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No início é estranho. A gente fica sem entender como usa, acha grande demais, anti-higiênico, nojento. Comigo aconteceu a estranheza logo de cara e, junto com ela, a curiosidade. Afinal, se fosse ruim, muitas mulheres não estariam aderindo e elogiando a novidade que, na verdade, nem é tão novidade assim.

O coletor menstrual, de acordo com informações do The Museum of Menstruation and Women’s Health (tal como consta no Wikipédia), é produzido desde a década de 1930 e há registros de coletores rudimentares desde 1867. O primeiro a ser panteado foi produzido nos Estados Unidos e, apesar de ter havido venda e divulgação significativas, o silêncio sobre o assunto se instaurou posteriormente.

Na década de 1950, após a Segunda Guerra Mundial, voltaram à fabricação dos coletores e, em 1963, por falta de látex e por não ter se popularizado, eles caíram em desuso reaparecendo em 1970 como um coletor descartável. Entretanto, durou poucos anos no mercado. Desde 1987, tem sido fabricado, também nos Estados Unidos, o coletor considerado o primeiro modelo produzido em dois tamanhos. A partir daí, ele passou a ser reutilizável e popular.

 

Coletor menstrual 100% em silicone medicinal da Inciclo, tamanho B.

 

Como o próprio nome diz, o coletor menstrual é um dispositivo desenvolvido para coletar o fluxo menstrual internamente em vez de absorvê-lo como fazem os absorventes externos e internos. Ele é um copinho de silicone hipoalérgico e antibacteriano, ajustável e maleável para facilitar na hora de colocá-lo na entrada da vagina. Estou em meu terceiro mês com ele e minha experiência tem sido com o coletor menstrual da Inciclo, que oferece os dois tamanhos de uso. Em meu caso, que nunca tive filhos, utilizo o Modelo B.

Apesar de não conhecer outras marcas, o coletor menstrual da Inciclo me deixou a vontade desde o princípio e eu descobri que não é um bicho de sete cabeças usá-lo, pelo contrário, a gente nem sente que está usando. Livrar-se do absorvente é a coisa mais linda do mundo! Ele vaza um pouquinho de vez em quando, caso eu não coloque corretamente como apontado na imagem abaixo. Há também o risco de vazamento se o fluxo tiver muito forte e eu demorar muito para retirá-lo, pois  a indicação é que troquemos a cada 6 horas, no máximo, quando o fluxo estiver muito forte. Se tiver fraquinho, ele oferece até 12 horas de proteção. Um outro probleminha é a haste que o acompanha. Ela deve ser cortada até se adequar e não machucar. Eu diria que esses são os únicos incômodos, o que representam quase nada.

 

Modo de usar o coletor menstrual. Fonte: Google.

 

Quando a gente começa a usar o coletor menstrual, logo se surpreende com a quantidade de sangue coletada porque sempre pensamos que é mais, já que o absorvente passa a impressão de que é bastante. No absorvente, o sangue se espalha deixando um pegapacapá doido entre nossas pernas. No coletor, o sangue se condensa e ali fica, por isso, a impressão de que ele é menos. O odor também é menor, visto que ele não entra em contato com algodão ou oxigênio. Ah, e não atrapalha a fazer xixi nem defecar. É de boa na lagoa. Você só não pode transar com ele, logo o mais adequado é retirar antes do ato e depois colocar novamente.

Uma coisa importante para quem usa o coletor é a higienização dele. A cada fluxo, eu coloco o meu na água e em uma panelinha de esmalte para dar uma fervidinha. Não devemos usar panelas de alumí­nio nem de teflon, pois elas soltam substâncias metálicas que podem danificar o silicone. A cada retirada do nosso corpo, ele deve ser lavado com água corrente e sabão neutro. Caso não tenha o sabão, ao menos na água bem lavadinho ele precisa ser. Para colocá-lo, a mão também deve estar bem lavadinha. Apesar desses cuidados, relaxe, o coletor não causa infecção alguma.

 

Panelinha, coletor e saquinho para guardá-lo. Ele está um pouquinho amarelado devido ao uso.

 

Para que não tenhamos dúvidas sobre seus benefícios, eu fiz esse infográfico abaixo que aponta todos eles. É econômico porque é reciclável e pode durar muitos anos se cuidarmos direitinho. Apesar do custo inicial ser mais alto do que o dos absorventes, este custo é dissolvido ao longo do tempo de uso. É sustentável por serem reutilizáveis, evitando a produção de lixo. É ótimo para carregar e eles ainda vêm com uma sacolinha, como mostra na imagem acima. Muito amor!

