HomeSexo e Sexualidade (Page 20)

Quando bate aquela vontade exacerbada por sexo, aí sai de baixo porque o corpo e a libido não esperam nem tem hora e lugar. Nessas horas, o juízo vai para o pé ou para as lindas genitálias que carregamos e, assim, passamos a pensar em satisfação e loucuras. Neste momento, os hormônios e transmissores cerebrais, bem como alguns fenômenos que nos fazem mudar o comportamento, os sentidos e o físico estão envolvidos. Sendo assim, a adrenalina torna-se palavra chave para a descrição dessas emoções totalmente explicáveis que ocasionam o orgasmo e a excitação.

Quando estamos excitados, nossa pressão arterial e batimentos cardíacos aumentam, nossa respiração se torna mais rápida e ofegante, suamos e queimamos muitas calorias, nossas pupilas se dilatam, a pele se torna mais ruborizada (oh, delícia!), nos arrepiamos (huummm..) e ficamos todas molhadinhas na genitália, seios e lábios devido ao aumento da vascularização arterial e venosa. Em outras palavras, nosso sangue ferve e descobrimos a quentura dos nossos e dos outros corpos. Para tanto, aquelas rapidinhas e aquele sexo feito em locais inusitados são os que mais nos enchem a boca e nos causam adrenalina.

O risco de sermos pegos despeja em nós uma carga de emoção inimaginável. Transar na rua, em pequenas varandas e espaços disponíveis em algumas instituições, em cima de árvores, em construções, na praia, dentro da piscina, em um clube.. ai ai.. falar de todos esses lugares me traz altas recordações e atiça ainda mais a minha imaginação. Nada melhor do que um sexo a la vontê e com todas as expectativas porque o que fica é a vontade de mais e mais, tornando os próximos encontros mais ácidos e saborosos.

Portanto, leitores amados, quando sentirem vontade.. lancem-se! Fazer sexo com aquele pequeno medo é deslizar de prazer! Só não pode esquecer da camisinha porque senão “depois de nove meses você vê o resultado” e sem contar que andar prevenido é o que há, não é verdade? Agora pensem numa mulher em ponto de bala! Pois é, sou eu hoje! Toparia em qualquer lugar e você?

“Here, there and everywhere” – Lennon/McCartney

Engraçado como nossos gostos e nossas prioridades mudam na escolha daquele que venha a nos chamar atenção. A adolescência é onde tudo começa, pode-se dizer que é o momento no qual a sexualidade grita e, assim, buscamos por alguém para dar um cheiro, um beijo, pegar na mão e dizer que adora (porque ama já é demais, mas a gente faz isso o tempo todo – porque tudo é muito novo). É aquele momento, também, onde cada escolha é feita ali, entre amigos, e que todas as sensações são novas e precisam ser compartilhadas. Ficar com alguém feia? De jeito nenhum. A galera vai zoar e fazer as piadas mais infames. Se não tiver tanta beleza, que ao menos tenha um atrativo a mais, tal como a simpatia reverberando pelos quatro cantos – daqueles que fazem parte do grupo mais resenhista e que todo mundo adora.

Com o passar do tempo, dizem que a mulher vai reduzindo suas preferências e que, depois dos 30, basta ser homem e não precisa mais ser lindo, rico, alto, malhado e por aí vai. Com os homens, isso é deixado de mão quando o quesito é este porque, conforme a cultura popular, é a mulher quem está com a faca e o queijo na mão quando o assunto é esse. No entanto, será que as preferências mudam exatamente neste sentido? Enquanto mulher, eu diria que há um redirecionamento de prioridades. Em vez de sentir atração e ceder aos impulsos por causa da beleza, isso passa a ser apenas uma razão para dar uns beijinhos e nada mais.

A mulher, quando se aproxima dos 30, passa a querer um relacionamento mais sério e isso implica um homem que tenha maturidade, que estude ou que tenha um bom trabalho, ou seja, a beleza passa a ser descartada em detrimento de uma melhor estrutura financeira e familiar. Afinal, homens casados e com filhos ficam a dever e nós sempre avaliamos bem a situação antes de investir. No caso daquelas que já cederam a relacionamentos mais sérios e estão a fim de curtir, quase tudo isso também está na conta. Um homem que tenha independência financeira e que consiga construir um bom papo estão na bola da vez, aquele que mostra saber usar seus recursos e ferramentas muito bem também estão em uma boa colocação entre os atrativos de uma musa.

