquela massagem gostosa e preparando o ambiente para o que está por vir. Vai ser uma delícia e você ainda vai fazer um sexozinho tranquila sem medo algum de, futuramente, vir a sentir algo chato. Aposte nessa ideia e vamos gozar!

O sexo sempre é uma descoberta. Quanto mais experiências sexuais nós temos, mas sabemos sobre o que realmente gostamos. Todo ato de entrega parece ser um funil onde vamos aprendendo um pouco sobre nós mesmos. Não digo que, para isso, precisamos ter vários parceiros ou parceiras sexuais, mas que pelo menos saibamos nos reinventar ainda que seja com um único parceiro.

Eu confesso que já vivenciei os dois lados da mesma moeda e ambas as experiências foram enriquecedoras. Confesso que não vivenciei tanto porque as possibilidades nunca se esgotam, não é verdade? Mas dentro disso, posso lhes falar que a gente se depara com tudo o que nos permite distinguir o que é medo, o que é intensidade, o que é vontade.

Fazer sexo mil vezes com uma mesma pessoa nos faz descobrir que há sempre um lugar novo para ser desvendado. É aquela coisa: Cansei da cama, vamos pro tapete. Ai, transar contigo é gostoso demais, vamos fazer aqui e agora – na sala de casa enquanto a mãe está na cozinha ou, então, naquela balada em um cantinho discreto e por aí vai. Você descobre que a ciência não mente e que a adrenalina é um delicioso tempero na arte de sentir prazer. Mas também pode acontecer o contrário e você descobrir que adora explorar outras possibilidades, mas ali – dentro do quarto.

Você começa a descobrir que gosta de um tapa na cara, de um arranhão, de uma chupada mais forte, de uma algema e uma chibata. Você descobre tudo isso porque confia demais nele (ou nela) e confia o suficiente para se permitir ser vendada e deixá-lo livre para usar e abusar do seu corpo. Sem contar nas outras descobertas aliadas ao masturbar-se que também passa a ser a dois.

Fazer sexo com vários homens já lhe possibilita uma outra experiência. Você acha engraço algumas delas ou fica nervosa com outras. Você tem histórias pra contar que tem gente que vai duvidar porque realmente existe gente sem noção quando a trama é sexo, mas você imaginava que isso era somente conto da carochinha. Por exemplo, você vai conhecer gente com os mais diferentes fetiches. Daqueles que precisam cheirar seu cabelo para ter um orgasmo ou que pede para você urinar sobre ele (isso porque estou sendo sutil!). Daqueles que brocham porque você tem muita atitude na cama ou porque você geme alto.

Sem contar que você começa a descobrir se gosta mais de um pênis grande ou menor, fino ou mais grosso. Descobre que nem todo homem tem higiene e que nem toda mulher sabe cuidar da sua pepeca direitinho. Percebe que nem toda pepeca é igual e que algumas são lindas – assim, vai moldando o seu gosto. Além do mais, você também vai traçando os perfis de homens e mulheres que curte porque, olhando, você já imagina transando.

Dessa forma, como não se conhecer e não se sentir uma expert na arte de se despudorar? Independente como você vive as suas experiências sexuais, todas elas são válidas e fazem com que a gente se ache. Seja de luzes apagadas ou acesas, a gente sente o sexo em todas as suas nuances porque, sobretudo, ele é tato, olfato e paladar. Ser despudorado é conhecer um pouco a teoria, mas sentir tudo o que a prática tem pra nos oferecer. Quando falamos de nos fortalecer, o sexo – com certeza – é nosso melhor campo de batalha.

Ele me joga na cama, a gente começa a ser suor, respiração e prazer até que, de repente, ele goza. Sua porra me molha toda nos primeiros minutos do primeiro tempo. Vejo o seu olhar se calar sobre mim, sua boca se contorcer e seus olhos se voltarem para o pau lambuzado naquela camisinha, agora, imprestável. Diante disso, a transa que poderia ter sido uma delícia – perdeu seu tom mais apimentado devido a uma ejaculação precoce.

Então vamos sentar e conversar sobre isso, pois uma leitora linda me disse que seu último enlace sexual foi nestas circunstâncias. Pensa aí a situação dele e a dela naquela nudez e interrupção íntima. Enfim, o que seria exatamente a ejaculação precoce? Ela diz respeito ao fato de o orgasmo vir bem antes do desejado, é normalmente causada pela ansiedade ou excesso de estímulo, além de fatores psicológicos. Não é a toa que esta realidade condiz mais com adolescentes. Entrar na fase da sexualidade é se sentir extrapolar e por isso eles acabam não conseguindo controlar seus impulsos e ejaculam imediatamente – tanto antes como durante ou depois da penetração.

