HomeSexo e Sexualidade (Page 24)

Este é um assunto que já estava em meus planos falar, mas que veio à tona com mais força após um comentário sobre a postagem pós festa X-cania. Caso tenha parecido que o texto fetichizava as mulheres lésbicas, saiba que a intenção nunca foi essa. Esta resposta, inclusive, é para todas as mulheres e homens que estavam na festa, que pretendem ir nas próximas e para quem lê o Pudor Nenhum – independente de qualquer outra coisa.

Vocês já perceberam que, normalmente, homem com homem é considerado feio e nojento enquanto mulher com mulher é compreendido com um ato bonito e mais livre às outras possibilidades? Pois é. As pessoas, homens ou mulheres, costumam aceitar mais facilmente a relação entre mulheres devido a sociedade machista em que estamos inseridos. Neste sentido, a mulher não parece ser vista efetivamente como lésbica e sua sexualidade torna-se fetiche, tendo que servir aos desejos masculinos ou de casais. O ménage à trois é um destes casos, pois todo homem sonha em transar com duas mulheres e vê-las interagir sexualmente. Estou mentindo?

Então, a mulher lésbica é vista como aquela que também pode ficar com homens e que, portanto, ao ficar com os dois, pode servir de brinquedinho nas vontades alheias. Logo, a gente se depara com a invisibilidade, homofobia e machismo – tudo em um mesmo pacote. Quando duas mulheres se beijam, um homem olha, mostra a língua e segura no saco, mostrando que o convite está aberto ou que mais tarde vai bater uma para celebrar a beleza que se apontou diante dos olhos dele.

Na novela Babilônia, as atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg formavam um casal lésbico e sabe o que eu ouvi? Que como é que “duas velhas se prestam a fazer um papel desses”, “são duas sem vergonhas”, “numa idade dessas”. Isso me fez pensar no quanto o ser lésbica está relacionado a juventude. É como se depois que envelhecessem, tivessem que se enquadrar no padrão heterossexual. Nesse contexto, as pessoas vêem a homossexualidade feminina como uma moda e isso deslegitima a mulher, tira-lhe a voz, inviabiliza a sua sexualidade.

Quando colocaram-me o assédio dos homens às mulheres na X-cania com pedidos de beijo triplo, você vai justamente ao encontro de tudo o que eu disse acima. Inclusive, na festa haviam muitos curiosos que provavelmente acreditam na máxima de que ser lésbica é moda e, por isso, ele entende que pode se apropriar de tais espaços. E apropriando-se, o seu pensamento machista persiste em prevalecer ultrapassando limites alheios em invasões de privacidade e desrespeito à sexualidade da mulher – que, naquele espaço, ela crê ser libertador já que sofre tantos preconceitos cotidianamente.

Espero ter esclarecido aos senhoritos e senhoritas sobre o fato de uma mulher sentir atração por outra não é moda, não é um ato para provocar o homem e não é nada do que você pense que não seja uma opção sexual. Assim como as relações heterossexuais são respeitadas, as homossexuais encontram-se no mesmo patamar. Portanto, aprendamos a ter o hábito de não enquadrarmos ninguém em nossa cultura machista e sejamos melhores conosco e com os outros.

 

Foi um chegar como quem não queria nada, naquela coisa de avaliar, de se sentir intimidade de pessoas com  quem você vê convive diariamente, mas não conversa; ou que nunca viu e, de repente, vê-se em volta. Na porta, já rola um papo. Ao entrar, já rola um se achegar. E nesta pegada que as X-canias, sapatinhas, sapatilhas e sapatões começaram a fazer piseiro na noite do dia 16 de outubro. Vitória da Conquista reencontrou-se em um ambiente de possibilidades, onde o público homossexual sentiu-se à vontade para as trocas linguísticas e experimentação de sentidos.

As X-canias chegaram com tudo, proporcionaram um tráfego dentro e fora do Ice Drink e algumas, é claro, deram vexame porque se não fosse, não iria prestar. Um salão, espaço do open, porta, corredor e banheiro fazia um entrelaçado de amassos em paredes silenciosas. Beijos triplos, mãos passantes, olhares trocados e sensualidade nos corpos era algo que tomava os espaços sem pedir licença alguma.

Curiosidade e perigo era o que todos prometiam em trocas de vontades. Para não cair em desuso, as cantadas sobre guardanapos entraram em ação. Aquela coisa de boemia e de mesa de bar nos permearam. Todo mundo recebeu sua cantadinha de pé do ouvido e caneta marcada, confesso que guardei os meus – nem todo mundo se lembrava quando o momento era se atracar com o outro.

