Por indicação de uma despudorada, eu descobri o trabalho de Cécile Dormeau e me apaixonei. Esta linda é uma ilustradora francesa que vive no subúrbio de Paris, assim ela afirma em seu Tumblr. Formou-se, em 2011, na Escola de Design Estienne em Paris, trabalhou como designer gráfico e ilustradora em agências de design em Hamburgo e Berlim e também como diretora de arte júnior em uma agência de publicidade em Frankfurt. Atualmente, segue sua carreira de ilustradora e tem como um de seus clientes, o Google.

A arte de Dormeau mostra mulheres reais, ou seja, aquele feminino que ninguém quer ver. Com humor e beleza, ela nos presenteia com imagens que nos permitem uma identificação. A gente se vê naquela posição, a gente se vê em cada ilustração e em cada gif (porque ela também os produz lindamente).

 

Sabe aquela história de que ir pra praia exige um corpo de praia? Pois é, Cécile Dormeau mostra esse corpinho que as pessoas negam, mas que deve ser aceito SIM. Essa história de corpo de praia é migué. A gente vai pro lugar que a gente quiser com o corpo que a gente tem e nem por isso deixa de ser uma gata!

 

 

Nós, mulheres, vivemos naquela batalha do depilar-se. No inverno, deixamos os pelos correrem mais soltos. No verão, queremos usar roupinhas curtas e resolvemos fazer uma depilaçãozinha. Doi pra caramba, mas a gente faz pra se sentir melhor diante das curtezas, porém, quando não queremos, também deixamos ao nosso bel prazer. Se for reclamar, fazemos uma mostra do que é se depilar em você. Depois quero ver abrir o bico novamente!

Quando estamos apertadas para ir ao banheiro, vamos ao masculino, sim. O quê que tem? Todos os dois tem vaso sanitário do mesmo jeito e ninguém vai me ver nua só porque entrei lá. Pra isso, existe chave ou outra amiga pra ficar de olho e impedir que um boy entre. Além do mais, ele não pode fazer nada comigo à força e entrar em um banheiro masculino não significa querer algo. Quer dizer, significa querer fazer xixi ou um cocozinho.

A gente come o tanto que quiser, na hora que quiser e suja tudo mexxxxmo. Essa história de que é delicada já não está mais em alta. Somos como qualquer um e podemos fazer a maior bagunça independente de estarmos em nossos melhores dias. E fazer isso não é feio, é apenas mostrar o que se é.

Nós bebemos vinho, tequila, cerveja, cachaça e o escambau. Mulher que não é aguenta beber já não existe. A gente aguenta o que vier pela frente. A gente bebe, sim, e se diverte. A gente é daquelas: bela, despudorada e do bar.

 

 

 

Quando cansamos do espelho, mudamos. Quando queremos surpreender, sabemos como fazer isso. A nossa beleza sempre pode ser retocada. Somos assim: nem sempre vaidade, mas sempre com mil possibilidades para sermos várias belezuras em uma. Nosso espelho sempre nos agradece!

Estrias e celulites fazem parte. Elas são consequências de muitas coisas na vida, tais como engorda-emagrece ou emagrece-engorda e, até mesmo, uma gravidez podem nos deixar com a barriga cheia de listrinhas mostrando que dali saiu uma vida. Não podemos ter vergonha do nosso corpo e das nossas marcas, pois todas elas têm uma história que só a gente e o nosso corpo sabem contar.

 

Quem te iludiu dizendo que a gente não peida, não sabia o que estava falando. A gente não solta nenhuma purpurina. Soltamos gazes com odor ou não, mas soltamos. Nosso organismo funciona como o de qualquer pessoa. Esta imagem cheia de humor resume minha vontade nesses momentos em que me bumbunzinho sofre seus assédios.

 

Nós somos o que queremos ser. Nosso limite é dado por nós mesmas. A gente se tatua quando quer, se depila quando quer, veste o que quer, faz o que quer. Nossas regras, nosso corpo. Infelizmente, esta é a última imagem que lhes trago, senão vou ficar o tempo todo aqui e esse post ficará imeeeeenso!

