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Quem nunca ouviu falar (ou nunca falou) as expressões “apimentar a relação”, “tornar as coisas mais picantes”, “ela é apimentada” e por aí vai? Todos nós já nos servimos de alguns termos como apimentar, picante ou apimentada para se referir às nossas relações e às pessoas mais maliciosas e entregues às questões sexuais. Todas essas palavrinhas mágicas estão ligadas à uma única: pimenta.

A pimenta é um fruto que deriva das plantas do gênero Piper, formado por cerca de mil espécies. Seu componente mais característicos são os alcaloides, denominados capsaicinoides, que são responsáveis pela ardência produzida quando entram em contato com as células nervosas da boca e das mucosas.

 

 

A Capsaicina, presente na pimenta, age acelerando o metabolismo no local, dilatando os vasos capilares e aumentando o fluxo sanguíneo. Já a Piperina, que também a constitui, produz ardência através da ação causticante, queimando as células superficiais da mucosa atingida. Parece que estamos em uma aula de biologia, não é? Mas minha intenção não é ser chata com blablablá sobre pimenta, pelo contrário, eu quero que estejamos bem contextualizados porque o produto sobre o qual irei falar é bem quente, bem apimentado e bem picante.

A Intt acertou em cheio quando pensou em um estimulante à base de pimenta porque, assim como foi citado acima, ela provoca calor e ardência. Então, as sensações de excitação através da sudorese, formigamento, aumento do ritmo cardíaco e bochechas coradas são despertadas deliciosamente.

A própria tradução do nome do produto, Hot Pepper, já diz tudo, pois significa Pimenta Quente. Ele deve ser aplicado diretamente nas zonas erógenas tanto na mulher quanto no homem e pode ser saboreado com os lábios e língua. Você pode usar tanto na penetração vaginal ou anal quanto no sexo oral, a escolha é sua. Ele lubrifica e cria sensações únicas. Olha este Papo Inttimo com a Carol Piacenzo!

 

 

Com 30 ml, ele vem é um frasco de vidro lindo, discreto e charmoso para deixar em qualquer lugar da casa sem grandes suspeitas. A caixa vermelha vem toda trabalhada em arabescos na cor dourada, ou seja, muito requinte em um só produto. Sua forma de aplicação é em jatos e isso significa que é super fácil de usar. Ah, e dá para se lambuzar muito e sem medo de ser feliz porque ele nunca vai arder a ponto de deixá-la(o) desconfortável.

Se a sua intenção é aquecer a relação e dar aquele fogo, Hot Pepper pode ser uma grande escolha. Se a sua intenção for praticar um oral, então irá se deliciar da cabeça aos pés e lambuzar o outro todinho porque este produto tem um sabor delicioso que beira o adocicado e ao leve apimentado. Com o Hot Pepper, você literalmente vai apimentar a relação sem que haja riscos e tornando o momento ainda mais inesquecível. Experimente e depois conte pra gente porque amamos um babado!

Em jantares e momentos onde a família está reunida, fala-se sobre tudo, menos sobre sexo. Isso é comum nas famílias tradicionais, afinal o sexo é algo íntimo e considerado tabu. Aos pais, um papel compreendido como o mais difícil – educar sexualmente seus filhos. Aos filhos, constrangedor é a palavra que define o fato de ter que tocar em um assunto de tamanha privacidade com seus próprios pais.
A partir dessa contextualização, encontramo-nos no filme Crônicas Sexuais de uma Família Francesa, uma comédia com carinha de drama que foi lançada em 2012 e dirigida por Jean-Marc e Barr Pascal. Falar de sexo passou a ser um assunto a ser considerado quando o caçula da família, já com 18 anos, é flagrado se masturbando em sala de aula. Diante deste episódio, os pais começaram a questionar tanto ele quanto o outro filho sobre sua sexualidade.
O mais novo sofria por ainda ser virgem com a sua idade, o mais velho assumiu sua bissexualidade e a única irmã mulher foge do padrão repressor ao qual estamos acostumados. O vovô possui relações com uma garota de programa e o casal da história, os pais, resolvem também falar do assunto entre si e, assim, se descobrem ainda mais.
Crônicas Sexuais de uma Família Francesa é um filme curto e que vale a pena assistir. Quem tem uma família constituída de filhos adolescentes, pode aproveitar a deixa e se inspirar na trama do filme – que não traz nada de anormal, mas mostra uma família tradicional que vem se remodelando. Fica a dica!

