HomeArtigo criado porLu Rosário (Page 23)

Sei que não falei sobre o câncer de mama no mês da conscientização, mas lembremos que este assunto é atemporal. Por não ter autoridade nem nunca ter sido acometida por essa doença, resolvi fazer uma pesquisa para escrever sobre o assunto.

As mamas, como todos sabem, são glândulas cuja principal função é a produção de leite. O câncer ocorre quando suas células começam a se reproduzir muito rápido e desordenadamente. Segundo o site ABC da Saúde, a maioria dos casos acontece no acometimento das células dos ductos (que conduz o leite produzido para fora pelos mamilos) das mamas e denomina-se Carcinoma Ductal, podendo invadir ou não os tecidos que os envolvem.

 

cancer-mama

 

Há também o Carcinoma Lobular, que começa nos lóbulos (porções menores que compõem os seios) da mama e são considerados menos comuns, frequentemente acometem as duas mamas. Um câncer mais raro é o Carcinoma Inflamatório, que compromete toda a mama e a deixa vermelha, inchada e quente.

Para tanto, existem os fatores de risco. Alguns destes são modificáveis e, tomando os devidos cuidados, pode-se evitar as chances de desenvolver a doença. Terapia de reposição hormonal e anticoncepcional oral, quando tomados durante muito tempo, aumentam as possibilidades de vir a ter a doença devido ao aumento dos hormônios femininos estrogênio e progesterona. A exposição à irradiação, não ter filhos ou engravidar após os 35 anos e menstruar cedo ou parar de menstruar tarde também são considerados fatores de risco para um provável câncer nas mamas.

 

fatores-de-risco-do-cancer-de-mama1

Há algumas medicações, no entanto, que retardam a ação de tais hormônios, bem como a retirada do ovário (menopausa cirúrgica) – ambos os casos necessitam de intervenção médica. Além disso, a amamentação prolongada é mais uma das razões para redução dos riscos deste câncer, que acontece com mais frequência em mulheres acima de 35 anos porque quanto maior a idade maiores os riscos. O mesmo acontece com aqueles que têm um histórico de pessoas que tiveram câncer na família.

Então, mulheres, mais do que falar deste câncer, quero que entendam o quanto é importante cuidar da saúde e, para isso, deve-se evitar o uso excessivo de álcool; controlar o peso, evitando a obesidade; e alimentar-se de forma saudável, sempre. Exercícios físicos também são essenciais.

O Câncer de Mama normalmente não dói e é facilmente detectado através do autoexame, ou seja, através de um nódulo encontrado após a mulher se apalpar. Além disso, ela pode notar uma assimetria em suas mamas, retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelos mamilos, podendo ainda, em casos mais graves, perceber feridas com odores desagradáveis.

Ao encontrar algum desses sintomas, é fundamental procurar o médico rapidamente para que ele faça os exames que auxiliarão na detecção da doença. O tratamento é definido a depender do caso, podendo retirar apenas o nódulo ou tendo que retirar a(s) mama(s). Após a cirurgia, define-se o tratamento auxiliar adequado, podendo ser encaminhada para a radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia.

como-fazer-o-auto-exame-da-mama

 

A detecção precoce é fundamental, então procure um médico ou faça o autoexame mensalmente. Com a internet, todos nós temos acesso a quaisquer tipos de informações. Então, vamos nos ater a elas e pesquisar bastante. Existem milhares de Campanhas contra o câncer de mama e a favor do autoexame, além de diversas empresas que apoiam este bem. A saúde deve ser sempre a nossa principal prioridade.

Espero ter contribuído, de alguma forma, ou ao menos despertado em vocês o interesse pelo cuidado e prevenção. E se souberem de mais alguma coisa que não foi dita aqui, me escrevam, tanto em comentário quanto em e-mail, sou ouvidos e olhos.

No dia 01 de Novembro, aconteceu a Primeira Edição do Prêmio Melhores do Mercado Erótico e Sensual Brasileiro. A premiação aconteceu no Salão Xingu, localizado no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo. Apresentado pelos atores e recém ingressos no mercado erótico, Nizo Neto e Tatiana Presser, o evento contou com grandes nomes do mercado e aconteceu após um almoço com todos eles. Os finalistas receberam seu certificado Top 3 pelas mãos de Paula Aguiar, presidente da Abeme, e o clima de emoção tomou conta, significativamente, do lugar.

