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Lilia Mazurkevich é uma artista que, na contemporaneidade, surpreende até mesmo aqueles com um olhar mais astuto para a arte. Nascida na Bielorrúsia, estudou na Kiev College of Art and Design de 1984 a 1987, bem como na City & Guilds of London Art School em 1998-99, onde finalizou seus estudos. A beleza do seu trabalho está no hiper-realismo sustentado pelas seus traços, levando-nos a um mundo complexo e além da nossa imaginação, que perpassa – muitas vezes – pelo erotismo.

Seu trabalho mais recente denomina-se “About a Woman”, no qual a mulher é retrata de forma exótica. A natureza, os animais e o olhar incerto, às vezes zombeteiro ou convidativo, tornam este conjunto de imagens um deleite para os nossos olhos. Em seu portfólio, encontra-se este excerto junto às suas sedutoras mulheres.

“A person cannot will himself to want the right thing, or to love the right person…..Emotional life can be influenced, but cannot be commanded. The heart and the brain – like charged particles of opposing polarity – exert their pulls in different directions”.

“A General Theory of Love”, Tomas Lewis M.D., Fari Amini M.D., Richard Lannon M.D.

 

Traduzo? Então ta, vou ver o que posso fazer…rsrs.

“Uma pessoa não poderia querer a coisa certa, ou amar a pessoa certa….a vida emocional pode ser influenciada, mas não pode ser comandada. O coração e cérebro – como partículas carregadas e polaridades opostas – exercem suas forças em direções diferentes”.

“A Teoria Geral do Amor”, Thomas Lewis M.D., Fari Amini M.D., Richard Lannon M.D.

Depois de ler isso e pensar, repensar e pensar, vale a pena admirarmos o seu trabalho de forma mais atenta. A seguir você poder vê-la e depois conhecer um pouco do trabalho “About a Woman”. Posteriormente, acesse Lilia Mazurkevich para ver todos os seus trabalhos.

 

Imagem: arquivo pessoal (do perfil da artista no Facebook)

Imagem: arquivo pessoal (do perfil da artista no Facebook)

"Me" time. 105x135 cm, oil on linen, 2012.

“Me” time. 105×135 cm, oil on linen, 2012.

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Rabbit. 105x115cm, oil on linen, 2012.

Charmer. 67x45cm, oil on linen, 2011.

Charmer. 67x45cm, oil on linen, 2011.

Já assistiu “Tomboy”? Ele é um filme francês dirigido por Céline Sciamma. Oh, adooooro filmes franceses, são lindos em si e o idioma é uma delícia de ser ouvido. Este é maravilhoso porque conta a história de um menino de dez anos que nasceu com a anatomia feminina, mas não se identifica com o sexo. Ele (porque recuso-me a dizer “Ela”) veste-se como um menino e tem a postura de um rapazinho, inclusive observa os outros meninos de sua idade para fazer como ele em alguns momentos, tais como durante uma partida de futebol. Ao mudar-se para uma nova cidade, conhece uma menina e, assim, começa a despertar para a sexualidade. Passa a observar o próprio corpo e deseja ter um pênis para também poder tomar banho no rio com os amigos.

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A personagem Lisa com o protagonista Laure/Michael

 

Além dele e de seus problemas internos quanto a isto, afinal, em sua casa, os pais o tratam como menina e seu corpo aponta isso, ele tem uma irmã mais nova que descobre que ele se apresenta como menino perante os amigos. Caladinha, ela o defende em troca de poder sair para se divertir com ele e os meninos e meninas da vizinhança. O seu entendimento sobre o irmão é algo lindo de se ver e mostra o quanto as crianças são mais abertas a compreender tais coisas, pois ainda não estão confinadas ao conservadorismo que nossa sociedade impõe.

