HomePosts Tagged "PudorNenhum" (Page 28)

Para quem me acompanha no Instagram, posso até parecer chata porque por lá tenho falado o tempo todo sobre o que é ser mulher em uma sociedade patriarcalista e dona de padrões sócio culturais pré-estabelecidos, mas as coisas convergem sempre para esta mesma direção e acaba sendo impossível não falar nada a respeito. O caso que suscitou a vontade de tocar no assunto foi o de Fabíola, que saiu nas redes sociais devido ao fato dela ter traído o marido com o melhor amigo do marido. Para oferecer subsídios à desvalorização da protagonista, o seu amante é tachado de gordo e seu marido é compreendido como um homem rico. Diante disso, como será que Fabíola vai ser vista e julgada pelos sujeitos que compõem a sociedade? Impossível ter outro julgo que não seja o de puta.

A traição dos homens é algo legitimado em nosso meio social e retifica as expressões que circulam por aí, tais como “nenhum homem presta” e “todo homem trai”. Logo, uma mulher que se relaciona com um homem que a trai pode ou não permanecer com ele e algumas reproduzem o discurso de besta ser ela de o largar porque a traição é vista como comum ao homem e alguns acham que a culpa pode ser dela se não souber satisfazê-lo o suficiente. Já ouvi isso demais, inclusive de pessoas próximas e familiares. Nesse sentido, a culpa é da mulher ou a culpa não é de ninguém já que o sexo masculino pode apenas estar seguindo os instintos (como dizem por ai). Assim, o homem é chamado de cafajeste, descarado, safado – mas, ao mesmo tempo, isso não é visto de forma negativa e, inclusive, ostentam o fato de sê-lo.

Entretanto, quando uma mulher trai, o homem sai vitimizado porque é chamado de corno e sua imagem é relacionada aos dois chifres. Já a mulher também é chamada de safada, descarada e puta. Porém, uma mulher com essa alcunha não acrescenta nenhum ponto positivo à ela, pelo contrário, esta fica a margem da sociedade por tornar-se indigna. À mulher, diferente do homem, não é legítimo trair. O maior exemplo disso foi o caso de Fabíola. Parou nas redes sociais com este teor justamente por ela ser mulher. Se a traição viesse do homem, provavelmente as pessoas não dariam tanta importância por considerarem normal o homem trair.

Outras duas coisas que me chamaram a atenção foi não terem dado muita atenção os outros dois que fizeram parte da história, um deles ficou conhecido como o “gordinho comedor” e o outro como o cara rico. Identificar alguém como gordo é  uma forma preconceituosa de se referir ao outro e ser rico tem sido encarado como um motivo para que Fabíola estivesse com ele. Neste contexto, há toda uma rede de pré julgamentos. No final de tudo, a gente não faz ideia do que rolava na intimidade do casal e como começou a história de Fabíola com o amigo do marido.

A intimidade dos outros, então, tornou-se polêmica e nós não tínhamos nada a ver com isso. Na verdade, continuamos não tendo. Quando me peguntam o que acho do ocorrido, respondo: Desnecessário. Até porque a gente vive sob uma monogamia, mas muitos homens e mulheres traem todos os dias. Ter essa história como algo tão atraente para as pessoas é uma prova de que a mulher precisa lutar muito para vencer as barreiras do binarismo – homem isso e mulher aquilo – e, consequentemente, vencer as do preconceito que nos limita todos o dias.

Ele passa a mão pela minha boca e mete sua língua e suas vontades em mim. Assim começa toda a trama sexual entre os dois. Estava quente e o sexo não pedia atritos, mas deslizava – é assim que defino a relação sexual nesses dias atuais de calor intenso. Quem nunca suou litros durante uma transa? Quem nunca fez sexo pela manhã ou à tarde com o sol a pino? Quem nunca molhou os cabelos de prazer ou sentiu o gosto salgado do outro enquanto os movimentos se repetiam deliciosamente?

Há quem não goste da prática sexual em momentos tão quentes ou em lugares abafados. Para muitos, suar demais pode gerar um incômodo e tanto porque impossibilita o desejado atrito entre os corpos. Alguns também atribuem ao suor a falta de higiene e não gosta do cheiro que alguns sentem advindos dele. Para V.H., “Me sinto incomodado, você ali no nheco nheco e às vezes as pessoas tem doenças transmitidas pelo suor. Melhor sequinho, mas se suar não posso fazer nada”.

O suor provocado por formas de prazer pode ser uma válvula para ascender a sensualidade que há em ambos. Sem contar que favorece um deslizar e o calor duplicado que emana durante o ato, bem como ressaltou essa lindeza de leitor ao dizer que “o suor dá movimento, instiga os sentidos. Parece-me que chega até a ser um certo termômetro: se a relação tá boa ou ruim”.

