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– Eu quero ver quando você casar, como vai ser. O marido vai te encher de porrada porque não sabe fazer nada dentro de casa!

Foi isto o que ouvi, há alguns anos, quando acordei e fui ler em vez de ter levantado para tomar café, arrumar a cozinha ou varrer a casa. Ouvi outras coisas também, mas esta foi a que mais me magoou. E dentre todas as coisas, ela dispensou essas palavras e acreditou que meu silêncio estava em quaisquer outras razões. Junto com essas palavras e pela entonação de voz, eu ouvi um E vai ser bem feito!

Fico pensando no quanto nossa sociedade é conservadora e no quanto isso ainda pode ser proferido com valor de verdade, apesar de muitas reviravoltas já terem sido feitas. Quer dizer que a mulher precisa se submeter ao homem? Infelizmente, muitas se submetem. Muitas trabalham fora, mas antes de sair pro trabalho se sentem na obrigação de deixar a casa arrumada, os pratos lavados e a comida pronta.

Muitas se sentem nesta obrigação de ter que dar conta de tudo sempre, de serem prendadas e de, no final da noite, ainda cederem toda vez que o cara precisa de sexo. Isso tem que ser aceitável? Isso é o normal? Para mim, não é e nunca vai ser! O que me deixa mais triste é saber que alguém me desconhece a tal pondo de pensar que eu cederia a um homem que soasse tão ridículo.

Um homem que bate na mulher não teria caráter para estar comigo. É um homem que não merece mulher alguma. Acredito que homens desse porte não conhecem boas condutas e, se conhecem, não sabem mantê-la por muito tempo – as palavras os traem, o olhar e os gestos desmentem. Portanto, pelo menos no namoro, daria para descobri-lo e, na primeira oportunidade, eu daria tchau sem olhar para trás. Além disso, eu nunca vou casar com um homem para me tornar empregada dele.

Se não quer dividir as tarefas domésticas, então continue morando na casa da mamãe ou pague alguém para realizar o serviço. E, assim como tudo o que eu disse, se só aparecer homens-trastes em minha vida, prefiro ficar solteira para o resto da vida. Afinal, solteira posso até ser; mas sozinha, nunca. A gente também se acostuma com a solidão porque, como diz o ditado, antes só do que mal acompanhada. E se disse que sou mulher macho até porque se ser macho for sinônimo de fortaleza, então eu “Sou mais macho que muito homem…” – assim cantou Rita Lee.

Quando a gente, menina, nasce, a preocupação da nossa mãe é que usemos calcinhas. Aquela calcinha de algodão, fresquinha e cheia de frufru. Inicialmente para sustentar e disfarçar a fralda, depois para apenas cobrir o nosso órgão sexual dos olhares alheios. Os meninos acostumados a nos ver tão bem vestidas, vêem naturalidade nisso e, assim, nos acostumamos a ter nosso sexo bem coberto. Com o tempo, mudamos nossas calcinhas por aquelas de material sintético e por aquelas com fio dental. Afinal, vamos descobrindo nossa feminilidade e queremos ficar cada vez mais sexys para o ser desejado. Ficar sem calcinha passa a ser sinônimo de despudor e de desconforto.

A gente, portanto, se acostuma a usar calcinha vinte e quatro horas por dia. Se tomamos banho, trocamos de calcinha – uma suja por uma limpa – todo santo dia. Se transamos, tiramos a calcinha para a efetivação do sexo e, depois de feito, vestimos novamente. A calcinha é como um ritual. Dormimos e acordamos com ela. Quando viajamos, levamos mais do que a quantidade de dias em que ficaremos em tal lugar para não termos o risco de acontecer imprevistos e ficarmos sem. Inclusive, se isso acontecer e houver a possibilidade, a gente lava logo para ficar o mínimo de tempo possível sem calcinha e, então, poder vesti-la o mais breve. Enfim.

