HomeSexo e Sexualidade (Page 25)

Definitivamente, lugar de romantismo nunca foi na cama. Quem acredita que fazer amor, em vez de sexo, é trazer o ser romântico que há em você para a cama, está muito enganado. Eu diria que a diferença entre fazer amor e fazer sexo é só uma questão de camuflar a palavra geradora de tabus: o sexo. Ou, então, assinalar que não se está fazendo sexo com qualquer pessoa, mas com alguém por quem se nutre um sentimento. Fora essa teoria toda, ambos são iguais na prática.

Na cama, a história é outra. O pegapacapá rola com tudo e os corpos se encontram na forma que mais íntima lhes parecem. É mão na bunda, nos seios, nas pernas e entre elas, principalmente. A troca de salivas acontece de todas as formas e os fluídos corporais não deixam a vontade mentir. A gente se contorce em posições mil e se encaixa perfeitamente um no outro segundo os moldes do filme pornô. A pornografia nos toma como dois e dois são quatro e ser romântico em meio às obscenidades nem combina.

Com o romantismo, o buraco é mais embaixo – não literalmente falando. Esse estado de beleza rara tem muito mais a ver com o cotidiano fora dos bastidores da intimidade que nos desnuda, pois está relacionado à convivência, ao dia a dia e a aceitar o outro com seus defeitos, vencendo orgulhos e aprendendo a ceder. A romanticidade está mais relacionada ao fato de dividirem a toalha, ajudar nos afazeres um do outro e cuidar dos filhos juntos – inclusive, frutos da pornografia que, em algum momento, os tomou.

Eu diria que lugar de romantismo é o cotidiano em todoos lugares da casa, mas não na cama nem em outros cantos com lambidas de tesão e fogo. Eu diria, também, que ambos precisam estar interligados a fim de que o casal consiga viver bem o suficiente para continuar planejando a vida juntos. Conviver bem nos dois sentidos é certeza de um relacionamento mais duradouro. Valorizar os dois (sexo e romantismo) e reconhecê-los em seu lidar diária é ratificar tais certezas. Portanto, amores, trepe muito e desnude-se, mas não esqueça de saborear os outros minutos com quem você escolheu ficar com você.

Quem nunca cantou “Espanhola”, de Flávio Venturini, pensando em ousadia? Muito difícil encontrar alguém com mais de 18 anos que não saiba o que vem a ser espanhola no sentido sexual da coisa. Ainda que seja difícil, lidamos com alguns mais “ingênuos” que podem até já ter feito uma espanholinha, mas não souberam ligar o nome ao conceito ou, em outras palavras, o termo à prática. Até porque, além do sentido sexual e gentílico da palavra, espanhola também é uma bebida feita com vinho e leite condensado.. hummmm.

Mas eu vou triplicar este “hummmm” para dizer que sexualmente falando, a espanhola é bem mais gostosa. Considerado como um sexo não penetrativo, compreende-se este ato como uma forma de estimular o pênis do parceiro com os seios. Apesar deste sugerir a relação homem-mulher, ele também pode ser realizado entre homens, a depender da desenvoltura do casal. É só encaixá-lo direitinho na região dos seios e mandar ver nos movimentos de ida e volta, olhando fixamente pra cara do cabra e, de preferência, aproveitando-se do movimento ascendente para colocá-lo na boca e dar aquela chupadinha gostosa – nem que seja na cabecinha do danado.

Fazer uma espanhola nem sempre é algo bem vindo às mulheres porque alegam que, a depender do tamanho dos seios, não é possível uma fricção legal entre eles e o pau do rapaz. E não é só isso: acreditam que o prazer é apenas do outro e, na maioria das vezes, não sentem excitação com isso.  Há também os homens que acham que para a coisa se fazer valer é preciso tê-lo grande e aí voltam com aquela história de que tamanho é documento. Além disso, alguns me sinalizaram que a espanhola auxilia a elevar o tesão durante as preliminares.

Eu curto, mas não acho essencial e, por isso, algumas vezes pode passar batido durante o sexo. Enfim, agora é a hora de você também me dizer o que pensa do assunto. Se preferir, pode comentar anonimamente que irei gostar do mesmo jeito.