Suar, durante a relação, é a prova concreta de que o exercício físico realmente está sendo bom e, portanto, nem sempre depende da temperatura externa. Em outras palavras, este calor pode estar vindo de dentro e do fogo que ambos possuem. Há também quem não goste de suar, mas na hora agá não abre mão de prosseguir na foda por causa disso. Uma diva salienta que odeia suar, mas que com o ex ela adorava. Pode isso, musas e musos? Claro que pode. O suor, neste caso, é muito mais do que apenas uma transpiração resultante de atividades.

Ah, existe também quem veja o outro como sensual apenas pelo suor e sem efetivação do sexo. Como relatou P.S., “teve uma vez que peguei o ônibus com um cara todo suado voltando do futebol, super gostoso, confesso que adorei…kkkkkkkkkkkkkkkkk…me julguem”. E mais, F.D completou dizendo que se “um boy chegar de futebol e transar, nossa, deve ser maravilhoso”. Aiai, e deve ser maravilhoso mesmo. Afinal, o sangue vai estar bem quente e o corpo pegando fogo.

Tanto quanto é importante falar sobre isso e trazer os diversos pontos de vista, vale dizer que o sexo só será realmente bom se o suor não incomodar nenhum dos parceiros. Caso contrário, pode ser que venha uma enxurrada a caminho e que esta não seja lá essa delícia toda. Agora é a sua vez de dizer o que acha, comenta aí e vamos papear.

Musos e musas, a pergunta é: O que você pensa quando te convidam para assistir um filme? Reformulando: O que você entende quando alguém, cuja amizade não é tão intensa e cujo clima os circundam, convida para assistir um filme? É isso mesmo, não tem outra. Assistir um filme passa a ser sinônimo de dar uma, de se aproveitar de um momento no qual só os personagens falam para inspirar-se nas tramas dos corpos.

Se for comédia, aproveita para soltar uma piada no ouvido da outra (ou outro) e arrancar-lhe carícias mínimas que se expandem e tornam-se inteiras. Se for terror, para quê olhar tanto sangue e morte se tem uma vida deliciosa ao lado, não é verdade? No suspense, a gente prefere que o susto seja o toque alheio em direções mais interessantes. No romance, a gente acha que tudo é balela e parte para a melhor parte. Já no erótico, utilizamos como inspiração para nossos desenlaces. Um convite como este pode ser tudo o que alguém precisa e a melhor desculpa para uma saída básica, uma dormida fora ou assistir aquele filme que você tava doida. Mas fala sério, sabemos porque você estava tão doida assim! Como um amigo meu diz, “Pô, essa é mais velha que o Motel ‘Cê que sabe’, hein? É a que eu mais uso” e, realmente, é a mais discreta e super cola. Se a menina não quiser, ela não diz: Não quero fuder com você, não quero nada contigo… nem fala nada de grosseiro, simplesmente ela (ou ele) diz que não ta a fim de um filme e todo mundo fica de boa. Tem coisa melhor que isso?

As duas horas de filme sempre se configuram como umas das melhores transas. É tudo ali no chão ou sofá. Tudo rapidinho e com todo jeitinho. Tudo começando no querer não-revelado. Não quero dizer que este convite seja unicamente para este sentido. Claro que há casos em que assistir um filme seja somente assistir um filme. Às vezes o casal se envolve de verdade e fica só na narrativa cinematográfica. Nem todo convite tem esta pretensão, é claro! Enfim, este texto versa sobre o que geralmente acontece. Mas sim, diz aí? Já recebeu ou fez este convite? Está querendo assistir um filme? Nem precisa hesitar, se joga! Só dou um conselho: escolha um filme que já te falaram ser chato porque, assim, o clima esquenta mais rápido e você não se sente culpado(a) por não ter assistido. E, oh, no seu próximo filme, você quem vai torná-lo melhor no seu jeito mais entregue de ser.

Confesso que até pouco tempo, eu nunca tinha visto um vibrador clitoriano. Estava acostumada com aqueles enormes que simulam o pênis e acreditava que só daquele jeito eu poderia sentir prazer. Quando apresentaram-me ao bullet, já foi com o discurso de que ele é super desejado pelas mulheres. Eu pensei: será? Se é assim, então é claro que preciso usar! Antes de usar, logo vendi meu primeiro vibrador bullet e – na empolgação – meu cliente comprou as pilhas de imediato e fez um videozinho me mostrando a velocidade do danado. Foi amor à primeira vista, não minto. Acabei ficando com um pra mim e, como eu já disse, já testei e aprovei.

