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Naquele dia, conversávamos sobre assuntos relevantes e sobre os filmes que assistimos. Falávamos também de algumas leituras. Eu falava de Triângulo das Águas, de Caio Fernando Abreu, enquanto ele me dizia que estava lendo On the Road, de Jack Kerouac. Cada palavra que trocávamos, cada ironia minha e percepção dele me tornavam mais apta a sensações deslocadas de tesão por aquela pessoa que se apresentava para mim de forma tão perspicaz.

Assim como muitas mulheres, compreendo a inteligência como um afrodisíaco. Ela nos instiga a querer conhecer mais o outro e aliar-se a ele em outros sentidos que não sejam somente os cognitivos. Certo que esse não é um critério para todas as mulheres (e nem para todos os homens), mas para mim e às que compartilham do meu sabor pelos homens inteligentes, há que se entender a te(n)são que dá estar perto de um homem ou mulher inteligente.

Um homem inteligente sabe usar isso a seu favor. Primeiro porque ele não tem mente quadrada, pelo contrário, ele sabe ouvir o outro e se colocar no momento adequado. Segundo, ele sabe que nem tudo deve ser levado ao pé da letra, portanto, o seu bom humor nos prestigia tornando o encontro descontraído. E terceiro, ele pode ter malícia. Mas não é aquela malícia exacerbada e a todo instante.  Pode ser uma malícia que sabe se impor, que sabe ser tentadora e que provoca (e como provoca!).

Homens inteligentes atraem em tudo: pelo seu comportamento, pelas atitudes, pela postura, pelo domínio do que se quer falar, pela pegada na hora ideal. Além do mais, mulheres gostam de ser surpreendidas. Lidar com um homem mais esperto que ela, a deixa ouriçada. Há coisa melhor e mais atraente do que isso? Quem bem disse isso foi Theophile Gautier ao concluir que “Amar é admirar com o coração e admirar é amar com o cérebro”. E eu concordo com ele, posto que o invólucro corpóreo é só uma vestimenta que apresenta o homem, ele em si é o que se mostra por dentro quando conversa e exala isso em palavras.

Todo o erotismo está justamente nesse apresentar-se, nessa exposição do que nele contêm. E inteligência não é só domínio de conteúdo, mas sim um pacote no qual estão inclusos caráter, atitudes e experiências de vida. Digo isso porque conheço homens graduados e pós-graduados em boas universidades, mas ignorantes e machistas. Para mim, o homem pode ser destituído de beleza porque não estou nem aí! Quer dizer, não precisa exagerar ao me apresentar para um sem dentes, menor que eu e tal porque seria hipocrisia minha dizer que somente a inteligência é fundamental.

A beleza também tem sua importância. No entanto, se for para escolher entre a beleza e inteligência, prefiro o fator inteligente. Salientando que a beleza é algo totalmente relativo e a inteligência também, é necessário uma conexão e sintonia entre pensamentos para que o ritual de sensualidade se complete, concorda? Não sei se você vai me achar seletiva depois deste texto, mas não pense que sou. Inteligência não é algo que se adquire somente e livros e universidades, ela vai além, digo que ser inteligente é saber lidar com a vida.

Diante disso, lembro-me do termo sapiossexual – aquele que é atraído sexualmente pela inteligência. No entanto, acredito que eu não seja porque minha atração ainda não alcançou os limites femininos e ser sapiossexual não tem a ver com gênero. Espero, ainda, conhecer muitos homens que me atraiam pelo bom papo. Sinto falta de sentir esse desejo brotar.

O próprio título já assusta e eu também me assusto em pensar nessa possibilidade (ou vivê-la, pois nunca se sabe!). Acontece que viver sem sexo é o que há de inimaginável na sociedade atual, na qual as pessoas têm se tornado cada vez mais ativas sexualmente. Deu a primeira? Então pronto, não vai mais querer parar de dar. Abrir as pernas tornou-se um prazer indissociável. Meter lá dentro e gozar tornou-se parte do cotidiano masculino. Não que todo mundo faça sexo todo dia, mas todo mês é necessário que o ato se repita um ou algumas vezes.