Há quem diga que uma mulher mais velha fica sozinha porque seleciona demais: pura conversa furada de quem pensa que estamos desesperadas e, por isso, precisamos ficar com qualquer um. Maturidade é justamente saber escolher aquele que lhe preencha e, se não encontrá-lo tão cedo, tanto faz. O importante é não ficar vivendo solteirice amarrada e com quinhentos gatos de estimação. Quem é musa possui alguns relacionamentos casuais quando bate aquela vontade e, se não bateu ou não apareceu nenhum que sirva para dar umazinha, sabe satisfazer suas próprias vontades de outras formas. A gente não nasceu pra ficar amarrado em ninguém, não é? Nossa felicidade só depende da gente e não do outro. Entretanto, uma coisa é importante: oportunidades não podem escapar sem que façamos nada, prestemos atenção para agarrá-las.

A mulher dos 30 pra cima, já tem suas escolhas agendadas e suas malícias possuem um lugar especial. Diferente das mais novinhas que se encantam facilmente e, sem querer, se permitem e se deixam enganar – inclusive por si próprias. Algo é mais do que certo: quando nossas prioridades mudam, mudamos também. E com vocês, rapazes, como funciona isso? Contem pra gente, vai!

Há um fato incontestável e que nossos olhos sempre vêem e logo a gente sente: o tesão masculino. O homem não consegue disfarçar a vontade que lhe sobressalta e, assim, como quem não quer nada, o bendito aponta para a direção que melhor lhe convém. É aquela coisa de ajeita aqui e ajeita ali para que mais discreto fique e para que a moça não se incomode, sabendo ela que aquele fogo todo não poderia vir de outro lugar que não fosse dos seus contornos, inteligência ou do seu todo deslumbrante. Assim, o pegapacapá se estabelece entre o que vem e o que lá em seu canto está.

Diferente da mulher, o incômodo causado pela saliência proporcionada pelo tesão do homem vai além do que os olhos conseguem perceber. Acho que apenas ele poderia falar perfeitamente sobre o assunto, não é? No entanto, é possível imaginar o constrangimento que isso pode causar a depender do lugar onde estão e da cueca e roupa que estão vestidos. O soteropolitano confirmou

Já rolou comigo, rs. Um pouco constrangedor. Não sei o que a criatura pensou na hora. Foi na faculdade, cheguei pra falar com ela e tal, calça folgada, cueca desarrumada, deu aquela elevada involuntária, fiquei meio sem graça e tentei disfarçar mas acho que ela percebeu.

Além dessas situações, nem venha me dizer que entre um beijo e outro nada lhe futucou por baixo ou que em uma dormidinha com o amigo não houve nada demais porque minha resposta será: É mentira, amiga. Ou então: Esse cara era gay. Sem preconceitos e sem me julgar maliciosa, subir independe da vontade do homem e é a prova de que há algo errado ou simplesmente há tesão mesmo. Este algo errado pode ser uma disfunção erétil que deve ser tratada e que deve ser uma barra e tanto, hein? Quanto à nós,  mulheres, sempre percebemos quando ele se eleva, mas costumamos disfarçar para evitar um clima que talvez venha a constranger os dois. Em outros casos, ele se levantar é a constatação de que a coisa está boa e que pode ficar ainda melhor.

Eu tava na casa dos meus amigos que é um casal, que eu apresentei meu namorado, aí eu tava beijando ele lá no sofá e o negoço subia e eu sentia. Eu olhei assim e via. Como eu tava com vergonha e ele também. Eu deitei com a cabeça em cima pra ninguém ver. Aí meus amigos saíram e falaram pra gente ficar a vontade, a gente foi pro quarto deles e lá rolou de tudo – relatou uma maranhense.

Além desta musa, uma outra do interior da Bahia também nos contou sua história.

Quando eu trabalhava na prefeitura aqui, eu ia muito no setor de compras, e o chefe toda vez que eu entrava na sala ficava de pau duro. Eu fazia o q tinha de fazer na sala o mais rápido, pq eu nao conseguia disfarçar e olhava toda hora. Kkkkk. Eu ja ficava sem graça de ir. Depois acabei ficando com ele varias vezes. Kkkk.

Diferente do caso delas, alguns ficam apenas no constrangimento porque ambos podem não ter relação alguma um com outro e isso pode até soar ofensivo para a moça em questão. Já me aconteceu, por exemplo, de pegar o ônibus e – como ele estava lotado – tive que ficar em pé. O cara atrás deu uma roçada no balanço do transporte e o pau duro tocou em mim. Pensa no nojo que eu senti! Achei aquilo ofensivo, tentei ao máximo me afastar e o ônibus o deixou logo no ponto, ainda bem. Para finalizar e quem sabe rolar uma identificação contigo, seja homem ou mulher, veja o que esta outra musa da Bahia nos falou.