Este da foto, ao qual me refiro, é um vibrador bullet cápsula da Sensual Love. Apesar de alguns sites dizerem que ele também pode ser inserido nas regiões anal e vaginal, eu acho que o créu número cinco no clitóris já é o suficiente para nos deixar cheios de prazer até a tampa. Algumas mulheres não sabem direitinho onde se localiza o clitóris, então trouxe essa imagem para que não reste nenhuma dúvida às lindas.

ilustracao-vagina-clitoris

Este vibrador mede, aproximadamente, 5cm de comprimento por 2,8cm de diâmetro e o controle mede 9,5cm de comprimento e 3cm de largura, cuja utilização é feita por meio de 02 pilhas AA. É isso mesmo, ele tem controle. O fato de funcionar assim faz com que os homens também sintam interesse em adquiri-lo para umas brincadeirinhas a mais com a parceira. Inclusive, li no Bolsa de Mulher que este é um dos produtos preferidos pelos homens. Saber disso faz com que as comprometidas sintam mais vontade de usá-lo e percebam que a coisa é realmente boa.O bom é começar com a menor velocidade e depois ir aumentando até ficar louca e partir para outras preliminares e finalmentes, caso esteja fazendo isso acompanhada. Se você sozinha, então goze, minha linda. Você merece!

Só teve uma coisa nele que eu fiquei meio assim, desconfiada, foi o fato dele fazer um barulhozinho enquanto vibra. Se tiver gente em casa, for à noite e o silêncio estiver predominando o ambiente,, a saída é dizer que é o celular que não para de vibrar. O som dele parece um celular vibrando, ou seja, não dá para usar em qualquer lugar porque pode ficar chato. Fora isso, super recomendo. Para vocês perceberem como o safadinho vibra, fiz este vídeo abaixo para verem.

 

 

Antes e depois de usá-lo, é importante lavar com água e sabão neutro. Eu tive cuidado com o fio e só lavei a cápsula, peço que tenham o mesmo cuidado. E caso queiram um desses, saibam que vocês podem encontrá-lo nos Mastubadores e vibrador rotativo e na Rede sex shop – o precinho está ótimo. Um beijão, então, e muitos gritinhos de prazer porque nós somos uma gostosura e, portanto, merecemos!

Hoje entrei no Facebook e me deparei com vários relatos acompanhados da hashtag #MeuAmigoSecreto. Fiquei louca de curiosidade para entender o que significava aquilo e, ao pesquisar, a razão era óbvia: havia uma campanha contra o machismo por trás de todas aquelas histórias. Como uma brincadeira, a intenção era falar as características daquele com quem se convive e que pratica o machismo em seu dia ou dia – tanto de forma clara quanto sutil. Desse modo, ficou (e fica) evidente o quanto estamos cercados de pessoas machistas, preconceituosas e que, portanto, violentam física e psicologicamente o parceiro ou parceira por meio de um discurso tão intolerante e desrespeitador.

Para começar, vou citar alguns dos meus amigos secretos e, para ver outros, basta colocar a tag no Facebook e dar enter. Quem quiser compartilhar seus “amigos” também, sinta-se à vontade para fazê-lo nos comentários desta publicação ou faça pelas redes sociais. Parece que quando a gente compartilha tais informações, mesmo de forma anônima, nos sentimos mais aliviados por não guardarmos aquilo só com a gente. O bom dessas campanhas é isso. As mulheres estão cada vez mais emponderadas e o machismo, cada vez mais, vem sendo reconhecido em cada sutileza manifestada.

#MeuAmigoSecreto descreveu sua prática de masturbação, concluindo com um “gozei” depois que descobriu que escrevo sobre sexo. Não me deixou nem falar. Agrediu-me virtualmente. Antes disso e pessoalmente, nunca havia se manifestado sexualmente em relação a mim.

#MeuAmigoSecreto acha que para eu arranjar um namorado, preciso largar o Pudor Nenhum porque homem nenhum vai me levar a sério.

#MeuAmigoSecreto acha que quem conhece o meu blog, só me quer pra comer.

#MeuAmigoSecreto acredita que mulher que escreve sobre sexo só serve para trepar.

E o seu amigo secreto? Vamos espalhar toda essa violência machista por aí, vamos nos despudorar! A gente se encontra por aqui, pelo Facebook ou pelo Instagram, tá? Você quem manda!