A abstinência pelo sexo é algo que perturba todos os sentidos, além de nos tornar tensos (ou ainda mais tensos). Ao fazer uma pesquisa, encontrei algumas informações que salientam essa questão. O endocrinologista  e consultor internacional da Royal Academy of Esthetic Medicine Tércio Rocha disse que o sexo tira o foco da comida, ajudando a emagrecer. Além do mais, o sexo libera GH (Hormônio do Crescimento) e endorfina, ocasionando uma sensação de prazer e satisfação. A falta de relações sexuais também pode prejudicar o humor e a concentração, desse modo, a sexóloga Walkiria Fernandes disse, em texto publicado pelo Ig, que a libido, ao ser estocada no corpo, precisa ser liberada se não for “pelo  caminho do sexo, geralmente ela sai em forma de nervosismo, mau humor, impaciência”. Porém, não é simples satisfazer essa vontade porque nem sempre temos alguém ao lado para transarmos e seguirmos a vida normalmente.

Muitas vezes, as pessoas ficam sem sexo por escolher não transar com qualquer um que se disponha, por não gostar de relações temporárias ou por não se mostrar disponível e, assim, também não chamar a atenção nem se apresentar atraente. Uma forma de amenizar esse desejo resguardado é a masturbação que, apesar de ser um ato solitário, é uma forma de sentir prazer e conhecer o próprio corpo. Quem curte masturbar-se, opta por ver sexo por meio de vídeos ou imagens educativas a fim de aumentar ainda mais essa vontade de se tocar e se auto agradar.

Há pessoas que preferem escrever, outras adoram um sexo virtual ou por celular – salientando que ambos convergem para a masturbação – e há quem canaliza o pensamento para outros lugares, evitando pensar no bendito sexo. Uma leitora me disse que “embora eu fosse ativa demais e muito contente com isso, não estou me sentindo mal por estar como estou… o tempo me faltou e o tempo de me interessar por alguém também. Ouvimos sempre as mesmas coisas e ficamos cansadas”, assim, ela riu e completou dizendo “preciso de algo como tango, vinho e fotografia. Não de uma coisa que me dê o prazer de um segundo e eu nem queira lembrar depois”. Como vês, a leitora segue seu cotidiano sem lembrar-se de tais questões e sem querer algo passageiro, prefere que, quando aconteça, seja com alguém por quem sente algo além da atração para que o ato seja de total entrega e de boas recordações.

Ficar sem sexo não é nada fácil, mas também não é tão desesperador a ponto de nos tornarmos inertes. Quem quer, corre atrás. Quem não quer, vai levando a vida, pois o tempo e a correria diária se encarrega de lhes tirar o desespero. Espero que minha leitora encontre seu par perfeito para uma noite melhor ainda e que todos os meus despudorados façam muito sexo e se masturbem bastante em todas as posições e sem pudor algum. Afinal, a vida é um desfrute e deve ser apreciada com o lamber dos beiços.

Em uma conversa sobre sexo com amigos, chegamos à premissa de que rapidinho é foda, mas devagar é mais gostoso. Para concluir isso, as coisas não são tão simples assim. Quando pensamos em sexo, também pensamos nas circunstâncias que tornam possível a sua realização. Um sexo rápido, sem delongas, sem muito pensar, com riscos e sem tempo pode ser uma delícia porque nos preenche de adrenalina e oferece uma tonalidade mais selvagem ao ato. Entretanto, o sexo devagar é mais comedido, mais tranquilo e permite ao casal se desfrutar com mais paciência e mais vontade. Neste, o sexo é saciado aos poucos e em seus mínimos detalhes. Soa até como romantismo, mesmo não o sendo sempre.

A questão do sexo ser rápido e devagar é  uma questão de gosto, de escolha dos indivíduos. Acredito que o fato de gostar de se fazer de um jeito ou de outro também é marca da personalidade do desejante. Além dessas opções oito ou oitenta, há que se considerar o fato de se começar o sexo devagar e depois acelerar ou vice-versa (considerações também colocadas entre amigos). Começar devagar é seguir o ritmo de conhecer o outro, acelerar depois é tornar a prática múltipla e facilitar os orgasmos. Quando acontece vice-versa, pensa-se em algo que começa impulsivamente e depois alivia para que todos os sentidos sejam melhor trabalhados.

Um leitor salientou-me que depende, eu particularmente começo bem devagar pra instigar os instintos e vou acelerando aos poucos, até porque nós homens temos que nos policiarmos já que chegamos ao orgasmo mais rápido (em tese e nem sempre), mas faço assim e depende também do local e com quem estou, se é preciso mais romantismo ou mais agressão”. Então, como vemos e como veríamos se houvesse outros relatos, essa questão do sexo ser rápido ou devagar é totalmente relativo – o que não nos impede de manter a assertiva que diz que rapidinho é foda, mas devagar é mais gostoso

Devagar é para os amantes, para os sentidos. Rápido é para o gozo. Devagar é para a satisfação corpo e alma. Rapidinho é para a carne e seus prazeres. Diante de tudo isso, há duvidas? Muitos não mais tem. E se perguntarem o que eu prefiro, fico dentro desta afirmação que se encontra no título da postagem. E, antes de encerrar o texto, desejo-lhes, leitores queridos, ótimos fodas e gostosuras para vocês porque a vida é dessas.