Quem quiser conhecer mais ainda sobre o trabalho dessa ilustradora fantástica, acesse suas redes sociais. Ela está no Facebook, no Instagram e no Tumblr. Espero que tenham gostado e se divertido junto comigo porque eu, simplesmente, amei.

Cidade pequena, litorânea. Contexto: viagem para desopilar o fim súbito de um relacionamento de 3 anos. Minha amiga-anfitriã sai para trabalhar e eu fico em casa, teoricamente a fim de trabalhar no computador. Mas sabe como é… calor, mente inquieta, hormônios fervendo pelo corpo. Baixei o TINDER. Eita, logo eu. Sempre falava coisas do tipo “acho que não funciona pra mim, gosto dos encontros naturais, a química só acontece na hora tal tal caixinha de fósforo”. Pois, o fato é que eu não tava fazendo nada mesmo e tudo bem dar só uma olhadinha, não mata ninguém. Olhei, olhei, bando de gente estranha (pensarão eles o mesmo de mim?)… entre homens e mulheres de todos os tipos, dei uns 5 likes e segui fazendo minhas coisas em casa.

Perto da hora do almoço, vejo a notificação: match e uma mensagem de um cara! Que homem! Senhor, de longe o mais lindo que eu tinha visto. Alto, sorrisão, negro, forte. Muito forte, tipo musculoso, barriga de tanquinho. Nem faz lá meu tipo essas coisas, mas achei bonito, vamos ver. Conversa vai, conversa vem, será que ele é de verdade? Dei uma investigada pelas redes, parece que sim, gente boa, não posta nada babaca, toca saxofone. Me chamou pra ir pra praia. Eu fui. Peguei o moto taxi e ele estava me esperando de bicicleta. Todo lindo. Parecia que saiu direto de um poster “colírio” da Revista Capricho pra um encontro casual e inesperado comigo. Gente, essas coisas acontecem na vida real, tô boba… oi, oi, sorriso, beijinho, conversinha, uma timidez safada meio disfarçada, meio escancarada.

Muito doce e simpático ele. Jeito de meninão, sabe, embora tenha 24. coisa de gente do interior. Me falou que morava ali perto e conhecia tudo. Que andando pelas pedras logo ali dava numa prainha que ninguém conhecia. Lá fomos nós. No caminho pra lá, chego a me perguntar se não era loucura isso, estar indo para uma praia deserta com um desconhecido, mas tinha uma coisa leve no sorriso dele que me inspirou muita confiança. Fui sem olhar pra trás.

A praia era realmente deserta, bem pequenina e encantadora. Conversamos mais. Bora banhar? Vamo. Na primeira deixa dentro da água (rasinha era), ele me beijou. Beijo gostoso. Ah, como amo lábios grandes! E olha que aqueles braços fortes não servem só pra tirar selfie viu, o cara tinha a pegada mesmo. Me envolveu naquele corpo forte. O movimentar do mar levava nossos corpos ao encontro um do outro, num vai-e-vem gostoso (tá, talvez não tenha sido – apenas – o mar que provocou esse movimento). Fui me entregando. Ele, pegando no meu bumbum, por trás, entrou com os dedos no meu biquine que nem percebi direito e quando vi já estava com o dedo no clítoris. Pensei, opa.

Encontrou o clítoris de primeira, já gosto desse homem. Tava tão bom que até me esqueci que tava menstruada. Quando ele fez um movimento de enfiar o dedo, me retrai, ele entendeu o sinal e parou. {santo remédio esse copinho menstrual, sempre bom glorificar de pé, de joelhos, de 4, tudo!}. Ele lembrou que precisava voltar porque deixou a bicicleta com um rapaz da barraca de praia e já eram 17h. Voltamos. No caminho, experimento um olhar distanciado e vejo que situação inusitada, parece mesmo enrendo de conto erótico ou de filme pornô, não parece algo que aconteceria comigo, logo eu, que há 2 dias atrás tava sofrendo de amores e sem nenhum contatinho sequer. Mas tava acontecendo sim, e desse jeitinho que vos conto, como o título sugere, a história é real e aconteceu há dois dias atrás, tá fresquinha.