Os atores, logo em seguida, começaram a chamar todos aqueles que alcançaram o primeiro lugar e que, assim, tomaram a alcunha de melhores na categoria que lhes foram indicadas. Para que todos conheçam os melhores do mercado erótico de 2016, segue a lista dos premiados.

 

MELHOR PROFISSIONAL DE ARTES SENSUAIS

14910540_1773493592678992_6901209306629129449_n

MELHOR SEX SHOP

exclusiva2

MELHOR SEX SHOP VIRTUAL

logo-loja-do-prazer

MELHOR BOUTIQUE SENSUAL

home01

MELHOR TOY PARA MULHERES

09-wevibe-4-w710-h473-2x

MELHOR TOY PARA HOMENS

c700x420

MELHOR LINHA DE ACESSÓRIOS ERÓTICOS/MELHOR FÁBRICA DO MERCADO ERÓTICO/ MELHOR EMPRESÁRIO DO MERCADO ERÓTICO/PRÊMIO BEM-ESTAR SEXUAL

hotflowers_logo

MELHOR LINHA DE COSMÉTICOS ERÓTICOS/ LANÇAMENTO DO ANO/ EMBALAGEM/ MARCA/ COSMÉTICO/ EQUIPE DE VENDA

in

MELHOR LINHA DE LINGERIE

sen

MELHOR YOUTUBER DO MERCADO ERÓTICO

13895054_1104152669650563_7910237159564743519_n

MELHOR CAMPANHA DE MARKETING B2C

14955992_1122392494534767_5391725232764427151_n

MELHOR CAMPANHA DE MARKETING B2B

14925355_1461306703896832_3919273242292439987_n

MELHOR DISTRIBUIDORA

1073930_573267316045346_252998771_o

MELHOR ATENDIMENTO AO CLIENTE

12241210_641961162572914_7193138582491876417_n

MELHOR INOVAÇÃO

capa_2

MELHOR PALESTRANTE

14907681_10202371755410758_3666073568424448687_n

MELHOR CONCEITO DE PRODUTO

12801292_1693966590879146_2856033431962071434_n

MELHOR PROFISSIONAL DO ANO

14937217_10207492788618678_8884711133921567296_n

MELHOR BLOG DO MERCADO ERÓTICO

lolo

Assim como os prêmios acima, Evaldo Shiroma também foi premiado pelas realizações do mercado erótico devido ao Erótika Fair e ao Erotika Land – que pretende resultar em um parque erótico permanente. Não coloquei entre as premiações por falta de uma imagem adequada.

A premiação final passou por um júri técnico formado por Ana Carolina Soares, jornalista responsável pelo blog O sexo e a Cidade da Veja São Paulo; Larissa Coldibell, jornalista com quase 10 anos de experiência e atuação em veículos da grande mídia; Leonel Borges, especialista em tecnologia da informação que desenvolveu a ferramenta Sexshop Market Brasil; Nadir Francisco Amaral, Conselheiro Nacional de Saúde, Conselheiro Estadual e Municipal de saúde pela cidade de S. Paulo; e Paula Aguiar, publicitária que preside a Abeme, o Ceaids-SP, Conselho Empresarial de Prevenção as DSTs / HIv / Aids do Estado de São Paulo. Membro do Comitê Brasileiro Odonto-Médico-Hospitalar ISO/ABNT de Produtos Assistivos e do Comitê de Contraceptivos Mecânicos, além de criadora do Premio Melhores do Mercado Erótico e Sensual.

Não foi fácil reunir todas as logos e imagens de cada premiado, mas eu preferi organizar a publicação dessa forma para, assim, as pessoas visualizarem todos aqueles que estão a frente e fazendo a diferença no mercado erótico e sensual.

Eu me sinto muito orgulhosa de fazer parte de tudo isso. Que o Pudor Nenhum tenha vida longa e que este reconhecimento se mantenha. Juntos, amores, nós só temos a crescer, principalmente agora que somos OS  MELHORES.