A primeira vez a gente nunca esquece, dizem as línguas por aí – até mesmo antes de trabalhar em outras línguas – e é verdade, pelo menos para mim e para uma legião de gente que conheço. A primeira vez, após uma certa idade, começa a nos fazer sentido e trazer grandes lembranças. A gente sempre lembra a primeira vez que viajou sozinho, que dormiu na casa de um amigo, que arriscou preparar algo na cozinha. Também sempre lembramos nossas primeiras experiências mais íntimas, como a primeira vez que nos tocamos, que ejaculamos e – nada mais, nada menos do que o nosso primeiro beijo na boca.

Pode ficar pasma (ou pasmo), mas, em matéria de beijo, minha experiência começou muito tarde. Dei meu primeiro beijo com 18 anos e o meu segundo com 20 anos. #prontofalei. Agora dêem mil risadas antes de eu continuar. Riram? Senta aqui, vamos conversar: eu era uma moça muito centrada nos meus estudos, achava que começar a namorar me acarretasse desvios de meta. Depois que rolou esse beijo primeiro, o segundo demorou muito devido a minha timidez. Como eu era tímida e não me sentia à vontade em festas, preferia ficar em casa. Dentro de casa, a gente só beija mão, parede e espelho.

Durante todo este tempo que não beijei, ficava em minha cabeça que eu não saberia como agir quando acontecesse de novo. Além disso, a lembrança que eu tinha era em flash, parecia mais um sonho. O cara sumiu e se me perguntarem o nome dele, digo que não faço ideia. Na época, eu era chamada de BV (boca virgem). Não tinha vergonha de nunca ter beijado, então, se me perguntassem…eu dizia a verdade. A galera batia resenha e tal, mas eu não tava nem aí.

Sabe por que estou contando isso? Porque pediram-me para escrever sobre nunca ter beijado aos 20 anos. Apesar de ter dado um beijo aos 18, minha experiência válida e contínua de beijações iniciou-se aos 20 anos. Não me achei bicho de sete cabeças entre meus amigos por causa disso. Cada um  tem seu momento para suas primeiras vezes. Além do beijo, eu era recorde em “primeiras vezes” na faculdade e levava isso na esportiva, dizendo que faria um livro tal qual o dos recordes.

Agora, depois de saber que a delícia aqui também é como você, ainda vai se preocupar com isso de já ter beijado ou não? Tudo é uma questão de tempo e quando esse tempo vem, o despertar é tão grande que, armaria, é gostoso demais. Não é à toa que estou aqui com milexperiências e cheia de ousadia pra vocês. Permita-se e não ligue para o que disserem. Você sabe que sua hora vai chegar e você vai saber aproveitar até a última gota.

 

De repente, você conhece alguém e esta passa a ser a pessoa da sua vida. As primeiras vezes acontecem com ela, desde as confidências às experimentações de alguns sabores que o viver oferece. Os sorrisos passam a ser compartilhados e nada passa a ser tão gostoso de lembrar do que o abraço e carinho por ela emanados. Não seria de estranhar que após algum tempo de chamego, você reconhecesse que aquilo era a tal louca paixão porque, simplesmente, você passa a não reconhecer distâncias. Sabe aquelas coisas que nunca poderiam ser superadas por causa disso e daquilo? Elas simplesmente deixam de ser barreiras e todo medo passa a ser coragem. No entanto, as circunstâncias começam a apontar outros caminhos.

Ele passa em um vestibular fora e você começa a trabalhar um pouco mais do que anteriormente. Vocês passam a se encontrar menos e a conhecer pessoas diferentes. O foco começa a ser outro e o coração, apesar de acelerado a cada reencontro, passa a perceber que aquilo não era simples paixão. Sendo assim, chamam de amor. Amar, então, torna-se sinônimo de querer bem – independente de estar ou não com a pessoa. As lembranças despertam sorrisos e fazem os olhos brilharem. O pequeno ato de conversar, até mesmo pelo Whatsapp, passa a representar novos e melhores passos. É desse amor que sustentam-se as amizades.

