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Algumas pessoas costumam ser acometidas por algo que vai além do que esperam, cujos sintomas percorrem todo o corpo. Uma delas, discutida cientificamente e claramente percebida pelas pessoas, é a Saudade Crônica Incontestável (SCI). Certo que nunca tenha ouvido falar desta questão, que acarreta problemas fisiológicos e psicológicos, mas tenho quase certeza que você já deve ter sentido. Afinal de contas, faz parte de todo ser humano.

A SCI ocorre de um indivíduo em relação a outro após contatos fervorosos e cujas lembranças o marcaram. Após este primeiro (ou primeiros) contato (s), pode ocasionar palpitações no coração; lágrimas nos olhos; vontade de ver a lua, de ler poesia e de abraçar o travesseiro; sorrisos incontroláveis; sensações de perfume; conversas aleatórias sozinho por sonhar muito alto; querer ligar o tempo todo para a pessoa e desejar ter milhões de bônus todos os dias no celular; ficar esperando ansiosamente para o nome da pessoa surgir no whatsapp; olhar os e-mails todos os dias religiosamente; ter vontade de tornar-se rebelde e largar tudo para ficar ao lado dele (ou dela).

Enfim, se a pessoa a quem você sente tamanho afeto morar em outra cidade ou país, o caso se agrava e a solução é procurar todas as alternativas para ficar ao lado dele ou dela, claro! Uma observação importante deve ser feita, se a pessoa que você ama ou está apaixonada não responde positivamente ao seu sentimento… é melhor pular fora, ou seja, não alimentar os sentimentos nem permitir a emergência dos sintomas citados aqui porque eles podem vir a causar outros efeitos, com sentidos inversos e causar dores profundas ao coração e à alma.

Então, nesse caso, o remédio é valorizar-se. Mas, se houver correspondência e adjacências, então bons tudos para você e se joga nessa Saudade sem fim porque acabar com ela demora muito e faz um bem danado.

Um novo ano vem chegando e, sem querer querendo, nos permitimos a uma série de planos e votos de recomeço. Há sempre quem busque aquelas simpatias para encontrar um amor, melhorar a vida sexual e por aí vai. Nossa vida amorosa sempre está pedindo um complemento para que o “viveram felizes para sempre” saia dos romances e se concretize.

Quando não estamos pensando naquele boy ou girl que deve entrar em nosso caminho, estamos torcendo para que uma lingerie ou uma cueca nova faça todo o efeito no momento a dois com quem gostamos. Comemos as doze uvas para termos dinheiro no ano seguinte, pulamos as sete ondas e escolhemos a cor da calcinha como desejo maior do que queremos que venha pela frente. Tem mulheres que, inclusive, se lambuzam de vermelho, vestindo-se da cabeça aos pés para ver se aparece um amor, mas parecem esquecer de uma coisa: tão bom quanto ter alguém é ter o amor próprio nas alturas.

Pensando em amor próprio e em potencializar o sexo indo além das lingeries, o mercado erótico tem crescido de forma exorbitante. Não tem um falo para se relacionar? Tente um dildo, um vibrador. Você gosta daquela coisa dele ejacular e pá? Já existe o vibrador com ventosa que faz esse papel. Quer sentir o calor da excitação entre as pernas? Invista nos excitantes femininos. Gosta da refrescância? Não faltam produtos. Gostaria de sentir os dedinhos lá naquele lugar? Compra um vibrador rotativo. Não sabe como lidar segurando nele para sentir prazer? Compra daqueles com controle remoto, tem com ou sem fio, mas não deixe pra gozar somente quando tiver alguém porque não lhe faltam aparatos para tal.

Se o seu caso é outro, pois você tem alguém e precisa melhorar a relação, então fica tão fácil quanto. Pense na infinidade de brinquedos e possibilidades que vocês podem encontrar para tornar o sexo louco, romântico, engraçado, inusitado, selvagem. Não faltam meios de se investir em si e no outro com uma cajadada só. Dessensibilizante anal e oral fazem a cabeça de ambos porque possibilita melhorar ainda mais o que já era bom. Bebidinhas com afrodisíacos dão aquele calor, mousses e produtos comestíveis são uma delícia para lamber e, quase literalmente, comer o outro.

Quando a gente inicia um novo ano, pensamos em tudo, mas esquecemos de ir na consultora de produtos sensuais mais perto de nós ou naquele sex shop ali da rua ao lado. Eles são os locais mais adequados para nos apimentar e apimentar nossas relações. Com eles, não precisamos ficar esperando o efeito da simpatia tal e qual porque somos nós quem colocamos a mão na massa e fazemos o momento sem necessidade de nos fincarmos na linha do tempo.