Ele sente, fala, geme. Seu corpo aquece. Em tudo, alguém como eu; no fundo, um robô. Parece coisa de filme, mas não é. Os robôs sexuais estão cada vez mais em alta para que carências afetivas e sexuais possam ser supridas pelo custo de alguns dólares. Companhias norte-americanas já estão investindo neles e, inclusive, estão possibilitando que eles esbocem reações quando tocados. Assim, a nossa experiência fica ainda mais real, sem contar que teremos a opção de escolher a personalidade do boy ou girl que levaremos para casa – do mais ousado ao mais comportado. Incrível, não é?

De acordo com o especialista David Levy, em um artigo publicado no Daily Mail, “o próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos – para nos apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles”. Além do mais, ele afirma que “é uma questão de tempo até os relacionamentos entre humanos e robôs se tornarem a norma”.

Diante disso, nos perguntamos sobre qual será o futuro das próximas gerações, visto que estamos nos distanciando cada vez mais em detrimento das redes sociais. O sexo virtual, por exemplo, já se tornou comum e satisfaz muitas mulheres e homens que preferem manter relações sem saírem do comodismo das suas casas. A internet possibilita que conheçamos pessoas cada vez mais distantes  e, pelas modalidades escrita-vídeo-áudio, nada deixa de acontecer por falta de aproximação. Em alguns casos, aproximar-se é o de menos.

No vídeo a seguir, veremos a produção desses robôs e sua perfeição da unha do pé aos cílios.

 

Estamos cada vez mais distantes. Falar disso e apresentar-lhes o robô sexual me fez lembrar do filme Inteligência Artificial, onde os humanos são substituídos por máquinas completas e praticamente humanas. É isso o que parece nos esperar em um futuro que está cada vez mais próximo.

Além de todo o contexto corpóreo e de todas as respostas que o robô pode lhe dar, será uma forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis e desilusões amorosas – assim afirmam muitos que sabem desta novidade. Entretanto, qual será o nosso futuro enquanto seres humanos? E como reproduziremos? Nossas memórias e hereditariedades genéticas, como ficarão? Vamos deixar tudo nas mãos dos cientistas e nos deixarmos extinguir cada vez mais? Tais questionamentos vão ficar pairando por aqui.

Acredito que os robôs sexuais podem ser importantes, sim. Mas acredito mais ainda no quanto podemos ser importantes uns para os outros. Acredito que as desilusões amorosas nos fazem crescer. Frustrações são sinônimos de aprendizado. Camisinha é a forma mais adequada de evitar doenças. O inesperado de uma mente humana é uma delícia, ainda que nem sempre nos surpreenda positivamente, a gente também tem nossas cartas na manga e todas as formas de recorrer. O entrave humano é necessário.

Com tudo isso, o mercado erótico só tem a crescer. Mas eu ainda me preocupo muito com o futuro das relações, dos laços e nós que só a gente – enquanto seres humanos – saberemos estabelecer. Quanto mais robôs entre nós, mais nos robotizamos também e, então, felicidade passa a significa outra coisa que eu, sinceramente, não quero saber o quê.

 

O som que se detecta no ar é o do nada, a minha respiração torna-se gradativamente pesada quando a solidão e a calmaria de estar só me faz lembrar de você, do seu corpo e dos momentos que tocamos e tivemos um ao outro. A solidão fez, anteriormente, um pacto com a minha parte dominante e diabólica e, neste pacto, ficou firmado que somente você e sua imagem seriam capazes de levar-me ao obscuro caminho do prazer. As dimensões do seu corpo ocupam a minha mente vazia e demoníaca todo o tempo, mas é quando encontro-me amparada pelo ar revolto e solitário que me pego dominada pela pessoa que sequer faz-se presente. Enlouqueço quando cogito a possibilidade de poder fazer viva e mais intensa a voz rouca que canta no pé do ouvido na minha mente, a tua voz sopra para mim quanto sou bela e quanto isso o enlouquece; lembro-me, nesse instante, dos olhares que não tive a decência de captar, as intenções das palavras ambiguamente colocadas em conversas rápidas, enlouqueço quando penso que perdi a oportunidade de mostrar-lhe do que sou capaz, de exibir os truques escondidos por trás de um batom vermelho e de um cabelo armado. Ah, querido, se, ao menos, tivesse a chance inédita de assistir as cenas que projeto de nós dois, já estaria aqui, implorando pelo calor que emana do corpo que é teu.

