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Nada melhor do que sexo, isso a gente já sabe. Mas nada melhor do que sexo com pegada, pode ter certeza. Quando me refiro a pegada, não quero dizer de algo simplesmente forte, tal como diz o ditado “Me joga na parede e me chama de lagartixa”; estou dizendo de algo a envolver mãos e te desnortear. 

A pegada é aquela forma que o homem usa para intimidá-la em um momento íntimo. Não importa se ele chega devagarzinho ou rápido, o importante é o resultado disse sobre você. Ele pode dar uma de D.Juan e seduzi-la ao extremo com toda delicadeza ou pode ser bem instintivo e prensá-la em alguma superfície, invadindo-a por completo. Cada homem tem a sua pegada e cada mulher tem seu gosto, é claro!  

Além do mais, o texto está direcionado para a mulher, mas eu posso inverter a situação e dizer que a mulher também precisa ter pegada. Uma mulher que fica a mercê das atitudes do parceiro, mesmo depois que os beijos começaram, não atrai muito o sexo oposto. A mulher precisa de reciprocidade, caso não seja ela quem inicie o rala e rola. Ela precisa ter um jeito que é só dela de mostrar o tesão, seja carinhosamente ou pela selvageria.

Faz parte do enlace dos dois nessa trama gostosa de se pegar e de se dar. Agora você que está me lendo, diz aí: Como você curte a pegada? Eu sou fã da famosa pegada federal, aquela forte e que a pessoa mostra todo seu ímpeto de uma só vez. Despudorize-se, então, e vamos papear ou se pegar, quem sabe!

Para todo tesão, dois corpos entrelaçados na ânsia de se terem. Há que se compreender a pressa, a falta de preocupação em relação à nudez que esboçam em cada movimento sem mais pressentimentos. Para eles, não há fórmulas nem é preciso perspectivas além da vontade por olhares que a cobiça conquista. Sem mais, arrepiam-se e fortalecem despudores duradouros até mesmo daquele que fotografa sem ser observado. Seja lá qual casal for, seja lá sexos, disposição, idades, imensidade com que vêem o ato de se ligarem entre si.

Diante de vidros ou espelho, sob a cama, o chão, os móveis e pela parede. Com todas as mãos, razão, emoção, coração e ãos que o pouco tempo, rasteiramente, comporta. Em seios, boca, sexualidades, jogos, trepadas mil. Há vermelhos, acidez, cores, flores, quentes, mares de salivas em nosso trajeto um pelo outro. E os livros que lemos estão escritos em braile. Os gestos que fazemos masturbam nossos sentidos. Enquanto empreendemos realezas da pele, ejaculamos senhores orgasmos. Quem está a nos ver, delicia-se com as delícias que a gente vive em posições encontradas. E, se quiser, fotografe-nos.

Quando bate aquela vontade exacerbada por sexo, aí sai de baixo porque o corpo e a libido não esperam nem tem hora e lugar. Nessas horas, o juízo vai para o pé ou para as lindas genitálias que carregamos e, assim, passamos a pensar em satisfação e loucuras. Neste momento, os hormônios e transmissores cerebrais, bem como alguns fenômenos que nos fazem mudar o comportamento, os sentidos e o físico estão envolvidos. Sendo assim, a adrenalina torna-se palavra chave para a descrição dessas emoções totalmente explicáveis que ocasionam o orgasmo e a excitação.

Quando estamos excitados, nossa pressão arterial e batimentos cardíacos aumentam, nossa respiração se torna mais rápida e ofegante, suamos e queimamos muitas calorias, nossas pupilas se dilatam, a pele se torna mais ruborizada (oh, delícia!), nos arrepiamos (huummm..) e ficamos todas molhadinhas na genitália, seios e lábios devido ao aumento da vascularização arterial e venosa. Em outras palavras, nosso sangue ferve e descobrimos a quentura dos nossos e dos outros corpos. Para tanto, aquelas rapidinhas e aquele sexo feito em locais inusitados são os que mais nos enchem a boca e nos causam adrenalina.

O risco de sermos pegos despeja em nós uma carga de emoção inimaginável. Transar na rua, em pequenas varandas e espaços disponíveis em algumas instituições, em cima de árvores, em construções, na praia, dentro da piscina, em um clube.. ai ai.. falar de todos esses lugares me traz altas recordações e atiça ainda mais a minha imaginação. Nada melhor do que um sexo a la vontê e com todas as expectativas porque o que fica é a vontade de mais e mais, tornando os próximos encontros mais ácidos e saborosos.