Cantada X-cania

Mais uma cantada X-cania

Como educadas que são, a festa no final deixou as x-canias com o coração cheio de emoção porque, realmente, foi lindo. Muita dignidade perdida, muitos contatos trocados, muitas línguas saciadas, passos aprendidos, corpo pedindo descanso e, logo depois, pedindo mais. Para finalizar com vocês, deixo o recado das organizadores lindas.

Por fim, queremos agradecer principalmente a todas vocês, xcanias deliciosas, que rebolaram gostoso, beijaram na boca delícia e fizeram a noite de ontem ser a mais quente de todas. Tivemos uma equipe fechada para produzir a festa, mas, sem sombra de dúvidas, quem fez com ela acontecesse foram todas vocês. Então um beijinho na pepeca de cada uma e se preparem que em breve tem mais.

Opa, vocês estão de prova: rolou promessa de mais festas como essa. Nas próximas, óbvio, o Pudor Nenhum vai continuar marcando presença e divulgando pra vocês. Momentos como esses não podem ser deixados em branco. E, enquanto isso, vamos cair na estrada mais uma vez! #fui #partiu

 

 

Quem ainda não ouviu falar do X-cania, o momento é esse. Vitória da Conquista, na Bahia, apesar de ter aproximadamente 343 mil habitantes, não oferece muitos eventos aos jovens que queiram esbanjar um pouco a sua energia e sentir-se livre dos preconceitos sexuais que os cercam. X-cania, como a própria pronúncia deixa a desejar, é uma palavra relacionada a Scania – isso mesmo! As organizadoras resolveram brincar com a relação que é feita entre lésbicas e motoristas de caminhão ou, mais popularmente, caminhão e sapatão para criarem uma nova palavra que soasse melhor aos nossos ouvidos.

Depois de dizer isso, nem precisa mais dizer tanta coisa, não é? O X-cania é uma festa voltada para o meio lésbico devido a necessidade que esse público tem de encontrar espaços para se divertir. Além do mais, este pode ser um espaço para que a visibilidade lésbica comece a existir de fato e, assim,  conquistar espaço, pelo menos no âmbito conquistense.

As organizadoras são estudantes bem (ou mal) intencionadas que querem ver a pegação, o vexame, a ousadia e audácia. Em outras palavras, a liberdade dos corpos em um espaço única onde a maioria (senão todas) as presentes compartilham da mesma opção sexual. São elas Ariana Firmino, Arianne Correia, Mariana Kaoos, Maiêeh Sousa e Nayara Felício (se clicar no nome, você acessa o Face delas e pode adquirir a sua pulseira). Todas lindas e com estilos bem definidos. Veja, abaixo, o material de divulgação e fique boquiaberta com a beleza disso.

 

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Depois de tanta atitude e certeza de suas opções, esta já é uma das festas mais esperadas pelas gatas que pegam outras gatíssimas na cidade. Ainda por cima, vai rolar votação para a miss X-cania, que vai ganhar um ensaio fotográfico, e a miss X-caninha que ganhará um presentinho A proposta do evento é de que cabe muito amor. Para elas,

X-cania é A FESTA para você quem gosta de causar, de dançar, de embebedar e pegar geral. E já estão dizendo que depois da meia noite, todas as princesas vão virar tigresas selvagens e que a putaria vai rolar solta. Então vem que eu já estou contando os dias, as horas pra lhe ver. PRE-PA-RA que só vai ter poderosas e é pra chegar como quiser: a pé, de coletivo, de moto ou caminhão. A X-cania não faz distinção! Treine logo seu rebolado e escolha seu sapato. Aqui pode entrar de sapatilha, de sapatão, de tênis e scarpin. X-cania é pra todos os números e calçados. E não adianta se esconder, porque a gente vai te achar. Então chega gostoso com o bonde que a X-cania vai bombar.

Depois desse convite esperto e com toda a malícia que a gente adora, nem precisa dizer mais nada, né? A vontade é só ir e se jogar porque essa festa vai ter uma apimentada e um tchan como nenhuma outra tem igual. As pulseiras do poder já estão custando R$20,00 e o local da festa é ali pertinho da prefeitura. Não tem erro. Não sei se irei por questões: muito trabalho e vou viajar pras bandas soteropolitanas. Mas, se der, claro que bato por lá com minha sapatilha no pé e toda a liberdade que meu corpo quiser. Se for o caso, a gente se encontra lá!

Não tem mimimi nem blablablá, quero calar a minha boca com seu ato mais profano e mais digno de liberdade. Pode metê-lo quente, firme, ereto. Inclusive, quero ver e senti-lo gemer junto a mim enquanto sugo toda a sua sexualidade em ostentosas chupadas e lambidas, de modo a prepará-lo para esbanjar todo o banquete que continuamente prepara para o nosso desfrute. Sem frescuras ou quetais, movimente-o para frente e para trás que eu o sentirei brincando entre meus lábios e divertindo-se com minha língua e dentes.

