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O Pudor Nenhum, agora, está de cara limpa, lavada e ainda mais descarada. Quam acessar pelo celular ou tablet, verá a diferença de ser ter um conteúdo mais leve e fácil de manusear. Quem conhecia antes e está acessando, neste momento, também sabe muito bem do que estou falando quando digo da cara do Pudor Nenhum. Mais do que falar de tudo o que envolve o universo relacionado ao sexo e sexualidade, o Pudor Nenhum também quer ver, sentir e gozar com você assim mais perto e, para isso, criou uma nova categoria: Contos Hot.

Nos Contos Hot, você manda seu conta e a gente publica. Claro que não é assim “mandou, publicou”. É preciso ler, ver se tá tudo bonito sem ferir os direitos humanos. Logo, cenas de zoofilia e pedofilia não cabem aqui. Fora isso, a gente corrige os possíveis errinhos gramaticais e manda e-mail dizendo que o conto foi aprovado para que ele, lindamente, seja publicado.

Além do mais, as postagens vão começar a ter ritmo e serão publicadas às segundas, quintas e sábados. É só você acessar pra me ler, pra ler outras pessoas, para se divertir e se permitir publicar.

 

Um beijão e nosso encontro, aqui, está marcado!

O I Encontro de Despudorados aconteceu em Vitória da Conquista, na Bahia. Uma maranhense veio pra cá e os pequenos encontros começaram a acontecer em almoços, risadas e resenhas. Sabe aquele sentimento de que as coisas saíram do celular e passaram para a vida real? Foi deste modo com a gente. Sabe aquela sensação de que você é a culpada pela formação de novas amizades, pelas redescobertas e momentos inesquecíveis? Foi assim que me senti – flutuando, sem palavras e com um sorriso de orelha a orelha.

Foi marcado o local, a data e o horário. Foi feito bolo com gosto de quero mais. Foi dia de estrear a lingerie da Bebela Lingerie (Veja mais lá no Instagram dela – @bebelalingerie) e foi dia de se divertir e esperar por todas as possibilidades despudoradas da vida.

Vi decotes, vi timidez ficando de cabeça pra baixo, vi belezuras segurando o tchan e chamando a atenção por onde passava. Vi beijo na boca, selinhos sendo trocados, copos sendo levantados e egos exaltados. Acompanhei recadinhos de mesa em mesa, encontros outros sendo marcados e curiosidades sendo desmascaradas.

Foram poucas pessoas e poucas mesas compartilhadas, mas esse pouco fez valer a lotação do espaço, a vontade de continuar mais por ali, bem como o suscitar de inspirações e despudores. Para completar, fotos daqui e acolá com a marca do Pudor Nenhum foram mais uma atração da noite que prometia e cumpriu plenamente o seu papel – aconchegar ainda mais quem acompanha o Pudor Nenhum e despudorizar. Logo abaixo, encontram-se algumas fotos com a cara da delícia. Deem uma olhadinha!

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Além destas fotos, com certeza tem mais. Porém, ninguém precisa ficar vendo por aí a não ser os participantes que quiserem compartilhar. Algumas outras também estão no Insta @pudornenhum para quem estiver com curiosidades. O encontro foi lindo demais e certamente haverá outros, tanto na Bahia quanto em qualquer lugar do Brasil. Quem quiser organizar, é só me chamar que eu vou!

A palavra “amante”, para mim, nunca teve uma conotação negativa. Pelo contrário, sempre entendi que o termo substantivava o ato de amar. Quem ama é amante, seja lá do que for. Eu, por exemplo, sempre fui amante de livros, filmes e música – inclusive, também sempre fui eclética e livre para experimentar formas, sabores e texturas. Falar de amante era preencher lacunas poéticas com derivações de uma palavra maior que, se tirar a vogal “i” do meio, torna-se amor.

Com o tempo, compreendi que falar de amante não era apenas referir-se a amores sadios e sedentos; mas que poderia haver toda esta intensidade, mesmo sem amor, em uma transgressão que carregava o mesmo termo. Transgredir, neste caso, é ultrapassar as barreiras de um relacionamento cujo sentido encontra-se na monogamia. A pertença única de um ao outro não aceita terceiros e se este, por acaso, aparece, logo recebe o nome de amante por também estar ali para preencher algum espaço de carinho, de sexo, de liberdade.

Amante, então, torna-se algo não aceitável. Metaforicamente, um portão aberto sem permissão e cuja chave foi jogada longe porque ter ou tornar-se amante parece ser um caminho sem volta, em que as consequências dependem do envolvimento dos três – ou quantos mais forem os envolvidos.

