HomeSexo e Sexualidade (Page 4)

À espera de uma putaria gratuita ou, então, de um diálogo descontraído com amigas próximas ou da família, eu pergunto: “Como você gosta?”. Sei que o questionamento dá margem à várias interpretações porque, quando o assunto é sexo, sempre é possível fazer muitos deslocamentos semânticos.

Cada um possui uma forma particular de interagir no sexo e é nesse sentido que proponho tal pergunta, apresentada no título. Particularmente, adoro a sintonia e o fato de sentir a pele, as mãos e a saliva em quaisquer posições. Em um bate papo, dois despudorados salientaram o seguinte: S.R. confessou-me que sente tesão pelo entrelaçar dos corpos vestidos e pelo cheiro. Já M.S. salientou seu desejo por ser, primeiramente, despida, e, depois, se enroscar ao outro usando um salto alto e impondo sua presença ao sexo oposto.

Duas curtíssimas confissões mostraram uma pequena porcentagem do que somos, de nossas peculiaridades e de como nos redescobrimos constantemente. Além do mais, alguns se descobrem em relações rápidas e contínuas, outros com alguém fixo. Sendo assim, não podemos dizer que há uma exatidão em nossas relações íntimas. O importante é ter uma vida sexual ativa, pois esta atividade nos permite pensar e reconhecer o modo como mais gostamos.

Estou o tempo todo em pequenas entregas e, olha, não vejo problema algum nisso e, a cada diz, me descubro mais sexualmente! Esta entrega te pertence mais do que ao outro. Caso não queiram falar nada, tudo bem. Só não esqueçam que a língua e os dedos possuem tantas outras utilidades.

Relacionamentos costumam ser complicados e envolvem uma instabilidade de se contar nos dedos. Ficar, beijar na boca e sentir um carinho próximo a orelha tornam-se sinônimos quando a palavra é carência. E se o beijo não foi tão bom, a pessoa não parecia tanto com você e adjacências, então pergunto-me: Por que muitas pessoas continuam tentando? Antes beijar outras bocas, ouvir outros sussurros e sentir outras mãos, não é verdade?

Algumas tentativas, como aproximações mais sinuosas, se tornam normais, cotidianas, passam a ter envolvimento e depois acabam que nem chuva quando seca na terra, pois o sol vem e não fica mais nenhum vestígio. Dessa forma, vai-se emoções e o outro, tão bem aconchegado, sofre com tamanha indiferença que não se quis passar, mas que o coração não nega de dizer.

Relacionamentos realmente não são fáceis, precisam de equilíbrio entre ambos e tal equilíbrio só se consegue a base do amor compartilhado. Portanto, quando ficar e perceber que não rola toda aquela sintonia, então deixe quieto e siga adiante, pois insistir naquilo que você acha que já não pode dar certo, normalmente não dar certo.

Mesmo que ele seja um boy ou uma boyzinha massa, cabeça no lugar e família nota dez, o que importa é você e o que seu coração diz. E isso não é ser egocêntrico, mas pensar em estar bem para, consequentemente, fazer o outro bem.

Em lojas e sites de Sex shop, encontra-se tudo o que concerne à acessórios, afrodisíacos, produtos que proporcionam o aumento do pênis, camisinhas, cartões eróticos, produtos comestíveis e os mais diversos produtos cosméticos, além de DVDs, objetos infláveis, jogos e brincadeiras, kits eróticos, lingeries e mais uma centena de coisas que possibilitam a prática do sadomasoquismo, pompoarismo etc, sem falar nos vibradores (que quase todo mundo tem um!)

Em poucas palavras, o sex shop é o local ideal para os casais e pessoas que buscam a satisfação sexual. Atualmente, a prática sexual pode ser satisfeita sem que se tenha a necessidade de um parceiro ou de suas próprias mãos. Há alguns anos, ao visitar um sex shop, conheci uma máquina que facilitava o trabalho de penetração do membro peniano e possibilitava ao indivíduo diversas posições sexuais, bem como exercitar todos os momentos necessários ao ato sexual.

A criatividade e a busca por este tipo de satisfação é algo que surpreende. Acredito que este meio de satisfazer-se seja o mesmo que realizar um fetiche, pois não é difícil encontrar um parceiro para uma simples e deliciosa transa, sem contar que muitos motéis possuem esta cadeira em seus quartos na tentativa de dar mais prazer aos clientes.

Se alguém tiver tido experiências com uma cadeira desta, conte-nos como foi. Histórias e detalhes pessoais como estes não poderiam ser mais bem relatados do que o são por nós, sujeitos afetados por pela sexualidade.

