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Minha série paixão era O Negócio, mas Sex Education também ganhou meu coração. São 8 episódios envolventes que abordam diversas questões em torno da sexualidade por meio de 3 protagonistas em plena adolescência. Cada um deles com problemas diferentes, mas que juntos compreendem uns aos outros.

Nesta série, temos o protagonista Otis – filho de uma terapeuta sexual, mas com bloqueios sexuais devido a algumas cenas que presenciou quando era criança. Junto com ele, temos Maeve – uma colega rebelde que o convidou para colocar uma clínica e ajudar os colegas com problemas sexuais. E, como melhor amigo de Otis, temos Eric que é um homossexual maravilhoso.

Em Sex Education, foram abordados o machismo, a importância do relacionamento, a homossexualidade masculina e feminina, a necessidade que o adolescente tem de iniciar uma vida sexual, a masturbação feminina, a importância de ser rejeitado pelo outro e seguir a vida, o aborto, a virgindade e outros tantos assuntos que nos inquietam, principalmente na fase de descobertas.

Além disso, temos uma mostra do quanto um adolescente de 16 anos consegue ajudar tantos outros por meio do conhecimento teórico e da empatia. Uma deliciosa cena também veio para nos provar o que significa a palavra sororidade. É a minha vagina” foi a frase repetida por todas as mulheres no auditório da escola para evitar a culpabilização de uma das meninas presente.

Abordar sexualidade é sempre um desafio e trazer tantos assuntos considerados tabu para uma série voltada para o público jovem foi algo bem ousado e merecedor de aplausos. Inclusive, dei uma pausa e fiquei em pé para aplaudir. Se você ainda não assistiu, vale super a pena. Espero que você, assim como eu, também se apaixone.

Sabe aqueles filmes com uma pegada mais adolescente, mas que nos faz refletir? Dumplin é um deles. Durante quase duas horas de filme, eu me peguei sendo parte da narrativa e me sentindo representada pela protagonista Willowdean. É, inclusive, por permitir essa representação, que este filme tem sido tão referenciado.

Em Dumplin, a personagem principal é uma garota gorda e filha de uma ex-miss. Para se aceitar, ela ouvia sempre os conselhos da sua tia Lucy – que, assim como ela, também era gorda, mas mostrava que isso era o menos importante e, portanto, se amava.

Porém, sua tia faleceu e, ao se encontrar sozinha, sua relação com o corpo tornou-se mais complicada. Chamada de Fofinha pela mãe e não se sentindo inserida no meio social em que ela vivia, Willowdean possuía vários conflitos. Um deles era a negação de si por ter sido cortejada por um rapaz que fazia sucesso entre as meninas consideradas padrão.

Ao mexer nas coisas da sua querida e falecida tia, Willowdean descobriu que, apesar da sua tia se mostrar tão confiante com seu corpo, ela já desejou participar de um concurso de beleza famoso em sua cidade. Com isso, a protagonista resolveu se inscrever neste concurso como uma forma de protesto. Em torno desses desafios, girou toda a narrativa.

No final, o filme não tem nada de surpreendente e isso o torna mais interessante. Quer saber? Vale a pena assistir e se emocionar. Depois vem contar pra nação despudorada o que você achou, ta?