Recorro ao bom e conhecido vinho, bebo cinco goles iniciais que queimam no fundo da garganta e fazem crescente a chama que acende no peito: espalha-se do coração para o seu lugar favorito, para a maior e mais bela das poesias, para a arte mais confusa, saborosa e indefinível que já existiu. O sumo da fruta alcoolizado me faz lembrar de nós, da carne provinda da natureza pecadora que esbanja-se na criação do seu próprio sumo: a mistura de dois, aliada a experiência dos corpos, fazem-no o grande prazer carnal. Lembro de nós dois, embriagados e apaixonados, numa época em que a paixão fora demasiadamente avassaladora para que se pudesse negar os sentimentos que misturavam-se ao pulsar dos corações. Lembro do nosso fogo, do meu corpo queimando apoiado nos seus braços e do sopro incentivador dos seus beijos distribuídos no meu colo nu. Lembro de nós dois e é a sua imagem que me faz queimar em qualquer lugar, a qualquer instante, assim…. sozinha.

Não posso culpar a bebida por desejar-te tão deliberadamente, pois, ainda não sequei a segunda taça e já estou cogitando quais possibilidades me são disponíveis diante de tamanha solidão e vazio: preciso preencher o espaço vão e só posso fazer isso se você estiver junto a mim, mesmo que na minha mente. Carrego o vinho com a mão que segura a taça quase vazia e deixo a outra mão livre, que esbarra no som desligado e dá-lhe vida, permitindo que ao nosso lado caminhe juntamente a sensualidade da melodia estrangeira e negra. Me ensine, é o que a música diz querer… mas eu já não preciso de um professor, querido, agora tudo que eu quero é um homem que possa fazer comigo o que antes me fora ditado. Agora, é a minha vez de tomar o controle sob a situação e colocá-lo no seu devido lugar: embaixo de mim, quieto e submisso, atendente aos meus pedidos e obediente às minhas ordens. Vou, com passos lentos e dominados pelas memórias ferventes de um homem enlouquecedor, seguindo em direção ao quarto recém arrumado.

Na solidão de uma mulher livre, apoio o álcool bordô na escrivaninha de madeira e disponho-me a rebolar meus quadris como se os olhos castanhos estivessem me assistindo, danço como se a presença mental dele em mim equivalesse ao físico e à carne da sua pessoa naquele cômodo empestado pelo nefasto da minha alma erótica. Rebolo o meu corpo, faço círculos com os quadris e, vez por outra, bebo um gole do vinho que não deve ser esquecido. As minhas mãos percorrem toda a extensão do meu tronco e com o apoio da perversidade psicológica, para e pressiona em locais que anteriormente foram tocados pelas mãos masculinas, brutas e ásperas: a cintura é apertada firmemente, assim como ele o fez; a parte inicial das costas são arranhadas pelas unhas coloridas com o tom aparente da sua projeção na mente, a nudez que vejo, a perfeição do seu corpo que eu já conheço me fazem caminhar por direções que não foram necessariamente tocadas, mas que me fazem querer ser. A sensualidade que as minhas próprias mãos transferem ao longo do tronco se fixa na singularidade dos meus seios inexplorados: aperto, pressiono, toco levemente e dinamizo esses passos até sentir que a fera residente dentro de mim está acordando, até que sinto o mar calmo virar tempestade e molhar porções de um terreno que necessita ser regado.

Escuto você me chamar, relembro a mudez quase total da sua voz quando me convidou a prova-lo, consigo sentir a firmeza dos seus olhos quando pediu que eu me entregasse e que desse-o aquilo que tinha de melhor. Os arrepios ainda possuem a mesma intensidade e eu ainda sou capaz de molhar-me com a lembrança de como você me olhou quando viu a renda preta que escondia o paraíso. Revivo arduamente a sensação de estar dominada por você, de abandonar a faceta de menina numa experiência inédita e marcante e pular para patente de mulher sensual quando você arrancou a minha calcinha que nada escondia. A temperatura do quarto, a intensidade do meu pulsar e as gotas de suor ainda me ferem a pele quando lembro da exuberância do seu corpo desnudo, o artístico das curvas do seu tronco, a naturalidade ao inspirar e expirar faziam de ti a mais bela das obras de arte. Arte erótica, demoníaca, infernal, tentadora e que privilegiadamente me escolheu como moldura, contudo, agora, aqui nesse quarto que futuramente irá presenciar a maior e mais nova obra inspirada em você, não desejo moldar-lhe o corpo, quero ser parte, conjunto e assinar-lhe o final como autora e detentora de tamanho calor e pecado.