Quando me passa a mão pela cintura, diz ela. E quando senta sobre mim, aponta ele com o queixo. Para cada fala, uma reticências que prevê tudo o que virá depois. Não há dúvidas do derrame, da volúpia e da lascividade presente neste encontro. Foi assim, é assim e vai continuar deste mesmo modo em relação à atração no trabalho ou, digamos, troca de interesses. Quem nunca teve vontade de tirar a roupa diante daquela brincadeira de passar a mão aqui e ali em um dito sem querer? Sim, talvez essa vontade nunca lhe tenha passado pela cabeça, mas isso deve ter suas razões – e outra: ninguém é igual a ninguém, óbvio.

Esse assunto, apesar de não abranger a todos, é importante porque não deixa de acontecer. É aí que nos perguntamos sobre a ética profissional e sobre o fato de ter que ver a bendita carinha alheia todo santo dia – realmente é preocupante, mas a depender da profissão, do comportamento e dos cargos que ambos ocupam…é tranquilo e não vai mudar em nada a rotina de trabalho.

Agora vou citar os casos que podem resultar em uma dorzinha de cabeça: empregado com padrão dá merda, velho. Prefiro ficar na minha e não dar ousadia. O mesmo se dá com cargos de subordinação e avaliação. Esse “merda” e “foda” por ser convertidos em seu sentido caso o sexo se dê por meros interesses. Algo que não é da minha alçada, amores; além disso, sexo no trabalho de forma que os outros percebam ou saibam é foda. Se fizer, faça discretamente e de forma que ninguém nunca descubra porque assim você come e repete o prato. Há outros casos que eu não me lembre? Se sim, aceito com muito prazer nos comentários.

Dizem que a delícia dessa relação é o fato de parecer romper com os princípios éticos. Tudo o que soa perigo, ressoa em adrenalina e sexo com isso é um manjar de lamber os beiços. No entanto, há casos e ambientes de trabalho tranquilos que dão margem à um relacionamento além do sexo. Casos como esse acontecem, também, todos os dias e alguns deles resultam em casamentos que dão super certo. Contigo já rolou situações como essas? Conta pra mim e compartilha com a gente, vamos ficar bem atentos – a gente promete!

Se tem uma coisa que atrai as mulheres aos sex shops, essa coisa são as famosas bolinhas explosivas. Elas, a cada dia, estão mais diversificadas no mercado e deixando as despudoradas doidinhas por cada novidade. Existem bolinhas perfumadas, funcionais e beijáveis. Enfim, existem bolinhas a torto e a direita. Muitas marcas ostentam as danadas e seu baixo custo é um grande motivo para que, assim, ganhem o mercado. As bolinhas atraem tanto, não só por custarem uma bagatela, mas por ser visto como um modo diferenciado de lubrificação da mulher.

Elas surgiram com uma proposta bem diferente da atual. Quem bem sabe, conhece sua funcionalidade no momento do banho ou, até mesmo, pós-banho. Seu perfume proporcionava um ambiente mais cheiroso e aconchegante enquanto o seu formato podia auxiliar numa massagem relaxante no corpo do parceiro ou parceira. Pensando nisso, as bolinhas entraram no mercado. Porém, caiu no gosto popular uma variação do seu uso e, assim, mais mulheres começaram a procurá-las para serem usadas de outra forma, ocasionando momentos únicos na relação a dois. O mercado, é claro, não poderia perder uma oportunidade como essa e, então, investiu com força.

Desse modo, em vez do uso externo, as bolinhas passaram a ser usadas dentro do canal vaginal e, desde então, o assunto tem dado o que falar – tanto positivamente quanto negativamente. Afinal, quem nunca ouviu falar que fulana ou sicrana teve uma infecção por causa da danadinha? Ou que ela só saiu no dia seguinte após ser usada? Essas são histórias que a gente ouve e que não passam de verdades.

 

 

Apesar dos fabricantes indicarem as bolinhas para uso externo, os vendedores não são treinados suficientemente para venderem-nas. Assim, elas são vendidas indevidamente e a gente compra achando que vai arrasar. Pode até arrasar, mas pode ser também que tenhamos problemas futuros. Conforme a Resolução ANVISA nº3.161, de 18/07/2011, o Artigo 1º

“Determina, como medida de interesse sanitário, a suspensão, em todo território nacional, de todas as propagandas dos produtos Bolinhas Explosivas, pelo fato de apresentarem finalidade de lubrificação vaginal sem que possuam o devido registro junto à ANVISA. Despacho da Gerência-Geral de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, de Publicidade, de Promoção e de Informação de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária.”

Mais claro que isso, só dois disso. Portanto, o uso deste cosmético deve ser externo para lubrificação corporal e, nos casos das bolinhas funcionais, você abre ela e utiliza o produto na vulva aplicando com os dedos. Só que aí você me pergunta: e aquelas bolinhas gelatinosas? Eu respondo que elas também possuem uma película gelatinosa e estão dentro do que foi dito acima. Só que aí você me pergunta novamente: Por que todo este fuzuê em torno das bolinhas?