Acontece que, de acordo com os ginecologistas, a calcinha não pode ser considerada indissociável da mulher porque esta pode abafar a região íntima e contribuir para a proliferação de bactérias e fungos. Além do mais, o material adequado é aquele 100% algodão e que não consideramos nada sexy. Importante salientar que uma dica importante é, pelo menos, dormir sem calcinha para deixar o local respirar um pouquinho. Se você acha que não conseguirá se deitar sem calcinha, tente. Pode ter certeza que, em algum momento, você irá se acostumar.

Apesar de os médicos indicarem usarmos menos essa peça íntima, eles não dizem para abolirmos do nosso guarda-roupa. Calças jeans justinhas exigem uma calcinha para impedir o atrito da nossa bacurinha com o material grosso que constitui a calça ou outras roupas tais. Além disso, sair apenas de saia e sentar em qualquer lugar pode ser arriscado e pode nos levar a contrair uma série de problemas caso haja o contato direto. Nesse sentido, é preciso sabermos dosar nossas vestimentas e o momento em que devemos usar ou não usar a calcinha.

Materiais sintéticos e fio dental são, conforme os especialistas, indicados para serem usados apenas uma vez na semana. E, falando nisso, algumas famosas dão um show e chamam a atenção dos fotógrafos com seus modelitos sem a danada da calcinha. E, como vimos aqui, elas não estão erradas por não usá-la. A calcinha deve ser compreendida como um acessório e não como essencial e imprescindível tal como costumamos encarar.

Tanto nossa mãe quanto todo mundo nos ensinaram a usá-la a todo momento; mas, já que estamos crescidinhas, vamos virar o jogo e renovar nossa gaveta de calcinhas? Investir naquelas 100% algodão, deixar as mais sensuais para as horas mais propícias e aboli-las quando formos dormir ou quando nos for possível. Com certeza, faremos um bem danado para nossa amiguinha e para a gente.

Naquele dia, resolvi por meu batom vermelho e lindo de viver. Antes de sairmos de casa, ele me chamou e disse: com este batom, não dá. Fiquei confusa, quis voltar atrás, mas preferi tirar para evitar confusão. Lembro-me também daquele vestido justo e pouco curto que comprei há uma semana, pois havia ficado lindo em meu corpo. Na hora, fiquei em dúvida e imaginei que ele fosse reclamar, mas comprei assim mesmo. Na hora de vestir, foi um abuso porque ele não me aceitou sair de casa vestida nele. No final das contas, o dinheiro pago garantiu um vestido para ficar dentro de casa, apenas.

Amiga, não vou mais pra academia. Fulano não pode se matricular naquele horário comigo e eu não posso fazer sozinha. Mulher sozinha em academia, já viu, né? Ele já disse  que não aceita e eu até entendo. Poxa, e o poledance? Eu era doida pra fazer, mas ele disse que é coisa de puta e se alguém souber que eu faço, vai pensar a mesma coisa. Deixa quieto.

E todo lugar que sicrana ia, ele tinha que saber. As amizades dela precisavam ser compartilhadas, as dele nem tanto. Você era sempre taxada por ele de gordinha. Ele gostava do seu cabelo grande, por isso você não cortava. Ele deixava praticamente claro que, se você cortasse, não ficaria tão bonita. No fim das contas, vocês permaneciam sempre juntos porque tinha que ser assim. Se terminassem, quem iria te querer? O medo de ficar sozinha é um trauma que sempre bate à porta.

Naquele dia, você não queria fazer sexo, mas ele tava a fim. Então, vocês transaram e seus olhos lacrimejavam de dor. Antes transar com ele do que deixar que ele faça isso na rua com outra mulher. Quando você tocava em todas as situações vivenciadas com suas amigas, todas elas viviam a mesma coisa. Algumas reclamando e outras rindo, todas naturalizam a situação, pois acreditavam que todo relacionamento era assim.

Para ser sincera, na cartilha para se ter uma relação saudável não vem implícito uma escala de poder. Ninguém tem o direito de interferir na forma como o outro faz amigos, se veste, organiza suas coisas, se vive. Todo relacionamento vem com esses percalços, independente dos gêneros, porém, a relação homem e mulher é a que mais põe o assunto em evidência. Eu diria que é fruto do machismo  que põe a mulher em pé de inferioridade e ainda estabelece isso como normal. Infelizmente, não conheço nenhuma mulher que não tenha vivido um relacionamento abusivo. Eu, como toda mulher, vivi.