A sua voz me chama de novo e posso ver seu corpo deitado na minha cama branca, convidando-me ao prazer da companhia. Caminho e me deito ao lado da sua projeção, fecho os meus olhos e permito-me ter a sensação ilusória de que você está ali. Permito ao meu respirar, a mudança causada pela sua presença e seu toque, permito a minha boca abrir e fechar sedenta e piedosa, quase implorando pelo contato áspero e doce da sua língua. A utopia da nossa união faz com que a blusa seja arrancada do meu corpo pelas minhas próprias mãos: sou o pecado induzido pela voz do seu criador que manifesta com sua própria pele o ato profano. As paredes brancas foram mantidas com o propósito de realçar a cor amarelada da minha pele que foge dos raios do dia e esconde-se na sombra permanente do obstáculo sensual, a noite que em poucas horas chegará testemunhará as sobras da mulher que desfez-se de sua carne e liquidou-se no prazer oferecido pela simples lembrança de uma boca, voz, corpo e sexo. Estou nua, deitada na cama que já fora palco dele e que agora me tem sozinha no centro das atenções: o ar não possui movimento, as vozes externas advindas da rua cessam e, naquele momento, me sinto privilegiada em poder ter-me integralmente. A mutualidade das nossas visões se explicam como o reflexo de um objeto por um espelho, eu o vejo porque o quero com veemência e ele me enxerga por saber desse meu querer e por tê-lo incorporado à sua essência. Onde quer que esteja e com quem esteja, ele saberá que quaisquer atos e palavras de caráter erótico e fogoso serão escritos embebidos pelo alcoólico da sua personalidade. Ele é álcool, combustível das minhas chamas. E nós queimamos lindamente quando rompemos a incômoda distância.

As minhas mãos que estagnaram anteriormente para assistir a retrospectiva nossa história combustiva, começa agora a tocar a borda da minha calcinha rendada que escondia-se embaixo da blusa larga também negra. As formas que a embelezam possuem furinhos que permitem às pontas dos dedos sentirem a pele delicada e macia da região dos meus quadris, tateio a área explorando todos os pontos que me provocam arrepios: poucas lembranças restaram dos escassos encontros e agora só cabe a mim honrar o calor do seu corpo banhando-me e transformando a minha matéria sólida em líquido masculino. Toco uma vez levemente, recuo e aproveito para sentir as consequências do toque ousado; toco novamente e minhas pernas se abrem involuntariamente, como num aviso prévio de desejo ao falo que projeta e cria o prazer carnal; o momento pós-recuo faz com que o meu terceiro toque omisso provoque arrepios duradouros em toda a extensão do meu corpo; o quarto e, de acordo com a situação dos meus hormônios, último toque tímido é um convite anatômico e sensorial do meu sexo a uma maior e mais saborosa exploração: estou quente, estou molhada e sexy como o inferno. Isso, toque-se para mim. Ouço no fundo, bem no íntimo, da minha mente. Sinto como se ele estivesse atento aos meus passos e como se isso fosse um teste para validar-me como capaz de satisfazê-lo. E eu sei daquilo que sou capaz.

O início sempre pede urgência, pressão e aceleração nos movimentos… mas, gosto de ir calmamente explorando todos os pontos e sentindo a sanidade consumida a cada segundo que corre no relógio. Dois dedos são suficientemente capazes de me dar o prazer que procuro, um prazer raso que satisfaz momentaneamente a ausência dele aqui, giro-os em mim e sinto cada vez mais a temperatura aumentar, a região molhar e as pernas fraquejarem. Estou só e posso romper os limites, posso escandalizar em som quase inaudível o nome daquele que me faz enlouquecer, posso me sentir internamente e gemer contra o travesseiro macio que já apoiou, em outra noite, meus quadris rasgados. Chamo baixinho o seu nome na esperança de que meu chamado seja intenso o suficiente para te fazer vir, esperançosa de que o egoísmo não me domine e eu não desfrute deste prazer sozinha. O som da minha voz rouca e quase doente de tanto prazer me excita ainda mais, teu nome pronunciado tem um teor altamente erótico e me faz delirar insanamente presa dentro do corpo que deseja ser possuído.

Recordo com nitidez e precisão as suas dimensões, o seu tamanho e o seu porte. Juro-te, arrematando a minha alma que pouco vale, que tremi abandonada quando lembrei da sua cor e da sua maestria em exibir-se para mim, meu peito acelerou e a mão liberta do pecado apertou o seio rosado empinado e ativo. A dificuldade para respirar manifesta-se em mim quando sua boca envolve meu seio, quando sua mão enfia-se entre minhas pernas e arremata o meu rabo naturalmente pálido, a força da agressão torna-se um catalizador da nossa reação. Lembro-me de pedir mais, de empinar-me contra seu corpo, abrir-me em sua frente e implorar para que sua mão se chocasse às minhas carnes inexperientes e provocativas. Bata-me, eu gosto, lembro de avisar-lhe. O aroma do seu cabelo negro embriaga com mesma intensidade os sentidos, pois, sei que o sinto quando caminha para o sul do meu corpo e faz quente a região que te chama e te grita. Me provo simultaneamente ao relembrar o sabor do seu beijo, a vulgaridade da sua língua e a exuberância que me cutucava o ventre. Saboreio a acidez feminina quando ouço aquele eu te amo dito e a minha resposta de negação: não me ame, não quero ser amada, querido… eu só quero ser bem fodida.