Adoro a palavra foda. Quando a pronuncio, salivo. Ela pode ser verbo, substantivo e adjetivo e, assim, foder carrega toda uma carga semântica e diz exatamente que a ação é bem mais gostosa do que o simples enroscar de corpos. Foder é transar com gosto, com gana e com todas as armas que os dois, três ou quantos forem possuem. A foda seria a transa, a delícia em si e, portanto, uma palavra substantivada como os porquês que nos aparecem por aí. Agora, a depender do modo como eu digo esta palavra e o gerúndio do seu verbo, lascou-se. Toda coisa boa tem um contraponto e se eu disser que me fodi, provavelmente há uma carga negativa aí. Até parece que estou enrolando e estou mesmo. O assunto desta postagem vai além de se discutir o uso semântico dos termos foda, foder e fodendo.

Foder é bom, é óbvio. No entanto, não é algo que pode ser feito de qualquer jeito. Quer dizer, é algo que pode ser feito em qualquer lugar, mas que merece ter os devidos cuidados e a camisinha está nesse cenário justamente pra isso. Assim como eu, todos sabem que o uso do preservativo é a arma mais eficiente para a prevenção de doenças e para evitar uma gravidez indesejada, porém, nem sempre agimos desse modo e deixamos o tesão falar mais alto. Lembre-se que melhor que um foda daqueles, bem fodástico, é você poder repetir a dose sem peso na consciência.

Nós estamos muito acostumados a pensar que fulano e sicrano não tem doença alguma porque isso e aquilo, mas não há desculpas para que alguém possa ou não ter alguma doença que se transmita sexualmente. A maioria dos casos que eu conheço são de mulheres que adquiriram tais doenças dos seus maridos em casamentos longos. Pensa aí? O casamento é uma relação que se baseia em confiança, principalmente no aspecto sexual. Quando uma das partes se permite a relações extraconjugais sem que o parceiro saiba, a transmissão de doenças se torna totalmente possível. E convenhamos: uma boa parte dos relacionamentos passam por isso e essa situação é foda – no mal sentido, é claro!

Se em um casamento, você já sofre riscos; imagina em relações casuais, hein? A gente tem costume de ir ao médico só quando realmente sente que está precisando, temos também o costume de nos prevenir apenas quando há uma polêmica a respeito de determinada enfermidade. Entretanto, as coisas não deveriam seguir esse caminho. Prevenção é algo extremamente necessário. E outra: a prática do aborto é criminalizada, ou seja, se você escolher não ter o bebê, terá que recorrer a clandestinidade e colocar a sua vida em risco.

Então, lindos despudorados, quando for foder, lembra das palavras dessa moça aqui e foda com gosto, mas com camisinha também. Quando eu estiver na mesma situação, lembrarei da minha promessa. Estou correndo de riscos, de medos e de angústias, quero foder, foder e foder, mas permanecer linda e gostosa – esbanjando saúde. E você, quer entrar nessa e fazer a promessa também? Oh, eu topo ter aliados.

O Facilit, da Soft Love, é daqueles produtos de nome fácil que, quando você pensa em dar aquelas duas letrinhas famosas, logo lembra que ele está pronto para facilitar e tornar o momento ainda mais prazeroso.

O sexo anal é uma prática sexual que ainda está envolto de muitos tabus. Para os protestantes, por exemplo, praticá-lo é uma transgressão porque esta região deve ser utilizada apenas por sua função excretora, já que o sexo é uma criação divina com vistas à reprodução e sua forma anal não lhe possibilita isso. Entretanto, quem não se importa com isso e gosta do babado, garante que não tem nada mais gostoso e que orgasmos não faltam. Porém, a maioria das mulheres tem receio, mas querem experimentar ou ceder as vontades do parceiro, pois – conforme dizem por aí – todo homem é tarado numa bunda e a penetração anal satisfaz, em partes, essa vontade.

