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Eu sempre fui daquelas que tinha vergonha de me despir frente ao outro. Comecei fazendo sexo no escurinho, dizia que era mais romântico, mais tátil e menos explícito. Na verdade, era tudo desculpa para não mostrar meu corpo que considerava magro e sem forma. Com o tempo, fui concluindo que o desejo e o tesão eram bem diferentes de uma imagem corpórea simplesmente. A vontade pelo outro transcende questões de corpo. Ainda que isso esteja embutido, nossas preferências são bastante relativas e quem me quer – me quer do jeito que sou, seja com magreza demais ou gordurinhas para leitura em braile.

Mas aí você diz: O homem é muito visual e é claro que ele vai perceber minhas imperfeições. Só que, a partir desta pergunta, eu jogo outra: Apesar de não ter te visto sem roupa ainda, ele a viu e sabe como você é. Certo? Se ele te quer e diz que sente tesão por você, tem certeza que ele irá se apegar aos detalhes do seu corpo? Ainda que se apegue, será para acentuar o que já existe de latente e que, provavelmente, é positivo porque senão a coisa não estava prosperando e partindo para o entra e sai.

O padrão de beleza existente é o que lasca tudo e causa insatisfações no mulherio. A gente acha que mulher pra ser gostosa tem que ser assim e assado, mas deixa eu te falar uma coisa: mulher gostosa é aquela que se ama e tem atitude. Se uma mulher for loira, alta, bundão, peitão e barriguinha sarada, mas – por alguma razão – não tiver autoestima, ela pode até chamar atenção a primeira vista, mas depois vai ser negligenciada por uma gama de homens que reconhecem a força e a sensualidade da mulher pelo seu modo encarar a vida. Em outras palavras, beleza é relativo e a gente tem que se amar para fazer sucesso e se despir lindamente na frente dele.

Se você não está feliz do jeito que é e acha que precisa perder ou ganhar uns quilinhos, atividade física e reeducação alimentar são fundamentais, mas não deixe se perder em vergonhas e trejeitos porque um streap tease é impagável – para ambos. Acredito que se despir frente ao outro é estabelecer uma relação consigo mesma, é uma prova de amor próprio. Pode ter certeza que, depois disso, você vai se sentir bem em qualquer lugar e o sexo vai fluir ainda melhor.

Eu me dispo na frente dele e em frente ao espelho. Faço streap e me atrevo frente à câmera. Atrevo-me para, assim, mostrar a mim mesma que sou uma delícia. Se você tem receios do corpo, faça o teste dos nudes (com todo cuidado do mundo, please), encare-se frente ao espelho, fotografe-se e olhe cada fotografia todos os dias. Permita-se se ver, rever e triver até se acostumar consigo mesma. Um exercício desse é muito bom e uma hora faz efeito, pode confiar. Agora vou ali me fotografar mais um pouco porque não faltam postagens por aqui. O importante, minhas gatas, é se amar.

Ele passa a mão pela minha boca e mete sua língua e suas vontades em mim. Assim começa toda a trama sexual entre os dois. Estava quente e o sexo não pedia atritos, mas deslizava – é assim que defino a relação sexual nesses dias atuais de calor intenso. Quem nunca suou litros durante uma transa? Quem nunca fez sexo pela manhã ou à tarde com o sol a pino? Quem nunca molhou os cabelos de prazer ou sentiu o gosto salgado do outro enquanto os movimentos se repetiam deliciosamente?

Há quem não goste da prática sexual em momentos tão quentes ou em lugares abafados. Para muitos, suar demais pode gerar um incômodo e tanto porque impossibilita o desejado atrito entre os corpos. Alguns também atribuem ao suor a falta de higiene e não gosta do cheiro que alguns sentem advindos dele. Para V.H., “Me sinto incomodado, você ali no nheco nheco e às vezes as pessoas tem doenças transmitidas pelo suor. Melhor sequinho, mas se suar não posso fazer nada”.

O suor provocado por formas de prazer pode ser uma válvula para ascender a sensualidade que há em ambos. Sem contar que favorece um deslizar e o calor duplicado que emana durante o ato, bem como ressaltou essa lindeza de leitor ao dizer que “o suor dá movimento, instiga os sentidos. Parece-me que chega até a ser um certo termômetro: se a relação tá boa ou ruim”.

Suar, durante a relação, é a prova concreta de que o exercício físico realmente está sendo bom e, portanto, nem sempre depende da temperatura externa. Em outras palavras, este calor pode estar vindo de dentro e do fogo que ambos possuem. Há também quem não goste de suar, mas na hora agá não abre mão de prosseguir na foda por causa disso. Uma diva salienta que odeia suar, mas que com o ex ela adorava. Pode isso, musas e musos? Claro que pode. O suor, neste caso, é muito mais do que apenas uma transpiração resultante de atividades.