Para resolver isso, é preciso que o camarada relaxe e trabalhe o psicológico. Há quem indique atividades físicas, uma boa massagem, aquela conversa de boa ou quaisquer outros pensamentos que canalizem o furor sexual. Desse modo, reduz um pouco a excitação e prolonga a ejaculação. Casos como esses, normalmente, se resolvem com o tempo e amadurecimento perante as relações sexuais – principalmente se a parceira é fixa.

A procura de um médico acontece em último caso, ou seja, apenas se o cabra estiver envelhecendo e sem conseguir controlar seus instintos orgásticos. Portanto, leitora linda, peça para que seu parceiro dê uma lidinha nesse texto e procure outros pela web. Assim, ele verá que não é um bicho de sete cabeças e, com isso, começará a relaxar a mente e gozar no momento propício.

– Eu quero ver quando você casar, como vai ser. O marido vai te encher de porrada porque não sabe fazer nada dentro de casa!

Foi isto o que ouvi, há alguns anos, quando acordei e fui ler em vez de ter levantado para tomar café, arrumar a cozinha ou varrer a casa. Ouvi outras coisas também, mas esta foi a que mais me magoou. E dentre todas as coisas, ela dispensou essas palavras e acreditou que meu silêncio estava em quaisquer outras razões. Junto com essas palavras e pela entonação de voz, eu ouvi um E vai ser bem feito!

Fico pensando no quanto nossa sociedade é conservadora e no quanto isso ainda pode ser proferido com valor de verdade, apesar de muitas reviravoltas já terem sido feitas. Quer dizer que a mulher precisa se submeter ao homem? Infelizmente, muitas se submetem. Muitas trabalham fora, mas antes de sair pro trabalho se sentem na obrigação de deixar a casa arrumada, os pratos lavados e a comida pronta.

Muitas se sentem nesta obrigação de ter que dar conta de tudo sempre, de serem prendadas e de, no final da noite, ainda cederem toda vez que o cara precisa de sexo. Isso tem que ser aceitável? Isso é o normal? Para mim, não é e nunca vai ser! O que me deixa mais triste é saber que alguém me desconhece a tal pondo de pensar que eu cederia a um homem que soasse tão ridículo.

Um homem que bate na mulher não teria caráter para estar comigo. É um homem que não merece mulher alguma. Acredito que homens desse porte não conhecem boas condutas e, se conhecem, não sabem mantê-la por muito tempo – as palavras os traem, o olhar e os gestos desmentem. Portanto, pelo menos no namoro, daria para descobri-lo e, na primeira oportunidade, eu daria tchau sem olhar para trás. Além disso, eu nunca vou casar com um homem para me tornar empregada dele.

Se não quer dividir as tarefas domésticas, então continue morando na casa da mamãe ou pague alguém para realizar o serviço. E, assim como tudo o que eu disse, se só aparecer homens-trastes em minha vida, prefiro ficar solteira para o resto da vida. Afinal, solteira posso até ser; mas sozinha, nunca. A gente também se acostuma com a solidão porque, como diz o ditado, antes só do que mal acompanhada. E se disse que sou mulher macho até porque se ser macho for sinônimo de fortaleza, então eu “Sou mais macho que muito homem…” – assim cantou Rita Lee.

Quando a gente, menina, nasce, a preocupação da nossa mãe é que usemos calcinhas. Aquela calcinha de algodão, fresquinha e cheia de frufru. Inicialmente para sustentar e disfarçar a fralda, depois para apenas cobrir o nosso órgão sexual dos olhares alheios. Os meninos acostumados a nos ver tão bem vestidas, vêem naturalidade nisso e, assim, nos acostumamos a ter nosso sexo bem coberto. Com o tempo, mudamos nossas calcinhas por aquelas de material sintético e por aquelas com fio dental. Afinal, vamos descobrindo nossa feminilidade e queremos ficar cada vez mais sexys para o ser desejado. Ficar sem calcinha passa a ser sinônimo de despudor e de desconforto.

A gente, portanto, se acostuma a usar calcinha vinte e quatro horas por dia. Se tomamos banho, trocamos de calcinha – uma suja por uma limpa – todo santo dia. Se transamos, tiramos a calcinha para a efetivação do sexo e, depois de feito, vestimos novamente. A calcinha é como um ritual. Dormimos e acordamos com ela. Quando viajamos, levamos mais do que a quantidade de dias em que ficaremos em tal lugar para não termos o risco de acontecer imprevistos e ficarmos sem. Inclusive, se isso acontecer e houver a possibilidade, a gente lava logo para ficar o mínimo de tempo possível sem calcinha e, então, poder vesti-la o mais breve. Enfim.