O coletor menstrual também é confortável porque não causa nenhuma sensação de incômodo. Às vezes até esqueço que estou usando ele. Posso usar pra fazer qualquer atividade físico e fico de boa na vida. Ele também não altera o pH e a flora vaginal por ser feito de silicone e não ter função absorvente. Como última das características citadas abaixo, o coletor oferece comodidade porque abriga um volume de fluxo muito maior do que os absorventes e permite um uso mais longo mesmo que o nosso fluxo seja intenso.

 

Imagem: Pudor Nenhum. Ilustração do coletor: desconhecida/Google.

 

Aqui, no Brasil, a Anvisa já anunciou que os coletores logo vão receber uma regulamentação para que sejam padronizados e mais seguros. Conforme uma matéria veiculada no G1, a Anvisa diz que a norma deve dizer que o coletor precisa ser de material atóxico e adequado para seu uso e que não pode ter ingredientes como fragrâncias e inibidores de odor. Um alerta sobre SCT (Síndrome do Choque Tóxico) será obrigatório e ainda a frequência de remoção do produto para descarte do conteúdo menstrual.

A Síndrome doo Choque Tóxico é um problema de saúde relacionado ao acúmulo de sangue menstrual em absorventes internos, que utilizavam fibras sintéticas e produtos químicos para ampliar sua absorção, por mais de um dia. Atualmente, os fabricantes de tais produtos voltaram a utilizar fibras de algodão e não acrescentam mais produtos químicos. O maior risco está em feridas de pele não esterilizadas adequadamente ou após cirurgia geral. Porém, houve um caso relatado de uma mulher que usou o coletor. Mas fiquemos tranquilos, pois o uso correto não aumenta os riscos de infecção. Eu mesma estou tranquilíssima!

Se tiver querendo experimentar, se jogue. Amei o coletor de verdade. Indico a Inciclo também, viu? Para contar sua experiência, sinta-se à vontade nos comentários ou pela página de contato aqui do blog. É sempre muito love essa interação da gente!

Como assim? Esperar o quê? Isso mesmo: esperar fazer sexo após o casamento. Em meados de 2016, eu descobri que havia um movimento chamado Eu escolhi esperar por meio do Facebook. Inclusive, eu soube deste com mensagens que criticavam e colocavam em cheque a veracidade daqueles que deste participavam. Ao pesquisar, soube que era verdade e que há muitos jovens que realmente dão preferência pelo esperar o matrimônio para depois vir a se encontrar em corpos nus.

O movimento Eu escolhi esperar é coordenado e idealizado por Nelson Junior e sua esposa Ângela Neto. Ele é pastor da Igreja em Vitória e membro da Associação de Pastores Evangélicos de Vila Velha, além de trabalhar com jovens e adolescentes há pouco mais de 20 anos – conforme foi apresentado no site Eu escolhi esperar. Além deste casal, a equipe é composta por um casal que atua na direção administrativa, uma gerente da loja virtual (sim, eles têm loja!) e outro casal que atua como produtor de eventos da campanha pelo Brasil. Dessa forma, vemos que o projeto é algo organizado e grande.

Com a missão de preservar o jovem sexualmente, eles trabalham com uma linguagem jovial e apresentam textos bem atuais, assim como vídeos por meio de um canal do You Tube. A intenção é garantir a saúde emocional e obter um comprometimento cristão dos envolvidos. Isso também dá margem ao trabalho com o conhecer o outro em diversos âmbitos além do sexual e evitar a possibilidade de doenças sexualmente transmissíveis. Vejamos um dos vídeos que se encontram em seu canal.

Na prática é bacana, exceto pela imposição do fato de ter que esperar, pela negação à masturbação – importante para nos conhecermos, e pelas outras dicas que soam impositivas, pois parecem não oferecer escolhe e, assim, alienar. Nosso corpo possui uma válvula que começa a ser ligada na adolescência. A publicidade, a internet e os lugares por onde andamos sempre trazem um quê de sedução. Estamos o tempo todo conectados em nosso corpo e no alheio. Segurar tesão é difícil, principalmente com o descontrole que temos por todos os lados. A sexualidade grita, agita paredes, rompe muros.