Ah, existe também quem veja o outro como sensual apenas pelo suor e sem efetivação do sexo. Como relatou P.S., “teve uma vez que peguei o ônibus com um cara todo suado voltando do futebol, super gostoso, confesso que adorei…kkkkkkkkkkkkkkkkk…me julguem”. E mais, F.D completou dizendo que se “um boy chegar de futebol e transar, nossa, deve ser maravilhoso”. Aiai, e deve ser maravilhoso mesmo. Afinal, o sangue vai estar bem quente e o corpo pegando fogo.

Tanto quanto é importante falar sobre isso e trazer os diversos pontos de vista, vale dizer que o sexo só será realmente bom se o suor não incomodar nenhum dos parceiros. Caso contrário, pode ser que venha uma enxurrada a caminho e que esta não seja lá essa delícia toda. Agora é a sua vez de dizer o que acha, comenta aí e vamos papear.

Quando se pensa em uma dança que explora a sensualidade, vêm à cabeça da maioria das pessoas a dança do ventre. No entanto, ninguém busca conhecer sua origem nem a reconhece enquanto uma manifestação cultural. Neste sentido, a dança do ventre tornou-se uma expressão corpórea e provocativa para o gênero masculino, bem como um símbolo de preconceito por ter se popularizado como aquela que promove e intensifica a sexualidade.

Antes de escrever esse texto, eu comecei a pesquisar sobre a origem da dança do ventre, conversei com a dançarina Mariana Rabêllo e deparei-me com muitas versões – o que não é de estranhar, visto que a dança é uma manifestação antiga e, como tudo no tempo, passa por transformações. A linguagem oral também possibilita alterações no modo de se contar uma história. Para alguns, tal dança surgiu na Índia, outros dizem ter sido no Egito e por aí vai. Já a expressão dança do ventre, dizem ter surgido em 1893 e ser oriunda do francês danse du ventre.

Como conhecemos, a dança do ventre é – majoritariamente – dançada por mulheres com vestimentas que deixam a barriga à mostra. Os movimentos do corpo lembram um serpentear enquanto as mãos e braços acompanham-no de forma delicada e sensual. A sua história deixou de ter um cunho religioso e cultural para tornar-se, em alguns países do ocidente e também do oriente, uma dança a ser apresentada somente entre quatro paredes ou como forma de sedução. Profissionalmente, no Brasil, nem sempre tem reconhecimento, principalmente, em cidades interioranas.

Em uma sociedade patriarcal e – consequentemente – machista, as mulheres casadas ou enamoradas, ainda possuem uma relação estreita com o cônjuge na qual há submissão. Devido a isso, elas não podem dançar em outro lugar a não ser para eles. No caso de mulheres solteiras, há um olhar atravessado pelos sentidos que a constituem por causa da dança. Com todas as palavras, o preconceito rola pesado. Mariana Rabêllo, que é professora de dança do ventre, confirma que

 

Há ainda um preconceito na dança oriental, principalmente para as bailarinas que vivem da própria arte. Além disso, existe o preconceito gerado por parente e familiares de algumas alunas. Há situações onde o marido permite que ela faça, porém, não pode se apresentar em público (portando o traje ou não). Elas podem dançar apenas para ele. Claro que a dança do ventre tem todo um lado sensual, mas ela é a herança e cultura de um povo que, a princípio, usava a dança para cultuar uma deusa, para preparar o corpo da mulher para se tornar mãe. Alguns movimentos como o camelo e as ondulações de braços, por exemplo, são inspirados nos movimentos realizados pela cobra e pelo camelo; o shimmie tem o o poder de curar, com sua movimentação localizada no chakras básico, libera energia, acaba com o stress, faz o ground, solta o corpo, ativa a circulação e renova a energia, além dos inúmeros benefícios que a dança oriental proporciona.

 

Como foi dito, a dança do ventre vai além do fato de ser uma dança sensual. Ela estimula a criatividade, corrige a postura, relaxa o corpo e a mente, proporciona contornos mais definidos aos braços e os ombros, desenvolve a agilidade e a concentração, tonifica e fortalece a musculatura abdominal, desenvolve a agilidade e a concentração, queima calorias, aumenta a circulação e a flexibilidade, combate a depressão, alivia os sintomas da menopausa e melhora a autoestima.

Agora me diz: O corpo é de quem? É nosso. As mulheres podem dançar como quiserem para si mesmas e para expressar a arte, não necessariamente para agradar e chamar a atenção do sexo oposto, mas como forma de perpetuar uma cultura e uma dança que perdura no tempo. Ninguém deveria ter uma má reputação por causa da arte que, em si, vive. Pessoa alguma deveria nos restringir, sem contar que nós temos o livre arbítrio – ou seja, plena liberdade – bem como preferências às manifestações artísticas. Portanto, termino com as palavras de Simone Martinelli (trazidas por Mariana Rabêllo).

 

Em tempos muito antigos, a dança era a representação da natureza. As mulheres observavam e reproduziam os movimentos da natureza em forma de dança para estabelecer uma comunicação com os deuses e deusas para que, assim, alcançassem a cura, milagre ou a benção.

