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Neste fim de semana, maratonei uma série exibida pela Netflix que me provocou muitos arrepios e que tem tudo a ver com o nosso assuntinho por aqui. Você é uma série baseada no livro homônimo da autora americana Caroline Kepnes. Entre os críticos desta obra, estava Stephen King, que a considerou “hipnótica e assustadora”. Isso já é grande motivo para nos sentirmos atraídos por esta leitura ou pela série.

Você narra a história de um gerente de livraria, Joe Goldberg, que se apaixona à primeira vista por uma aspirante a escritora, Guinevere Beck. Após conhecê-la, Joe se comporta como um stalker ao utilizar a internet e as redes sociais dela para obter informações, além de começar a segui-la, acompanhando a sua rotina de forma anônima.

Para ficar com Beck, Joe começa a eliminar, de forma silenciosa, todos os obstáculos e pessoas que aparecem em seu caminho. Entretanto, ele se mantém aparentemente simpático, preocupado e amoroso diante de Beck e dos outros personagens centrais na trama. Suas atitudes me parecem próprias de psicopatas porque, por mais que ele se mostre sensível, não mede esforços a favor de si.

Joe também convive com uma vizinha que vive um relacionamento abusivo e que possui um filho que sente a dor dessa relação. Neste momento, a gente consegue observar a empatia de Joe com a criança, bem como o sentimento de impotência da mulher perante este relacionamento. Em outras palavras, esta série traz uma série de questões que precisam ser discutidas.

O protagonista, por exemplo, mesmo apresentando traços de psicopatia e mostrando-se obsessivo, teve a admiração de muitos telespectadores. Acredito que isso esteja no fato dele justificar seus atos no amor e possuir laços de empatia com a vizinha e seu filho. Contudo, quero deixar claro que, para mim, não há nada que justifique o atos realizados pelo protagonista. Pelo contrário, ele me causa medo.

A falta de privacidade que as redes sociais podem proporcionar, problemas relacionados à infância e adolescência ou as diversas situações que a vida nos coloca, assim como as relações possessivas e obsessivas são temas que fazem parte deste drama. O próprio Joe, inclusive, é apresentado em diversos momentos da sua adolescência e sua história pode ser considerada mais um dos motivos para que ele tenha ganhado a simpatia de muitos. Para mim, mais uma vez, nada disso justifica e ele continua me causando repulsa.

Para entender melhor o que quero dizer, vale a pena assistir a série. Depois de vê-la, você estará como eu – ansiosa(o) pela próxima temporada (que já está confirmada. Oba!). Assista e compartilhe conosco o que você achou. Precisamos colocar os temas suscitados por esta série em xeque!