A educação é importante. Crer em algo ou alguma coisa também nos fortalece diante das adversidades, mas nosso corpo precisa do nosso próprio tempo. Acredito que conhecer o outro antes do casamento também evita alguns problemas que talvez, para você, não possam ser relevados. O sexo é muito importante para a intimidade do casal e para saber se aquela é a pessoa certa.

Tirar dúvidas de forma esclarecedora sobre os meandros do sexo é essencial, mas impor regras sobre o que fazer e o que não fazer já sai da minha alçada. Entretanto, independente da minha opinião, temos que respeitar a opinião alheia e desejar que o sexo pós-casamento seja dos melhores para que a saúde do relacionamento se mantenha. Eu não escolhi esperar e, se escolhesse e ainda tivesse solteira, como seria? O Pudor Nenhum não estaria aqui para mostrar que mais natural do que fazer xixi e mais gostoso do que comer uma lasanha é falar sobre sexo. Aos que estão esperando, sucesso e que as melhores descobertas sejam realmente melhores.

Ela chegou linda, charmosa, aconchegante, deliciosa. Ela chegou chegando porque faz parte dela ser assim. Comum? Pode até ser. Como qualquer outra? Nunca. Quem leva a marca do Pudor Nenhum, nunca é igual a ninguém. Pudor Nenhum tem uma vibração, uma energia, um up de levar lá pra cima quem ainda não se sentiu nas alturas. Ser Pudor Nenhum é reconhecer-se essencialmente linda, lindo, beautiful. É saber que o sexo é a coisa mais natural que existe e não ter vergonha nenhuma de ser feliz. Usar Pudor Nenhum é mostrar que você é assim e usar a canção de Lulu Santos para embalar seu café matinal ou de qualquer hora do dia, pois Deixa que digam, que pensem, que falem. Deixa isso pra lá. Vem pra cá. O que que tem?.

A caneca do Pudor Nenhum não tem essa de mixaria porque são 350 ml de uma bebidinha à sua escolha para o dia ficar bem mais leve. Ela é toda branquinha e de porcelana. Gostosa para dias quentes e frios. Delícia para aquele momento rápido ou para saborear um chazinho debaixo do cobertor numa noite qualquer assistindo um filmezinho ou mesmo uma novela das oito. A caneca do Pudor Nenhum representa liberdade porque mostra, por meio da nossa logo, o quanto você é livre em suas escolhas e se identifica despudorada ou despudorado.

 

A imagem atrás é para ostentar mexxxmo. A gente merece!

 

Na pré-venda, você vai poder levar um bloquinho de notas que tem a cara da danadeza, mas que também pode ser apenas mais um aliado registrado para o seu dia a dia. Nele, você pode escrever recadinhos para lá de salientes e deixar na mesa do boy ou da boyzinha. Com os post-its, você pode escrever o número do seu telefone e colar até no bracinho do crush. Se preferir, pode pedir que alguém entregue o bilhetinho com seu autógrafo e whats. Todo mundo gosta de ser cortejado e pessoas despudoradas não têm problema algum em cortejar.

A gente flerta mesmo e com força porque, assim como desaforos, também não levamos vontades para casa – a não ser que seja para contactar depois. O bloquinho personalizado do Pudor Nenhum vai te dar essa ajudinha para nunca mais você perder um crush de vista. Sem contar que se ele ver a estampa do bloquinho, vai saber de cara que você é daqueles ou daquelas prontas pro ataque porque ser Pudor Nenhum é ter o despudor estampado na cara e isso é a coisa mais sexy que existe.

O bloquinho vem com 5 pequenos bloquinhos de fitas autoadesivas, um bloquinho maior de folhas e uma canetinha. Tudo pronto para que você espalhe amor por aí. Caso seja comprometido, se avexe não porque dá para fazer aquelas surpresinhas despudoradas para a pessoa que está contigo. E se não quiser nada disso, acalme o coração porque o bloquinho tem tudo para otimizar o seu dia e cabe em qualquer bolsa, carteira, qualquer cantinho dentro do carro, qualquer lugarzinho bacana.

 

Quando precisar de dicas de cantadas, a gente também te ajuda.