Para justificar os atos do parceiro, colocamos a culpa no ciume. Para justificar o ciume, dizemos que é apenas um sentimento de posse como consequência ao amor. Como tudo, para ele, tem uma justificativa, a culpa de tudo passa a ser dela – da mulher. A gente se culpabiliza porque ele tem todas as explicações. Na verdade, a sociedade tem todas as explicações. Recentemente, inclusive, soube de uma menina que apanhava do marido e, por isso, não queria mais voltar pra ele. Ao colocarmos isso em discussão, o tio da vítima disse enfaticamente que, se ela apanhava, é porque tinha motivo. E olha que este é um ponto além da relação abusiva porque já parte para a agressão física!

O relacionamento abusivo é silencioso, é aceito, é minado. A prisão psicológica é a pior que existe. Precisamos ler, conversar e nos atentarmos muito à forma como estamos absorvendo o que vem do outro e também como estamos nos impondo. Se não for assim, a gente segue sem perceber e, bem depois, nos damos conta de que poderia ter sido bem mais feliz ou, então, isso nunca acontece e a gente segue vivendo uma vida morna. De morno já basta a água em dias de calor, você não acha?

Em nossa sociedade, a palavra sexo é por si só instigante. Não há quem não queira descobrir os meandros que ela oferece. Falar sobre sexo é expor o que há de mais íntimo em si, é libertar-se das amarras que o moralismo nos impõe. O sexo, além de ser um ato de reprodução, é também de prazer. E sentir prazer por meio da prática sexual é se auto-conhecer.

Fazer e falar de sexo é tão bom que é possível ver a nudez e o enlace de corpos nas pinturas rupestres e estátuas da antiguidade. Inclusive, a arte está sempre utilizando-o como tema pelo fato de ser algo a atrair olhares e aguçar os sentidos. Muito se cantou, escreveu, detalhou, revelou, pintou, desenhou. Parece que, independente da questão cultural, tudo já foi dito de todas as formas. Há um leque enorme de informações em nossa memória que nos coloca no mundo em que o sexo possui as rédeas. Os filmes, os romances, os quadrinhos, os sites pornôs, as indiretas nos bate papos virtuais e as conversas reais. Engraçado como todo e qualquer assunto possui uma abordagem sexual. É difícil escapar das ambiguidades, das piadinhas e do poder humorístico e malicioso que o assunto invoca.

Diante de toda essa atmosfera de sexualidade que nos envolve, o filósofo Michel Foucault escreveu “História da sexualidade”, em três volumes, com o intuito de discorrer sobre esta temática tão polêmica. De acordo com ele, vivemos em uma sociedade na qual há o sexo é a razão de tudo e onde este é considerado um tabu e, justamente pela sua interdição, o efeito contrário incita-o porque, como diz o ditado, “proibido é mais gostoso” (e é claro que é!). Escrever sobre sexo é o que me torna viva. Ler sobre sexo pode ser, para vocês, um despertar. Que o Pudor Nenhum, então, nos torne ainda mais aguçados sexualmente! Amém!

PS: A imagem que ilustra esta publicação é de Armand Rassenfosse (1862 – 1934), que era um artista, ilustrador gráfico belga autodidata livro e pintor, cuja obra-prima foi um conjunto de ilustrações para Charles Baudelaire.

Conversando com uma leitora, que é homossexual, ela me dizia sobre relacionamentos de um modo um pouco tímido como quem quer se mostrar. Ela não havia assumido ainda sua orientação sexual, mas eu já havia percebido nas entrelinhas. De repente, perguntei se ela era virgem. Sou dessas: objetiva demais quando vejo que é necessário. E ela ficou meio convicta que era, mas no decorrer da conversa soube que ela já havia praticado algumas aventuras sexuais com mulheres. Foi assim que, então, eu comecei a me questionar sobre o significado de virgindade em nossa sociedade.

