HomeSexo e Sexualidade (Page 19)

Antes de começar a escrever sobre este assunto, resolvi interrogar alguns amigos sobre o que eles acham da discrição dos relacionamentos casuais. A resposta é simples, até porque ninguém quer ser colocado em outros lençóis pela boca do povo. Ao falarmos sobre tais relacionamentos, tocamos no que concerne às formas descomprometidas de se relacionar, ou seja, a não firmar algo com alguém e, sim, ter trocas de carinho quando a vontade do corpo apertar. Porém, isso não significa possibilidades de namoro e romance à vista, muito menos que será frequente (do tipo bater a vontade e pimba).

É neste sentido que entra a discrição: Já que a outra relação é instável ou foi apenas por uma noite, para quê falar? Se eu disser, vou ficar com fama de periguete ou, no caso dos homens, de pegador (e se a menina souber que fiquei com outras do círculo de amizade dela não vai me querer). Em relação aos homossexuais, surge a decisão de não falar nada para evitar burburinhos e por aí vai. Em outras palavras, não faltam motivos para se manter a coisa fechada entre quatro paredes e duas bocas (caso não haja um ménage). Entre as respostas, encontram-se essas e leitores.

“Eu sou uma mala aberta. Gosto de compartilhar, de falar, de contar. Geralmente comento com amigas mais próximas”

“No meu caso, a descrição era fundamental já que a malha que eu usava era zero. Podia ser horrível ou bonita, eu não dispensava. Mas pros meus amigos eu contava já que eles não eram concorrentes em potencial”

Lembram daquela expressão relacionado ao mineirinho? Pois é, quem come quieto, também come bem e acaba saindo de barriga cheia. Quem faz aqui e ali sem falar nada, acaba fazendo mais e, quando percebe, já ficou com uma infinidade sem ninguém saber de nada – oh, que delícia! Mais que delícia, isso é sabedoria. A maioria dos jovens não têm isso bem definido, é a maturidade que delineia melhor e os torna discretos em seus prazeres. Para quem tem muita sede de experimentar, de sentir, de realmente provar, o tempero é esse. Faça bem feito, lamba as beiradas e se aquiete. Assim, você está por aí leve, livre e solto porque “quem não te conhece que te compre”.

Já não temos mais dúvidas que entre todas as desilusões amorosas, surgiu uma outra que deixa muitos homens e mulheres de queixo caído. A famosa desilusão linguística – ortográfica e gramatical – tornou-se mais latente nos tempos atuais. Nunca convivemos tanto com a escrita do outro. As redes sociais virtuais nos possibilitaram ver o que o outro escreve e estabelecer diálogos por meio das palavras. Sendo assim, qualquer “desvio linguístico”, ao ser percebido, passa a ser alvo das mais duras críticas e das mais altas risadas, além de intensificar o preconceito. Em outras palavras, a desilusão linguística amorosa tem frustado muitos homens e mulheres na procura por alguém e se tornado o novo mal do século.

Nem todo mundo estudou em bons colégios ou, até mesmo, deu a devida atenção que o estudo merecia. Nem todos convivem em uma comunidade onde a fala é aquela que compreendemos como a correta. Inclusive, isso é essencial para um bom desempenho linguístico. Sou professora de língua portuguesa e, ao trabalhar na zona rural, ficava claro o quanto o ensino em sala de aula era restrito e o quanto não adiantava dizer que o correto era “nós vamos” em vez de “nós vai” porque quando os alunos voltavam para casa e se encontravam com os amigos, todos falavam “nós vai”. Essa influência se dava automaticamente, isto é, eles sabiam que o correto seria “nós vamos”, mas a comunicação permanecia a mesma se dissessem “nós vai” e já que era assim que todos se comunicavam, então para quê mudar?

Acontece que as relações vão além e esse vício, que extrapola as prescrições da gramática e que temos previamente estabelecido no dicionário, acaba nos colocando em maus apuros quando ampliamos nosso horizonte de conversação. Apesar de eu ter citado este exemplo, ele não é o único que justifica os assaltos que nosso coração anda tendo. Muita gente sabe e convive com pessoas que utilizam o português considerado correto, no entanto, possuem preguiça e conversam ou escrevem sem preocupações e de uma forma despojada ao seu bel prazer. Eles, realmente, não sabem a repercussão que isso pode ter caso o diálogo seja com alguém mais cricri neste assunto.

Uma outra coisa interessante e que nos leva a pensarmos o quanto podemos ser preconceituosos neste assunto é a intolerância da linguagem quando quem escreveu de forma é um universitário ou alguém com um diploma acadêmico. Talvez não seja um preconceito pensar assim, mas o fato de saber que este teve conhecimento e oportunidade de agir de outra forma, mas não o faz, acaba indignando muita gente.

