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Este é o questionamento mais comum que existe quando o assunto é sexo. Cuspir e engolir são as palavras da vez no manual do sexo oral masculino e, quem coloca a boca na botija, costuma se perguntar como deve reagir ou então opta por seguir seus impulsos e as dicas das amigas. No entanto, não é simples assim decidir-se quais caminhos dar para a porra do cara que quer ejacular ou acabou de realizar o ato em sua boca ou nas proximidades dela.

Algumas mulheres dizem do cheiro, outras falam que o gosto é ruim e há quem diga que é bom. Algumas não curtem a espessura e outras adoram tudo isso. Logo, como tudo na vida, gostar ou não de engolir é algo bem relativo. Entretanto, há uma gama de mulheres que tem vontade de experimentar, mas não sabe como fazê-lo porque – para isso – precisa conhecer melhor sua composição. Quase esqueço de dizer, mas há quem diga que a porra (como já disse anteriormente e como costumamos falar) é bastante nutritiva e faz bem para a pele e para os cabelos.

Pensando no que tantas pessoas dizem por aí sobre o assunto, resolvi fazer uma pesquisa (é claro!). A porra é composta de esperma, muco, plasma seminal e fluído prostático A, além de conter cerca de 10% de esperma e o restante consistir em enzimas, vitamina C, cálcio, proteína, sódio, zinco, ácido cítrico e frutose. De acordo com o Sexpedia, uma ejaculação corresponde a uma colher de chá de sêmen e essa quantidade possui 20 calorias.

Quanto ao gosto, lembro-me muito bem de um norte-americano que o utiliza em suas receitas e chegou a publicar um livro. Paulo Photenhauer é um enfermeiro que vê no sêmen, há 9 anos, um dos ingredientes de suas receitas. Como um bom conhecedor, ele ressalta – em uma entrevista para a Folha de São Paulo – que “Percebi que comer gengibre melhora o sabor, então passei a beber muito chá de gengibre”.

A alimentação do homem, portanto, pode modificar o gosto da sua porrinha. O Sexpedia também salienta que alimentos como carne vermelha, alho, cebola e café podem deixá-la amarga e ácida enquanto os alimentos que naturalmente contêm açúcar, como frutas, podem deixá-la mais doce. Logo, a gente conclui que não precisa ter receio de engolir porque depende do que o boy come pra o leitinho ficar gostoso ou não. Leu isso aqui, homens? Este texto também é para vocês.

Uma coisa essencial é saber muito bem com quem o parceiro anda, ou seja, confiar bastante nele porque o esperma também pode oferecer riscos à saúde caso ele possua alguma doença infecciosa ou sexualmente transmissível. Sexo oral deve ser feito com camisinha, o “cospe ou engole” deve ser realizado em casos especiais, ok? Para os homens, o fato de engolir ou não deve ser só um complemento ao prazer. Cabe, a quem vai degustar, a palavra final. O momento deve ser gostoso para ambos. Se você não tiver a fim de engolir, então cuspa. Ninguém é obrigada e o seu prazer conta muito e conta sempre – não se esqueça disso.

 

Musos e musas, a pergunta é: O que você pensa quando te convidam para assistir um filme? Reformulando: O que você entende quando alguém, cuja amizade não é tão intensa e cujo clima os circundam, convida para assistir um filme? É isso mesmo, não tem outra. Assistir um filme passa a ser sinônimo de dar uma, de se aproveitar de um momento no qual só os personagens falam para inspirar-se nas tramas dos corpos.

Se for comédia, aproveita para soltar uma piada no ouvido da outra (ou outro) e arrancar-lhe carícias mínimas que se expandem e tornam-se inteiras. Se for terror, para quê olhar tanto sangue e morte se tem uma vida deliciosa ao lado, não é verdade? No suspense, a gente prefere que o susto seja o toque alheio em direções mais interessantes. No romance, a gente acha que tudo é balela e parte para a melhor parte. Já no erótico, utilizamos como inspiração para nossos desenlaces. Um convite como este pode ser tudo o que alguém precisa e a melhor desculpa para uma saída básica, uma dormida fora ou assistir aquele filme que você tava doida. Mas fala sério, sabemos porque você estava tão doida assim! Como um amigo meu diz, “Pô, essa é mais velha que o Motel ‘Cê que sabe’, hein? É a que eu mais uso” e, realmente, é a mais discreta e super cola. Se a menina não quiser, ela não diz: Não quero fuder com você, não quero nada contigo… nem fala nada de grosseiro, simplesmente ela (ou ele) diz que não ta a fim de um filme e todo mundo fica de boa. Tem coisa melhor que isso?