 

Coisa mais linda, não é? Vamos desconstruir nossos conceitos culturalmente construídos e se permitir perceber a dança do ventre em sua essência. Quem for de Vitória da Conquista, na Bahia, e estiver a fim de fazer uma aula experimental e conhecer um pouco desta dança tão polêmica, pode entrar em contato com Mariana Rabêllo aqui pelo Pudor Nenhum. Basta mandar um comentário para mim e ela, certamente, saberá. Antes que pensem que o assunto encerrou por aqui, saibam que falar de Dança do Ventre é trazer muita coisa na bagagem. Então, em breve, tem mais!

 

Linda. Sensual. Provocadora. Em três palavras pontuais, descrevo Giselli Moreira e sua fotografia. Com traços recorrentes, imagens que aguçam a imaginação e outros sentidos, ela consegue apresentar a si mesma de uma forma que transgride os pensares. O feminino é a sua maior representação por meio da profanação do corpo e do revelar-se inteira.

O ensaio ‘O Mover-se’, publicado na edição deste mês da Revista OLD, apresenta uma entrevista maravilhosa sobre o seu descobrir-se no espaço fotográfico, bem como o desenvolvimento e o fluir dos movimentos enquanto lugar de libertação e multiplicidades de si. De forma inspiradora, ela responde em entrevista que

Fotografar o próprio corpo, percorrer o corpo, costumo dizer, é um abismo que me salva, pois preciso me expor, alimentar-me do caos para alcançar alguma liberdade, continuar.

Assim, a OLD questiona sobre o modo como foi desenvolvido O Mover-se. Há uma coreografia não estabelecida e um sentir que transborda frente a lente fotográfica. O corpo ressalta as não regras impostas e o feminino emerge em cada rabisco que os movimentos ressaltam. De acordo com Giselli,

Há um corpo-impulso-múltiplo (fora de) em mim que desconheço, que quase tocar, quase posso ver, que perturba e, a priori, nada diz. Acredito que o ensaio Mover-se surgiu neste ‘quase’, neste silêncio e nos gestos que respiram. É um agenciamento de desejos, urgências e afetos que, inconscientemente, toma assento no ato fotográfico e ressoa depois que o processo acaba.

Para matar a vontade de ver um pouco d’O Mover-se, deixo-lhes uma fotografia deste ensaio. Sintam esse libertar ao qual a fotógrafa se rendeu e acesse a Revista OLD para ver mais.

Fotografia d'O Mover-se, por Giselli Moreira.

Fotografia d’O Mover-se, por Giselli Moreira.

Sem ter nem pra quê,

sou entrega constante e lisongeira.

Apego-me aos detalhes,

rasgo inteira as minhas vontades.

 

Sem eira nem beira,

lasco-lhe um beijo,

ranco um pedaço de toda essa sua coragem

em buscar sentidos nas frestas de adrenalina.

 

Como todo desatino,

concedo gozo,

sou tesão desmedida

em braços, pernas e amassos.

 

Graduada em jornalismo e com um olhar apurado para a sensualidade própria e alheia, Laysa Gouveia mostra – por meio da fotografia – que a gente é bem mais do que imagina. Quem pensa que aquelas gordurinhas a mais não são um sinal de conquista está muito enganada (ou enganado). A beleza está inerente em nós, independente de como nos portamos, e reconhecer isso é o que faz acender uma luz dentro da gente e permitir que os outros percebam isso em nós. Coisa mais linda, né gente? Então vamos conhecer o trabalho dessa linda, que reside em Vitória da Conquista, mas topa fotografar em qualquer lugar que você estiver dentro das possibilidades acertas por ambos – é claro!

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Denominado Foto-Ar, a fan page da fotógrafa é permeada de imagens lindas capturadas pelas suas lentes. Para entender o porquê leva este nome, ela diz que “Muitas pessoas me perguntam porque FOTO-AR, e explico: Além da fotografia, proponho um encontro fluído, com arte e leveza, por isso “ar”. Costumo dizer que para uma boa fotografia os ingredientes essenciais são um olho mágico e um coração sensível, é o que estou buscando…”. E a gente percebe isso, não é? Deixar-se fotografar é algo que exige, de uma certa forma, entrega e é por isso que é preciso uma cumplicidade com quem está do outro lado da câmera. Vamos encher os olhos um pouco mais com ela?

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E outra coisa: quem disse que é só a mulher que tem toda essa sensualidade? E mais: quem disse que a gente é sensual apenas com caras e bocas? Bem, a beleza está no cotidiano e, pensando nisso, de Gouveia fotografou o queridíssimo Diego. Fala sério: ficou lindo demais da conta.

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Ficou babando? Então chega aqui e clica com carinho na fan page da linda. Afinal, eu falei dele lá em cima, mas não coloquei o link de acesso, não foi? Mera maldade minha…hahaha. Oí, clica no Foto-Ar e encante-se ainda mais.