Nunca se viu tanto, nas redes sociais, um pedido tão inusitado quanto o “Manda nudes”. As pessoas, cada vez mais, têm rompido as barreiras da intimidade e exposto seus corpos nus. Em alguns casos, apresentá-lo virtualmente é uma forma de elevar a autoestima e tais atos jamais seriam realizados, apenas em conversas triviais, se fossem no tete a tete. Além disso, você também consegue se aproximar intimamente de alguém que deseja por meio da liberdade que o encontro não pessoal permite. Falar sem olhar nos olhos possibilita ser mais aberto para questões íntimas. De acordo com a Revista Galileu, que abordou muito bem este tema na edição 292,

 

“(…) os adeptos não param de crescer e já ultrapassam os 50% entre os jovens de 18 a 24 anos, como revelou uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. “Trata-se de um grito de liberdade. Ao mandar uma foto sensual para outra pessoa é com se você dissesse: ‘Olha, esse é meu verdadeiro eu'”, defende a psicóloga Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada (SP).

 

Além da liberdade que nos coloca em um auto conhecer-se, há também a autoafirmação – uma prova de que eu sou bom ou boa o suficiente para que nos conheçamos –  e a possibilidade ou ligeireza na concretização de atos sexuais ou de encontros mais acalorados. O leitor FD diz que “adoro nude. Acho que depois da nude o negócio rende mais rápido, principalmente se você tiver a pirok grande (no meu caso) rs. Os boys ficam loucos e se for um sexuzinho casual, rola mais rápido”.

Apesar de ser cada vez mais comum a troca de mensagens e fotos sensuais (ou explícitas mesmo), é preciso ter cuidado para não fotografar coisas que nos marcam demais, tais como tatuagens, pintinhas maiores pelo corpo, partes da casa. A internet é um campo propício à viralização do que chega nela. Desse modo, tais imagens e prints podem chegar às mãos de qualquer pessoa e, por isso, a pessoa precisa ser de muita confiança. Em alguns casos, nem sendo de confiança adianta porque celular roubado ou perdido também pode cair nas mãos de qualquer mau caráter.

Aos casais de plantão, trocar umas fotinhas é algo delicioso porque esquenta tudo na hora que rola o encontro. É aquela coisa de “Provocou? Agora vai ter que aguentar” e isso tanto pode vir da mulher quanto do homem, mantendo o relacionamento a todo vapor.

Confesso que já enviei nudes para namorados, ficantes, amigos e conhecidos e pretendo continuar enviando para quem eu achar que merece..hahaha. Cada vez que faço isso, tenho meus cuidados e tenho meu tapa na autoestima e na sexualidade. Eu me acho bonita e gostosa nas fotografias, além de me autoafirmar – é claro! Acho que isso ainda é algo que vai perdurar muito tempo, principalmente entre aqueles que tem uma sexualidade bem aflorada. Sem contar que tais fotinhas e palavras podem proporcionar toques e orgasmos. E você, o que acha a respeito do assunto? Diz aí que a gente compartilha ou eu vejo maravilhosamente caladinha, ta?

Dizem que eu sou puta porque visto roupa curta e, por isso, dizem também que estou mostrando o útero. Dizem que sou puta por usar um decote e deixar saltar os seios porque acreditam que meu salto me deixa desajeitada e meu cabelo jogado de lado é digno de uma prostituta – afinal, há estereótipos que perseguem muitos tantos. Se ser puta é vestir e jogar o cabelo como eu gosto, então sou puta sim.

Dizem, também, que sou puta em me esconder sobre roupas demais e depois falar putaria. Acreditam até que meu boquete dá de dez em qualquer profissional que abocanha diariamente. Que seja, que assim eu seja puta. Dizem, inclusive que meu batom em minha boca carnuda é, simplesmente, para chamar a atenção e coisa de quem é puta sem tirar nem por. Como eu já disse, se for assim, sou puta mesmo.

Minha putice está na boca dos desconhecidos que entendem minha escrita como pura pornografia. Se eu sou puta porque escrevo sobre sexo, coloco fotos semi-nua e escolho outras gozadas para aqui expor, que eu seja uma putinha com nome e sobrenome. Sou puta de classe com pedigree: não erro nos pontos, nas palavras e nas rimas desencontradas. Se tudo o que escrevo é falar demais e é me achar demais, então sou puta ao quadrado. E se toda provocação não se manifesta concreta, eleva à potência toda minha putice e me completa com um descarada – esta cabe no mesmo conjunto e sai da boca às cusparadas.

Eu sou puta porque tenho cara de santa, cara de ingênua e cara de menina. Seria puta, também, se tivesse cara de vadia e lambesse a ponta dos dedos como se lambe o sexo alheio. Sou vista como puta como quase toda mulher. Sou vista como puta como você pensa não ser. Sou apontada, mesmo sem ver. E minha mãe que nem faz parte da história, vira puta também.