Quando tudo entre os dois passa a ser amor, a emoção tira a coroa e a razão tira os sapatos. Isso tudo só acontece porque amar exige ver a felicidade do outro. Não estar mais contigo não é uma questão de não gostar, mas sim de não mais estarem na sintonia dos passos – no que concerne a sexualidade. Quando há uma química amorosa dos dois que converge para este ponto: não há dúvidas de que uma amizade permeará entre eles e que será uma pessoa com quem sempre poderá contar em qualquer momento da vida. Isso acontece por haver o reconhecimento da importância de um para o outro no decorrer da vida e por sentirem os pés no chão, evitando idealizações desnecessárias.

É por isso que adoro as chamas da paixão, mas amo mais ainda o amor que sinto por mim e pelas pessoas. Quando eu encontrar alguém para dividir a vida comigo, espero que seja para sentir os pés no chão. Reconhecer todos os defeitos e, ainda assim, continuar gostando do mesmo jeito. Isso, sim, é plausível e nos permite uma entrega pra vida inteira.

A gente não some porque quer. Há sempre toda uma história por trás disso e, em cada história cotidiana, é possível encontrar suspeitas e certezas de que uma semana longe do Pudor Nenhum é significativo o bastante para passar batido. Infelizmente, não vou poder contar que estava curtindo as sensações carnavalescas da pele nem atiçando os ouvidos com sussurros. Não, eu não estava carmim. Em momento algum, coloquei meu batom vermelho ou escureci meus olhos para aprofundar o olhar. Posso dizer uma coisa: estava bege.

O bege é uma cor sem sabor e sem quê nem pra quê, mas foi assim que eu me encontrei. Estudos, trabalho e problemas de saúde inviabilizaram-me publicações inspiradoras. Eu adoraria ter chegado aqui cheia de novidades e ter me vestido de selvageria durante este tempo, mas fui trouxa e me rendi aos desmandos de uma vida tipicamente urbana. Não houve nem um papo mais saliente trocado virtualmente, foi tudo muito igual e as malícias estavam na vontade de voltar pra cá e dizer pra todo mundo se foder e me carregar junto. Precisava e ainda preciso muito disso.

Eu preferia estar carmim, mas eu estava bege. Agora que o tempo me deu um help, as coisas voltarão para seus trilhos. Pode vir, olhar, participar nos comentários, enviar-me e-mails e dizer todas as suas malícias, estou aqui para isso: para ser um pouquinho de cada um nessa representação que se despe costumeiramente de pudores.

Sabe aquela coisa de que todo homem deve pagar as contas quando o casal sai? Pois é, esse é o questionamento básico que separa uma mulher independente de todas as outras. Em nossa sociedade, uma coisa é certa: ao homem, cabe o papel financeiro. Ele quem deve pagar toda a conta em cada saída de ambos e, ao morarem juntos, ele quem deve pagar todas as despesas da casa. O pior é que isso acontece, ainda que ela venha a trabalhar. Isso ocorre devido a aceitação da mulher e à cultura que coloca o homem em uma situação de privilégio.

Você talvez diga que não há um privilégio nisso aí, mas pensemos bem: nossa sociedade é capitalista e a máxima acaba sendo a do “manda quem tem dinheiro”, então por que não compreender tais circunstâncias desse modo? Mas não duvido nada de que você rebata isso me dizendo que a mulher ganha menos do que homem e blablabla, só que eu fico me perguntando: Você concorda que seja assim? Por que não lutar para que isso mude? Além do mais, ganhar mais te impede de dividir os gastos? Nesse sentido, sempre pensei que se os dois comeram, então por que o homem precisa arcar com todos os custos sozinho? Pensar dessa forma, aponta-nos como independentes, ou seja, não precisamos do outro para sair de tal lugar ou adquirir algo. A gente simplesmente paga o que consumimos e acabou, a parte dele é dele.

A mulher independente, portanto, assusta porque ressalta a não acomodação da mulher e rompe com a ideia de que o homem é o dono do pedaço. Ela sabe que, a qualquer momento, pode pagar a sua parte, levantar e ir embora se a conversa estiver chata. Sabe, também, que não depende dele para nada e que suas decisões podem ser tomadas na hora que der e vier. Ele, sabendo disso, passa a ser mais cuidadoso no seu trato e compreende que o fato dela ser tão livre exige mais dele. E, esse mais, nada tem a ver com as questões financeiras porque ela também opta dentro das suas possibilidades.