Maravilhosamente, minha boca se enche d’água, prazer e fogo. Assim, alguns alertas são lançados em meu corpo e, ao menos, da calcinha preciso me livrar. Já não estou com ela, já não quero nem saber de travas. O sistema nervoso balanceia e permite às pernas ficarem bambas e minha boceta encharcar-se. Com uma mão, seguro o seu pau firme e o sustento em minha boca sem cautelas. Com a outra mão, esfrego entre minhas pernas que se manifestam em todo gozo.

Meus dedos vão em sua boca. Gemidas soam como canção em meus ouvidos. Você solta o seu fervor em mim e eu sinto o gosto e me banho com toda a porra esbravejada. Com isso, me jogo sobre você para darmos prosseguimento aos enlaces que nos apontam querer um ao outro.

 

Alguns momentos são puras sensações. Eles são constituídos de outros, de nós desatados do corpo e de entregas. Pode envolver algo a ser digerido, entre comes e bebes que causam sensibilidades, arrepios e possibilidades diversas. Assim, foi a noite desta leitora do Pudor Nenhum. Após uma encontro delicioso, ela transfigurou-se em poesia e resolveu nos contar um pouco esta sensação com mais dois na cama.

 

Fins de semana, meio de semana, há tempo pra se amar? Há tempo pra se entregar? Todo dia é dia, toda hora é hora, o corpo tem sede, a alma pede uma ”boa sacanagem” de vez em quando, e novas experiências são sempre bem vindas, tenho levado uma vida corrida, não por falta de tempo, mas por falta de interesse de andar pelas ruas da cidade, presa dentro de um corpo que quer se libertar, e decidir libertar, sempre bom conhecer novas pessoas, e melhor ainda quando essas pessoas trás consigo coisas boas para nós, noite linda, animada, esperamos por algo bom e vem recheada de algo melhor, um porre de lascar, uma puta consciência de saber o que estava acontecendo, calma, respira, agora sim, vai lá garota, talvez seja sua hora, talvez não, respire, isso, agora é sua vez, se eu me lembro por onde comecei? Não! Se eu me lembro quem me tocou primeiro? Não! Mas descobrir que as melhores delícias da vida são aquelas que lembramos apenas das sensações, sabe quando você só quer uma coisa e lhe aparece três de uma vez? E se um é bom, dois é bom demais, três é de se enlouquecer, confesso que tenho vivido momentos maravilhoso, me permitindo saber o que quero, o que posso e o que aguento. Depois de uma mega experiência com 3 na cama posso confessar que tem que ter muito pique , e o psicológico bastante preparado pras ”crises de ciúmes”, mas só tenho uma coisa a dizer, se permita, se liberte, viva. Momentos são únicos, oportunidades de se sentir bem, também. E a vida está aí para ser vivida. Espero que tenham gostado.

 

Quem nunca experimentou aliar-se a outros dois no compartilhamento de prazeres, não sabe o que está perdendo. Mas tudo deve ser feito por uma questão de escolha, o psicológico (principalmente) deve estar preparado o suficiente para essa explosão e despudor que o corpo conclama. Essa leitora escreveu lindo demais, não é? Estou aqui de boca aberta com tanto lirismo em um assunto considerado tão pornô. O gostoso do Pudor Nenhum é despertar esse sentimento de redirecionar a vulgaridade para seu lado mais erótico e sensual. Ai, gente, amei! Se quiser contar sua história também, é só escrever pra mim. O contato está aqui, na barrinha superior do blog, mas caso queira – é vai: contato@sempudor.com.br. E mais uma coisa: a foto, que ilustra esta publicação, é dela. Sempre que os leitores nos enviam fotos com autorização, a gente  divulga. Caso queira só enviar a foto e não escrever nada, sinta-se à vontade também.

 

Você cria toda aquela expectativa. Imagina que vai ser assim e assado. Planeja todos os passos na memória e, inclusive, lembra deles como se já estivessem acontecendo. Há toda uma vontade investida e toda uma precisão em cada toque que lhes será oferecido. Há o encontro e o momento é esse, é agora. Vocês seguem para o lugar planejado. Chegou a hora H e naquele turbilhão de desejos: o nervoso. Com tanta respiração e querer seguir o imaginado, eis que nada parece dar certo. De repente, o tesão e o nervosismo contribuem para que haja a ejaculação de imediato. Mais que de repente, ele resolve descer um pouco e se demora para subir. Já ela, livre de expectativas, apenas seguiu seus instintos. Nunca saberia o que daria aquele foda que tanto queria, não sabia de nada (acreditava até que nem ia rolar), só queria poder se dar e curtir o momento.

