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Aquela noite

Era uma sexta-feira normal ou parecia ser tão normal como todas as outras. Estava no bar com minhas amigas e elas queriam terminar a noite bem. Eu estava ali por estar, pensando em mil coisas que deixei para segunda-feira no trabalho.

O bar estava cheio como sempre, aquele era um bar meio de família, meio de universitários, meio de gente velha, aliás, era um bar de todo mundo. Estávamos em uma mesa com 5 mulheres (3 morenas, uma loira e eu ruiva, ruiva de verdade) e dois homens (meu chefe e um outro administrador que trabalhava comigo). Minhas amigas morriam pelo meu chefe, eu talvez morresse pelo administrador se não tivesse tido uma noite tão ruim um dia que bebemos muito e acabei dormindo com ele. O beijo era bom, quando começava uma coisa mais quente já caia o rendimento até que na cama durasse 5 minutos. Mas não podia negar que ele chamava atenção com seu 1,90m de olhos azuis.

Eu estava bebendo uma cerveja quando notei que, na mesa da frente, tinha um cara. Mas pensa em um cara lindo, era ele. Cabelo castanho bem cortado, olhos verdes, um lábio bem desenhado, e ele parecia mais lindo ainda me olhando. Ele estava sozinho e eu levantei pra ir até a mesa dele. Quando uma mulher sentou em sua mesa, ele sorriu pra ela, ambos estavam sem aliança, podia ser irmã. Ou não.

Marcos (o administrador) não parava de mexer no meu cabelo e eu aproveitei isso para ver qual a do gato da frente. Abri meu sorriso mais conquistador e passei a língua no gargalo da cerveja olhando pro cara da frente. Notei que ele segurava a mão da mulher e ela gargalhava alto para mostrar que estava super curtindo ele. E mesmo assim, ele não parava de me olhar, mas passar a mão no cabelo e me dar uma piscada foi tudo que eu precisava para investir.

Levantei, me soltei do Marcos e passei bem perto da mesa do cara, batendo de leve e derramando o copo com bebida nele. Ele fingiu que ficou bravo ou ele ficou mesmo, pedi desculpa puxando um guardanapo e passando na coxa dele para secar (ou para aproveitar aquela coxa). A mulher se levantou chamando o garçom e ele falou que estava tudo bem. Pedi desculpas mais uma vez, fui em direção ao banheiro e ele veio atrás.

Ele não perdeu tempo e me empurrou para dentro de um depósito que tinha no canto do bar, me pressionou na parede e sorriu puxando meu cabelo.
– Ousada você.
– Tive abertura pra isso – eu falei sussurrando no ouvido dele.
– Gosto de atitude – ele segurava firme meu cabelo, me fazendo olhar bem no fundo dos olhos dele.
– É namorada?
– Noiva
– Então vamos fazer a despedida.

Mordi meu lábio e ele começou a me beijar. Ele ainda tinha a mão no meu cabelo e segurava mais firme, me puxava pela nuca para perto dele. Eu já sentia a rigidez dele e puxei o cinto abrindo rápido, tinha que ser rápido se não a noiva notaria a falta dele. Em menos de dois minutos, ele já estava com a calça baixa, sem cueca e eu sem calcinha com meu vestido levantado. Minha perna estava na cintura dele e, de forma muito eficiente, ele conseguiu encaixar enfiando tudo de uma vez, eu gritei e ele tampou minha boca com a mão, me deixando mais excitada. Eu gostava de obedecer.

Ele fazia movimentos rápidos e apertava minha bunda, me puxando para mais perto. Cada vez, enfiava mais fundo. Mordi a orelha dele e soltei um gemido abafado, foi quando ele me disse que ia gozar.
– goza na minha boca.

Não precisei repetir, ele me puxou pelo cabelo, eu me ajoelhei e engoli o pau dele inteiro. Ele dava tapas no meu rosto e eu engolia cada vez mais aquele pau, passando a língua e babando ele todo. Eu via a cara de que não aguentava mais, foi quando eu senti, ele gemeu e eu engoli toda a porra dele. Ele ainda não estava satisfeito, me puxou, me beijou e me pediu pra virar de costas.
– Agora é tua vez de gozar, quero sentir na minha mão.

Ele enfiou o pau de novo em mim e começou a me masturbar, aquela altura eu já não duraria muito. Quando ele bateu na minha bunda e me chamou de gostosa, eu tive o orgasmo. Senti minha perna bamba e o senti sorrindo por trás de mim. Ele me beijou de novo, vestimos nossas roupas e saímos do depósito como se nada tivesse acontecido. Ele molhado (da bebida que derramei) e eu leve de prazer.

Durante toda a noite, ele ainda continuou me olhando. Eu nunca soube seu nome nem se ele chegou a casar, mas soube que ele era muito melhor no sexo do que o Marcos que não parou de investir em mim a noite toda. E ainda, quando voltei pra mesa, a Melany (minha melhor amiga) estava pegando meu chefe.

Aquela noite.

 

Uma despudorada catarinense.

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Baiana. Graduada em Letras Vernáculas e em Jornalismo. Realizou pesquisa em Análise do Discurso, estudando a produção do discurso pornográfico. Descobriu-se apaixonada por assuntos relacionados ao sexo e a sexualidade. Adora brincar com as palavras e fotografias.

falecom.lurosario@gmail.com

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