Quando uma mulher é livre, em todos os sentidos, não precisa brigar por pensão – que, inclusive, é o dinheiro que ele recebia para mantê-los. Nesse contexto, romper os vínculos acaba sendo uma tarefa mais fácil. Não precisa, também, prestar contas nem pedir nada a ninguém. Tudo o que der vontade, faz. Afinal, o bolso é seu e você coloca ou tira a mão dele quando quiser. Para você ver: a independência está totalmente ligada ao dinheiro, é inevitável. Vincular-se a alguém por causa disso é prender-se a ela. Para quem submete, isso é bom porque tem o outro na palma da mão. Para quem está submetido a isso, não é tão gostoso já que a dependência traz outros aspectos que não são nada benéficos para si mesmo.

Se ser assim, liberta do homem, acarretar em afastá-los, então não se preocupe porque homens que têm medo de viver em par de igualdade não valem a pena. Para toda panela, existe uma tampa. Logo, você achará a sua e a relação entre os dois será bem melhor e mais sadia. Submissão é uma palavra que, como eu sempre digo, só é legal no sadomasoquismo. Fora isso, sejamos cúmplices um do outro e deixemos de bestage.

 

Sabe quando você está em sua timeline, no Facebook, e de repente se depara com imagens lindas sendo espalhadas em algum canto do Brasil? Foi assim que aconteceu comigo ontem. Uma pessoa querida, que mora na capital cearense, está realizando uma intervenção com mais dois amigos. Sem um nome definido por não se tratar de um projeto, preferem dizer que são ações em prol do respeito ao próximo e das mais variadas formas de pensar e agir.

Jadiel Lima é um estudante de jornalismo e Sarah Rodrigues cursa agronomia, ambos na Universidade Federal do Ceará. Para completar a tríade dos idealizadores deste belo trabalho, temos o tatuador e ilustrador Renan Feitosa. De acordo com eles, a ideia é envolver mais gente a cada vez que marcarem as intervenções e, principalmente, meninas. De acordo com Sarah, tudo surgiu a partir da observações de espaços da praça do bairro em que frequentam. Ela completa que

Lá tem uns gramados, um half pipe enorme e é frequentado pela juventude do bairro. Aí surgiu na ideia de dar mais cor e vida cultural e política nesse espaço, uma expressão de um movimento e uma vida que já existe.

 

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As imagens são pôsteres lambe-lambe. Para quem não sabe, estes possuem tamanhos variados e são colados em espaços públicos de modo mais econômico. E, inclusive, por não envolver muitos gastos que têm feito parte da arte urbana contemporânea. Além do mais, os desenhos são feitos pelos três. Sarah completa que “O Renan e Jadiel já têm uma naturalidade maior nessa parte de criar porque já fazem isso da vida, digamos. Jadiel publica as tirinhas dele há um tempo e o Renan é tatuador/ilustrador. Pra mim que tá sendo um processo bem novo e lindo. Sempre fui apaixonada por desenhar, mas tenho até hj muita vergonha de mostrar. Fazer esse trabalho na rua é até um grande exercício, sabe? Haha”.

 

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Em relação a aceitação, eles perceberam um certo estranhamento entre as pessoas no momento da colagem. Entretanto, ao verem os desenhos prontos, acabavam ficando mais tranquilos e conversando sobre a arte que lhes era apresentada.

Na última intervenção, o Renan fez um lambe de uma moça levantando o vestido e aparecia um pedacinho da bunda da indivídua. Aí arrancaram essa parte do lambe… rs.

 

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As imagens estão no bairro Parangaba, em Fortaleza. Como vêem, as imagens são pura inspiração e nos permitem proferir um discurso lindo a respeito das mulheres, do corpo e da liberdade. Quem tiver interesse de conhecer e participar, é só deixar um comentário aqui e eles entrarão em contato com você. Agora, suspire e suspiremos.