 

E não acaba por aqui, não. Junto com a caneca e o bloquinho, eu vou mandar uns bombons de chocolate para deixá-los literalmente com água na boca. Sabe aquelas pepequinhas e piroquinhas de chocolate? A gente vai te fazer sentir o gostinho e se lambuzar. Eles serão feitos por mim para que você devore com todo gosto e ainda chupe os dedos. Mas tem mais: vai bundinha, posiçãozinha e você ainda vai pagar peitinho com toda a abundância que vai encher sua caneca e atravessar a distância que estiver para ir até o seu prazer.

 

Imagem meramente ilustrativa. Fonte: Google.

 

Quanto aos chocolates, já falei demais, não é? Para ver, só quando chegar em sua casinha e quando todos começarem a espalhar essas pequenas volupiazinhas pelas redes sociais. Enquanto não houver o lançamento deste kit, a gente mantém um certo segredo. E falando em lançamento, os produtos serão enviados no dia 08 de Maio e só quem ganha tudo isso são os 50 primeiros que comprarem. Os primeiros 25 que comprarem levam com frete grátis e os próximos 25 que comprarem, pagam seu próprio frete que, vamos considerar, é uma bagatela.

A caneca com o bloquinho e os bombons saem por 40 pilas e você pode negociar diretamente comigo pelo Facebook, Instagram ou pelo e-mail luu.rosarioo@gmail.com. Se quiser, também pode comprar por este link aqui (clica no aqui mesmo..hehe). Para terminar, quero dizer que estou muito feliz com todas essas conquistas e agradecer a você por me acompanhar e dar um feedback sempre. Não há coisa mais gostosa do mundo do que um retorno, um sorriso e um elogio de quem acompanha o seu trabalho. Pudor Nenhum é minha paixão.

 

Ele sente, fala, geme. Seu corpo aquece. Em tudo, alguém como eu; no fundo, um robô. Parece coisa de filme, mas não é. Os robôs sexuais estão cada vez mais em alta para que carências afetivas e sexuais possam ser supridas pelo custo de alguns dólares. Companhias norte-americanas já estão investindo neles e, inclusive, estão possibilitando que eles esbocem reações quando tocados. Assim, a nossa experiência fica ainda mais real, sem contar que teremos a opção de escolher a personalidade do boy ou girl que levaremos para casa – do mais ousado ao mais comportado. Incrível, não é?

De acordo com o especialista David Levy, em um artigo publicado no Daily Mail, “o próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos – para nos apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles”. Além do mais, ele afirma que “é uma questão de tempo até os relacionamentos entre humanos e robôs se tornarem a norma”.

Diante disso, nos perguntamos sobre qual será o futuro das próximas gerações, visto que estamos nos distanciando cada vez mais em detrimento das redes sociais. O sexo virtual, por exemplo, já se tornou comum e satisfaz muitas mulheres e homens que preferem manter relações sem saírem do comodismo das suas casas. A internet possibilita que conheçamos pessoas cada vez mais distantes  e, pelas modalidades escrita-vídeo-áudio, nada deixa de acontecer por falta de aproximação. Em alguns casos, aproximar-se é o de menos.

No vídeo a seguir, veremos a produção desses robôs e sua perfeição da unha do pé aos cílios.

 

Estamos cada vez mais distantes. Falar disso e apresentar-lhes o robô sexual me fez lembrar do filme Inteligência Artificial, onde os humanos são substituídos por máquinas completas e praticamente humanas. É isso o que parece nos esperar em um futuro que está cada vez mais próximo.

Além de todo o contexto corpóreo e de todas as respostas que o robô pode lhe dar, será uma forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis e desilusões amorosas – assim afirmam muitos que sabem desta novidade. Entretanto, qual será o nosso futuro enquanto seres humanos? E como reproduziremos? Nossas memórias e hereditariedades genéticas, como ficarão? Vamos deixar tudo nas mãos dos cientistas e nos deixarmos extinguir cada vez mais? Tais questionamentos vão ficar pairando por aqui.

Acredito que os robôs sexuais podem ser importantes, sim. Mas acredito mais ainda no quanto podemos ser importantes uns para os outros. Acredito que as desilusões amorosas nos fazem crescer. Frustrações são sinônimos de aprendizado. Camisinha é a forma mais adequada de evitar doenças. O inesperado de uma mente humana é uma delícia, ainda que nem sempre nos surpreenda positivamente, a gente também tem nossas cartas na manga e todas as formas de recorrer. O entrave humano é necessário.