Fazer sexo por via anal é bem diferente do que por vaginal. A região do esfíncter anal não possui a mesma lubrificação natural e, por isso, dói bastante no início. Inclusive, pode vir a sangrar. Além do mais, o psicológico pesa bastante porque dá aquele medo de sair algo indesejado no momento da penetração. Pensando em tudo isso, os produtos eróticos surgem para protagonizar a cena onde você está com receio de atuar.

O Facilit, da Soft Love, tal como citei quando iniciei o texto, é um lubrificante dessensibilizante que possui quatro funções em um único produto. Só ao apresentá-lo, neste enunciado, já falei duas delas: lubrifica e dessensibiliza (funciona como um anestético). Além disso, ele é vasodilatador e cicatrizante. Vou explicar: a função vasodilatador refere-se à dilatação dos vasos sanguíneos em consequência do relaxamento do músculo das paredes desses vasos, ou seja, a penetração vai ficar mais fácil porque ele vai relaxar e enlarguecer um pouquinho. Quanto ao cicatrizante, não se assuste. Ele serve para que as pequenas fissuras não interrompam a relação, caso haja. Lembre-se que essa região é muito sensível e um bom produto preocupa-se com todos os detalhes.

Está parecendo que a Soft Love está me patrocinando para anunciar este produto, mas não está não. Eu quem usei e aproveitei para compartilhar a eficiência dele com vocês. O próprio boy que experimentou comigo falou que “Só o fato de usá-lo, já deixou um clima gostoso. Houve a sensação de que o produto ia facilitar o momento, causar prazer e não dor”. Assim, a gente se deu e se permitiu na confiança de um produto que prometia realmente facilitar. Quer saber? Vou repetir a dose sempre e, assim que der, começarei a experimentar outros produtos deste, mas de outras marcas, para, depois, contar a vocês.

Quando alguém te mandar tomar naquele lugar, fica chateada não, porque pode ser uma delícia tomar gostosinho lá!

 

 

Cláudia Santana Andrade, 36 anos, transexual, talentosa, inteligente, linda. Viajou pela Europa com a bola na mão. Se ela já sofreu algum preconceito fora do Brasil, foi por ser baixinha. Brasileira da cabeça aos pés. Coração litorâneo e leve, poesia em ser, sobretudo, mulher. Após 15 anos longe do dendê e de Iemanjá, eis que retorna para o Brasil.

Sim, o nosso bate papo será com ela. Vamos entender um pouco sobre como funciona o Brasil em detrimento de outros países quando o assunto é orientação sexual. Mais do que isso, a gente vai saber um pouco como esse tema está presente dentro do esporte e – particularmente – o vôlei.

 

Eu: Boa noite, Claudia. Para começar, eu gostaria de dizer que li tudo sobre você, aqui, pela internet. Li também que a sua estrada pelo vôlei é longa. Então, conte-nos um pouco o início da sua história neste esporte.

Ela: O meu interesse vem desde pequena. Sempre fui apaixonada por ballet clássico, ginástica artística e rítmica, mas, principalmente, por vôlei. Na adolescência, treinava muito vôlei, pois é um vicio ou uma droga no meu sangue desde pequena que não sei viver sem. Porém, em alguns campeonatos, ficava de fora por não aceitar jogar no masculino. Não é justo uma adolescente do sexo feminino jogando no masculino, então preferia ir pra casa chorar escondido e aceitar a decisão dos responsáveis pelo evento. Quando eles entendiam que eu, por ser mulher, tinha que jogar no feminino, aí sim eu estava encaixada e jogava feliz, sempre dando o melhor que podia.

Eu: Como surgiu esta oportunidade de sair do Brasil e como foi começar a jogar fora daqui e em times femininos?

Ela: Sai daqui, em 2001, e fui morar com uma tia na Itália. De lá, fui para a Alemanha em 2006, onde passei dois anos. Quando voltei pra Itália, no final de 2007, que comecei a jogar. Minha entrada, mesmo, no time feminino aconteceu neste ano após me mudar da Alemanha para Bologna, cidade da Itália. No período de férias, conheci umas jogadoras na praia e elas me perguntaram se eu queria jogar. Logicamente já estava toda me tremendo pra picar minha mão naquela bola, então aceitei. Logo, começaram a me chamar de “brasileira baixinha, porém ousada”, pois todas eram muito altas e jogavam bem. Passamos um mês jogando e, assim, saiu o convite de que o técnico queria me ver. Comecei a treinar, pediram meus documentos e jogamos por um bom tempo. Em 2010, comecei a jogar em um time pequeno na cidade de Roma. Inclusive, já estamos quase em 2017 e até hoje estou esperando alguém me perguntar sobre meu nascimento biológico no sexo masculino. A única coisa que sei é que eles alegam que o governo italiano  reconhece as transexuais como mulheres, então quem são eles para desrespeitarem as leis e não reconhecerem também.

