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Rasga-me as costas, acerte-me no rosto, hoje visto apenas minha própria pele, quero mais que as carícias de sempre, quero toda a agressividade do seu desejo, nesse fogo que queima em seus olhos e derrete a parafina dessa vela que pingas em meu abdômen, ouço uma risada perversa vindo da boca de uma sadista.

O peso do seu corpo a rebolar sobre mim, com minhas mãos atadas e meus olhos vendados posso apenas me entregar e estou completamente entregue ao teu bel prazer, deleite-se do meu gozo e minha dor, meu prazer em te satisfazer as fantasias mais imundas e depravadas, nosso vício pela pele, nossa admiração pelo prazer, nossa idolatria pelo orgasmo, nesse ritual sublime nos encontraremos a nos amar em Pasárgada, onde sou amigo do rei e lá te terei todas as noites na cama que escolherei.

 

De um despudorado e, pode-se dizer, blogueiro.

Endereço: https://bemymonster.wordpress.com/

Um gemer escandaloso, uma expressão fria, um olhar firme e uma boca que se desboca. Pernas bem abertas, ânus alargado, bumbum empinado, seios grandes e redondos, cabelos quase sempre longos. Alguns piercings nos mamilos, genitália e boca. Um pênis grande e grosso, um negão poderoso. Um pênis grande, uma barriga sarada e palavras deslavadas, monossilábicas, cuspidas, desconexas, incorporadas. Uma única narrativa: fazer sexo de cima pra baixo, de baixo pra cima, do lado direito, esquerdo e em diagonal; fazer anal, oral nela, nele ou neles porque se faz em dupla, trio, quádruplo com uma para eles ou elas para um – tanto faz: é sexo; com meia calça rasgada, sete oitavos, curta, colorida ou combinando com os tons da calcinha, que pode ser fio, tapa sexo, tapa nada, mostra tudo; sem pelos ou pelos vindos da depiladora e da vontade para a vitrine que a câmera se tornou; de salto, performance, imagem é tudo; sem nada, ele – praticamente desnudo, sem pelos, malhado; rápido, devagar; na arena, no carro, no sofá, no quarto, na parede, numa maca ou no mato; com instrumentos, aparelhos, óleos, géis e parafernálias. No início de tudo, antes do play, eu. Da transmissão, masturbação. Daquele olhar, perfeito tesão sobre si. Expectativas e idealizações – em vão?

Em uma tarde de segunda, poesia. Na primeira segunda do ano, inspiração. No meio daquele dia, tesão. Sem pudores e com livros na mão, o escritor José Abisolon deixou-se fotografar pelas minhas lentes – que, apesar de ainda estar ingressando no ramo da fotografia, já me senti à vontade o suficiente para soltar a imaginação com ele e utilizar a câmera em minhas mãos ao meu bem prazer.

Com livros de literatura erótica e pornográfica que nos fazem lamber os beiços, apresentamos alguns deles de uma forma deliciosa. A interação com cada livro, de uma forma sutil, torna o ensaio uma mostra singular do que é importante nesta vida e as considerações sobre cada um deles são feitas por José Abisolon, o modelo delícia das fotos.

Fotografia: Lu Rosário.

 

Em O Sexo e A Psique, Brett Khr é um psicanalista que pegou uma caralhada de gente e perguntou com qual fantasia eles gozavam mais. Daí dividiu por categorias e, antes dos relatos, ele escreve um breve artigo sobre. Essencial para quem quer se afundar na diversidade sexual.

Fotografia: Lu Rosário

 

História de O é um romance sadomasoquista escrito por uma mulher, mas como um pseudônimo masculino. Maldita época em que as mulheres não tinham liberdade para expor suas vontades. Essa é a versão em HQ, pelo também mestre erótico Guido Crepax.

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Manara é o mestre dos quadrinhos eróticos. Ele é autoexplicativo. As séries Clic e Os Bórgias são uma boa.

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Para também representar as mulheres no erotismo, temos a também italiana Giovanna Casotto. Uma curiosidade sobre a artista é que ela mesma posa pros seus desenhos, que são bem reais.

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O Pudor Nenhum é o melhor espaço para os amantes se encontrarem, expressar seus desejos e se deliciarem.

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Foi intenso, foi gostoso. Foi imensamente prazeroso. Com essas dicas de leitura e essa vontade toda que emana da fotografia, eu repito as palavras da sexóloga Aline Castelo Branco, o bom da vida se resume em três palavras: amar, transar e gozar. E são nessas palavras que se concentram cada leitura indicada e cada gesto fotografado. Sejamos Pudor Nenhum hoje e sempre, amém!