Com tudo isso, o mercado erótico só tem a crescer. Mas eu ainda me preocupo muito com o futuro das relações, dos laços e nós que só a gente – enquanto seres humanos – saberemos estabelecer. Quanto mais robôs entre nós, mais nos robotizamos também e, então, felicidade passa a significa outra coisa que eu, sinceramente, não quero saber o quê.

 

Quem não se excita vendo o outro se despir? Mais do que isso, despir-se de forma provocadora e ao som de uma música que proporcione o tirar de cada peça de roupa – independente se for de forma lenta ou acelerada. A própria história do striptease traz esse acalourar-se em relação à prática de liberdade daquele que se despe e de curiosidade ao assiste toda a performance.

De acordo com uma pesquisa que realizei, o striptease surgiu em um pequeno bar de Nova Iorque no ano de 1917. Com uma platéia de maioria masculina, a comediante Mae Dix, preocupada com os custos de manutenção do seu figurino, tirou o gola de seu vestido. Este gesto acabou deixando os homens loucos e, percebendo essa reação, a atriz retirou os punhos de sua roupa e começou a abrir os botões do vestido. Assim, surgiu uma das mais populares e polêmicas performances do entretenimento.

 

Cena do filme Striptease, lançado em 1996, e que até hoje é uma inspiração neste assunto.

 

Fora dos palcos, o striptease é um dos grandes motivos para esquentar as relações. Diria que ele representa uma preliminar para que o parceiro ou parceira se sinta mais estimulado. É aquele up para que nenhum dos dois perca a gostosura do olhar e do se mostrar. Eu sempre digo que o striptease rompe com essa ideia pré-estabelecida de corpo perfeito, pois ele expõe e, portanto, exige muito amor próprio.

Para a sua primeira apresentação, caso esteja com vergonha, sugiro meia luz. Assim, você se sente menos exposta. Um vinho ou outra bebida também é uma delícia e ajuda a se soltar, mas nada de exagerar – apenas algumas doses. Ao escolher a música, prefira aquela que se identifica super com você, assim o seu coração fica mais tranquilo. Para ajudar na escolha, lá vai alguma dicas valiosas de músicas.

 

Esta é a famosinha e que quando você ouve, uma palavra pisca sobre seus olhos: Esta música se chama You Can Leave Your Hat On e fez parte da trilha sonora do filme 9 1/2 Semanas de Amor, que estreou em 1986. Esta canção de Joe Cocker nos marca até hoje, após 31 anos.

 

Let’s Get It On, de Marvin Gaye, é uma música linda de 1973 que é ideal para balançar o corpo enquanto cada peça de roupa é tirada com toda elegância e despudor. Ela faz parte do filme Alta Fidelidade, dirigido por Stephen Frears e estrelado por John Cusack.

 

Esta é uma outra música de lascar. I put a spell on you, de Annie Lennox, permite fazer movimentos bem gostosinhos com o quadril. Ela faz parte da trilha sonora do filme 50 Tons de Cinza. Falando nisso, todas as suas músicas são um manjar para que possamos dançar e se despir para o outro.

 

Esta é outra música clássica quando o assunto é striptease.  Fever é uma canção de Eddie Cooley e John Davenport Gravada em 1956, ainda chama a atenção e tem diversas versões lindas – como a que se encontra no vídeo abaixo.

 

As 4 músicas sugeridas são uma delícia de ouvir, não é? Todas conhecidas e esperando por você. Prepare-se com uma lingerie e uma roupa que seja fácil de tirar. De preferência, às mulheres, duas peças em vez de vestidos. Camisas de botões são melhores. Às mulheres, meia calça faz toda a diferença porque você pode ousar na hora de tirá-la. Aos homens, além da camisa de botão, esteja calçado e bem organizado na beleza porque enquanto você tiver tirando, ela não vai tirar o olho dos seus desejos em relação a ti.

O striptease é um exercício de amor próprio para você e mais uma oportunidade para que o outro lhe queira com todas as forças, amores e tesões. Depois que exercitar, a sua experiência será muito bem vinda. Caso prefira ensaiar o strip, não se preocupe porque, se na hora não sair como planejado, a pessoa vai curtir do mesmo jeito. O próprio despojar-se para a prática já é digno de elogios.

Agora com licença que vou ali treinar para, quando aparecer a oportunidade, eu já estar prontinha!