Estava ficando com um rapaz em um bloco de carnaval. Estávamos dançando bem juntinhos, minhas penas acabaram fazendo uma carícia no pinto dele…rsrs. De repente o cara ficou excitado e sem graça. Tadinho! Deu uma desculpa e foi embora kkkkk

Assim como ele e elas, não nos faltam histórias sobre o assunto. As mulheres, ainda bem, são mais discretas neste quesito e as coisitas entre as pernas apenas molham ou se encharcam – mas só a gente que sente. Antes de finalizar o texto, existe uma frase que nunca perde a sua majestade – Eu te amo pode ser falso. Mas um pau duro, jamais. Este enunciado circula por aí porque ele se levanta, na maioria dos casos, por causa dessa latência de vontades. Você também quer nos contar a sua história? Você tem uma disfunção e quer conversar a respeito? Compartilha com a gente, vai!

Um gemer escandaloso, uma expressão fria, um olhar firme e uma boca que se desboca. Pernas bem abertas, ânus alargado, bumbum empinado, seios grandes e redondos, cabelos quase sempre longos. Alguns piercings nos mamilos, genitália e boca. Um pênis grande e grosso, um negão poderoso. Um pênis grande, uma barriga sarada e palavras deslavadas, monossilábicas, cuspidas, desconexas, incorporadas. Uma única narrativa: fazer sexo de cima pra baixo, de baixo pra cima, do lado direito, esquerdo e em diagonal; fazer anal, oral nela, nele ou neles porque se faz em dupla, trio, quádruplo com uma para eles ou elas para um – tanto faz: é sexo; com meia calça rasgada, sete oitavos, curta, colorida ou combinando com os tons da calcinha, que pode ser fio, tapa sexo, tapa nada, mostra tudo; sem pelos ou pelos vindos da depiladora e da vontade para a vitrine que a câmera se tornou; de salto, performance, imagem é tudo; sem nada, ele – praticamente desnudo, sem pelos, malhado; rápido, devagar; na arena, no carro, no sofá, no quarto, na parede, numa maca ou no mato; com instrumentos, aparelhos, óleos, géis e parafernálias. No início de tudo, antes do play, eu. Da transmissão, masturbação. Daquele olhar, perfeito tesão sobre si. Expectativas e idealizações – em vão?

Qual é a mulher que não gosta de ser acariciada e mordiscada nos seios ao iniciar as preliminares? Provavelmente, nenhuma. Inclusive, todo o tesão da mulher manifesta-se nos bicos dos seios que, logo, se apresentam rígidos. Eles parecem apontar que querem mais e, a cada novo toque, a direção tomada parece dizer de forma mais objetiva e, assim, não há como negar o desejo por um prolongamento do ato sexual. Tanto o mamilo como a auréola possuem terminações nervosas supersensíveis que, ao serem estimuladas, provocam a libido. Mais do que isso, há uma conexão direta entre tais nervos e o clítoris. É exatamente por isso, já explicado cientificamente, que as mulheres ficam mais entregues quando tocadas neste ponto.

Homens, é isso mesmo, basta saber usar as mãos, a língua e a ponta dos dentes para ver virarmos feras. E fala sério: os seios são lindos demais, sejam mais levantadinhos ou não – afinal, curvas são sempre muito interessantes – sejam pequenos, grandes, com auréolas mais escuras ou não. A mulher tem esse legado lindo sob o seu corpo e cabe ao parceiro (ou parceira) saber apreciar e utilizar-se das melhores armas para que o prazer esteja completo. E aí, como são suas preliminares? Se for entre mulheres ou entre pessoas do sexo oposto, então você terá muito o que contar!

#jádeixeide foi uma campanha realizada no Instagram do Pudor Nenhum com o intuito de mostrar o quanto as mulheres estão presas a um sistema que as limitam. Eu já sentia vontade de trazer este assunto à tona, então um trabalho na faculdade me impulsionou ainda mais a criá-la. Acredito que nunca a mulher foi colocada tanto em pauta na sociedade quanto está sendo agora. Os movimentos feministas estão emergindo cada vez mais e a busca por igualdade de gênero vem causando amplas discussões.

