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Você tem problemas com se lambuzar? Melecar-se todo na hora do vucu vucu com o parceiro ou parceira? Com esta caneta, é assim! Ela vem em diversos sabores, os quais eu experimentei o de doce de leite e de leite condensado. O conteúdo é um líquido um pouco cremosinho e não foge muito ao gosto original dos doces convencionais. A Sexy Pen, da Sensuale, apresenta o slogan “Desenhando o corpo com sabor” e é realmente isto o que acontece.

A gente faz assim: desenha o que quiser no corpo alheio ou até mesmo no próprio corpo e, para tirar o que foi escrito antes que aquilo se desmanche, você passa a língua com tudo. Como é gostoso, você vai ainda com mais gosto e chupa com toda a determinação. Comigo foi desse jeitinho e contigo, provavelmente, não será diferente. Afinal, esta é a única função que esta caneta tem.

A vantagem da Sexy Pen é que a embalagem é super prática e conserva muito bem o alimento. Você não vai encontrar, no supermercado, um leite condensado no ponto certo de usar – sem precisar trabalho algum para abrir e para fechar a embalagem. Com a caneta, isso é a coisa mais simples do mundo. Além do mais, você pode usar em qualquer lugar e a qualquer hora. Dá pra passar na boca e beijar muuuuito. Então, despudorados, vale a pena ter uma. Dá até pra levar em uma festinha e surpreender por lá, pense nisso. São possibilidades demais para você perder de sentir esse gostinho.

Esta caneta não é cara e eu vendo, viu? Inclusive, quero deixar claro que caso eu não goste de algum produto, também vou divulgar seus pontos negativos e evitar vendê-lo. Portanto, gatos e gatas, podem confiar. Colem em mim e compartilhemos juntos nossas experiências, é gostoso demais!

Nunca reclamei de pau pequeno e os grandes que já peguei, sempre me caíram muito bem. Diante de tantas fotos e vídeos que vejo, acredito que nunca tenha pegado um tão grande ou tãããão pequeno assim. No entanto, tanto um quanto outro não costumam me atrair, mas tem algo que me enche a boca e que na hora da penetração eu amo: um pau grosso.

Quando ele é grosso, você enche a mão e ainda sobra mais um pouco. Você coloca na boca, chupa, lambe e se acaba sem que nem sempre precise colocá-lo todinho na boca numa garganta profunda porque você sente que aquela fartura pode ser apreciada demais com a língua e que ali você vai se demorar de qualquer jeito. Além disso, pra ele penetrar em você é uma tarefa mais árdua e isso é muito gostoso. Há um afrontamento da sua grossura com o seu buraquinho nada ingênuo e, quanto ele entra por completo, é só prazer.

Os finos não me dão tanto prazer porque entram e saem com uma facilidade que a gente, praticamente, não sente. Ele se acha no direito de abrir e fechar os pequenos e grandes lábios sem despertar tantos sentidos. Já peguei um pau que era grande e fino e, apesar do tamanho, ele não soube me surpreender justamente porque não tinha a largura que considerava suficiente para me adentrar da forma mais deliciosa.

Quero deixar claro que isso de grosso e fino pode ser relativo e isso de gostar de grosso também, sem contar que existem aqueles que consideramos ter grossura mediana e também gostamos. Contudo, pelo que já percebi, a maioria das mulheres estão comigo nesta escolha do grosso, por isso resolvi escrever sobre o assunto aqui no Pudor Nenhum. Independente de qualquer coisa, vem pra cá, chega mais, me chama de destino e me traça porque eu adoro.

Falar de intimidade é sempre complicado, inclusive já tentei fazê-lo algumas vezes aqui, no Pudor Nenhum, e sempre entrei em pequenos conflitos.O fato de eu ter trazido este assunto se deu por um momento simples em que um amigo com o qual já tive relações sexuais ter pedido que eu me virasse a fim de não vê-lo se despir para entrar no banho. Nesse momento, eu pensei: Mas a gente já não transou tantas vezes e eu não já o vi nu? Diante disso, fiquei me perguntando o quão ele me via íntima dele e o quanto o fato de termos transado se diferencia do fato de nos colocarmos nus, um diante do outro, em situações cotidianas. Neste sentido, lembrei no quanto isso me era presente. Por exemplo, eu namorava e transava todos os dias com meu namorado, mas, na hora de tomar banho ou de me trocar, não queria que ele me visse porque achava que o olhar seria mais atento e perceberia que meu corpo tinha imperfeições antes não vistas. Olha que bobeira! Depois de repensar muito e me sentir mais plena sexualmente, abri mão desses pudores.