A ousadia que corre nas minhas veias e ocupa a vermelhidão chamativa do sangue fez nascer no peito masculino a revolta, a raiva em ter sido negado como homem amante e usado como fonte de prazer. A revolta que eu planejei fora bem sucedida e amando-o, fiz com que ele tivesse a necessidade odiosa em me fazer gozar.

Gemo alto agora, como se quisesse que os espectadores inexistentes saibam como jorro em contato com apenas a tua imagem, ainda chamo pelo seu nome com um certo desespero e o subir e descer do meu peito é aflito por não ser explorada pelo seu sexo. Sou pecadora demais para clamar a uma divindade agora e fico sem opções. Chamo por nós e caio em direção ao nosso ponto de encontro, caio numa descida íngreme e fogosa para o lugar que gostamos de frequentar nos encontros esporádicos, mas intensos. A queda para o inferno é rotineira, contudo, hoje caio num ar que faz arder a pele sensível do meu sexo, faz firme e excitado os meus mamilos que anseiam a chegada no maremoto de fogo. Chego ao inferno com meus dedos feitos marionete pela sua imagem e pelos seus comandos, a sua voz ditatorial me diz cada passo, cada toque e o momento exato para chamar-te. O fogo da situação não me faz seca, pelo contrário, estou transbordando no meu líquido e modificando a paisagem: te espero chegar para me fazer companhia e, enquanto você não chega, vou-me esquentando, crescendo e ficando cada vez mais fervente, tirando do inferno a sua temperatura e seu título honrado de pecado: mostro que sou maior, mais quente e tenho muito mais poder quando você me incita ao perigo do toque profano e escondido. Transcendo as dimensões e o volume do inferno porque sou mulher… e porque me esbanjo nas carnes e na aptidão do homem dotado de sapiência e experiência.

A sua presença parece tardar, a demora em te sentir chegar só pode ter o propósito de me fazer melhor, mais quente e dependente da suas mãos. Ó, meu bem, caminhe rápido em direção ao corpo feminino que queima rasgado e fácil no colchão já desfeito e contaminado pelas chamas da mulher e cesse a dor do desejo com o ato que intimamente conhecemos. Venha me ferir, me agredir e me sufocar com pressão sobre mim. Chamo por ti: venha, venha se esbanjar… venha me fazer arfar e gritar.

Ouço a aproximação do seu caminhar, os seus passos fazem tremer o meu sexo, fazem ansiar a sua chegada e o seu abalo incalculável. Na sua estadia anterior já não consegue enxergar nenhum benefício, arruma-se como o diabo e desce da minha mente disposto a percorrer o inferno do meu corpo quente, mesmo ciente de que o calor o fará desmanchar e é provável que pouco dure até chegar no meu sexo. Deixa nos meus lábios calor e ardor, nas minhas bochechas pouco salientes cor, para e assiste o meu peito soluçar com a urgência em te fazer presente, caminha firme e assustadoramente sério. Beija meu ventre, toca ambos os seios e me olha, me enxerga e se delicia com a face estampada e colorida com a necessidade em tê-lo. Pede-me calma com os olhos e eu me aperto, chama-me desesperada e eu pressiono com mais força os dedos em mim, ele pergunta, por fim, você me quer? E como resposta, o meu silêncio se alastra por longos minutos.

Sua imagem fugiu do meu campo de visão, sinto-o pulsar e umedecer ainda mais a minha intimidade recém explorada, desfiz a sua matéria e usei-a para molhar-me ainda mais. Tive-o todo esse tempo dentro de mim e agora coloco-o para fora no estado libidinoso, fruto de pecado e caráter desfeito. O gemidos que anteriormente foram moldados pelos meus lábios entreabertos ecoam na minha mente e eu o vejo sorrir satisfeito para mim, sorrio sadicamente e faço presente o homem de pele mestiça que com uma só palavra leva-me a loucura. Ainda tremo, ainda respiro com dificuldade e nunca irei me satisfazer, estando ele aqui ou não. Tenho fome de homem, de pecado e de mim… desejo provar da carne alheia, da minha própria e da mistura de ambas as carnes, desejo temperar-nos quem sabe com outra espécie e fazer desse sentimento uma grande orgia. Desejo-o acompanhando-me os passos até que cheguemos juntos… aonde iremos? Iremos ao encontro de nós mesmos, das nossas respectivas essências e das nossas verdades. Iremos de encontro às nossas raízes, através de uma trilha absurdamente perigosa e humana, caminharemos lado a lado ao pecado, a matriz do infame e do erro, percorreremos tal caminho em busca de resgatar as chamas que se perdem quando nos distanciamos.