Ele pergunta que hora eu tenho que ir pra casa. Não sei bem o que responder. Ainda estou me acostumando com essa lógica desprendida e gostosa de ser solteira, não ter que olhar horários etc etc pra responder as coisas. Falei que não tinha horário. Ele perguntou se eu queria ir pra outra praia. Vamos! Subi no quadro da bike dele e partimos. Fim de tarde, terra cora, paisagem linda, eu andando na garupa desse semi-desconhecido-deuso, tomando vento na cara. Passamos por uns dois bairros da periferia até chegar nessa praia. Já era quase noite e estava deserta. Conversamos, nos beijamos, rolamos na areia. De verdade! Mas brincando… ele é jiujiteiro, ficou me ensinando como dar chave de braço, estrangular e outras coisas legais (queria lembrar tudo, ai, por que tão esquecida?). Resultado: ficamos cheios de areia.

Ele, que tinha me prometido uma massagem num desses papos, fez a proposta: podemos ir pra minha casa, é aqui perto, você toma banho e eu faço a massagem. Faz mesmo? Faço. Seeei, penso cá com meus botões. Só quer me comer, essa massagem aí é puro migué. Mas vou mesmo assim. Chegamos na casa dele, um lugar simples, piso de chão mesmo sabe, parede de parede, cortinas no lugar das portas. Entrei no banheiro e tinha um carangueijo no box! Tomei um susto, rs. Ah, é do meu tio, ele guarda num pneu, pera, deixa eu pegar, vixe, é difícil, se tomar uma dessas dói pra caralho, pronto, conseguiu.

Tomei banho e entrei no quarto do meu querido desconhecido. Vamos à massagem, pois! Tirei a roupa e deitei de costas, com um lençol cobrindo do bumbum pra baixo. Ele começou, com óleo e tudo. MEU DEUS! o cara tem a manha. Vai massageando pra valer, ele tem uma mão grande e áspera de trabalhador (nem contei, ele trabalha com instalação de janelas de vidro, alumínio etc.) e ao mesmo tempo um toque sensível. Desse jeito, ele massageou meu corpo inteiro: cabeça, mãos, pés sem esquecer de nada. Depois descobriu minha bunda e massageou também. Nessa hora já tava louca e tipo muito molhada, mas não me mexia, gostei de ficar assim, estátua. Pensei que ele já ia querer vir metendo, mas não… me mandou virar de barriga pra cima e continuou a massagem.

Perdi um pouco a noção de tempo dessa noite, mas seguramente ele ficou mais de uma hora me massageando. Ele não tinha pressa nenhuma, pra nada. Os caminhos das mãos dele no meu corpo levaram, ao fim e naturalmente, à minha vulva. Parecia que ele tinha trabalhado atentamente para empurrar toda a energia para aquele região, que agora pulsava. A massagem virou uma masturbação muito gostosa, eu com os olhos fechados, sentindo tudo aquilo acontecer, todo aquele poder vibrando ali entre as minhas pernas. Em vários momentos pensei que ia gozar, que já não tava aguentando mais tanto prazer, quando ele foi e começou a me chupar.

Pode parecer estranho às mulheres leitoras, mas ele chupava de fato, o clítoris, ao mesmo tempo em que passava a língua numa velocidade absurda, foi uma coisa surreal, não sei bem explicar. Todo lindo com seu jeito de moleque, olha pra mim e diz: “pode gemer, se quiser”. Achei esse “se quiser” o suprassumo e gemi, gemi mesmo, gemi alto, porque eu queria, sim, mas porque eu não podia mais calar. Ele subiu e perguntou: você não quer penetração? expliquei pra ele, copinho, menstruação, tudo isso. Gente, como assim? nunca ouvi falar. Depois te mostro, disse, mas uma foto na internet, né, não pense que eu vou te mostrar o meu.