A intimidade, ao meu ver, está muito relacionada ao modo como você se vê e como entende a relação com o outro. Se você se aceita como é e tem cumplicidade o suficiente, não há porque se envergonhar da sua nudez. Se ele (ou ela) te acha gostoso(a) e vocês se dão super bem, não é porque seu corpo está mais exposto que a pessoa deixará de achar tudo isso. E outra: você é visto com a mesma atenção e com mais detalhes quando o sexo está acontecendo. Inclusive, parece até paradoxal esse despudor e pudor que existem entre duas pessoas em situações tais. Entretanto, lidar com isso não é fácil nem é brincadeira, é algo que mexe com o psicológico e que se faz mais complexo do que imaginamos. Diante do que a sociedade nos impõe, o sexo passa a ser uma forma de mostrar a própria potência enquanto ser sexual e a simples nudez torna-se algo que passa por todos os padrões estereotipados.

De tudo, eu só sei de uma coisa: precisamos rever alguns conceitos que nos cercam e compreender o quão somos íntimos de alguém após o momento que saímos do ato sexual. Diante dessa colocação, eu te pergunto: a intimidade começa quando? Pergunte-se isso. Acredito que a ausência de pudor é tudo de bom e faz muito bem.

Azul é a cor mais quente, dirigido por Abdellatif Kechiche, foi um desses longas que eu não poderia deixar de assistir e que fez com que eu me emocionasse muito. Super comentado por suas cenas de teor erótico, ele narra a história de Adèle, uma jovem que descobre no azul dos cabelos de Emma sua primeira paixão por outra mulher.

Ao adentrar em um ambiente gay e ser recepcionada na frente da escola por Emma, suas colegas a agridem verbalmente pela possibilidade dela ser lésbica. Ainda assim, ela e Emma passam a sair juntas até rolar o primeiro beijo, a primeira transa e, assim, começarem a namorar.

A família de Emma é tranquila e sabe da preferência sexual da filha, já a família de Adèle não sabe disso e vê sua namorada como uma grande amiga. Elas vão morar juntas, comemoram momentos importantes e – com o tempo – a relação passa a esfriar. Adèle não revela seu relacionamento no ambiente de trabalho por medo da represália que pode vir a sofrer, outras relações são descortinadas por ela se sentir sozinha e, no finalzinho, que me emocionou bastante, você precisa assistir para saber no que dá.

Azul é a cor mais quente reflete um pouco a descoberta da sexualidade e o olhar que a sociedade heteronormativa tem a respeito de uma mulher que venha a curtir outra do mesmo sexo. O filme também apresenta o momento de luta contra o preconceito por meio da Parada do Orgulho LGBT, bem como a beleza da nudez feminina nas pinturas de Emma.

As cenas de sexo ficam, principalmente, a cargo das duas. São cenas inspiradoras e que mostram o explorar do corpo de ambas. Chega a nos dar tesão e nos inspirar. Aproveita um dia desses para assisti-lo, acredito que você vai gostar!

PS: Este filme é baseado no romance Le Bleu est une couleur chaude, de Julie Maroh. Depois que eu lê-lo, irei fazer a resenha para vocês.

Sex Shop é aquele lugar que parece um paraíso, todo mundo tem vontade de entrar, mas nem todos tem coragem. Essa covardia está aliada aos julgamentos alheios devido ao fato de você estar adentrando em um local que é todo recoberto de sexualidade. Passar pelas portas de um lugar que vende produtos eróticos assemelha-se a expor a sua intimidade e ter a sua privacidade invadida – tais coisas são vistas dentro de um conjunto fechado por algumas chaves.

As pessoas, principalmente as mulheres, crescem dentro de um sistema que lhes inviabiliza quaisquer manifestações e possibilidades sexuais. Na relação familiar e ainda na adolescência, não é possível falar sobre o assunto perto delas nem ver cenas de erotismo na televisão ou até mesmo oferecer a oportunidade de momentos a sós com alguém do sexo oposto. Comigo, que sou mulher, bem como com minhas amigas e conhecidas foi assim – a mesma criação em seios familiares diferentes; já com nossos irmãos, a liberdade era maior e eles podiam – inclusive – dormir com suas namoradinhas em seus respectivos quartos.

Apesar da liberdade maior dos homens, ainda assim, entrar em um sex shop não é uma tarefa tão fácil porque o seu contato passa pelo outro e abrir a boca para falar de si neste quesito não é fácil para ninguém, especialmente se este outro for do sexo oposto. De acordo com um leitor, “Às vezes fico com receio das pessoas que passam e nos vêem lá dentro, principalmente se for uma mulher, e de ser atendido por uma; mas, pelo prazer, a gente encara tudo”.