Acontece que, de acordo com os ginecologistas, a calcinha não pode ser considerada indissociável da mulher porque esta pode abafar a região íntima e contribuir para a proliferação de bactérias e fungos. Além do mais, o material adequado é aquele 100% algodão e que não consideramos nada sexy. Importante salientar que uma dica importante é, pelo menos, dormir sem calcinha para deixar o local respirar um pouquinho. Se você acha que não conseguirá se deitar sem calcinha, tente. Pode ter certeza que, em algum momento, você irá se acostumar.

Apesar de os médicos indicarem usarmos menos essa peça íntima, eles não dizem para abolirmos do nosso guarda-roupa. Calças jeans justinhas exigem uma calcinha para impedir o atrito da nossa bacurinha com o material grosso que constitui a calça ou outras roupas tais. Além disso, sair apenas de saia e sentar em qualquer lugar pode ser arriscado e pode nos levar a contrair uma série de problemas caso haja o contato direto. Nesse sentido, é preciso sabermos dosar nossas vestimentas e o momento em que devemos usar ou não usar a calcinha.

Materiais sintéticos e fio dental são, conforme os especialistas, indicados para serem usados apenas uma vez na semana. E, falando nisso, algumas famosas dão um show e chamam a atenção dos fotógrafos com seus modelitos sem a danada da calcinha. E, como vimos aqui, elas não estão erradas por não usá-la. A calcinha deve ser compreendida como um acessório e não como essencial e imprescindível tal como costumamos encarar.

Tanto nossa mãe quanto todo mundo nos ensinaram a usá-la a todo momento; mas, já que estamos crescidinhas, vamos virar o jogo e renovar nossa gaveta de calcinhas? Investir naquelas 100% algodão, deixar as mais sensuais para as horas mais propícias e aboli-las quando formos dormir ou quando nos for possível. Com certeza, faremos um bem danado para nossa amiguinha e para a gente.

A pergunta nas redes sociais foi: Você toma banho depois de nhanhá? Isso mesmo, nhanhá – mais um termo utilizado para evitar o despudoramento linguístico e para que os mais tímidos sintam-se à vontade. Não é de hoje que penso neste assunto e o vivencio. Aliás, para ser mais sincera, um ex-namorado já me questionou o porquê eu tomava banho após transar se o sexo era algo tão bom e que, em vez de nos sujar, nos limpava a alma. Isso faz alguns bons anos, mas eu nunca esqueci e, após ouvi-lo, passei a enxergar tais circunstâncias de um outro modo.

A gente preza pela higiene, é claro. E, por isso, creio que seja ainda mais higiênico um banho antes da foda porque colocar a boca em um local que esteja com cheirinho desagradável e todo melecado de suor não é tão legal. Embora, às vezes, a gente faça isso quando somos pegos pelo tesão e em locais de pura adrenalina e ache muito gostoso, sabemos que a coisa fica bem melhor quando ta tudo limpinho e cheirosinho. Assim, o cheiro de sexo fica ainda mais afrodisíaco. Além do mais, higiene não se refere apenas ao banho de qualquer jeito. Hoje em dia, existem os lenços umedecidos íntimos que surgiram com esta função e podem ser carregados na bolsa lindamente. No entanto, sabemos que nem todos andam com um desses na bolsa – eu mesma ainda sou bem relaxada.

Eu disse sobre a questão higiênica antes do sexo, mas isso não significa que eu ache desnecessário que ela também ocorra depois. É claro que temos de tomar banho todos os dias para ficarmos cheirosos para a lida do dia, mas para quê a pressa do banho pós-sexo? Tão bom sentir o cheiro que a transa emana e tão bom ficar naquele grude com o outro. Tomar banho não precisa ser uma regra. A depender das circunstâncias, é bom e importante se banhar. Se os dois querem foder um pouco mais e de uma forma diferente, como a que uma água sobre ambos proporciona, então também vale a pena caírem debaixo d’água.

Quando eu digo das circunstâncias, refiro-me aquela saidinha com os amigos mais tarde, o encontro com a família, a roupa de cama que não pode sujar ou quaisquer outros compromissos que venham a ocorrer depois daquele momento de euforia. Espero, portanto, que tenham entendido minha colocação. Se não entendeu, vou repetir: banho pós-sexo não precisa ser compreendido como uma obrigação porque transar não suja ninguém, pelo contrário, purifica. Sexo é FODA e eu tenho certeza que todo mundo concorda comigo. Depois que a gente dá uma, o corpo suspira e diz o quanto se sente livre, não é verdade? Depois que a gente dá várias, ele faz festa porque, como disse Eduardo Galeano, “A igreja diz: o corpo é uma culpa/ A Ciência diz: o corpo é uma máquina/ A publicidade diz: o corpo é um negócio/ O Corpo diz: Eu sou uma festa”.