Desci pra chupá-lo. Várias coisas diferentes nesse corpo que agora descubro: nunca tinha visto um homem assim todo definido e, ainda, depilado! TODO depilado. Eu achava que nem curtia isso, mas descobri que tanto faz, na verdade, o importante é aceitar e desejar o corpo que se apresenta no agora diante de você e foi o que fiz. Não precisei chupar muito tempo, depois que comecei a fazer olhando diretamente nos olhos dele, ele logo não aguentou e disse que assim ia gozar. Gozou na minha boca. Gozo ralo, aguado. Achei ótimo porque quando vem grosso às vezes me dá náuseas depois. Gozou e lá mesmo fiquei, com a cabeça repousada nas suas pernas.

Ele me olhou com aquele rostinho lindo. Ficamos assim um tempo silenciosos. Ele começou a fazer cafuné em mim, ponto fraco, avemaria. como eu não tava fazendo nada, e já tava com a cara ali mesmo, comecei a lamber os ovos dele. Bom, não sei se todo homem gosta, mas meu ex gostava bastante, então eu arrisquei porque não tinha nada a perder mesmo e ele tinha bolas grandes e nessa hora o fato dele ser depilado foi bem bom pra falar a verdade. Vi na expressão dele que estava gostando bastante. Assim fiquei um tempo, lambendo e chupando os ovos dele, passando os dedos.

Lá pras tantas ele começou a me masturbar também e o ritmo foi ficando frenético de novo. Depois ele me colocou sentada na sua cara e naquele bom e velho 69 seguimos nos chupando sem pudor nenhum. Lá pras tantas ele começou a lamber meu cuzinho e quem já recebeu uma boa chupada no cu sabe do que eu estou falando, isso sim é qualidade de vida. Fiquei muito excitada e percebi que ele devia estar querendo comer meu cu, já que a buceta tava interditada. Bom, eu realmente não tinha nada a perder e o meu pau dele, apesar de grande, era fino, o que me encorajou bastante.

Meu ex tinha pau grosso e eu dei o cu pra ele algumas vezes, era bom, era. Mas era sofrido, viu, minhas irmãs. Então imaginei que o pau dele não ia causar maiores estragos e que poderia ser gostoso porque apesar da penetração não fazer exatamente falta num sexo criativo como esse, ela tem o seu lugar no meu coração, viu. Então botamos camisinha e ele veio de ladinho, melhor jeito, na manha, sem pressa, entrou direitinho e ficou me masturbando durante todo o tempo. não foi longo, logo ele gozou de novo. Achei que foi na hora certa mesmo. gememos alto e juntos. depois ficamos um tempo ali naquela maresia, lembrei que não tinha comido nada desde o almoço, deu fome, vontade de ir pra casa.

Ele até me convidou pra dormir lá, mas não tava nessa vibe. Ele foi me levar no ponto de moto taxi e no caminho começou a chover. Ficamos esperando estiar um pouco, de carinho, um dengo gosto e descompromissado… estiou, peguei a moto, beijinho na boca, tchau, prazer, vamos nos falar pelo zap, quero te ver antes de ir embora, tá, vamos sim, seu lindo. subi na moto. Que ilusão de que a chuva tinha parado, que nada, virei a esquina e as gotas vieram cortando. Enxurrada, esgoto, gotas de chuva. tudo isso lançado sobre meu corpo junto com o vento do litoral. Oh yeah, I’m alive and vivo, muito viva, viva, viva, viva.

De uma leitora despudorada.

Sabe quando várias mulheres se reunem para falar de assuntos em comum que somente elas vivenciam? Começou assim no História do Instagram. Uma confissão aqui e outra ali. Uma opinando na história da outra e todas querendo compartilhar seus desejos juntas. Essa gostosura de interação para mostrar seus dramas, tirar suas dúvidas e expor seus despudores resultou em dois grupos lindos de mulheres: primeiramente, no Whatsapp e, depois, no Facebook.

Com mulheres do Brasil todo, os grupos das despudoradas possuem algumas regrinhas e contam com uma dose bem apimentada de nós mesmas. Juntas, podemos abrir o verbo e nos aconselharmos umas com as outras. Podemos, também, ter a liberdade de falar o que quisermos sem nos preocuparmos com o julgamento alheio. A gente não precisa se preocupar se haverá homem por perto ouvindo e dando pitaco. Quando estamos juntas, nos fortalecemos.