Eles fizeram sexo, nada mais do que isso. Nunca ficaram, ela sentia tesão por ele e ele, evasão. Não houve beijos nem compartilharam carinho algum. Houve penetração, língua que queria lamber e boca querendo chupar. Yara, desse dia, não irá esquecer.

Não irá esquecer da insipidez que transmitia e do fulgor que fora ao deixar-se penetrar. Yara mostrou seu lado vulgar, seu lado mulher, sua face não vista. Ele mostrou seu lado sacana. Yara percebeu, então, o quanto havia frieza em todo aquele encontro corpóreo. Concluiu o quanto não foi desejada e, mais ainda, descobriu que conseguiria mais do que isso em outros meios que não aqueles.

Yara, apesar da mecanicidade do sexo ao qual ela se permitiu, possuía delicadeza e um romantismo entrelinhas. Ao refletir incansavelmente, Yara repetiu não mais se deixar levar pela pele e pelo sentir, pois a não-reciprocidade abre caminhos para o não ceder.

 

 

Nada melhor do que sexo, isso a gente já sabe. Mas nada melhor do que sexo com pegada, pode ter certeza. Quando me refiro a pegada, não quero dizer de algo simplesmente forte, tal como diz o ditado “Me joga na parede e me chama de lagartixa”; estou dizendo de algo a envolver mãos e te desnortear. 

A pegada é aquela forma que o homem usa para intimidá-la em um momento íntimo. Não importa se ele chega devagarzinho ou rápido, o importante é o resultado disse sobre você. Ele pode dar uma de D.Juan e seduzi-la ao extremo com toda delicadeza ou pode ser bem instintivo e prensá-la em alguma superfície, invadindo-a por completo. Cada homem tem a sua pegada e cada mulher tem seu gosto, é claro!  

Além do mais, o texto está direcionado para a mulher, mas eu posso inverter a situação e dizer que a mulher também precisa ter pegada. Uma mulher que fica a mercê das atitudes do parceiro, mesmo depois que os beijos começaram, não atrai muito o sexo oposto. A mulher precisa de reciprocidade, caso não seja ela quem inicie o rala e rola. Ela precisa ter um jeito que é só dela de mostrar o tesão, seja carinhosamente ou pela selvageria.

Faz parte do enlace dos dois nessa trama gostosa de se pegar e de se dar. Agora você que está me lendo, diz aí: Como você curte a pegada? Eu sou fã da famosa pegada federal, aquela forte e que a pessoa mostra todo seu ímpeto de uma só vez. Despudorize-se, então, e vamos papear ou se pegar, quem sabe!

Dizem que na Grécia Antiga, as mulheres eram tidas apenas como fracas e parideiras e o que mais rolava eram relações sexuais entre homens, aqueles que detinham força e poder. As relações homossexuais eram motivos de orgulho entre os gregos, principalmente quando o ativo da relação lhe era superior. Nesse enrolar que viviam, descobriram o ânus como um local que proporcionava o maior tesão.

O ânus é uma região estreita, cheia de terminações nervosas e que, portanto, é super sensível. Sentir uns carinhos e uns beijinhos neste buraquinho que é só seu pode significar o elevar-se ao céu. Já deu para entender o que quero dizer com esse discurso todo, não é? Sim, já deu.

As carícias realizadas com a boca no ânus é o que conhecemos como beijo grego. O beijo grego pode ser perfeitamente feito entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, tanto faz. O parceiro ou parceira pode ficar de quatro ou, caso não queira assim, em outras posições que favoreçam o alcance dos lábios e língua na região tão desejada. Fala sério! O ânus quando bem limpinho e cuidadinho é bem bonitinho e proporciona os mais diferentes prazeres. Digo isso porque há quem tenha nojo de lá como se todas as outras coisas que são feitas no sexo fossem hiper limpas.

Além deste preconceito em relação ao ânus, há também o dos homens em não deixar a mulher tocar neste lugar tão cobiçado por eles no sexo oposto. Acham que lá só eles podem pegar e o vice versa é errado e coisa de gay. Amigos, macho que é macho sente prazeres em todos os lugares e continua macho! E meninas, se vocês ainda não experimentaram, peçam ao parceiro para tentar. Todas as formas de amor no sexo são sempre válidas!