Estou falando tudo isso porque essa questão linguística traz grandes reflexos, principalmente nas relações que se querem ir um pouco mais além. Quem preza pela linguagem, sente dificuldades de se envolver com alguém que possua esta precariedade e vice-versa. Esse fator proporciona desilusões que vêm tomando proporções cada vez maiores e faz com que pensemos, inclusive, na impossibilidade de encontrarmos alguém.

Essa incompatibilidade linguística ocasiona imensas frustrações que, em nosso imaginário, vão além da linguagem. A gente, em sã impaciência, canaliza um “não sabe falar direito” para um “mal deve saber o que fazer depois de trepar” ou “e eu vou lá querer apresentá-lo pra ninguém” ou sabe-se lá o quê. São pré-conceitos a partir de uma leitura da sua escrita.

Diante disso tudo, o que podemos fazer? Esse é um caso sério a se pensar. Só digo que não podemos desistir de pregar o quanto é importante nos utilizarmos das ferramentas que a internet e os livros oferecem para nos tornarmos melhores e mais sábios na maneira de nos expressarmos. Digo também que não podemos julgar os outros por isso, mas que, antes, precisamos saber quais as ideias que a pessoa tem e quais as suas opiniões a respeito dos diversos assuntos porque isso – sim – é quem o define.

Quando você vê que não tem saída porque não há conversa certa para resgatá-lo, segue meu conselho e chama Raul. Assim como ele cantou, “Tenha fé em Deus. Tenha fé na vida. Tente outra vez!”, vai que na próxima tentativa, você se dê bem, não é?

Conversando com uma leitora, que é homossexual, ela me dizia sobre relacionamentos de um modo um pouco tímido como quem quer se mostrar. Ela não havia assumido ainda sua orientação sexual, mas eu já havia percebido nas entrelinhas. De repente, perguntei se ela era virgem. Sou dessas: objetiva demais quando vejo que é necessário. E ela ficou meio convicta que era, mas no decorrer da conversa soube que ela já havia praticado algumas aventuras sexuais com mulheres. Foi assim que, então, eu comecei a me questionar sobre o significado de virgindade em nossa sociedade.

A virgindade parece existir apenas enquanto penetração peniana. O homem meteu o pênis, deixa de ser virgem; a mulher sentiu a metida, não é mais “pura” – afinal, ser virgem ou não também tem a ver com pureza e inocência. No entanto, creio que a penetração é o que menos interessa nos enlaces entre duas pessoas. Para mim e para alguns estudiosos, a virgindade está mais relacionada ao êxtase da intimidade. Encontrar-se nu diante do outro, sentir e ser tocado nas  partes íntimas são motivos suficientes para que se conheça o funcionamento sexual que persiste em nossa sociedade. Sem contar que este é o caminho que nos leva aos desejos que resultam na penetração. Conhecer essa dinâmica na pele é não ser virgem. Diria que isso elucida um pouco das discussões acerca do assunto e vai de encontro ao que foi culturalmente imposto.

A palavra virgem é de origem latina e advém da palavra virgo, que significa mulher jovem. Provavelmente, seja por isso que este termo também esteja tão relacionado à mulher. É no sexo feminino que as mudanças ocorrem quando há o deflorar da sexualidade. Além do sangrar – marca de perda da virgindade, mas que foi constatado que nem sempre se dá dessa forma, existem as mudanças de atitude por se sentir mais mulher. Para o homem, a meninice acaba naquele momento e as circunstâncias passam a ser outras em seus futuros encontros. Para a mulher, um pecado. Para ele, um alento. Desse modo, é cultural a forma como a virgindade é vista e encarada diante de ambos os sexos. Essa forma de compreender tais âmbitos já consta da origem etimológica do termo em questão.

Um outro ponto fundamental é a importância que esta tem (ou tinha) na sociedade. Antes, na época dos nossos pais, mulher que já tivesse feito sexo sem casar era incumbada ou puta – como diziam. Hoje em dia, é normal. Quando se vê um namoro de alguns tantos meses, já se conclui a possibilidade de terem praticado a tal delícia. A forma como o sexo é colocado nas redes sociais, que são formas que possibilitam a interação contínua entre os indivíduos, torna este assunto menos polêmico e menos criticado se comparado com algumas décadas passadas… apesar das instituições religiosas pregarem o sexo somente após o casamento.

Enfim, sou ousada mesmo e trago discussões tamanhas pra este espaço. Mas e você? O que achou de tudo isto que falei? Participa comigo que depois te dou um doce..rsrs. Comentário ou e-mail, tanto faz, você quem escolhe.