Julgar, então, passou a andar junto daqueles que fazem do proibido a forma inexata do amar. A gente julga sicranos e fulanos de todas as formas pelo ato de serem amantes. E tais julgamentos não têm escolhas nem circunstâncias nem meios termos. Apenas são. Representam uma maioria, inclusive de descabidos, que não se vê ocupando esta posição em pleno seio da sociedade.

Fazer parte dessa espera relacional nem sempre é uma questão de escolha; pelo contrário, pode ser um acaso, uma consequência de uma série de fatos que não cabem neste espaço. Assim, a gente se coloca enquanto indivíduos porque os amantes se constituem de experiências únicas que não nos cabe negativar ou julgar.

Transgressões acontecem, até mesmo quando atravessam desautorizadamente a faixa de pedestres. E apesar do ser amante ser apontado como aquele que foge das leis éticas e morais as quais conhecemos e nos sentimos representados, a individualidade só diz respeito a cada um em particular e a origem da palavra ainda há de permanecer – em meus versos, em meu corpo e em meu olhar – ainda que eu já tenha vivido o ser amante em todas as suas formas de se colocar.

 

Aai, que delícia. Ui. Pá. Aaaaaaaaaaah. Com mais gritos, você de repente se desfaz e, assim, pensa: – Que orgasmo do caralho. Ou não pensa assim, aí depende do seu vocabulário mais ou menos escrachado. E aí o orgasmo fica sendo aquele momento mais gostoso do sexo, que dura segundos, mas que se configura como o ápice do prazer. E, assim, o orgasmo fica sendo todo fim de sexo e todo anteceder de corpo mole e cansado dos enérgicos movimentos que a atividade exige. Só que nem todo mundo consegue identificar esse ápice e diz que é prazer a gostosura que deveras sente. Como todo parafraseio, o orgasmo é um pá que chega sem avisar e vai sem perceber. Ops, não é bem assim não.  E, então, compreendendo orgasmo enquanto uma intensidade de delícias em um único momento, há que se vê-lo em outros momentos da vida ou de assim trata-lo ou renomeá-lo. Tem gente que diz ter orgasmo após comer chocolate, outros após matar a sede e alguns consideram o orgasmo apenas com gente. De tudo e do seu mais um pouco, o que você diz?

Uiuiui, falar de sexo oral é uma tentação! Só em começar a escrever-lhes, já fico com água na boca! Eitha!

O prato principal deste post é esse mastro que só vocês, homens, têm. E a mulher, quando quer, ela sabe caprichar e fazer qualquer homem virar os olhos de tanto tesão. Entretanto, para que a bocada seja boa mesmo, é preciso que o homem também tenha alguns cuidados. Um deles é deixar o pênis limpinho e sem tantos pelos, pois quando a genitália está muito  peluda fica difícil uma melhor performance da mulher. Neste aspecto da higienização, é relevante optar por um banho juntos, se possível, para que não tenham dúvida do odor na hora da refeição e para que aproveitem da circunstância e se dêem no pouco espaço do banheiro.

O sexo oral, até mais que outras variantes no ato sexual, exige prazer e concentração. Se uma mulher não estiver tão satisfeita em chupar o pirulito do parceiro, melhor não fazê-lo por que senão ele irá perceber seu desprazer ou então ficará enjoada.

Abocanhar a ereção com calma, começando pela barriguinha, descendo pela virilha com a língua e alisando os testículos é a melhor maneira de deixá-lo tremer na base. Enquanto você chupa com todo prazer do mundo, alise os testículos dele e segure firme no pênis simulando uma masturbação. Ah! E durante todo esse processo, olhe para ele e olhe nos olhos dele mostrando que está no controle. E outra: mulher tem essa preocupação de estar bonita ou não. Amiga, não importa se você está descabelada ou com olheiras. Nada importa! Ele vai te achar um e-s-p-e-t-á-c-u-l-o!

Algo também importante é a sensibilidade que o homem tem na cabeça do seu melhor amigo. A personal sex trainer Fátima Moura diz, em entrevista para o IG, “Contraia os lábios na glande e não mova mais a boca. Mexa a cabeça em círculos e deslize suavemente”. A glande é a cabecinha, vale salientar! Oh delícia, mô pai!

Aproveitando o assunto, a ciência descobriu que o sexo oral tem causado mais câncer de garganta do que cigarro e bebida devido ao vírus HPV, maaas não se assustem! Há vacina, há prevenção com o uso de camisinhas e também há camisinhas hiper fininhas e dos mais diversos sabores. O sexo oral pode ser mais que gostoso sem risco nenhum! E de falar tanto, só bate a vontade! 