No contraponto, você sonha com aquele momento e, então, planeja a lingerie que irá vestir e deixa o cabelo divo com aquele batom vermelho da cor “Deixa eu te beijar”. Na hora, depara-se com o fogo dele e um lugar inóspito. É verdade, o lugar não estava certo em seus planos. Despe-se rapidamente conforme a fome dele, a dela estava um pouco restrita porque pensava em muita coisa que não havia dado certo. De repente, ele a chupa, lambe e penetra. Ela sente tudo silenciosamente e a cada chupada, lambida e penetrada – sem contar os dedos – sentia prazer em tudo, mas não conseguia externalizar. Respirava fundo e quando tudo acabou, queria mais, só que sem mais planos e em outros lugares. Já ele, percebera o nervoso em que ela se encontrava, mas permanecia com uma fome de leão e um despudor imensurável.

Criar expectativas para transar não é uma boa pedida. Quem pensa demais em algo, na hora não consegue fazer exatamente como pensou e isso acaba resultando em frustração. Frustrar-se no sexo é o “ó do ó” porque a foda exige leveza, liberdade, entrega e nada de cara baixa e da tal expressão “eu pensei que seria assim” ou “eu queria que fosse assim”. Nada é mais presente do que o sexo, em outras palavras, nada é mais próprio ao momento. Portanto, quando for sair com alguém, só pense: “Vou assim e vou dar. Vou levar isso e aquilo e vou foder. Pronto”. O processo é ditado pelo instante da sua realização. Sexo é gostoso demais para ficar presa em planos para, na sua realização, dar B.O, não é? Se você também já criou expectativas e depois deu errado, conta pra gente. Se contigo houve essas mesmas expectativas e na hora foi ainda melhor, conta também. A gente ama ouvir, falar e se deliciar com tudo que envolve sexo, transa, foda ou trepada – você que escolhe como pretende falar – porque, pra gente, é tudo gostoso!

Você pode não estar entendendo este título, mas quando ler o que eu tenho para dizer, vai concordar comigo – tenho certeza, modéstia parte. Antes me responda: você trabalha em quê? É professora, médica, advogada ou apenas estudante? É secretária, trabalha com telemarketing ou é um fotógrafo profissional? Respondeu-me? Ainda que eu não tenha ouvido, essa resposta deve ser direcionada a você para que possa entender como ocorrem nossos relacionamentos neste mar que é a vida.

Este tema me surgiu desde a época em que eu lecionava e percebia o quanto existiam professoras solteiras. Sem brincadeira, havia muitas mulheres acima dos trinta e solteiríssimas da silva. Em compensação, os poucos homens que atuavam na mesma profissão eram homossexuais ou comprometidos. Quando eu colocava na balança, não sobrava nada para as mulheres e isso justificava o “forever alone”.

A gente não pode levar ao pé da letra, mas a maioria dos relacionamentos surgem a partir do meio em que estamos inseridos. Se eu fiz uma faculdade e atualmente sou médica, a tendência é conviver com pessoas do curso durante a graduação e depois continuar convivendo em minha profissão. Não é a toa que pessoas da área de saúde costumam se relacionar com outras da mesma área e isso não é por uma questão de escolha, mas tem a ver com o leque de opções que lhes é colocado. Dentro disso, a gente tende a encontrar pessoas afins e, assim, o papo passar a ser mais interessante e a química dá sinais de fogo.

A gente nunca vai conseguir se relacionar com alguém que esteja a mil quilômetros ou tenha uma profissão extremamente diferente se, em algum momento, não nos encontrarmos e compartilharmos ideias. Graças a internet, as possibilidades de lidar com pessoas de diferentes âmbitos profissionais tem sido mais fáceis. Ainda assim, a afinidade precisa entrar em comum acordo e harmonia para que a coisa desande pro bem de todos e felicidade geral do coração e da mente.

Durante o tempo que lecionei, já estava conformada em não encontrar ninguém – o campo de graduados em Letras, particularmente, não é fácil nesse aspecto. Eu olhava prum lado e pro outro, não via ninguém pra mim e pior, não via ninguém para as outras mulheres também. Depois que entrei em jornalismo, a coisa continuou difícil – mas as possibilidades se abriram. Apesar da internet contribuir e dos amigos e amigas também funcionarem como portas, nada mais gostoso do que o tete a tete para um rala rola mais breve.

Não me levem ao pezinho da letra, já pedi isso. Ah, aproveitem para reler a palavra “influencia” no título. Coloquei ela justamente pelo fato de achar que o meio contribui e não que seja um ponto definitivo. Hoje em dia, confesso que sempre olho para as pessoas por esse viés e isso chega a ser engraçado, mas vou deixar de neuras e ouvir um pouco vocês. Nem vou comentar nada atual meu porque estou mais solteira do que caderno de matéria única – faltou uma metáfora melhor, enfim. Mas topo ler o que tem a dizer, é sempre um prazer confirmar (ou não) minha hipótese.