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Lembrando-me daquela história de uma língua e uma boca que o exige dentro de si, Eu quero na minha boca, resolvi fazer uma sessão de fotos bem instigante. Sabe aquela foto inocente, entre aspas, que pode despertar imaginações? Pelo menos, essa foi a minha tentativa de provar que não é preciso ser explícito para dizer tudo o que sua língua adora fazer.

O bom do sexo é permitir-se aos pensamentos mais libertinos e, consequentemente, senti-los todos em momentos de maior intimidade. Se já estiver com água na boca, então prepare-se para ficar ainda mais. Depois, pode aproveitar-se da boca ensalivada e enchê-la dos outros atributos que só ele tem. Para ela, em breve rolará um outro ensaio tão provocativo quanto.

 

Minha língua 01

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Lamber, chupar e se saborear: são essas as três palavras que definem o gosto, a textura e a medida do pau. A mulher logo percebe se vale a pena continuar quando sente o quão delicioso foi tê-lo na ponta da língua. Para quem brincou com as imagens, então continue a se lambuzar – não tem problema algum.

 

Definitivamente, lugar de romantismo nunca foi na cama. Quem acredita que fazer amor, em vez de sexo, é trazer o ser romântico que há em você para a cama, está muito enganado. Eu diria que a diferença entre fazer amor e fazer sexo é só uma questão de camuflar a palavra geradora de tabus: o sexo. Ou, então, assinalar que não se está fazendo sexo com qualquer pessoa, mas com alguém por quem se nutre um sentimento. Fora essa teoria toda, ambos são iguais na prática.

Na cama, a história é outra. O pegapacapá rola com tudo e os corpos se encontram na forma que mais íntima lhes parecem. É mão na bunda, nos seios, nas pernas e entre elas, principalmente. A troca de salivas acontece de todas as formas e os fluídos corporais não deixam a vontade mentir. A gente se contorce em posições mil e se encaixa perfeitamente um no outro segundo os moldes do filme pornô. A pornografia nos toma como dois e dois são quatro e ser romântico em meio às obscenidades nem combina.

Com o romantismo, o buraco é mais embaixo – não literalmente falando. Esse estado de beleza rara tem muito mais a ver com o cotidiano fora dos bastidores da intimidade que nos desnuda, pois está relacionado à convivência, ao dia a dia e a aceitar o outro com seus defeitos, vencendo orgulhos e aprendendo a ceder. A romanticidade está mais relacionada ao fato de dividirem a toalha, ajudar nos afazeres um do outro e cuidar dos filhos juntos – inclusive, frutos da pornografia que, em algum momento, os tomou.

Eu diria que lugar de romantismo é o cotidiano em todoos lugares da casa, mas não na cama nem em outros cantos com lambidas de tesão e fogo. Eu diria, também, que ambos precisam estar interligados a fim de que o casal consiga viver bem o suficiente para continuar planejando a vida juntos. Conviver bem nos dois sentidos é certeza de um relacionamento mais duradouro. Valorizar os dois (sexo e romantismo) e reconhecê-los em seu lidar diária é ratificar tais certezas. Portanto, amores, trepe muito e desnude-se, mas não esqueça de saborear os outros minutos com quem você escolheu ficar com você.

Quem nunca cantou “Espanhola”, de Flávio Venturini, pensando em ousadia? Muito difícil encontrar alguém com mais de 18 anos que não saiba o que vem a ser espanhola no sentido sexual da coisa. Ainda que seja difícil, lidamos com alguns mais “ingênuos” que podem até já ter feito uma espanholinha, mas não souberam ligar o nome ao conceito ou, em outras palavras, o termo à prática. Até porque, além do sentido sexual e gentílico da palavra, espanhola também é uma bebida feita com vinho e leite condensado.. hummmm.

Mas eu vou triplicar este “hummmm” para dizer que sexualmente falando, a espanhola é bem mais gostosa. Considerado como um sexo não penetrativo, compreende-se este ato como uma forma de estimular o pênis do parceiro com os seios. Apesar deste sugerir a relação homem-mulher, ele também pode ser realizado entre homens, a depender da desenvoltura do casal. É só encaixá-lo direitinho na região dos seios e mandar ver nos movimentos de ida e volta, olhando fixamente pra cara do cabra e, de preferência, aproveitando-se do movimento ascendente para colocá-lo na boca e dar aquela chupadinha gostosa – nem que seja na cabecinha do danado.

Fazer uma espanhola nem sempre é algo bem vindo às mulheres porque alegam que, a depender do tamanho dos seios, não é possível uma fricção legal entre eles e o pau do rapaz. E não é só isso: acreditam que o prazer é apenas do outro e, na maioria das vezes, não sentem excitação com isso.  Há também os homens que acham que para a coisa se fazer valer é preciso tê-lo grande e aí voltam com aquela história de que tamanho é documento. Além disso, alguns me sinalizaram que a espanhola auxilia a elevar o tesão durante as preliminares.

Eu curto, mas não acho essencial e, por isso, algumas vezes pode passar batido durante o sexo. Enfim, agora é a hora de você também me dizer o que pensa do assunto. Se preferir, pode comentar anonimamente que irei gostar do mesmo jeito.