Na hora que a coisa esquenta e que, além das mãos, outra coisa busca me invadir, só penso em uma coisa: camisinha. E você? Durante uma pesquisa, deparei-me com o livro de Vincent Vidal chamado “A pequena história do preservativo”. Neste livro, que ainda lerei, mas cujos pequenos resumos encontrei por aqui (pela internet), é dito sobre a preocupação os homens em proteger seu órgão sexual desde os tempos mais remotos. Inicialmente, visavam evitar possíveis doenças sexualmente transmissíveis; depois, começaram a pensar na possibilidade de evitar a gravidez. Acontece que saber disso é compreender o quanto o sexo sempre foi visto como uma fonte de prazer e não apenas como um modo de reprodução.

Quando a coisa esquenta, eu sempre penso: Quero foder, mas não quero engravidar. Sexo é muito bom e, como a própria história comprova, sempre foi uma delícia – principalmente quando se tem os devidos cuidados. É, então, por isso que lembro-me logo da camisinha. No entanto, é necessário pensarmos nela além da gravidez. Nós temos a mania de achar que conhecemos o outro o suficiente e que, por isso, ele não possui nenhuma enfermidade. Porém, a gente não conhece ninguém a tal ponto. Intimidade, muitas vezes, é guardada a sete chaves e podemos nos surpreender quando estamos neste âmbito. Ao saber disso, desconfie sempre e se proteja. 

Há quem diga que a camisinha inviabiliza o atrito entre o pênis e a vagina. Em relação a isso, não tenho o que negar; mas saliento: com camisinha, o sexo também é gostosinho. Sou prova viva ao lembrar das inúmeras vezes em que gozei com meus parceiros usando o preservativo (apesar de ainda não ter experimentado a camisinha feminina). Entretanto, se você acha que sem camisinha é mais gostoso e ponto final, então seja mais exigente ao escolher o seu parceiro (se possível, façam os devidos exames) e tome o anticoncepcional para não ter uma surpresinha após nove meses.

Todo homem tem esse lance de “só a cabecinha”, “juro que não vou gozar dentro” e “é só uma rapidinha”. Não vou negar que já caí muitas vezes nessa atitude irresponsável, mas depois tremia na base. Portanto, lindezas, cuidado com essas expressões sussurradas ao pé do ouvido – isso é uma armadilha gostosa que pode ter efeitos a longo prazo.

Quando for foder, esteja preparada para esquentar com todas as suas potencialidades ou para realizar a penetração de forma segura. Logo, se o sexo também é uma fonte de prazer, então vamos fazer isso valer a pena e sem grandes preocupações. Se não estiverem com preservativo, as preliminares já se configuram como um prato cheio para fazer da relação um gozo único.

Para! Espera um minutinho. Você não está pensando que PF é Prato Feito não, né?  Aaaaaah.. porque se está pensando isso, você (definitivamente) ainda não se restabeleceu nesse espaço que é de total despudor. E, oh, olha a fotinha delícia que ilustra este texto. Então, preparem-se porque vem bomba e muito assanhamento nesta lindeza de texto e você, que ainda não sabe o que é PF, vai saber agora.

Como as palavras iniciais já supuseram, P só poderia ser pau, pica ou pênis e F é um adjetivo que o qualifica. Neste caso, F é de fino (poderia ser ‘fedorento’ -Nheca!¹). Você, mulher, gosta de um pau fino? Provavelmente não, mesmo que este seja cortesia da casa. Na verdade, a questão do pau fino é ele não se adequar perfeitamente ao que a mulher tem entre as pernas. Sem contar que o fato de ser fino é algo bem relativo e, portanto, pense no que para você seria fino e, assim, vamos compreendendo o texto dentro do nosso particular entendimento.

Quando, no momento da transa, o trem do homem entra e sai sem causar nenhuma sensação, ou seja, quando você não o sente durante a penetração, então é porque o pau do cabra é fino e aí não adianta mandinga porque ele não vai engrossar nem você vai gozar (Salientando que ainda não ouvi relatos de homens que usaram produtos eróticos para crescê-lo ou enlarguecê-lo, caso alguém queira compartilhar disso – eu vou adorar!). Sendo assim, o homem que você considera PF perde logo a vez na primeira transa.

Além da abreviatura PF, existem outras bem inusitadas. Tanto esta quanto as outras emergiram de uma conversa descontraída, na qual GM (uma ex-colega de trabalho que não tem papas na língua) começou a soltar o verbo e as outras mulheres deslancharam em suas predileções, terminando com o popular PPG como aquele que mais agrada. É isso, além de PF, temos o PPF – Pau Pequeno e Fino, o PGR – Pau Grande e Grosso, PG – Pau Grosso, PPG – Pau pequeno e Grosso, PGG – Pau Grande e Grosso (muitas acham uma gostosura de ver e pegar, mas nem todas aguentam, afinal, pensar que este é o melhor é só uma questão cultural).