As duas horas de filme sempre se configuram como umas das melhores transas. É tudo ali no chão ou sofá. Tudo rapidinho e com todo jeitinho. Tudo começando no querer não-revelado. Não quero dizer que este convite seja unicamente para este sentido. Claro que há casos em que assistir um filme seja somente assistir um filme. Às vezes o casal se envolve de verdade e fica só na narrativa cinematográfica. Nem todo convite tem esta pretensão, é claro! Enfim, este texto versa sobre o que geralmente acontece. Mas sim, diz aí? Já recebeu ou fez este convite? Está querendo assistir um filme? Nem precisa hesitar, se joga! Só dou um conselho: escolha um filme que já te falaram ser chato porque, assim, o clima esquenta mais rápido e você não se sente culpado(a) por não ter assistido. E, oh, no seu próximo filme, você quem vai torná-lo melhor no seu jeito mais entregue de ser.

Hoje entrei no Facebook e me deparei com vários relatos acompanhados da hashtag #MeuAmigoSecreto. Fiquei louca de curiosidade para entender o que significava aquilo e, ao pesquisar, a razão era óbvia: havia uma campanha contra o machismo por trás de todas aquelas histórias. Como uma brincadeira, a intenção era falar as características daquele com quem se convive e que pratica o machismo em seu dia ou dia – tanto de forma clara quanto sutil. Desse modo, ficou (e fica) evidente o quanto estamos cercados de pessoas machistas, preconceituosas e que, portanto, violentam física e psicologicamente o parceiro ou parceira por meio de um discurso tão intolerante e desrespeitador.

Para começar, vou citar alguns dos meus amigos secretos e, para ver outros, basta colocar a tag no Facebook e dar enter. Quem quiser compartilhar seus “amigos” também, sinta-se à vontade para fazê-lo nos comentários desta publicação ou faça pelas redes sociais. Parece que quando a gente compartilha tais informações, mesmo de forma anônima, nos sentimos mais aliviados por não guardarmos aquilo só com a gente. O bom dessas campanhas é isso. As mulheres estão cada vez mais emponderadas e o machismo, cada vez mais, vem sendo reconhecido em cada sutileza manifestada.

#MeuAmigoSecreto descreveu sua prática de masturbação, concluindo com um “gozei” depois que descobriu que escrevo sobre sexo. Não me deixou nem falar. Agrediu-me virtualmente. Antes disso e pessoalmente, nunca havia se manifestado sexualmente em relação a mim.

#MeuAmigoSecreto acha que para eu arranjar um namorado, preciso largar o Pudor Nenhum porque homem nenhum vai me levar a sério.

#MeuAmigoSecreto acha que quem conhece o meu blog, só me quer pra comer.

#MeuAmigoSecreto acredita que mulher que escreve sobre sexo só serve para trepar.

E o seu amigo secreto? Vamos espalhar toda essa violência machista por aí, vamos nos despudorar! A gente se encontra por aqui, pelo Facebook ou pelo Instagram, tá? Você quem manda!

Nunca se viu tanto, nas redes sociais, um pedido tão inusitado quanto o “Manda nudes”. As pessoas, cada vez mais, têm rompido as barreiras da intimidade e exposto seus corpos nus. Em alguns casos, apresentá-lo virtualmente é uma forma de elevar a autoestima e tais atos jamais seriam realizados, apenas em conversas triviais, se fossem no tete a tete. Além disso, você também consegue se aproximar intimamente de alguém que deseja por meio da liberdade que o encontro não pessoal permite. Falar sem olhar nos olhos possibilita ser mais aberto para questões íntimas. De acordo com a Revista Galileu, que abordou muito bem este tema na edição 292,

 

“(…) os adeptos não param de crescer e já ultrapassam os 50% entre os jovens de 18 a 24 anos, como revelou uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. “Trata-se de um grito de liberdade. Ao mandar uma foto sensual para outra pessoa é com se você dissesse: ‘Olha, esse é meu verdadeiro eu'”, defende a psicóloga Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada (SP).