Despudorados, o que vocês acham disso tudo? Depoimentos? Situações inusitadas? Porque o melhor de tudo é fazê-lo em qualquer lugar, é bem facinho de disfarçar e dá para alcançar um orgasmo em ambos, basta doar-se.

Há algum tempo, deparei-me com um texto postado por um conhecido. Ao começar a leitura passando os olhos, eu li que “Quando as pessoas gordas têm autoestima, elas se respeitam e se amam. E a consequência óbvia disso é que elas automaticamente esquecem que a obesidade é uma doença e que precisam emagrecer“. Com isso, continuei a leitura e me senti tocada por alguns pontos que o texto tratava, tais como o fato de uma pessoa gorda não poder ir à praia livremente pela ofensa estética que isso pode causar aos outros, bem como a necessidade delas serem lembradas pelo quão terrível é a obesidade.

Inicialmente, comentei com um “Credo” sem me atentar ao real sentido do texto e depois comecei a entender a ironia que estava por trás daquelas palavras. O blog, onde o texto se encontrava, chama-se “Não sou exposição – imagem não determina valor“e já traz um nome que é uma lindeza de se ver, pois – é claro – que nosso corpo não deve servir como vitrine para mostrar quem somos. Ao olhar as dicas, os reclames, a indignação e relatos de leitoras, pude compreender o meio no qual a escritora estava inserida e o quanto aquele mundo que ela criara era importante para todo um universo de homens e mulheres lindas que não se reconheciam como tal devido aos quilos a mais que possuíam. 

Antes, o corpo ideal era aquele que tinha gordurinhas a mais porque ser assim era sinônimo de saúde. Para comprovar, temos as fotografias e pinturas de outras épocas. Com o tempo, “ser gordo” passou a ser sinônimo de obesidade – termo usado para designar uma série de doenças ocasionadas pelo excesso de gordura no corpo. Certo, saúde é essencial; mas todo gordinho pode ficar doente ou é doente por causa dos seus quilinhos? E, assim, foi surgindo toda uma história de que quem é gordo precisa fazer dieta, não pode comer isso ou aquilo, precisa entrar na academia e fazer aplicações disso ou daquilo para emagrecer.

As clínicas de estética aumentaram e tornou esse mercado um dos mais promissores na área de medicina. Não obstante, há quem curta ser mais cheinho e cheinha. Para eles, a indústria da moda também começou a dar um boom e investir em roupas de tamanhos maiores para atender todas as demandas. No entanto, as modelos plus size, como são chamadas as fofas e fofos, não tem aquele corpinho redondinho e cheio de curvas características. Pelo contrário, elas mantem um corpo com as curvas que são veneradas na mulher magra. As gordinhas, em vez de se contentarem com seu corpo, descobrem que precisam se adequar a um padrão de cintura fina e quadris largos. Diante disso, como não afirmar e reafirmar que a ditadura da beleza está aí todo o tempo para estabelecer e impor suas regras. Pior: regras para que possam ser aceitas na sociedade e, enfim, serem felizes?

A linda do blog “Não sou exposição” encontrou, por meio da escrita e da rede virtual, uma maneira de expor seus anseios e compartilhar seus sentimentos contra esse sistema que nos limita e que quer nos dizer como devemos ser. Ser gorda é lindo. Os magrinhos que me perdoem, mas uma gordurinha é fundamental (Sério, eu amo gordinhos. Sinto tesão). Já a saúde é um caso a parte, gordo ou magro estão sujeitos aos males que um descuido na alimentação pode trazer. E aí, o que você me diz sobre o assunto? Por e-mail ou comentário, você já sabe: o Pudor nenhum é nosso!

Silencio. Respiração.

A poesia começava ali, naqueles três passos que a levavam até ele.

Puxou-a contra si, rancou-lhe o que restava de ar e atravancou as mãos que, antes, já insinuavam fortalezas.

 

Respiração ofegante.

Continuava ali, começava uma dança: sentados um sobre o outro. Abertos. Pausados. Propícios.

Esfregou-a em si. Colou lábios, pele e nariz. Sentiu algo escorrer – vontade de pegar e morder.

 

Aceleração.

O sangue desesperado. Mas o pensamento ali. A boca no falo. A tentação querendo se exibir.

Havia algo errado. Algo estava por vir.

Puxou-o para si, grudou-lhe com as pernas. Queria mais que gosto da raiz, do caule que faz.

 

Silêncio. Respiração.

O celular toca e ouve-se uma voz.

O movimento clama e ouve-se outra voz:

– Estou quase gozando.

E goza-se o querer que se desfaz quase como foi da última vez.