Ela sai linda e desfila vaidade com suas unhas vermelhas, salto alto, batom cor de boca e cabelos penteados. Mais do que isso, exibe elegância em cada passo e espontaneidade no olhar. Ir ao trabalho, resolver problemas na rua, fazer compras, visitar amigos ou sair pra badalar – não importa. O importante, mesmo, é estar sempre prevenida para certas ocasiões. Como assim? Que ocasiões? São essas mesmo: ocasiões relacionadas ao sexo. Camisinha tem se tornado uma acessório essencial na bolsa feminina junto com outros itens considerados importantes para que a vontade e oportunidade batam e possam ser tranquilamente saciadas.

No entanto, a sociedade continua a ter um cunho machista e isso aponta a mulher como alguém leviana por carregar tais acessórios consigo. Em outras palavras e segundo as expressões populares mais conservadoras, “puta é quem já anda preparada pra transar”, “mulher direita não carrega essas coisas, quem tem que andar com isso é homem” ou “se fosse direita, não ficava dando em qualquer lugar”. Me poupe, né gente?

Você vai pra balada, conhece um cara massa e bate aquele tesão. Você sabe que provavelmente não o verá mais. E aí? Vai perder de ceder sua vontade só por medo do que irão pensar? Claro que não! Mas e se ele não tiver com camisinha?! Para tudo: você não vai transar com o cara desprevenida – primeiro porque você não pode sair confiando por aí e se arriscar a pegar alguma doença sexualmente transmissível e, segundo, porque engravidar de um desconhecido é algo possível e não é legal.

Diante disso, você interrompe os amassos e fica só em preliminares – que é bom, mas é um saco porque o cara é gostoso, a coisa ta boa, você não sabe se vai voltar a vê-lo, então quer logo dar tudo – ou você tem uma carta escondida na manga que é justamente aquelas camisinhas que carrega dentro da carteira onde quer que você vá. Sinceramente, vocês vão foder o resto da noite de forma protegida e imbecil é quem fizer mal juízo de você só porque estava preparada pro rala e rola.

Acontece que os homens têm se tornado cada vez mais promíscuos e as mulheres mais espertas. O prazer é dos dois, a vontade e a abertura para as possibilidades de sexo casual são as mesmas. Por que não compartilhar desses itens tão importantes para a saúde íntima de ambos?

Se ela sai linda e ostentando elegância, não vai perder a majestade porque está levando uma camisinha na bolsa. Pelo contrário, vai ficar mais linda ainda por ser decidida e não ficar a mercê de homens irresponsáveis. Mais do que isso: ela é aventureira e sabe que pode ter oportunidades pelo caminho. Se te chamarem de puta por isso, empina o nariz e o bumbum – ser puta não é nenhum xingamento. E outra: camisinha é pouco, tem mulher que carrega calcinha reserva, gilete, gel, anestésico e por aí vai. E elas estão mais do que certas: com tudo em mãos, garante-se a transa perfeita, mesmo que seja em uma parede ou em um chão qualquer.

Aos conservadores, beijinhos no ombro pelo recalque que a modernidade oferece. As mulheres estão se tornando muito mais seguras de si e se o pensamento de vocês não mudar, queridos, em breve estarão batendo punheta porque mulher alguma vai querer um homem que cospe ignorância.

Quanto a gente, delícias, o que vocês pensam sobre o assunto e o que carregam na bolseta de vocês? Rapazes, o que acham das mulheres que andam prontas para o crime? É tão gostoso falar de sexo que não é à toa que ando tendo orgasmos textuais. Ai ai. E quer saber? Na minha bolsa, eu carrego o que eu quiser, independente para onde for. Vai me julgar? Então nem vou mandar você se foder porque quem juga demais acaba perdendo.

Depois de tantas lutas, constrangimentos e processos judiciais, finalmente chega o meu dia de glória, dia em que consegui bater asas e voar cada vez mais em alto, afirmou Cláudia Santana Andrade. Quem leu a entrevista concedida para a gente, conhece um pouco da sua trajetória. Cláudia morou durante 15 anos na Europa e em seu retorno para as terras brasileiras foi vítima de preconceito por duas atletas e ex-colegas de time pelo fato de ser transexual. Devido a isso, ela foi impedida de jogar em Coaraci, na Bahia.