Eu: Como sua família se colocou desde o princípio em relação à sua orientação sexual e ao esporte?

Ela: Minha família reagiu muito bem. Acostumaram-se muito cedo. Há muitos anos que, na minha casa, não falamos sobre este assunto, pois o passado morreu. Em relação ao vôlei, todos entendem esta minha doença, me aceitam assim – colocando sempre o vôlei em primeiro lugar – e torcem por mim!

Eu: Como você foi recepcionada fora do Brasil e qual a sua experiência em Roma ou em outros lugares na Europa por onde tenha passado?

Ela: Morei na Itália, Alemanha, França, Bélgica, Suiça, Espanha e todos países nos recepcionam de maneira excepcional – com segurança, educação, saúde e lazer. Mas amar mesmo, amo minha Roma, cidade em que passei maior tempo de minha vida enquanto estive no exterior. Eu poderia contar algo triste pra vocês de minha vida no exterior, mas não posso mentir: nunca sofri violência física,verbal, transfobia ou qualquer tipo de violência. É uma cidade perfeita? Não, pois existe inverno e eu odeio o inverno!!!

Eu: E sua volta às terras brasileiras?

Ela: Minha volta ao Brasil sempre foi de muita expectativa boa. Adoro o Brasil. Sonho em morar na Bahia e não  ter que sentir frio, mas aqui é um mundo totalmente diferente. Você não pode ficar doente se não tiver dinheiro para ir ao médico particular, poucas escolas têm educação correta e segurança. O que é segurança? Estou aqui há 1 ano e desconheço esta palavra. Todos os dias me pergunto: Ainda estou aqui? Como consigo estar aqui há tanto tempo? Talvez o calor da maravilhosa Ilhéus, os amigos e minha família que amo incondicionalmente!!!

Eu: como você imaginou que seria no Brasil e como realmente foi?

Ela: Assim que cheguei ao Brasil, procurei o time da minha cidade para jogar e tudo estava indo muito bem até receber um convite para jogar em outro time no Grand Prix. Aceitando este convite, minhas ex amigas de time não aceitaram minha saída. A partir daí, descobri que outras brasileiras reclamam, sofrem, vão embora do país e não voltam mais por causa do “racismo, a injúrias raciais e difamação”. Assistindo aos programas brasileiros, sempre vi estes acontecimentos tristes com pessoas negras, gays, trans etc, mas nunca pude imaginar que eu iria presenciar tais crimes e, o pior, ser a vítima. Fui difamada e humilhada publicamente em um ginásio de esportes. Consegui ser forte, manter a calma e a postura. Fui à delegacia e apresentei os documentos legais e exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional, que são o exame de testosterona abaixo de 10mol/L e identidade de gênero declarada. Foi aberto um inquérito para que as leis sejam aplicadas e os culpados sejam responsabilizados por seus atos. A primeira coisa que pensei foi voltar pra casa em Roma. Chorando e muito abalada, decidi que aqui também é minha casa. Então resolvi fazer sessões de psicoterapia para tentar esquecer e curar o trauma sofrido. Outras pessoas não podem passar pelo que eu passei, não é justo com nenhum ser humano.

Eu: De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), atletas transexuais podem disputar as competições conforme o gênero que se identificam, mas os exames devem ser regulares. Não é isso? Com qual frequência você faz os exames e como ele é feito?

Ela: Os exames de testosterona e hormônio masculino são feitos em um laboratório em Belo Horizonte (MG) uma vez ao mês e em jejum. O sangue é colhido e enviado ao laboratório. Meu exame é sempre muito mais baixo do que o exigido, pois tomo medicação desde os 13 anos de idade continuamente até os dias de hoje.