Este texto não significa que ridicularizamos o pênis do nossos queridos, mas é uma forma de singularizá-los conforme as necessidades femininas. Mulher sempre olha o tamanho e, quando não olha, o sente até mesmo em um abraço. A partir daí, ela começa a perceber se ele é ideal para si, pois cada mulher também possui sua região íntima de modo singular. Aquele que é grosso demais para uma pode ser perfeito para outra e por aí vai.

Isso de tamanho nunca foi lenço nem documento. O importante é que haja uma correspondência entre os sexos. Aí, sim, a transa fica gostosa e proporciona orgasmos (inclusive múltiplos!). Eu estou em busca de boys com o sistema funcionando e que seja grosso porque, para mim, gostoso é assim. E você? Encontrou o seu ou os seus? Relacionamentos sexuais acontecem para que saibamos lidar com todas as nossas vontades e conheçamos o que melhor nos apraz. Deixemos os PFs fora da mesa e sigamos com a pica, pau ou pênis que nos é conveniente. Para tanto, experimentemos de todas as formas.

¹ Com essa manifestação e sentimento de nojo, nem precisa falar mais nada.. não é, homens? Lave direitinho e deixe ele cheiroso que agradeceremos.

Quem nunca enviou uma foto peladinha ou com os documentos à mostra em modo clouse up a fim de pegar até as terminações nervosas, por meio de um clique fotográfico, não teve esse intenso desaflorar contemporâneo da adolescência nem internet a todo momento para desfrutar dessa libertinagem sem tamanho. A febre de se enviar fotos íntimas ainda não acabou nem vai acabar. Pelo contrário, continua a todo vapor e besta é quem não aproveita das vantagens de ter um sexo virtual contado passo a passo pela fotografia e com um detalhe: sem mostrar o rosto.

O corpo é a manifestação mais pura e genuína do sexo. A sua nudez contempla nossos olhos de forma a despertar os nossos instintos e reativar nossas carências porque, por mais que não haja o toque, a descrição do que pode ser feito corpo a corpo pode ser um ponto de partida para atiçar a nossa imaginação e invadir todos os outros sentidos. A fotografia instantânea é uma forma e tanto de aproximar distâncias ou satisfazer gulas de um modo impressionante quando esta refere-se aos desejos do corpo.

No entanto, chega uma certa altura da vida que deixa de ser interessante fazer das palavras percurso e da fotografia pistas. Em vez de salivar com toda esta aventura cibernética corpórea, a pessoa só se satisfaz com o toque e o gosto efetivamente sentido. Quando isso acontece, acabou as fotos amadoras e, oh, não adianta mais mostrar o bilauzinho ou a bacurinha porque o tesão quase não mais acende chamas. Nesse caso, o mais interessante se torna o mostrar-se interessante de outras formas até que o encontro realmente venha a acontecer ou que os reencontros se tornem certezas.

As possibilidades de compartilhamento de imagens e a exposição da intimidade, quando feitos sem apresentar o rosto, pode ser uma delícia de se lamber os beiços e literalmente gozar. Permita-se com todos os cuidados necessários e entregue-se. A nossa vida sexual é gostosa demais para não se manter viva, de braços abertos e de pernas abertas.

Aquela canção era a que tocava enquanto conhecíamos nossos corpos e, intimamente, deixávamos desfrutar dos sabores que ambos possuíam. Falar em sexo e aliá-la à música é o que há de mais saboroso quando a transa é realizada com alguém que se sente muito tesão ou se tem algum envolvimento. Naquele momento de máxima intimidade, a sensação é de estar vivenciando uma cena de cinema na qual a música seja a trilha sonora daquele instante. Tudo, então, fica mais bonito de se sentir e não é a toa que o clima se romantiza em segundos sem necessidade de velas e quetais.

Anos 70 e 80 foram as épocas do romantismo, nos quais as músicas internacionais dominaram e até hoje dominam os quartos de motel e as transas planejadas. Quem nunca caiu numa cama redonda ouvindo Roxette e Escorpions? Diz aí! E depois olhou para aquele espelho enorme enquanto ia de um lado a outro e ouvia I’ll Stand by you? Além do mais, as cenas de filmes e até de novela, mexem e remexem com nosso imaginário. Queremos nos sentir atores hollywoodianos em um sexo sem precedentes.

Quem nunca se imaginou naquela cena de 9 Semanas e meia de amor? Eu mesma já me imaginei toda lambuzada, lambida, mordiscada e, inclusive, já tentei reproduzir a cena na cozinha com tudo o que tenho direito! Loucura? Claro que não! Apenas um desses desejos por sexo que vão além da esfera do cotidiano. Ah, e como não poderia faltar: a música, pois é ela que nos transporta para além do simples corpo físico que se pega, se joga e se devora.

Que sejamos criativos em nossa playlist e façamos das nossas entregas não somente corpo, mas alma! E que romantismo não seja sinal de sexo leve, mas de selvageria! Somos leoas e leões, não gatinhos e inhas!