 

Além da liberdade que nos coloca em um auto conhecer-se, há também a autoafirmação – uma prova de que eu sou bom ou boa o suficiente para que nos conheçamos –  e a possibilidade ou ligeireza na concretização de atos sexuais ou de encontros mais acalorados. O leitor FD diz que “adoro nude. Acho que depois da nude o negócio rende mais rápido, principalmente se você tiver a pirok grande (no meu caso) rs. Os boys ficam loucos e se for um sexuzinho casual, rola mais rápido”.

Apesar de ser cada vez mais comum a troca de mensagens e fotos sensuais (ou explícitas mesmo), é preciso ter cuidado para não fotografar coisas que nos marcam demais, tais como tatuagens, pintinhas maiores pelo corpo, partes da casa. A internet é um campo propício à viralização do que chega nela. Desse modo, tais imagens e prints podem chegar às mãos de qualquer pessoa e, por isso, a pessoa precisa ser de muita confiança. Em alguns casos, nem sendo de confiança adianta porque celular roubado ou perdido também pode cair nas mãos de qualquer mau caráter.

Aos casais de plantão, trocar umas fotinhas é algo delicioso porque esquenta tudo na hora que rola o encontro. É aquela coisa de “Provocou? Agora vai ter que aguentar” e isso tanto pode vir da mulher quanto do homem, mantendo o relacionamento a todo vapor.

Confesso que já enviei nudes para namorados, ficantes, amigos e conhecidos e pretendo continuar enviando para quem eu achar que merece..hahaha. Cada vez que faço isso, tenho meus cuidados e tenho meu tapa na autoestima e na sexualidade. Eu me acho bonita e gostosa nas fotografias, além de me autoafirmar – é claro! Acho que isso ainda é algo que vai perdurar muito tempo, principalmente entre aqueles que tem uma sexualidade bem aflorada. Sem contar que tais fotinhas e palavras podem proporcionar toques e orgasmos. E você, o que acha a respeito do assunto? Diz aí que a gente compartilha ou eu vejo maravilhosamente caladinha, ta?

Dizem que eu sou puta porque visto roupa curta e, por isso, dizem também que estou mostrando o útero. Dizem que sou puta por usar um decote e deixar saltar os seios porque acreditam que meu salto me deixa desajeitada e meu cabelo jogado de lado é digno de uma prostituta – afinal, há estereótipos que perseguem muitos tantos. Se ser puta é vestir e jogar o cabelo como eu gosto, então sou puta sim.

Dizem, também, que sou puta em me esconder sobre roupas demais e depois falar putaria. Acreditam até que meu boquete dá de dez em qualquer profissional que abocanha diariamente. Que seja, que assim eu seja puta. Dizem, inclusive que meu batom em minha boca carnuda é, simplesmente, para chamar a atenção e coisa de quem é puta sem tirar nem por. Como eu já disse, se for assim, sou puta mesmo.

Minha putice está na boca dos desconhecidos que entendem minha escrita como pura pornografia. Se eu sou puta porque escrevo sobre sexo, coloco fotos semi-nua e escolho outras gozadas para aqui expor, que eu seja uma putinha com nome e sobrenome. Sou puta de classe com pedigree: não erro nos pontos, nas palavras e nas rimas desencontradas. Se tudo o que escrevo é falar demais e é me achar demais, então sou puta ao quadrado. E se toda provocação não se manifesta concreta, eleva à potência toda minha putice e me completa com um descarada – esta cabe no mesmo conjunto e sai da boca às cusparadas.

Eu sou puta porque tenho cara de santa, cara de ingênua e cara de menina. Seria puta, também, se tivesse cara de vadia e lambesse a ponta dos dedos como se lambe o sexo alheio. Sou vista como puta como quase toda mulher. Sou vista como puta como você pensa não ser. Sou apontada, mesmo sem ver. E minha mãe que nem faz parte da história, vira puta também.