Ele, o provocador e lançador de chamas que incendeia-me, a mulher erótica; ele, fruto do fogo que me faz queimar às quatro da manhã, às cinco da tarde e qualquer outra hora me carregará para junto da minha nascente para que possamos resistir ao frio e ao não-sensual do mundo. Ele será o próprio caminho e o único responsável por tornar possível e brilhante o maior dos encontros: o da mulher erótica com o inferno.

Leitora Despudorada

Quem não se excita vendo o outro se despir? Mais do que isso, despir-se de forma provocadora e ao som de uma música que proporcione o tirar de cada peça de roupa – independente se for de forma lenta ou acelerada. A própria história do striptease traz esse acalourar-se em relação à prática de liberdade daquele que se despe e de curiosidade ao assiste toda a performance.

De acordo com uma pesquisa que realizei, o striptease surgiu em um pequeno bar de Nova Iorque no ano de 1917. Com uma platéia de maioria masculina, a comediante Mae Dix, preocupada com os custos de manutenção do seu figurino, tirou o gola de seu vestido. Este gesto acabou deixando os homens loucos e, percebendo essa reação, a atriz retirou os punhos de sua roupa e começou a abrir os botões do vestido. Assim, surgiu uma das mais populares e polêmicas performances do entretenimento.

 

Cena do filme Striptease, lançado em 1996, e que até hoje é uma inspiração neste assunto.

 

Fora dos palcos, o striptease é um dos grandes motivos para esquentar as relações. Diria que ele representa uma preliminar para que o parceiro ou parceira se sinta mais estimulado. É aquele up para que nenhum dos dois perca a gostosura do olhar e do se mostrar. Eu sempre digo que o striptease rompe com essa ideia pré-estabelecida de corpo perfeito, pois ele expõe e, portanto, exige muito amor próprio.

Para a sua primeira apresentação, caso esteja com vergonha, sugiro meia luz. Assim, você se sente menos exposta. Um vinho ou outra bebida também é uma delícia e ajuda a se soltar, mas nada de exagerar – apenas algumas doses. Ao escolher a música, prefira aquela que se identifica super com você, assim o seu coração fica mais tranquilo. Para ajudar na escolha, lá vai alguma dicas valiosas de músicas.

 

Esta é a famosinha e que quando você ouve, uma palavra pisca sobre seus olhos: Esta música se chama You Can Leave Your Hat On e fez parte da trilha sonora do filme 9 1/2 Semanas de Amor, que estreou em 1986. Esta canção de Joe Cocker nos marca até hoje, após 31 anos.

 

Let’s Get It On, de Marvin Gaye, é uma música linda de 1973 que é ideal para balançar o corpo enquanto cada peça de roupa é tirada com toda elegância e despudor. Ela faz parte do filme Alta Fidelidade, dirigido por Stephen Frears e estrelado por John Cusack.

 

Esta é uma outra música de lascar. I put a spell on you, de Annie Lennox, permite fazer movimentos bem gostosinhos com o quadril. Ela faz parte da trilha sonora do filme 50 Tons de Cinza. Falando nisso, todas as suas músicas são um manjar para que possamos dançar e se despir para o outro.

 

Esta é outra música clássica quando o assunto é striptease.  Fever é uma canção de Eddie Cooley e John Davenport Gravada em 1956, ainda chama a atenção e tem diversas versões lindas – como a que se encontra no vídeo abaixo.

 

As 4 músicas sugeridas são uma delícia de ouvir, não é? Todas conhecidas e esperando por você. Prepare-se com uma lingerie e uma roupa que seja fácil de tirar. De preferência, às mulheres, duas peças em vez de vestidos. Camisas de botões são melhores. Às mulheres, meia calça faz toda a diferença porque você pode ousar na hora de tirá-la. Aos homens, além da camisa de botão, esteja calçado e bem organizado na beleza porque enquanto você tiver tirando, ela não vai tirar o olho dos seus desejos em relação a ti.