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O personagem Laure/Michael com a irmã Jeanne

 

O final do filme aponta para algo que é comum nos dias atuais: a não compreensão da família e a posterior exposição do outro por um gênero que não lhe convêm. A transsexualidade ainda precisa de muito para sair do obscuro, para ser entendido e para evitar tais preconceitos. Eu diria que é a margem da margem, há quem considere uma patologia por pura ignorância. Cabe a nós abrir olhos e mentes. Filmes lindos como esse trazem e fortalecem isso e eu te questiono: como você agiria se seu filho fosse transsexual?

 

Foi no período entre os anos 1950 e 1960 que Carlos Zéfiro surgiu com suas historinhas em quadrinhos de cunho pornográfico. Pensa aí: se hoje já há esse pudor todo (ainda que manifestado como um falso moralismo), imagine antes? Pois é, Zéfiro foi considerado o responsável pela iniciação sexual da maioria dos jovens da época e, com isso, foi nomeado o mestre da sacanagem no Brasil. No entanto, sua identidade era escondida porque ele era um funcionário público e poderia perder seu emprego se descoberto produzindo um material “imoral”. Acreditem se quiser, mas dizem que ele só se apresentou após quase 40 anos.

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Seus livretos eram vendidos em bancas de revistas, junto a artigos religiosos para dificultar os censores de encontrá-los, e, devido a isso, tais historinhas passaram a se chamar “catecismos”. Huuummm. Em outras palavras, nossos avôs foram catequizados por esse homem e tanto. E esses censores aí eram devido a época da ditadura no país. Nessa época, não havia muitos recursos tecnológicos, então a forma que os homens encontravam para sentir prazer era por meio da literatura e desenhos não tão bem feitos.

Os “catecismos” eram feitos diretamente sobre o papel vegetal e impresso em diferentes gráficas, de modo a gerar investigações para descobrir quem era o criador de tais despudores. Apesar disso, nada foi descoberto. Se pseudônimo, inclusive, foi inspirado em um autor mexicano de fotonovelas. E suas historinhas, convenhamos, até hoje deixa qualquer marmanjo tomando banho e lavando a mangueira na velocidade 6…hahaha.

Retirado de "A lavadeira", de Carlos Zéfiro.

Retirado de “A lavadeira”, de Carlos Zéfiro.

 

Diferente do pornô atual, a vantagem de Carlos Zéfiro é que ele trazia uma história e fazia com que os leitores treinassem a imaginação. Atualmente, é tudo muito real por meio de fotografias em close-up. Que não quer lidar com os profissionais da indústria pornográfica, encontra facilmente os vídeos amadores na internet. Aaaaah…internet! Esta leva qualquer um a acessar tal conteúdo a qualquer hora e em qualquer lugar, nada mais é proibido. Logo, como esse material naquela época não seria bom, hein? Ehlaiá, eu mesma seria catequizada igualzinho meus pais. Só o fato de comprar escondidinho já era uma delícia..hahaha. Fiquem com um historinha completa a seguir e se quiserem ler mais, acesse Carlos Zéfiro e divirta-se!

 

 

Graduada em jornalismo e com um olhar apurado para a sensualidade própria e alheia, Laysa Gouveia mostra – por meio da fotografia – que a gente é bem mais do que imagina. Quem pensa que aquelas gordurinhas a mais não são um sinal de conquista está muito enganada (ou enganado). A beleza está inerente em nós, independente de como nos portamos, e reconhecer isso é o que faz acender uma luz dentro da gente e permitir que os outros percebam isso em nós. Coisa mais linda, né gente? Então vamos conhecer o trabalho dessa linda, que reside em Vitória da Conquista, mas topa fotografar em qualquer lugar que você estiver dentro das possibilidades acertas por ambos – é claro!

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Denominado Foto-Ar, a fan page da fotógrafa é permeada de imagens lindas capturadas pelas suas lentes. Para entender o porquê leva este nome, ela diz que “Muitas pessoas me perguntam porque FOTO-AR, e explico: Além da fotografia, proponho um encontro fluído, com arte e leveza, por isso “ar”. Costumo dizer que para uma boa fotografia os ingredientes essenciais são um olho mágico e um coração sensível, é o que estou buscando…”. E a gente percebe isso, não é? Deixar-se fotografar é algo que exige, de uma certa forma, entrega e é por isso que é preciso uma cumplicidade com quem está do outro lado da câmera. Vamos encher os olhos um pouco mais com ela?