Nunca reclamei de pau pequeno e os grandes que já peguei, sempre me caíram muito bem. Diante de tantas fotos e vídeos que vejo, acredito que nunca tenha pegado um tão grande ou tãããão pequeno assim. No entanto, tanto um quanto outro não costumam me atrair, mas tem algo que me enche a boca e que na hora da penetração eu amo: um pau grosso.

Quando ele é grosso, você enche a mão e ainda sobra mais um pouco. Você coloca na boca, chupa, lambe e se acaba sem que nem sempre precise colocá-lo todinho na boca numa garganta profunda porque você sente que aquela fartura pode ser apreciada demais com a língua e que ali você vai se demorar de qualquer jeito. Além disso, pra ele penetrar em você é uma tarefa mais árdua e isso é muito gostoso. Há um afrontamento da sua grossura com o seu buraquinho nada ingênuo e, quanto ele entra por completo, é só prazer.

Os finos não me dão tanto prazer porque entram e saem com uma facilidade que a gente, praticamente, não sente. Ele se acha no direito de abrir e fechar os pequenos e grandes lábios sem despertar tantos sentidos. Já peguei um pau que era grande e fino e, apesar do tamanho, ele não soube me surpreender justamente porque não tinha a largura que considerava suficiente para me adentrar da forma mais deliciosa.

Quero deixar claro que isso de grosso e fino pode ser relativo e isso de gostar de grosso também, sem contar que existem aqueles que consideramos ter grossura mediana e também gostamos. Contudo, pelo que já percebi, a maioria das mulheres estão comigo nesta escolha do grosso, por isso resolvi escrever sobre o assunto aqui no Pudor Nenhum. Independente de qualquer coisa, vem pra cá, chega mais, me chama de destino e me traça porque eu adoro.

Falar de intimidade é sempre complicado, inclusive já tentei fazê-lo algumas vezes aqui, no Pudor Nenhum, e sempre entrei em pequenos conflitos.O fato de eu ter trazido este assunto se deu por um momento simples em que um amigo com o qual já tive relações sexuais ter pedido que eu me virasse a fim de não vê-lo se despir para entrar no banho. Nesse momento, eu pensei: Mas a gente já não transou tantas vezes e eu não já o vi nu? Diante disso, fiquei me perguntando o quão ele me via íntima dele e o quanto o fato de termos transado se diferencia do fato de nos colocarmos nus, um diante do outro, em situações cotidianas. Neste sentido, lembrei no quanto isso me era presente. Por exemplo, eu namorava e transava todos os dias com meu namorado, mas, na hora de tomar banho ou de me trocar, não queria que ele me visse porque achava que o olhar seria mais atento e perceberia que meu corpo tinha imperfeições antes não vistas. Olha que bobeira! Depois de repensar muito e me sentir mais plena sexualmente, abri mão desses pudores.

A intimidade, ao meu ver, está muito relacionada ao modo como você se vê e como entende a relação com o outro. Se você se aceita como é e tem cumplicidade o suficiente, não há porque se envergonhar da sua nudez. Se ele (ou ela) te acha gostoso(a) e vocês se dão super bem, não é porque seu corpo está mais exposto que a pessoa deixará de achar tudo isso. E outra: você é visto com a mesma atenção e com mais detalhes quando o sexo está acontecendo. Inclusive, parece até paradoxal esse despudor e pudor que existem entre duas pessoas em situações tais. Entretanto, lidar com isso não é fácil nem é brincadeira, é algo que mexe com o psicológico e que se faz mais complexo do que imaginamos. Diante do que a sociedade nos impõe, o sexo passa a ser uma forma de mostrar a própria potência enquanto ser sexual e a simples nudez torna-se algo que passa por todos os padrões estereotipados.

De tudo, eu só sei de uma coisa: precisamos rever alguns conceitos que nos cercam e compreender o quão somos íntimos de alguém após o momento que saímos do ato sexual. Diante dessa colocação, eu te pergunto: a intimidade começa quando? Pergunte-se isso. Acredito que a ausência de pudor é tudo de bom e faz muito bem.