Portanto, leitores amados, quando sentirem vontade.. lancem-se! Fazer sexo com aquele pequeno medo é deslizar de prazer! Só não pode esquecer da camisinha porque senão “depois de nove meses você vê o resultado” e sem contar que andar prevenido é o que há, não é verdade? Agora pensem numa mulher em ponto de bala! Pois é, sou eu hoje! Toparia em qualquer lugar e você?

“Here, there and everywhere” – Lennon/McCartney

Há um fato incontestável e que nossos olhos sempre vêem e logo a gente sente: o tesão masculino. O homem não consegue disfarçar a vontade que lhe sobressalta e, assim, como quem não quer nada, o bendito aponta para a direção que melhor lhe convém. É aquela coisa de ajeita aqui e ajeita ali para que mais discreto fique e para que a moça não se incomode, sabendo ela que aquele fogo todo não poderia vir de outro lugar que não fosse dos seus contornos, inteligência ou do seu todo deslumbrante. Assim, o pegapacapá se estabelece entre o que vem e o que lá em seu canto está.

Diferente da mulher, o incômodo causado pela saliência proporcionada pelo tesão do homem vai além do que os olhos conseguem perceber. Acho que apenas ele poderia falar perfeitamente sobre o assunto, não é? No entanto, é possível imaginar o constrangimento que isso pode causar a depender do lugar onde estão e da cueca e roupa que estão vestidos. O soteropolitano confirmou

Já rolou comigo, rs. Um pouco constrangedor. Não sei o que a criatura pensou na hora. Foi na faculdade, cheguei pra falar com ela e tal, calça folgada, cueca desarrumada, deu aquela elevada involuntária, fiquei meio sem graça e tentei disfarçar mas acho que ela percebeu.

Além dessas situações, nem venha me dizer que entre um beijo e outro nada lhe futucou por baixo ou que em uma dormidinha com o amigo não houve nada demais porque minha resposta será: É mentira, amiga. Ou então: Esse cara era gay. Sem preconceitos e sem me julgar maliciosa, subir independe da vontade do homem e é a prova de que há algo errado ou simplesmente há tesão mesmo. Este algo errado pode ser uma disfunção erétil que deve ser tratada e que deve ser uma barra e tanto, hein? Quanto à nós,  mulheres, sempre percebemos quando ele se eleva, mas costumamos disfarçar para evitar um clima que talvez venha a constranger os dois. Em outros casos, ele se levantar é a constatação de que a coisa está boa e que pode ficar ainda melhor.

Eu tava na casa dos meus amigos que é um casal, que eu apresentei meu namorado, aí eu tava beijando ele lá no sofá e o negoço subia e eu sentia. Eu olhei assim e via. Como eu tava com vergonha e ele também. Eu deitei com a cabeça em cima pra ninguém ver. Aí meus amigos saíram e falaram pra gente ficar a vontade, a gente foi pro quarto deles e lá rolou de tudo – relatou uma maranhense.

Além desta musa, uma outra do interior da Bahia também nos contou sua história.

Quando eu trabalhava na prefeitura aqui, eu ia muito no setor de compras, e o chefe toda vez que eu entrava na sala ficava de pau duro. Eu fazia o q tinha de fazer na sala o mais rápido, pq eu nao conseguia disfarçar e olhava toda hora. Kkkkk. Eu ja ficava sem graça de ir. Depois acabei ficando com ele varias vezes. Kkkk.

Diferente do caso delas, alguns ficam apenas no constrangimento porque ambos podem não ter relação alguma um com outro e isso pode até soar ofensivo para a moça em questão. Já me aconteceu, por exemplo, de pegar o ônibus e – como ele estava lotado – tive que ficar em pé. O cara atrás deu uma roçada no balanço do transporte e o pau duro tocou em mim. Pensa no nojo que eu senti! Achei aquilo ofensivo, tentei ao máximo me afastar e o ônibus o deixou logo no ponto, ainda bem. Para finalizar e quem sabe rolar uma identificação contigo, seja homem ou mulher, veja o que esta outra musa da Bahia nos falou.

Estava ficando com um rapaz em um bloco de carnaval. Estávamos dançando bem juntinhos, minhas penas acabaram fazendo uma carícia no pinto dele…rsrs. De repente o cara ficou excitado e sem graça. Tadinho! Deu uma desculpa e foi embora kkkkk

Assim como ele e elas, não nos faltam histórias sobre o assunto. As mulheres, ainda bem, são mais discretas neste quesito e as coisitas entre as pernas apenas molham ou se encharcam – mas só a gente que sente. Antes de finalizar o texto, existe uma frase que nunca perde a sua majestade – Eu te amo pode ser falso. Mas um pau duro, jamais. Este enunciado circula por aí porque ele se levanta, na maioria dos casos, por causa dessa latência de vontades. Você também quer nos contar a sua história? Você tem uma disfunção e quer conversar a respeito? Compartilha com a gente, vai!