Para que 2017 supra as suas necessidades nesse sentido, desejo aquela visita esperta sem medo, vergonha ou compromisso. Assim, a gente se empanturra e consegue dar conta de um novo ano bem mais prazeroso em todos os sentidos do termo.

Elena Undone é um filme que conheci pela Netflix, sua sinopse me chamou a atenção e quando assisti, inicialmente, tive dúvidas se realmente era bom devido a um tal guru do amor e relatos de casais que surgem.  Vou explicar melhor: Este filme conta a história de duas mulheres que se encontram em alguns acasos da vida e acabam fortalecendo uma amizade cujos fins tornam-se outros. Elena é uma mulher casada com um pastor e possui um filho, além do mais, é fotógrafa e amiga de um guru do amor – como é chamado. É, inclusive, a partir dele que o filme começa e por meio dele que há uns intervalos na narrativa. Ele discorre sobre a paixão e o amor, trazendo relatos de diversos casais que encontram sua alma gêmea em situações inusitadas.

Além de Elena e do guru, temos Peyton – escritora lésbica que passa a ter o contato com ela. Peyton luta contra sua vontade de se relacionar com Undone, uma mulher advinda de um meio tradicional e comprometida em seu casamento. Elena começa a perceber a importância de Peyton em sua vida e resolve não se prender tanto aos desejos que lhes falam. E, assim, elas começam a se entregar em uma relação intensa que, devido a situação de Elena, vai passar por alguns percalços. Enfim, é um filme que eu concluí que vale a pena assistir.

Acredito que assisti-lo é refletir sobre as chances que a gente se dá para o outro quando vez ou outra cruza nossos caminhos, sobre quantas vezes a gente já se apaixonou e se isso realmente aconteceu, sobre se já amamos. Elena Undone nos permite refletir sobre os falsos moralismos e sobre o modo como os relacionamentos se dão. Diante disso, nada melhor do que preparar a pipoca e o coração para uma sessão cinema de tirar o fõlego.

De repente, você conhece alguém e esta passa a ser a pessoa da sua vida. As primeiras vezes acontecem com ela, desde as confidências às experimentações de alguns sabores que o viver oferece. Os sorrisos passam a ser compartilhados e nada passa a ser tão gostoso de lembrar do que o abraço e carinho por ela emanados. Não seria de estranhar que após algum tempo de chamego, você reconhecesse que aquilo era a tal louca paixão porque, simplesmente, você passa a não reconhecer distâncias. Sabe aquelas coisas que nunca poderiam ser superadas por causa disso e daquilo? Elas simplesmente deixam de ser barreiras e todo medo passa a ser coragem. No entanto, as circunstâncias começam a apontar outros caminhos.

Ele passa em um vestibular fora e você começa a trabalhar um pouco mais do que anteriormente. Vocês passam a se encontrar menos e a conhecer pessoas diferentes. O foco começa a ser outro e o coração, apesar de acelerado a cada reencontro, passa a perceber que aquilo não era simples paixão. Sendo assim, chamam de amor. Amar, então, torna-se sinônimo de querer bem – independente de estar ou não com a pessoa. As lembranças despertam sorrisos e fazem os olhos brilharem. O pequeno ato de conversar, até mesmo pelo Whatsapp, passa a representar novos e melhores passos. É desse amor que sustentam-se as amizades.

Quando tudo entre os dois passa a ser amor, a emoção tira a coroa e a razão tira os sapatos. Isso tudo só acontece porque amar exige ver a felicidade do outro. Não estar mais contigo não é uma questão de não gostar, mas sim de não mais estarem na sintonia dos passos – no que concerne a sexualidade. Quando há uma química amorosa dos dois que converge para este ponto: não há dúvidas de que uma amizade permeará entre eles e que será uma pessoa com quem sempre poderá contar em qualquer momento da vida. Isso acontece por haver o reconhecimento da importância de um para o outro no decorrer da vida e por sentirem os pés no chão, evitando idealizações desnecessárias.

É por isso que adoro as chamas da paixão, mas amo mais ainda o amor que sinto por mim e pelas pessoas. Quando eu encontrar alguém para dividir a vida comigo, espero que seja para sentir os pés no chão. Reconhecer todos os defeitos e, ainda assim, continuar gostando do mesmo jeito. Isso, sim, é plausível e nos permite uma entrega pra vida inteira.