A gente busca elevar a autoestima, alimentar o amor próprio. A gente busca quem nos faça olhar para os nossos próprios erros e quem nos ajude a caminhar de cabeça erguida. A gente quer rir de igual pra igual. A gente quer ter liberdade.

Se você quiser fazer parte do grupo no Facebook, procure por Grupo das Despudoradas e solicite a sua entrada. Caso queira fazer parte do grupo no Whats, entre em contato comigo por direct nas redes sociais – Instagram ou Facebook. Deixando claro que homens não serão aceitos e não adianta dizer que é gay. Grupo somente para mulheres (cis ou trans), ta certo?

Estarei ansiosa aguardando você para que o nossos grupos das despudoradas se fortaleça ainda mais. É muito amor tudo isso, né, gente?

A gente cresce beijando o rosto, o olho, a testa,  braço e qualquer outro lugar onde o carinho está. Depois, a gente compreende o carinho em outras nuances e quer transpor este beijar para um outro lugar: a boca. Sentimos aquela curiosidade e temos medo de fazer feio, então começamos os testes na laranja, no espelho, na mão. Fechamos os olhos e imaginamos quem queremos beijar, afinal, o beijo na boca é aquele que aponta intimidade e que só se dá no momento em que a atração grita.

Entretanto, não é bem assim. Quando a gente começa a beijar, ele passa a ter muitos sentidos e, entre eles, o de ser apenas um beijo. A ficada é assim: colou, beijo bom, largou e pronto. Só que beijar na boca vai além de dois lábios se atracando e duas línguas se saboreando. Ele é praticamente um exercício físico. Há cinco benefícios que vale a pena salientar, tais como a queima de calorias. De acordo com pesquisas, beijar ajuda a queimar de 2 a 6 calorias e o melhor é que a gente não cansa. Beija horas e continua achando uma delícia.

Conforme a Popular Science, trocar beijos, antes da gravidez, é uma forma de fazer com que o organismo crie resistência aos pequenos vírus que são introduzidos nesta troca. Então, mamães, beijar faz bem, viu? Interessante demais essa informação. Super curti! Além do mais, quem beija se sente mais relaxado. Estudos apontaram que os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, reduzem em pessoas que beijam muito. Já quero!

O beijo também alivia sintomas de alergia. Como assim? Casais que se beijaram por 30 minutos tinham menores níveis proteínas que desencadeiam sintomas de alergia, concluiu um estudo japonês. Acho que agora já sei o que devo fazer para ter menos crises de alergia. Humm. E beijar também estimula a produção de saliva, limpando as bactérias nocivas e que se encontram em nossa boca. Assim, a gente conclui que beijo na boca também contribui para nossa higiene bucal.

 

O beijo começa de diversas formas, provoca de vários modos diferentes. Alguns deles são leves, outros são mais fortes. Alguns trabalham mais a línguas, outros a isentam. Há beijos bitocas e beijos chupões. Existem beijos apressados e rápidos ou beijos lentos e bem demorados. Beijo é aquela coisa gostosa que, às vezes, permite um sorriso logo após acontecer. Ele, inclusive, promove a paz entre casais em tempos de crise.

Beijar, definitivamente, é um ato de carinho e de permissão. O beijo é algo que nossos lábios reconhecem desde que nascemos. Independente do sentido que lhes for atribuído, beijar é bom demais. E eu quero mais é beijar na boca, eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente pra sempre – assim cantou Cláudia Leite e assim eu quero levar pra vida. E você?

 

Naquele dia, resolvi por meu batom vermelho e lindo de viver. Antes de sairmos de casa, ele me chamou e disse: com este batom, não dá. Fiquei confusa, quis voltar atrás, mas preferi tirar para evitar confusão. Lembro-me também daquele vestido justo e pouco curto que comprei há uma semana, pois havia ficado lindo em meu corpo. Na hora, fiquei em dúvida e imaginei que ele fosse reclamar, mas comprei assim mesmo. Na hora de vestir, foi um abuso porque ele não me aceitou sair de casa vestida nele. No final das contas, o dinheiro pago garantiu um vestido para ficar dentro de casa, apenas.