O striptease é um exercício de amor próprio para você e mais uma oportunidade para que o outro lhe queira com todas as forças, amores e tesões. Depois que exercitar, a sua experiência será muito bem vinda. Caso prefira ensaiar o strip, não se preocupe porque, se na hora não sair como planejado, a pessoa vai curtir do mesmo jeito. O próprio despojar-se para a prática já é digno de elogios.

Agora com licença que vou ali treinar para, quando aparecer a oportunidade, eu já estar prontinha!

Ela sai linda e desfila vaidade com suas unhas vermelhas, salto alto, batom cor de boca e cabelos penteados. Mais do que isso, exibe elegância em cada passo e espontaneidade no olhar. Ir ao trabalho, resolver problemas na rua, fazer compras, visitar amigos ou sair pra badalar – não importa. O importante, mesmo, é estar sempre prevenida para certas ocasiões. Como assim? Que ocasiões? São essas mesmo: ocasiões relacionadas ao sexo. Camisinha tem se tornado uma acessório essencial na bolsa feminina junto com outros itens considerados importantes para que a vontade e oportunidade batam e possam ser tranquilamente saciadas.

No entanto, a sociedade continua a ter um cunho machista e isso aponta a mulher como alguém leviana por carregar tais acessórios consigo. Em outras palavras e segundo as expressões populares mais conservadoras, “puta é quem já anda preparada pra transar”, “mulher direita não carrega essas coisas, quem tem que andar com isso é homem” ou “se fosse direita, não ficava dando em qualquer lugar”. Me poupe, né gente?

Você vai pra balada, conhece um cara massa e bate aquele tesão. Você sabe que provavelmente não o verá mais. E aí? Vai perder de ceder sua vontade só por medo do que irão pensar? Claro que não! Mas e se ele não tiver com camisinha?! Para tudo: você não vai transar com o cara desprevenida – primeiro porque você não pode sair confiando por aí e se arriscar a pegar alguma doença sexualmente transmissível e, segundo, porque engravidar de um desconhecido é algo possível e não é legal.

Diante disso, você interrompe os amassos e fica só em preliminares – que é bom, mas é um saco porque o cara é gostoso, a coisa ta boa, você não sabe se vai voltar a vê-lo, então quer logo dar tudo – ou você tem uma carta escondida na manga que é justamente aquelas camisinhas que carrega dentro da carteira onde quer que você vá. Sinceramente, vocês vão foder o resto da noite de forma protegida e imbecil é quem fizer mal juízo de você só porque estava preparada pro rala e rola.

Acontece que os homens têm se tornado cada vez mais promíscuos e as mulheres mais espertas. O prazer é dos dois, a vontade e a abertura para as possibilidades de sexo casual são as mesmas. Por que não compartilhar desses itens tão importantes para a saúde íntima de ambos?

Se ela sai linda e ostentando elegância, não vai perder a majestade porque está levando uma camisinha na bolsa. Pelo contrário, vai ficar mais linda ainda por ser decidida e não ficar a mercê de homens irresponsáveis. Mais do que isso: ela é aventureira e sabe que pode ter oportunidades pelo caminho. Se te chamarem de puta por isso, empina o nariz e o bumbum – ser puta não é nenhum xingamento. E outra: camisinha é pouco, tem mulher que carrega calcinha reserva, gilete, gel, anestésico e por aí vai. E elas estão mais do que certas: com tudo em mãos, garante-se a transa perfeita, mesmo que seja em uma parede ou em um chão qualquer.

Aos conservadores, beijinhos no ombro pelo recalque que a modernidade oferece. As mulheres estão se tornando muito mais seguras de si e se o pensamento de vocês não mudar, queridos, em breve estarão batendo punheta porque mulher alguma vai querer um homem que cospe ignorância.

Quanto a gente, delícias, o que vocês pensam sobre o assunto e o que carregam na bolseta de vocês? Rapazes, o que acham das mulheres que andam prontas para o crime? É tão gostoso falar de sexo que não é à toa que ando tendo orgasmos textuais. Ai ai. E quer saber? Na minha bolsa, eu carrego o que eu quiser, independente para onde for. Vai me julgar? Então nem vou mandar você se foder porque quem juga demais acaba perdendo.

Depois de tantas lutas, constrangimentos e processos judiciais, finalmente chega o meu dia de glória, dia em que consegui bater asas e voar cada vez mais em alto, afirmou Cláudia Santana Andrade. Quem leu a entrevista concedida para a gente, conhece um pouco da sua trajetória. Cláudia morou durante 15 anos na Europa e em seu retorno para as terras brasileiras foi vítima de preconceito por duas atletas e ex-colegas de time pelo fato de ser transexual. Devido a isso, ela foi impedida de jogar em Coaraci, na Bahia.