A água caía torrencialmente sobre seu corpo nu. Cobria e se despia como se estivesse sendo vista por alguma fresta, vitrô ou fechadura esquecida. As mãos a vestiam entre espumas, desejos e nostalgias. Entrecortava canções que poderiam servir de trilha sonora para seu curta metido a erótico. E, ao imaginar, o instrumental de “You can leave your hat on”, serpenteava e embaraçava-se naquela cascata que a inundava. Com chuveirinho, permitia-se; com os dedos, procurava os melhores caminhos. Sabia que maior que o desejo era a consciência apontando-na: desperdiçar água não é lá essas coisas. Então, acariciou-se com a toalha tolhida que estava. E, ao sair do açude de tentações, calou-se frente ao espelho. Observou atentamente cada detalhe seu: olhos abertos, um maior que o outro que, quando faziam parceria com as sobrancelhas expressavam todo prazer ou desprazer que queriam; os cabelos bagunçados soavam sexyssezas e cabiam muito bem se roçados em alguém perante confissões ao pé do ouvido; seios baixos e gordurinhas a mais faziam dela uma mulher farta e ela sabia o quanto tudo aquilo a tornava o tanto que era – o tanto de tesão, de possibilidades sobre a mão ou mãos. Novamente, tocava-se e seu êxtase era enorme.  Naquele instante, ter alguém era tirá-la daquele chão de descobertas do seu próprio corpo. Preferia ficar assim, esfregar-se na parede, abrir-se inteira, assumir as próprias rédeas e se fazer volúpia para si mesma. Se havia alguém a observá-la, certamente intuía loucura, exibicionismo ou masturbava-se freneticamente. Não quis abrir a porta ou tirar os olhos do espelho a notá-la tão intimamente até sentir que estava na hora. Enrolou-se na toalha, fechou-se para o que a esperava lá fora. Não havia ninguém e, assim, a vida voltou a ser um invólucro e seu corpo uma caixa com lacres frouxos.

Definitivamente, lugar de romantismo nunca foi na cama. Quem acredita que fazer amor, em vez de sexo, é trazer o ser romântico que há em você para a cama, está muito enganado. Eu diria que a diferença entre fazer amor e fazer sexo é só uma questão de camuflar a palavra geradora de tabus: o sexo. Ou, então, assinalar que não se está fazendo sexo com qualquer pessoa, mas com alguém por quem se nutre um sentimento. Fora essa teoria toda, ambos são iguais na prática.

Na cama, a história é outra. O pegapacapá rola com tudo e os corpos se encontram na forma que mais íntima lhes parecem. É mão na bunda, nos seios, nas pernas e entre elas, principalmente. A troca de salivas acontece de todas as formas e os fluídos corporais não deixam a vontade mentir. A gente se contorce em posições mil e se encaixa perfeitamente um no outro segundo os moldes do filme pornô. A pornografia nos toma como dois e dois são quatro e ser romântico em meio às obscenidades nem combina.

Com o romantismo, o buraco é mais embaixo – não literalmente falando. Esse estado de beleza rara tem muito mais a ver com o cotidiano fora dos bastidores da intimidade que nos desnuda, pois está relacionado à convivência, ao dia a dia e a aceitar o outro com seus defeitos, vencendo orgulhos e aprendendo a ceder. A romanticidade está mais relacionada ao fato de dividirem a toalha, ajudar nos afazeres um do outro e cuidar dos filhos juntos – inclusive, frutos da pornografia que, em algum momento, os tomou.

Eu diria que lugar de romantismo é o cotidiano em todoos lugares da casa, mas não na cama nem em outros cantos com lambidas de tesão e fogo. Eu diria, também, que ambos precisam estar interligados a fim de que o casal consiga viver bem o suficiente para continuar planejando a vida juntos. Conviver bem nos dois sentidos é certeza de um relacionamento mais duradouro. Valorizar os dois (sexo e romantismo) e reconhecê-los em seu lidar diária é ratificar tais certezas. Portanto, amores, trepe muito e desnude-se, mas não esqueça de saborear os outros minutos com quem você escolheu ficar com você.