A virgindade parece existir apenas enquanto penetração peniana. O homem meteu o pênis, deixa de ser virgem; a mulher sentiu a metida, não é mais “pura” – afinal, ser virgem ou não também tem a ver com pureza e inocência. No entanto, creio que a penetração é o que menos interessa nos enlaces entre duas pessoas. Para mim e para alguns estudiosos, a virgindade está mais relacionada ao êxtase da intimidade. Encontrar-se nu diante do outro, sentir e ser tocado nas  partes íntimas são motivos suficientes para que se conheça o funcionamento sexual que persiste em nossa sociedade. Sem contar que este é o caminho que nos leva aos desejos que resultam na penetração. Conhecer essa dinâmica na pele é não ser virgem. Diria que isso elucida um pouco das discussões acerca do assunto e vai de encontro ao que foi culturalmente imposto.

A palavra virgem é de origem latina e advém da palavra virgo, que significa mulher jovem. Provavelmente, seja por isso que este termo também esteja tão relacionado à mulher. É no sexo feminino que as mudanças ocorrem quando há o deflorar da sexualidade. Além do sangrar – marca de perda da virgindade, mas que foi constatado que nem sempre se dá dessa forma, existem as mudanças de atitude por se sentir mais mulher. Para o homem, a meninice acaba naquele momento e as circunstâncias passam a ser outras em seus futuros encontros. Para a mulher, um pecado. Para ele, um alento. Desse modo, é cultural a forma como a virgindade é vista e encarada diante de ambos os sexos. Essa forma de compreender tais âmbitos já consta da origem etimológica do termo em questão.

Um outro ponto fundamental é a importância que esta tem (ou tinha) na sociedade. Antes, na época dos nossos pais, mulher que já tivesse feito sexo sem casar era incumbada ou puta – como diziam. Hoje em dia, é normal. Quando se vê um namoro de alguns tantos meses, já se conclui a possibilidade de terem praticado a tal delícia. A forma como o sexo é colocado nas redes sociais, que são formas que possibilitam a interação contínua entre os indivíduos, torna este assunto menos polêmico e menos criticado se comparado com algumas décadas passadas… apesar das instituições religiosas pregarem o sexo somente após o casamento.

Enfim, sou ousada mesmo e trago discussões tamanhas pra este espaço. Mas e você? O que achou de tudo isto que falei? Participa comigo que depois te dou um doce..rsrs. Comentário ou e-mail, tanto faz, você quem escolhe.

Sabe aquela coisa de que todo homem deve pagar as contas quando o casal sai? Pois é, esse é o questionamento básico que separa uma mulher independente de todas as outras. Em nossa sociedade, uma coisa é certa: ao homem, cabe o papel financeiro. Ele quem deve pagar toda a conta em cada saída de ambos e, ao morarem juntos, ele quem deve pagar todas as despesas da casa. O pior é que isso acontece, ainda que ela venha a trabalhar. Isso ocorre devido a aceitação da mulher e à cultura que coloca o homem em uma situação de privilégio.

Você talvez diga que não há um privilégio nisso aí, mas pensemos bem: nossa sociedade é capitalista e a máxima acaba sendo a do “manda quem tem dinheiro”, então por que não compreender tais circunstâncias desse modo? Mas não duvido nada de que você rebata isso me dizendo que a mulher ganha menos do que homem e blablabla, só que eu fico me perguntando: Você concorda que seja assim? Por que não lutar para que isso mude? Além do mais, ganhar mais te impede de dividir os gastos? Nesse sentido, sempre pensei que se os dois comeram, então por que o homem precisa arcar com todos os custos sozinho? Pensar dessa forma, aponta-nos como independentes, ou seja, não precisamos do outro para sair de tal lugar ou adquirir algo. A gente simplesmente paga o que consumimos e acabou, a parte dele é dele.