Há 15 dias, eu estava em Salvador e é claro que – em cada muro escrito, pichado ou carimbado com eroticidades – eu precisava fotografar para mostrar-lhes. Meus olhos brilhavam quando via sexualidade e autoafirmação pelas ruas, é aquela coisa de realmente se encontrar. Como vêem na imagem acima (e em todas as outras..rs), a apropriação da mulher fica bem clara. Ela é dona dos seus prazeres e possui a liberdade para se soltar das amarras de uma sociedade machista. Esse imperativo “Libere a Maria e o Orgasmo!” é mais do que certo e tem tudo a ver com o Pudor Nenhum até porque quem vos fala é uma mulher que se declara livre, apesar de alguns grilhões que a vida lhe coloca.

A imagem abaixo me deixou surpresa pela sutileza da imagem em contraste com a expressão “Xotas livres”. Em outras palavras, remeteu-me ao fato de trazer uma representação de leveza – costumeiramente relacionada ao sexo feminino, que é a borboleta – e de mostrar que a mulher pode se expressar como ela quiser porque o corpo é dela (simplesmente). Independente de ser xota, perseguida, xibiu, boceta ou o que mais você quiser falar – quando a questão envolve a si mesma, ela se refere como quiser e isso é uma delícia.

 

Xotas livres @muronacara

Muro carimbado na praia da Barra, em Salvador. Fotografia: Lu Rosário.

 

O @muronacara me era desconhecido, então resolvi pesquisar e me deparei com o Instagram Muro na Cara e mais uma série de imagens no Google. Não entendi completamente qual o objetivo deste movimento, mas percebi que tem muito a ver com o dizer o que quer, escancarar verdades e mostrar-se liberto de moralismos. Isso tudo já é muito bom e me deixa de olhinhos brilhando. Além do dito, acima da imagem, falar de toda essa autoafirmação feminina é lidar com o empoderamento da mulher, que significa uma transformação no conceito que ela tem de si na sociedade e isso altera, em muito, a sua autoestima. O não empoderar-se nos torna submissas e submissão, em nosso dicionário, só se for no sadomasoquismo, né?

Para encerrar, esta próxima imagem também é uma lindeza e até relembra o texto “A masturbação é uma forma gostosa de conhecer o próprio corpo“, publicado dia desses, aqui no Pudor Nenhum. Como sabemos, o ato de se tocar sexualmente favorece que nos conheçamos e entendamos como nosso corpo funciona ao receber prazer. Em outro sentido, a frase “Menina, se toque!” pode se referir ao fato de abrir os olhos e não se permitir ser violentada. Quem disse que somos sexo frágil é porque não pensou duas vezes. A delicadeza com que nos vestem vai além do que realmente somos, tô mentindo?

 

Parede da Uneb/campus Salvador. Fotografia: Lu Rosário.

Parede da Uneb/campus Salvador. Fotografia: Lu Rosário.

 

Espero voltar em Salvador ou andar por outros lugares e encontrar dizeres como esses pelas ruas. Claro que constituem uma poluição visual, mas mostram que existem pessoas com pensamentos maravilhosos por aí e isso me deixa feliz e menos culpada com a questão ambiental. Se passarem por algum lugar tão lindo quanto os que eu passei, tira foto e compartilha conosco que irei (ou iremos) adorar!

A gente sempre tem um desejozinho, lá no fundo, de poder fazer tudo o que o nosso corpo e a nossa imaginação mandar. É aquela vontade de libertar-se das amarras dos pudores e de, em um dia quente, sair nu (ou nua) por aí ou até mesmo tomar um banho de chuva sem roupa alguma para lavar até a alma. Às vezes dá vontade de puxar aquela delícia que tá passando em sua frente e beijar gloriosamente ou de transar em locais públicos sem preocupação alguma se alguém está olhando. Vontade de não usar soutien e vestir saia sem calcinha pra ter toda aquela liberdade e sensação entre as pernas ou, mesmo, não usar cueca mais e colocar saias como as mulheres.

Nas privações impostas pela sociedade, encontra-se o desejo da libertinagem sob a pele. E, então, você se imagina numa orgia cheia de gente bonita ou em um mènage à trois com aquelas duas pessoas que estão no seu álbum de pegações faz tempo. As regras, que nos são colocadas, afloram nossa sexualidade e intensificam nossas fantasias. Desse modo, nossos sonhos se tornam mais eróticos – quando não, pornôs. E, assim, a gente pensa que este pacote inclui algumas atitudes que, quando não tomadas, fazem com que nos arrependamos um pouquinho pelo excesso de pudor que nos inviabilizou realizar certas coisas e ter o êxito desejado.

Conciliar nosso instinto sexual com as leis morais é buscar a medida certa na balança e isso não é uma tarefa fácil. Equilibrar-se com vontade de se elevar em vontades é o mesmo que sofrer um pouquinho em silêncio. Porém, se as coisas não fossem assim, como seriam? Uma desordem total. Um filme pornô sem precedentes. Não haveria nada na vida, só gente ousada coisando e fazendo filho. Estou falando isso brincando, pois sabemos que nunca chegaríamos a este extremo, mas tocar nesse assunto é sempre legal para que vocês parem de achar que o espírito libertino é apenas seu. Bem, quem nunca pensou inúmeras ousadias que atire a primeira palavra porque eu duvi-de-o-dó.