Pela internet ou até mesmo em lojas físicas, os sexs shops trabalham com uma política de discrição, que é considerada essencial quando o assunto é sexo. No entanto, tais lojas não virtuais encontram-se em ambientes públicos e isso dificulta o acesso pelos que gostam de preservar sua intimidade. Quando se é evangélico, entrar em sex shops é algo mais agravado. Uma leitora disse ao Pudor Nenhum que “Eu tenho receio de entrar em um local desse e, quando sair, der de cara com alguém, principalmente com os evangélicos. Eu vou ficar muito envergonhada, principalmente porque ficam em locais públicos”.

Além desse julgamento como se um evangélico não tivesse uma vida sexual com o parceiro, há também a preocupação daqueles que são muito conhecidos naquele bairro, cidade ou estado. Uma leitora, portanto, enfatiza que “A minha questão é principalmente por ser uma pessoa pública e meu esposo também. Então, vamos supor que eu estou preparando uma surpresa. Se alguém ver e comenta com ele, isso pode gerar um desconforto. E tenho receio de também encontrar alguém na saída. Como são posicionados em locais de muito movimento, isso inibe entrar. Quando a gente fica sabendo de um vendedor individual ou de um sex shop itinerante, a gente fica mais à vontade”.

E é desse modo que tem surgido os sex shops itinerantes a fim de atender a demanda de mulheres e homens que optar por resguardar a sua privacidade. Esta tem sido uma das grandes apostas do mercado e o Pudor Nenhum, é claro, está entrando no ramo. Por enquanto, não venderei por aqui, mas farei resenhas dos produtos. Aos que moram em Vitória da Conquista, na Bahia, é só enviar um e-mail ou comentário que a gente troca figurinhas e se encontra. Para quem for de longe, faça o mesmo e daqui a gente calcula o frete e eu te envio com o coração maior do mundo. Farei também um grupinho no whats e será super sexcreto, ta? Quem quiser, é só avisar. Enquanto isso, vou aqui ajeitar todos os pedidos que vão nos dar o maior prazer com toda a discrição que precisamos. Nos reencontramos em breve!

 

Este será um texto curto, quer dizer, curtíssimo. Eu nunca havia lido um livro para não entender e achar tão chato, mas mesmo assim resolvi trazê-lo para você. Sabe por que? Eu o comprei devido ao fato de adorar Carlos Zéfiro e pelo livro ser identificado como novela. Como eu já havia publicado aqui, Zéfiro é um desenhista que inspirou muitos jovens nas décadas de 50 e 60 do século XX. Quando a gente encontra algum material dele, dá aquela coceirinha na mão e corremos para comprá-lo a fim de ter mais leituras a respeito de quem a gente curtiu ao ver o primeiro desenho.

No entanto, nem toda leitura é válida porque algumas são incompreensíveis e não prendem a nossa leitura. Com este livro foi assim. Desculpa, Chiavenato, pela sinceridade. E não adianta dizer que é porque eu sou burrinha, visto que meu repertório linguístico não é tão pobre assim. Consigo ler e entender metáforas muito bem. Hum!

Apesar da má leitura, o projeto gráfico é muito bom e ele traz um capítulo cujo nome nos faz lamber os beiços chamado “Tudo se cura com cinco letras: FODER”. A cada novo capítulo do livro, há um excerto de Jorge Luis Borges e, neste quesito, é puro amor. Caso resolva comprar assim mesmo e lê-lo, vem cá me dizer o que você entendeu, please. Pode ser que eu tenha lido em dias não muito bons e por isso tenha ficado cega a entendimentos. Oh, esperarei ansiosa. Enquanto isso, fiquem com algumas fotos que tirei desse livro que me matou de tédio.

 

Fotografia: Lu Rosário

A Morte de Carlos Zéfiro03

A Morte de Carlos Zéfiro04

 

PS: Não encontrei nada no Google a respeito do livro, apenas o livro para venda.

 

Para ser sincera, eu não lembro exatamente qual foi o meu primeiro assédio, mas me lembro de alguns tantos que marcaram minha adolescência e me faziam ter medo de andar nas ruas. Sempre que via homens à frente, desviava ligeiramente. De preferência, atravessava a rua para não ouvir piadinhas e, ainda por cima, baixava a cabeça porque – de um certo modo – eu era colocada num papel que me inferiorizava naquele ambiente público.