Acontece que os pontos negativos relativos ao seu uso estão na película que reveste o óleo, pois nem sempre ela é absorvida pelo organismo e isso pode causar corrimentos, alergias e infecções. Ela pode grudar no canal vaginal ou no colo do útero, causando – inclusive – infertilidade, como bem salientou a sexóloga e consultora sexual Carol Degani em seu vídeo Bolinhas Explosivas – um risco à saúde da mulher.

 

 

Além do mais, o líquido dentro das bolinhas também pode causar malefícios quando produzidos à base de óleo mineral ou vegetal posto que o pH costuma ser em torno de e a 8,5 enquanto o indicado para a lubrificação é  aqueles à base de água, cujo pH é 2. Como o pH vaginal está entre 4 e 4,5, qualquer líquido acima desse valor pode provocar irritações, alergias ou outros males –  ressaltou Co-Fundador da Feitiços AromáticoRobério Viana.

Diante do exposto, vamos mudar a nossa estratégia de uso das bolinhas? Vamos sensualizar usando elas no corpo, fazendo aquela massagem gostosa e preparando o ambiente para o que está por vir. Vai ser uma delícia e você ainda vai fazer um sexozinho tranquila sem medo algum de, futuramente, vir a sentir algo chato. Aposte nessa ideia e vamos gozar!

O sexo sempre é uma descoberta. Quanto mais experiências sexuais nós temos, mas sabemos sobre o que realmente gostamos. Todo ato de entrega parece ser um funil onde vamos aprendendo um pouco sobre nós mesmos. Não digo que, para isso, precisamos ter vários parceiros ou parceiras sexuais, mas que pelo menos saibamos nos reinventar ainda que seja com um único parceiro.

Eu confesso que já vivenciei os dois lados da mesma moeda e ambas as experiências foram enriquecedoras. Confesso que não vivenciei tanto porque as possibilidades nunca se esgotam, não é verdade? Mas dentro disso, posso lhes falar que a gente se depara com tudo o que nos permite distinguir o que é medo, o que é intensidade, o que é vontade.

Fazer sexo mil vezes com uma mesma pessoa nos faz descobrir que há sempre um lugar novo para ser desvendado. É aquela coisa: Cansei da cama, vamos pro tapete. Ai, transar contigo é gostoso demais, vamos fazer aqui e agora – na sala de casa enquanto a mãe está na cozinha ou, então, naquela balada em um cantinho discreto e por aí vai. Você descobre que a ciência não mente e que a adrenalina é um delicioso tempero na arte de sentir prazer. Mas também pode acontecer o contrário e você descobrir que adora explorar outras possibilidades, mas ali – dentro do quarto.

Você começa a descobrir que gosta de um tapa na cara, de um arranhão, de uma chupada mais forte, de uma algema e uma chibata. Você descobre tudo isso porque confia demais nele (ou nela) e confia o suficiente para se permitir ser vendada e deixá-lo livre para usar e abusar do seu corpo. Sem contar nas outras descobertas aliadas ao masturbar-se que também passa a ser a dois.

Fazer sexo com vários homens já lhe possibilita uma outra experiência. Você acha engraço algumas delas ou fica nervosa com outras. Você tem histórias pra contar que tem gente que vai duvidar porque realmente existe gente sem noção quando a trama é sexo, mas você imaginava que isso era somente conto da carochinha. Por exemplo, você vai conhecer gente com os mais diferentes fetiches. Daqueles que precisam cheirar seu cabelo para ter um orgasmo ou que pede para você urinar sobre ele (isso porque estou sendo sutil!). Daqueles que brocham porque você tem muita atitude na cama ou porque você geme alto.

Sem contar que você começa a descobrir se gosta mais de um pênis grande ou menor, fino ou mais grosso. Descobre que nem todo homem tem higiene e que nem toda mulher sabe cuidar da sua pepeca direitinho. Percebe que nem toda pepeca é igual e que algumas são lindas – assim, vai moldando o seu gosto. Além do mais, você também vai traçando os perfis de homens e mulheres que curte porque, olhando, você já imagina transando.

Dessa forma, como não se conhecer e não se sentir uma expert na arte de se despudorar? Independente como você vive as suas experiências sexuais, todas elas são válidas e fazem com que a gente se ache. Seja de luzes apagadas ou acesas, a gente sente o sexo em todas as suas nuances porque, sobretudo, ele é tato, olfato e paladar. Ser despudorado é conhecer um pouco a teoria, mas sentir tudo o que a prática tem pra nos oferecer. Quando falamos de nos fortalecer, o sexo – com certeza – é nosso melhor campo de batalha.