Eu: Atualmente, você está jogando em um time aqui no Brasil, não é? Fale mais sobre isso.

Ela: Enquanto estou passando uma temporada no Brasil, jogo em um time de Itabuna, na Bahia, mas sem vínculo e contrato porque times de outras cidades sempre me convidam pra jogar e não sei recusar. Quanto mais vôlei pra mim, melhor.

Eu: Ao comparar o Brasil com as regiões da Europa por onde passou, como o faria?

Ela: O Brasil precisa começar, desde muito cedo, nas escolas, a ensinar o respeito às diferenças e orientações sexuais. Assim, essas próprias crianças levarão para dentro de casa este aprendizado e começarão também a conscientizar a família.

Eu: Qual a sua mensagem para todos aqueles que passam por dificuldades parecidas contigo devido ao fato de também serem trans?

Ela: Ser trans não é uma escolha, mas uma luta contínua que você nunca vai parar e dizer: eu venci. Tudo é proibido, tudo é errado. Mas se continuarmos juntos nesta luta, conseguiremos diminuir o sofrimento de outras vidas aqui no Brasil. Perseverança sempre, nunca desistir de seus sonhos sejam ele quais forem. Sofreu qualquer tipo de violência física ou verbal? Trans, negro, religioso ou gay? Abra sua boca, procure uma delegacia e lute por justiça. Sempre terá pessoas para te apoiar. Você não está sozinho, então lute por seus sonhos e não deixe que seres desprezíveis o destrua!

Eu: E qual a sua mensagem para todos nós?

Ela: Você não precisa ser LGBT para apoiar esta causa. Imagina você ver um filho seu sendo agredido injustamente. Imagina você ver sua Irmã menor não podendo participar de determinados jogos na escola porque o seu sexo biológico é masculino. Imagina você beijar outro do mesmo sexo na rua e ser agredido injustamente. Pensem, reflitam, lutem e, assim, teremos um mundo melhor para todos!

 

Com essas últimas palavras, paparicamos mais e terminamos um papo delicioso. Claúdia prometeu voltar qualquer dia com novidades e me permitir escrever um novo texto sobre suas aventuras pelo Brasil. Eu agradeço muito por ter cedido seu tempo, pelo carinho e pela garra. Precisamos sempre de exemplos como você!

Ela chega como quem não quer nada, dá uma de santinha e faz um estardalhaço quando o assunto é paquerar, pegar, amassar ou levar pra cama, pra parede e seja lá qual for o melhor lugar. A mulher fácil é considerada aquela que não espera a atitude do homem, mas tem sua forma de chegar e mostrar que não se importa com as ordens da casa. A depender da abordagem dela, isso pode dar pano pra manga na língua dos rapazes. Ainda a depender dessa abordagem, esse tanto falar pode vir a ser positivo ou negativo.

Se está fácil e é gatinha, por que não pegar? Esse questionamento óbvio tem uma resposta clara e simples. E nessa de passar de mãos em mãos, os homens se reúnem para comentar sobre o assunto. No entanto, tais comentários colocam-na como um objeto e não poderia ser diferente, visto que esta também apresenta-se desse modo ao se colocar disponível nas prateleiras do prazer. E, assim, é um tal de “já comi”, “peguei, mas logo como”, “hoje é seu dia, cara”, “dessa vez, ela pegou um outro” e por aí vai.

Considerada piriguete ou rainha em causar maus olhares e atrair inimigas, as mulheres encaradas como fáceis atraem a atenção alheia e intimidam aquelas que possuem companhia ou que já estavam, anteriormente, de olho em alguém. Afinal, a danada é bonita e ainda tá dando mole, então é difícil não se sentir balançada e ter um receio, né? Entretanto, a dita facilidade não gera envolvimentos porque busca apenas uma satisfação carnal e isso, a longo prazo, pode gerar consequências negativas (ou não) para a mulher.