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E outra coisa: quem disse que é só a mulher que tem toda essa sensualidade? E mais: quem disse que a gente é sensual apenas com caras e bocas? Bem, a beleza está no cotidiano e, pensando nisso, de Gouveia fotografou o queridíssimo Diego. Fala sério: ficou lindo demais da conta.

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Ficou babando? Então chega aqui e clica com carinho na fan page da linda. Afinal, eu falei dele lá em cima, mas não coloquei o link de acesso, não foi? Mera maldade minha…hahaha. Oí, clica no Foto-Ar e encante-se ainda mais.

Não sei se vocês já ouviram falar desses emojis. Caso sim, já deve saber muito bem o porquê da sua existência; caso não, deve estar surpreso com alguns deles. Criados por uma ONG sueca, Bris, os “Abused Emojis” surgiram com o intuito de facilitar a comunicação de crianças e adolescentes em situações de violência doméstica. Tal ONG lida diariamente com situações como essa, dando suporte aos que precisam. Com isso, perceberam a dificuldade que há em comunicar questões que lhes sejam difíceis, dolorosas ou perigosas. Ao saber desta nova linguagem virtual, buscaram adaptar-se a ela conforme segue a imagem abaixo.

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Imagem: divulgação.

De acordo com a Bris, conforme relatado na Folha de São Paulo, o resultado dos novos emojis foi positivo porque o app, que permite instalá-los, foi o terceiro mais baixado na Suécia logo após o seu lançamento que ocorreu em maio deste ano. Em 6 de julho, já havia 60 mil downloads e cerca de 34 mil deles em outros países. Disponíveis apenas para IOS, já foi divulgado a sua breve disponibilidade para o sistema Android, Caso você resolva obtê-lo agora, saiba que independente do destinatário ter ou não o app, ele poderá ver seus emojis caso você os envie.

Em entrevista para a Huffington Post, Silvia Ernhagen, diretora de comunicação da ONG Bris, assume haver preocupações no que concerne a este app. Uma delas seria a possível exposição do aparelho ao adulto que seria capaz de ver tal aplicativo instalado. Entretanto, certos receios não inviabilizaram sua criação. Eu achei super interessante isso, afinal, é preciso adaptar-se aos diversos meios de comunicação para conseguir êxito em quaisquer esferas e eu, é claro, não quero ver nenhuma criança e adolescente sofrendo por não conseguir se expressar.

A gente sabe que esses emojis não serão a solução para todos os problemas, mas podem aumentar os índices positivamente junto a ONG e a outros órgãos em diferentes países. Vamos torcer por isso, não é? Para baixar o app, basta clicar aqui no Abused Emojis.

Sabe aquela vontade incomensurável de fazer algo e, inclusive, colocar aquilo como meta do ano? Pois é, este blog (ou site) é justamente o resultado de toda essa vontade. O Pudor Nenhum é um espaço para falar sobre sexualidade sem eira nem beira porque, como eu sempre me pergunto, para quê tanto pudor mesmo?

As pessoas se preocupam demais com o que os outros dizem ou pensam de si e, dessa forma, esquecem de viver com toda a liberdade que merecem. Então, vamos deixar de vergonha e compartilhar experiências. Vamos deixar “que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem?”. Sábio foi Lulu Santos com essas palavras e mais sábios ainda somos nós ao não darmos importância ao que pode nos afetar negativamente.

O Pudor Nenhum é liberdade com um pouco de libertinagem, é aprender com o outro e se conhecer, é compreender que a noção de pecado para a sexualidade pode ser algo ultrapassado e que a educação sexual é essencial. Quer saber? Fica aqui comigo e vamos provar, diariamente, o doce da cereja.