Amiga, não vou mais pra academia. Fulano não pode se matricular naquele horário comigo e eu não posso fazer sozinha. Mulher sozinha em academia, já viu, né? Ele já disse  que não aceita e eu até entendo. Poxa, e o poledance? Eu era doida pra fazer, mas ele disse que é coisa de puta e se alguém souber que eu faço, vai pensar a mesma coisa. Deixa quieto.

E todo lugar que sicrana ia, ele tinha que saber. As amizades dela precisavam ser compartilhadas, as dele nem tanto. Você era sempre taxada por ele de gordinha. Ele gostava do seu cabelo grande, por isso você não cortava. Ele deixava praticamente claro que, se você cortasse, não ficaria tão bonita. No fim das contas, vocês permaneciam sempre juntos porque tinha que ser assim. Se terminassem, quem iria te querer? O medo de ficar sozinha é um trauma que sempre bate à porta.

Naquele dia, você não queria fazer sexo, mas ele tava a fim. Então, vocês transaram e seus olhos lacrimejavam de dor. Antes transar com ele do que deixar que ele faça isso na rua com outra mulher. Quando você tocava em todas as situações vivenciadas com suas amigas, todas elas viviam a mesma coisa. Algumas reclamando e outras rindo, todas naturalizam a situação, pois acreditavam que todo relacionamento era assim.

Para ser sincera, na cartilha para se ter uma relação saudável não vem implícito uma escala de poder. Ninguém tem o direito de interferir na forma como o outro faz amigos, se veste, organiza suas coisas, se vive. Todo relacionamento vem com esses percalços, independente dos gêneros, porém, a relação homem e mulher é a que mais põe o assunto em evidência. Eu diria que é fruto do machismo  que põe a mulher em pé de inferioridade e ainda estabelece isso como normal. Infelizmente, não conheço nenhuma mulher que não tenha vivido um relacionamento abusivo. Eu, como toda mulher, vivi.

Para justificar os atos do parceiro, colocamos a culpa no ciume. Para justificar o ciume, dizemos que é apenas um sentimento de posse como consequência ao amor. Como tudo, para ele, tem uma justificativa, a culpa de tudo passa a ser dela – da mulher. A gente se culpabiliza porque ele tem todas as explicações. Na verdade, a sociedade tem todas as explicações. Recentemente, inclusive, soube de uma menina que apanhava do marido e, por isso, não queria mais voltar pra ele. Ao colocarmos isso em discussão, o tio da vítima disse enfaticamente que, se ela apanhava, é porque tinha motivo. E olha que este é um ponto além da relação abusiva porque já parte para a agressão física!

O relacionamento abusivo é silencioso, é aceito, é minado. A prisão psicológica é a pior que existe. Precisamos ler, conversar e nos atentarmos muito à forma como estamos absorvendo o que vem do outro e também como estamos nos impondo. Se não for assim, a gente segue sem perceber e, bem depois, nos damos conta de que poderia ter sido bem mais feliz ou, então, isso nunca acontece e a gente segue vivendo uma vida morna. De morno já basta a água em dias de calor, você não acha?

Falar Gouinage é reconhecer, em si, a sua origem francesa. Traduzida, significa contatos íntimos entre lésbicas. Entretanto, não é algo que se refere apenas a elas por ser uma prática sexual que consiste na não penetração. Isso mesmo, o Gouinage consiste naquele erotismo delicioso que pode nos levar ao orgasmo sem precisar penetrar. A exploração dos sentidos – olfato, paladar e tato – permite um prazer nas alturas.

Este termo tem sido usado recentemente e, por isso, a gente não encontra muita coisa sobre o assunto. Se formos pensar em seu sentido, tal como a denominei acima, pensamos nas preliminares e também no sexo tântrico. Porém, é bem diferente. As preliminares pressupõem um sexo incompleto, visto que – como a própria palavra sugere – apenas é uma introdução do que seria o sexo completo. Já o sexo tântrico envolve uma técnica e, inclusive, tem cursos longos para que a pessoa esteja preparada a realizá-lo. No gouinage, basta ter criatividade para que o prazer seja devidamente oferecido.

