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Nós sempre temos a certeza de que ligar o foda-se é a coisa mais fácil do mundo por considerarmos este ato simplesmente como uma forma de negação aos padrões e imposições que nos são impostos. Entretanto, Mark Manson, em A sutil arte de ligar o foda-se, nos apresenta um outro olhar sobre o assunto.

Com suas palavras, nos voltamos para nós mesmos e começamos a refletir sobre nossas decisões, objetivos e atitudes perante a vida. “A ideia de ligar o foda-se é um jeito simples de reorientar nossas expectativas e descobrir o que é ou não importante na vida”, confirmou o escritor.

Mark Manson é pertinente ao abordar a questão dos valores, da importância de assumir a responsabilidade dos próprios atos e de estabelecer as reais prioridades. Ele também nos dá um tapa na cara quando deixa claro o quanto é importante fracassar. Para o autor, o fracasso é uma forma de nos tirar da zona de conforto e nos impulsionar.

Por meio de exemplos inusitados, o escritor nos aponta o dedo e diz: Você não é especial, você não é único e você não precisa ser otimista o tempo todo. Com isso, a gente se sente mais confortável e sincero consigo mesmo para, assim, seguir e assumir a vida com todas as suas divergências.

Eu gostei tanto do livro que li aos pouquinhos, marcando cada trecho que achava interessante e compartilhando diariamente com os despudorados nos stories do Instagram. A cada compartilhamento, eu recebia um retorno positivo das pessoas ávidas por esta leitura.

Mark Manson parece ter dito tudo o que eu precisava ouvir. Essa leitura forte me fez mais leve porque eu resolvi parar de me cobrar tanto. Foi a partir daí que comecei a reescrever a minha caminhada e a redescobrir onde quero chegar.

Além de indicar essa leitura, estou apta a ouvir/ler todos aqueles que também se debruçaram para aprender a sutil arte de ligar o foda-se. Lembre-se que o Pudor Nenhum é nosso e seu comentário aqui é super, mega importante. Aqui você é único.

Este será um texto curto, quer dizer, curtíssimo. Eu nunca havia lido um livro para não entender e achar tão chato, mas mesmo assim resolvi trazê-lo para você. Sabe por que? Eu o comprei devido ao fato de adorar Carlos Zéfiro e pelo livro ser identificado como novela. Como eu já havia publicado aqui, Zéfiro é um desenhista que inspirou muitos jovens nas décadas de 50 e 60 do século XX. Quando a gente encontra algum material dele, dá aquela coceirinha na mão e corremos para comprá-lo a fim de ter mais leituras a respeito de quem a gente curtiu ao ver o primeiro desenho.

No entanto, nem toda leitura é válida porque algumas são incompreensíveis e não prendem a nossa leitura. Com este livro foi assim. Desculpa, Chiavenato, pela sinceridade. E não adianta dizer que é porque eu sou burrinha, visto que meu repertório linguístico não é tão pobre assim. Consigo ler e entender metáforas muito bem. Hum!

Apesar da má leitura, o projeto gráfico é muito bom e ele traz um capítulo cujo nome nos faz lamber os beiços chamado “Tudo se cura com cinco letras: FODER”. A cada novo capítulo do livro, há um excerto de Jorge Luis Borges e, neste quesito, é puro amor. Caso resolva comprar assim mesmo e lê-lo, vem cá me dizer o que você entendeu, please. Pode ser que eu tenha lido em dias não muito bons e por isso tenha ficado cega a entendimentos. Oh, esperarei ansiosa. Enquanto isso, fiquem com algumas fotos que tirei desse livro que me matou de tédio.

 

Fotografia: Lu Rosário

A Morte de Carlos Zéfiro03

A Morte de Carlos Zéfiro04

 

PS: Não encontrei nada no Google a respeito do livro, apenas o livro para venda.