A atleta faz terapia hormonal desde os 13 anos de idade. Quando o Comitê Olímpico Internacional aprovou as atletas mulheres transexuais em times femininos, a exigência foi que as atletas tivessem 12 exames de testosterona no valor abaixo de 10nmol/L e mantivessem este nível durante todas as competições e identidade de gênero declarada. Apesar de feliz, a atleta se preocupou ao olhar seus exames e perceber que todos eles estavam muito abaixo de 0,1nmol/L. No entanto, o endocrinologista a informou que seus exames estavam corretos e dentro das normas exigidas pelo COI.

Claudia foi chamada para jogar no Gênesis Voleibol – time de Salvador o qual já havia participado em campeonatos de 2016 e, portanto, era enturmada com seus componentes – e logo que soube as datas do campeonato baiano, organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol, já havia mandado a documentação necessária e exigida,junto a Federação Baiana de Voleibol. Não houve nenhum empecilho, mas muita felicidade transbordando.

 

 

Ainda tenho medo sim, mas o medo agora é acordar e perceber que tudo não passou de um lindo sonho! Mas medo de continuar e seguir em frente não tenho mais, medo de me expor em uma competição agora que todos sabem que sou uma mulher transexual, também não. – salientou a atleta.

 

Conseguir a liberação pela Confederação Brasileira de Voleibol mudou totalmente sua vida pessoal e profissional, ela garante. Apesar de constrangedor, sempre andou com os documentos regulares exigidos pelo COI nos campeonatos em mãos para que ficasse bem claro àqueles que se opusessem a ela. Com muito carinho e mimo do público, Cláudia merece sempre muito mais por ser uma guerreira em sua escolha e paixão pelo esporte. Ela não lutou por algo diferente, mas pela igualdade.

Após a sua liberação, ela ressaltou que alguns presidentes que tinham muita vontade de tê-la em seus times, por falta de informação, ainda temiam  um constrangimento, agora não temem mais, e ainda questionou: Quem vai ser contra? E, eu continuo seu questionamento, quem realmente será contra uma mulher que joga super bem e que a confederação máxima já aprovou?

 

Recebo diariamente centenas de mensagem de carinho, palavras de apoio, que sou uma referencia de vida, um exemplo de superação, uma inspiração ,revolucionária e até mesmo de guerreira . Me pedem sempre para que eu continue na luta, pois pessoas estão do meu lado e se espelhando na minha imagem! – Claudia diz isso com todo o amor. E eu babo, claro, de orgulho.

 

Para completar, Cláudia nos diz que:

 

Não reclamo da vida porque acho que sou uma mulher de muita sorte. Além de ter uma família amorosa, tenho amigos maravilhosos e agora também tenho milhares de fãs que só me colocam pra frente a cada dia, me dando muita força, energia positiva e apoio. Tive sorte em só conhecer pessoas boas, até mesmo as pessoas sem iluminação que conheci na AABB serviram de aprendizado na minha vida, depois do trauma no grand prix pensei logo em voltar pra Roma e que seria impossível viver aqui neste país preconceituoso, mas de repente o número de pessoas que me seguiam foi aumentando, me dando força pra continuar. Aí também percebi que o Brasil não é só popularizado por pessoas preconceituosas de mal caráter, mas que existe também um número muito grande de pessoas boas, de boas ações cheios de amor pra dar, e, sem esse carinho todo, eu não teria força pra seguir em frente.

Gostaria de agradecer a Eduardo Souza que, junto a FBV, sempre se prontificou, mostrando os caminhos a seguir com a documentação. Agradeço a jindson soares Técnico da seleção baiana e ECV por todo apoio recebido. Agradeço sempre a todos vocês com suas mensagens de apoio e carinho e agradeço também a instituição Defensoria Pública de Itabuna junto ao Tribunal de Justiça por ter participado desta luta me dando o direito de viver! NÃO VOU PINGAR!!!

 

Depois de tanta lindeza, parabenizo-a pela vitória e agradeço a todos a quem ela agradeceu por não fazê-la desistir. Nega linda, você já faz parte da história dos esportes e o Pudor Nenhum tem o maior prazer de tê-la aqui pela segunda vez. Espero poder escrever sobre outras vitórias e que sua inspiração revele outros talentos e guerreiros nessa maratona de preconceitos a qual estamos inseridos. Se queremos igualdade, corramos atrás. Vambora!