O gouinage também se refere ao contato íntimo natural, isto é, usando o próprio corpo e sem a inclusão de acessórios, tais como vibradores. O termo, apesar de ter somente mulheres em sua tradução, também envolve os g0ys – homens que são machistas, compreendidos como heteros, mas que possuem relações íntimas com outros homens. Não existem ativos nem passivos na gouinage, pois ambos proporcionam prazer mútuo e, como não há penetração, também podemos fugir dos estereótipos sexuais.

Quem pratica o gouinage, pode ser chamado de gouines. A partir desta prática, você conhece melhor o corpo do parceiro, como excitar, sentir e proporcionar prazer. Para alguns, gays não podem ser gouines porque todo sexo gay precisa de penetração. Assim, entendem apenas como uma prática concernente aos g0ys. Entretanto, apesar das discussões, muitos têm descoberto que ela pode levar a satisfação plena. Coisa linda, não é?

Acho que todos nós deveríamos tentar ficar assim com o parceiro pelo menos uma vez. Acredito que ele vai entender como uma brincadeira e aumentar, ainda mais, o prazer sexual. Na próxima vez, ai chegar com tudo em você e o doce vai ficar uma doceria inteira de delícias e gozo. Caso seja uma gouines, conta pra gente sobre essa sua experiência!

A história de José Mayer deu o que falar e não poderia ser diferente. Minto: poderia. Seria diferente se ela se enquadrasse no perfil de tantas outras que, por vergonha, se calam ou, por interesse, se permitem, mas depois caem na real e percebem o quanto errou. Teria sido diferente, sim, se a figurinista em questão não colocasse a boca nas mídias sociais e deixasse o fato passar apenas pelo sistema interno onde ambos trabalham.

Será que foi a primeira vez que ele, o ator, fez isso? Será que foi a primeira vez que ele passou dos limites e partiu para o contato físico? Provavelmente não. A fama de “mulherengo” pode até ir longe, mas a de “galanteador”, tal como as novelas pintam, é bem mais louvável e, é claro, aceitável. Bom profissional e com papeis que deixam a mulherada em destino, o olhar sobre ele não poderia ser diferente.

Para quem está por fora, José Mayer foi acusado de assédio pela figurinista da TV Globo – Su Tonani. Em carta, ela contou para o blog #Agoraéquesãoelas, do jornal “Folha de S.Paulo”, as investidas e desrespeito do ator. De acordo com Tonani,  essa história de violência se iniciou com o simples: “como você é bonita”. Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus “elogios”. Do “como você se veste bem”, logo eu estava ouvindo: “como a sua cintura é fina”, “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”.

A partir daí, a figurinista expõe sua indignação – não apenas perante ele – mas diante de todos aqueles que presenciavam tais situações e riam ou não se manifestavam. Para completar, ela revela que Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar no meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade.

Quando a figurinista refere-se à sororidade, ela quer dizer sobre a união entre mulheres. Quando a gente se une em busca de um objetivo comum, a gente se fortalece. Afinal, sofremos diariamente os mesmos assédios, a mesma falta de respeito e a mesma pressão social e machista que tenta nos enquadrar.

Em resposta à carta, José Mayer afirmou: Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. Nisso, ele está certo. O machismo está tão entranhado que tratar a mulher como um objeto é algo comum. Aceitar-se enquanto objeto também é.

A partir da carta, surgiu o movimento pelas atrizes globais do Mexeu com uma, mexeu com todas, acompanhado da hashtag #chegadeassédio. Sentindo na pele tudo que Tonani sentiu, resolvemos também compartilhar. Afinal, essa pauta deve estar sempre em discussão porque não é a primeira nem a ultima vez que precisamos lidar com isso. Nós, mulheres, vivemos essa rotina todos os dias. Inclusive, não precisamos que casos como esse aconteçam para nos manifestarmos. Essa é uma luta diária. Essa luta é minha, é nossa.