A atleta faz terapia hormonal desde os 13 anos de idade. Quando o Comitê Olímpico Internacional aprovou as atletas mulheres transexuais em times femininos, a exigência foi que as atletas tivessem 12 exames de testosterona no valor abaixo de 10nmol/L e mantivessem este nível durante todas as competições e identidade de gênero declarada. Apesar de feliz, a atleta se preocupou ao olhar seus exames e perceber que todos eles estavam muito abaixo de 0,1nmol/L. No entanto, o endocrinologista a informou que seus exames estavam corretos e dentro das normas exigidas pelo COI.

Claudia foi chamada para jogar no Gênesis Voleibol – time de Salvador o qual já havia participado em campeonatos de 2016 e, portanto, era enturmada com seus componentes – e logo que soube as datas do campeonato baiano, organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol, já havia mandado a documentação necessária e exigida,junto a Federação Baiana de Voleibol. Não houve nenhum empecilho, mas muita felicidade transbordando.

 

 

Ainda tenho medo sim, mas o medo agora é acordar e perceber que tudo não passou de um lindo sonho! Mas medo de continuar e seguir em frente não tenho mais, medo de me expor em uma competição agora que todos sabem que sou uma mulher transexual, também não. – salientou a atleta.

 

Conseguir a liberação pela Confederação Brasileira de Voleibol mudou totalmente sua vida pessoal e profissional, ela garante. Apesar de constrangedor, sempre andou com os documentos regulares exigidos pelo COI nos campeonatos em mãos para que ficasse bem claro àqueles que se opusessem a ela. Com muito carinho e mimo do público, Cláudia merece sempre muito mais por ser uma guerreira em sua escolha e paixão pelo esporte. Ela não lutou por algo diferente, mas pela igualdade.

Após a sua liberação, ela ressaltou que alguns presidentes que tinham muita vontade de tê-la em seus times, por falta de informação, ainda temiam  um constrangimento, agora não temem mais, e ainda questionou: Quem vai ser contra? E, eu continuo seu questionamento, quem realmente será contra uma mulher que joga super bem e que a confederação máxima já aprovou?

 

Recebo diariamente centenas de mensagem de carinho, palavras de apoio, que sou uma referencia de vida, um exemplo de superação, uma inspiração ,revolucionária e até mesmo de guerreira . Me pedem sempre para que eu continue na luta, pois pessoas estão do meu lado e se espelhando na minha imagem! – Claudia diz isso com todo o amor. E eu babo, claro, de orgulho.

 

Para completar, Cláudia nos diz que:

 

Não reclamo da vida porque acho que sou uma mulher de muita sorte. Além de ter uma família amorosa, tenho amigos maravilhosos e agora também tenho milhares de fãs que só me colocam pra frente a cada dia, me dando muita força, energia positiva e apoio. Tive sorte em só conhecer pessoas boas, até mesmo as pessoas sem iluminação que conheci na AABB serviram de aprendizado na minha vida, depois do trauma no grand prix pensei logo em voltar pra Roma e que seria impossível viver aqui neste país preconceituoso, mas de repente o número de pessoas que me seguiam foi aumentando, me dando força pra continuar. Aí também percebi que o Brasil não é só popularizado por pessoas preconceituosas de mal caráter, mas que existe também um número muito grande de pessoas boas, de boas ações cheios de amor pra dar, e, sem esse carinho todo, eu não teria força pra seguir em frente.

Gostaria de agradecer a Eduardo Souza que, junto a FBV, sempre se prontificou, mostrando os caminhos a seguir com a documentação. Agradeço a jindson soares Técnico da seleção baiana e ECV por todo apoio recebido. Agradeço sempre a todos vocês com suas mensagens de apoio e carinho e agradeço também a instituição Defensoria Pública de Itabuna junto ao Tribunal de Justiça por ter participado desta luta me dando o direito de viver! NÃO VOU PINGAR!!!

 

Depois de tanta lindeza, parabenizo-a pela vitória e agradeço a todos a quem ela agradeceu por não fazê-la desistir. Nega linda, você já faz parte da história dos esportes e o Pudor Nenhum tem o maior prazer de tê-la aqui pela segunda vez. Espero poder escrever sobre outras vitórias e que sua inspiração revele outros talentos e guerreiros nessa maratona de preconceitos a qual estamos inseridos. Se queremos igualdade, corramos atrás. Vambora!