Quando tinha lá para os meus 11 ou 12 anos, meus seios cresceram. Eu era uma menina franzina com os seios maiores que qualquer outra da minha idade. Uma vez, ganhei uma blusa cujo modelo era similar a um corpete. Minha mãe me pediu que fosse na mercearia comprar algo e, ao voltar, um rapaz bem mais velho passou por mim e sugou-lhe nervosamente a saliva, além de ter pronunciado algo como: “Oh os peito dessa menina”. Nesse dia, eu não sabia onde enfiava a cara. Senti vergonha e me silenciei. Tive receio que se falasse algo em casa, a culpa fosse colocada sobre mim que vesti aquela blusa para sair à rua – detalhe: a blusa não havia sido comprada por mim.

Além deste fato, lembro-me dos meninos que queriam passar a mão em minhas partes íntimas nas aulas em que os professores passavam filme. O escurinho propiciava a mão boba e eles, que não eram tão bobos, sabiam que existiria o meu silenciamento porque falar sobre o assunto faria com que eu fosse colocava numa situação do tipo saia justa. Se negassem a história relatada por mim, quem sairia com “fama ruim” seria eu.

Roupas curtas e decotadas eram motivos de andar praticamente correndo pelas ruas porque chamar a atenção pelo corpo nunca foi, para mim, sinônimo de beleza. Proporcionar os mais diversos tipos de palavras de baixo calão faziam-me temer qualquer aproximação com o gênero masculino. Cresci temendo ousar por causa do julgamento do homem e também familiar. Apesar de minha mãe ser mulher como eu, nunca consegui vê-la como a força que me diria “O corpo é seu, então não se importe com a opinião alheia”. Pelo contrário, ela traz em si este receio – que é fruto da nossa cultura. Logo, eu sou tachada antes de sair de casa se eu usar um decote ou mostrar muito as pernas porque lá fora há quem vai me julgar e, segundo alguns princípios, não posso nadar contra a corrente (Sabe de nada, inocente!)

Lembro-me também de uma vez que um colega na escola tentou me beijar e, no impulso, levantei a mão para bater na cara dele. Ele segurou minha mão e disse para nunca mais fazer isso como se eu realmente fosse inferior e tivesse que obedecê-lo. Prontamente, eu avisei que ele também não repetisse a dose. Apesar de temer e de silenciar, eu sempre fui muito de reflexo/impulso e, em alguns casos raros, manifestava-me até porque considerava o beijo como uma forma de ultrapassar todos os limites. Hoje percebo que todos os outros casos também eram ultrapassar limites, apesar de não haver o toque.

Cresci sentindo-me inferior à presença masculina. Cresci acreditando que atravessar a rua e abaixar a cabeça era a solução porque evitá-los era o meu papel. Cresci acreditando que se não houve o toque, o verbal poderia ser ignorado. Junto com isso, eles cresceram achando que poderiam falar o que quisessem e que – se não quiséssemos ouvir – era só atravessarmos a rua. Caso isso não acontecesse, seria – para eles – como se estivéssemos gostando. A resistência não fazia tanto sentido e ainda não faz. Muitos homens entendem o assédio como um elogio e pensa que nós somos ignorantes o suficiente para ter que aceitar algo – que nos é tão invasivo – como positivo. Tem mulheres que, infelizmente, ainda aceitam e baixam a cabeça porque – como eu – cresceu tendo que agir assim e – diferente de mim – não criou os anticorpos necessários.

Eu esqueci o meu primeiro assédio porque ele veio junto a uma sucessão de outros assédios que permanecem no meu cotidiano. Impossível saber quantas vezes já me chamaram de “gostosa”, disseram que iam “chupar minha buceta e lamber meu cuzinho”, iam me deixar de “perna bamba”, que sou “delícia”, que “até que é gostosinha” ou suportar o cara pegando no pênis e colocando-o pra fora para mostrá-lo em gestos mais que obscenos e por aí vai. Extremamente constrangedor, extremamente desnecessário e violentador. Eu sei e entendo as meninas que baixam a cabeça para tanto desrespeito verbal, mas hoje acredito que levantar a cabeça (pedir baixinho que o pau do cara nunca mais suba), não desviar o caminho e se possível dizer umas verdades é muito importante… até porque não devemos nada a ninguém e tais atos provam que somos mais fortes do que meia dúzia de insolências proferidas por eles. Digo isso a depender do lugar que estamos, viu gente? Se for num lugar deserto, esta atitude pode acabar no estupro que vai além das palavras, infelizmente.

Os grupos feministas nos ajudam a ter mais força, redirecionar nosso pensamento para a igualdade de gêneros e não inferiorização da mulher também é uma ótima válvula. Algo que não podemos nunca esquecer é que nossas filhas e filhos não podem crescer com o temor e o desrespeito pelo qual fomos submetidas. Então, façamos das próximas gerações agentes transformadores desta sociedade que ainda falta quase uma eternidade para se recompor.