Se ela quiser um parceiro fixo futuramente, provavelmente terá que sair do meio que frequenta ou ter a sorte de conhecer alguém que não se importe com tudo o que dirão por aí. Além do mais, a fase de se colocar tão dada pode ser apenas um momento curto e particular. Em outras palavras, não dá para julgarmos tanto. E um outro dito essencial é que não vale a pena ter receio por mulheres assim, nossa atração tem prazo de validade maior e, no final, vale bem mais a pena. Quem conhece ambos os “produtos”, sabe do que estou falando.

Tornar-se fácil é uma questão de escolha e de, possivelmente, viver a vida com tudo e todos que ela pode oferecer. Para muitas, fazer joguinhos é perder tempo à toa. Para outras, colecionar homens é não usufruir de tudo o que ele pode oferecer e ainda cair negativamente na boca do povo. Como você se encaixa? O que você acha de tudo isso? Seja homem ou mulher, diz aí o que pensa. Vou amar uma discussão a mais.

Para compreender o que significa o Erótika for Business, não é preciso um esforço de tradução. Considerado um evento de negócios voltado para o mercado erótico, este atrai empreendedores de todo o Brasil que precisam alavancar os seus negócios e dar um up nos atuais e prósperos investimentos.

O evento vai acontecer nos dias 31 de outubro e 01 de novembro em São Paulo e contará com uma equipe de profissionais que pretendem compartilhar suas experiências por meio de palestras relacionadas à sexualidade e aos negócios. Na ocasião, Fátima Moura, personal coach e criadora do chá de lingerie, estará junto com Thaís Plaza, que é consultora em saúde e educação sexual, estreando a primeira escola de artes sensuais. Por meio dela, será feita a fusão entre sexualidade e artes sensuais.

Além do mais, o Erótika for Business vai premiar os melhores do mercado erótico em suas mais diversas categorias e, foi por isso, que eu estava que nem político – pedindo indicação por aqui para ser eleita como o melhor blog erótico. O resultado e premiação, portanto, acontecerá durante o evento. Será emocionante!

Mais do que tudo o que já disse, também será possível, às consultoras e aos lojistas, conhecer os produtos diretamente de seus fabricantes e importadores para, assim, se inspirarem ao encontrar motivação e grandes oportunidades em cada espaço visitado durante o evento. Conforme encontra-se no site do evento, o empresário Evaldo Shiroma salienta que “A função de um evento de negócios é contribuir para que o mercado encontre soluções para o seu crescimento. Proporcionar condições para que todas as engrenagens da cadeia produtiva caminhem para o mesmo objetivo. A solução não é vender mais, a solução é fazer com que todos vendam mais”.

Assim, evidencia-se o caráter empreendedor do Erótika For Business, bem como sua importância no atual cenário comercial – visto que o mercado, assim como qualquer outro, precisa se unir para que juntos cresçam.

Confesso: nunca fui em um evento como este. Nunca me encontrei com pessoas que gostassem de falar de sexo porque este é um negócio, inclusive sério e lucrativo. Mas dessa vez, com incentivo, ousadia e muita força na peruca, eu resolvi me arriscar e participar. O credenciamento já foi realizado, as passagens compradas, o hotel reservado, mas o dinheiro está pouco para ficar por lá. Então, resolvi fazer uma rifa com um kit de produtos sensuais.

O kit é composto por: 1 vibrador clitoriano, 1 anel peniano, 1 gel dessensibilizante anal, 1 gel comestível, 1 calcinha + persex, 1 dado de strip tease e 1 bolinha. Todos esses produtos custam, em média, 100$ – MAS, para assinar a rifa, você paga apenas 10$. Em outras palavras, vale muito a pena.

Para assinar, manda uma mensagem para mim pelo Instagram @pudornenhum ou pelo e-mail contato@pudornenhum.com.br. Nossa, vai me fazer um bem tão grande que você não faz ideia. Minha ida é para aprender e trazer tudinho para vocês. Agora vou voltar a olhar a programação belíssima do evento e me desesperar u pouco porque são muitas possibilidades bacanas de palestras e algumas acontecem ao mesmo tempo.

O Pudor Nenhum vai tentar fazer a cobertura, do seu jeito, lá no Erótika for Business. Quem tiver Instagram e Facecook, fique sempre de olho porque não vai faltam novidades!