É certo que o machismo continua e que muitas mulheres permanecem em silêncio, assim como é nítido o quanto a relação entre homem e mulher ainda é bastante desigual em todos os sentidos. Ao homem, cabe o privilégio e a voz ressoa mais alto. À mulher, a jornada tripla de cuidar da casa, dos filhos e trabalhar fora faz com que ela ainda seja vista apenas como guerreira. Ou seja, não se cogita a possibilidade de compartilhar o trabalho, apenas há quem a  parabenize por conseguir conciliar tudo isso.

A mulher também é julgada o tempo todo e cada ato dela faz com que seja considerada puta, como se este fosse o maior palavrão da face da Terra, Julgam-na pelo modo como se veste, como senta, como deixa seus cabelos, como fala. Ela é apontada e pressionada o tempo todo. Diante disso, nada melhor do que suscitar o assunto mais uma vez e de uma forma que seja a cara do Pudor Nenhum.

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Se você quiser participar, ainda dá tempo. É só dizer o que você já deixou de fazer por causa de um homem, seja ele marido, namorado, pai, irmão, amigo ou desconhecido. Você escreve junto com a hashtag #jádeixeide e, caso coloque diretamente no Instagram, não esqueça de marcar a #PudorNenhum também. Esta imagem acima foi produzida por mim, mas você também pode fazer a sua em uma folha e me enviar pelo contato@pudornenhum.com.br.

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Vamos participar e mostrar pra esse bando de homens machistas que não somos obrigadas a nada, muito menos a nos sujeitarmos às suas opiniões.  Escrevam, joguem duro. Estarei esperando por vocês. Ah, mais fotos estão no Instagram do Pudor Nenhum (@pudornenhum). Acessem para ver!

Eu sempre fui daquelas que tinha vergonha de me despir frente ao outro. Comecei fazendo sexo no escurinho, dizia que era mais romântico, mais tátil e menos explícito. Na verdade, era tudo desculpa para não mostrar meu corpo que considerava magro e sem forma. Com o tempo, fui concluindo que o desejo e o tesão eram bem diferentes de uma imagem corpórea simplesmente. A vontade pelo outro transcende questões de corpo. Ainda que isso esteja embutido, nossas preferências são bastante relativas e quem me quer – me quer do jeito que sou, seja com magreza demais ou gordurinhas para leitura em braile.

Mas aí você diz: O homem é muito visual e é claro que ele vai perceber minhas imperfeições. Só que, a partir desta pergunta, eu jogo outra: Apesar de não ter te visto sem roupa ainda, ele a viu e sabe como você é. Certo? Se ele te quer e diz que sente tesão por você, tem certeza que ele irá se apegar aos detalhes do seu corpo? Ainda que se apegue, será para acentuar o que já existe de latente e que, provavelmente, é positivo porque senão a coisa não estava prosperando e partindo para o entra e sai.

O padrão de beleza existente é o que lasca tudo e causa insatisfações no mulherio. A gente acha que mulher pra ser gostosa tem que ser assim e assado, mas deixa eu te falar uma coisa: mulher gostosa é aquela que se ama e tem atitude. Se uma mulher for loira, alta, bundão, peitão e barriguinha sarada, mas – por alguma razão – não tiver autoestima, ela pode até chamar atenção a primeira vista, mas depois vai ser negligenciada por uma gama de homens que reconhecem a força e a sensualidade da mulher pelo seu modo encarar a vida. Em outras palavras, beleza é relativo e a gente tem que se amar para fazer sucesso e se despir lindamente na frente dele.

Se você não está feliz do jeito que é e acha que precisa perder ou ganhar uns quilinhos, atividade física e reeducação alimentar são fundamentais, mas não deixe se perder em vergonhas e trejeitos porque um streap tease é impagável – para ambos. Acredito que se despir frente ao outro é estabelecer uma relação consigo mesma, é uma prova de amor próprio. Pode ter certeza que, depois disso, você vai se sentir bem em qualquer lugar e o sexo vai fluir ainda melhor.

Eu me dispo na frente dele e em frente ao espelho. Faço streap e me atrevo frente à câmera. Atrevo-me para, assim, mostrar a mim mesma que sou uma delícia. Se você tem receios do corpo, faça o teste dos nudes (com todo cuidado do mundo, please), encare-se frente ao espelho, fotografe-se e olhe cada fotografia todos os dias. Permita-se se ver, rever e triver até se acostumar consigo mesma. Um exercício desse é muito bom e uma hora faz efeito, pode confiar. Agora vou ali me fotografar mais um pouco porque não faltam postagens por aqui. O importante, minhas gatas, é se amar.