A mulher independente, portanto, assusta porque ressalta a não acomodação da mulher e rompe com a ideia de que o homem é o dono do pedaço. Ela sabe que, a qualquer momento, pode pagar a sua parte, levantar e ir embora se a conversa estiver chata. Sabe, também, que não depende dele para nada e que suas decisões podem ser tomadas na hora que der e vier. Ele, sabendo disso, passa a ser mais cuidadoso no seu trato e compreende que o fato dela ser tão livre exige mais dele. E, esse mais, nada tem a ver com as questões financeiras porque ela também opta dentro das suas possibilidades.

Quando uma mulher é livre, em todos os sentidos, não precisa brigar por pensão – que, inclusive, é o dinheiro que ele recebia para mantê-los. Nesse contexto, romper os vínculos acaba sendo uma tarefa mais fácil. Não precisa, também, prestar contas nem pedir nada a ninguém. Tudo o que der vontade, faz. Afinal, o bolso é seu e você coloca ou tira a mão dele quando quiser. Para você ver: a independência está totalmente ligada ao dinheiro, é inevitável. Vincular-se a alguém por causa disso é prender-se a ela. Para quem submete, isso é bom porque tem o outro na palma da mão. Para quem está submetido a isso, não é tão gostoso já que a dependência traz outros aspectos que não são nada benéficos para si mesmo.

Se ser assim, liberta do homem, acarretar em afastá-los, então não se preocupe porque homens que têm medo de viver em par de igualdade não valem a pena. Para toda panela, existe uma tampa. Logo, você achará a sua e a relação entre os dois será bem melhor e mais sadia. Submissão é uma palavra que, como eu sempre digo, só é legal no sadomasoquismo. Fora isso, sejamos cúmplices um do outro e deixemos de bestage.

 

Eu nunca consegui entender o modo como os religiosos católicos e protestantes interpretavam a Bíblia. Ao mesmo tempo que falavam de amar e respeitar o próximo, criticavam-no. E, nesse ato de crítica, humilhavam e inferiorizavam o outro apenas por ter crenças diferentes. Um claro e atual exemplo disso diz respeito aos transgêneros, pessoas que expressam o seu gênero de forma diferente a que lhe é designada em seu nascimento.

Os transexuais, atualmente, são o assunto da vez. Chamamos, desse modo, aqueles que possuem transtorno quanto a identidade de gênero e, com isso, sentem desconforto ou impropriedade com seu sexo anatômico. Assim, passam pelo processo de transição para um gênero diferente do que lhe é imposto por meio do auxílio médico e tratamento de hormônios. No entanto, muitos não entendem que esta é uma realidade inerente ao ser humano que não o faz ser diferente de ninguém.

Com um discurso que os desconsideram, julgam-nos seres de natureza infiel. Por ignorância, não aceitam que cada um nasce com uma identidade e que isso independe de escolhas. Como uma forma de mostrar o quanto sofrem com o preconceito, Viviany Beleboni na 19º Para Gay em São Paulo, dia 7 de junho, colocou-se na cruz – assim como foi com Jesus Cristo – e assinalou os dizeres: Basta de Homofobia LGBT. Esse ato sucitou inúmeros lampejos de fúria. É aquela coisa: “Como pode um transexual querer se colocar no lugar de Cristo?”, “Que infâmia e que desrespeito!” ou “Usaram o nome de Deus em vão!”. E, então, eu me pergunto: Eles não são gente como qualquer um outro? É desrespeito realizar uma analogia para apontar um mau julgo, tal como o sentido por Cristo?

Para não acabar por aí, no dia 8 de agosto, Beleboni foi violentada ao andar na rua. E pior: a violência foi feita em nome de um deus que aceita atitudes como essa. Para falar a verdade, não sei que deus é esse e continuo sem entender onde se encaixa o amor e respeito ao próximo. O sentido de igualdade, pregado entre os homens, deveria ser algo real. O Pudor Nenhum não pode se calar nesse sentido e, por isso, irei falar mais sobre o assunto com vocês. Vamos tirar a ignorância de nossas gavetas internas e compreender as relações de gênero para sermos melhores em nossa sociedade, pode ser? Quem se cala demais, consente.