HomeSexo e Sexualidade (Page 13)

Em nossa sociedade, a palavra sexo é por si só instigante. Não há quem não queira descobrir os meandros que ela oferece. Falar sobre sexo é expor o que há de mais íntimo em si, é libertar-se das amarras que o moralismo nos impõe. O sexo, além de ser um ato de reprodução, é também de prazer. E sentir prazer por meio da prática sexual é se auto-conhecer.

Fazer e falar de sexo é tão bom que é possível ver a nudez e o enlace de corpos nas pinturas rupestres e estátuas da antiguidade. Inclusive, a arte está sempre utilizando-o como tema pelo fato de ser algo a atrair olhares e aguçar os sentidos. Muito se cantou, escreveu, detalhou, revelou, pintou, desenhou. Parece que, independente da questão cultural, tudo já foi dito de todas as formas. Há um leque enorme de informações em nossa memória que nos coloca no mundo em que o sexo possui as rédeas. Os filmes, os romances, os quadrinhos, os sites pornôs, as indiretas nos bate papos virtuais e as conversas reais. Engraçado como todo e qualquer assunto possui uma abordagem sexual. É difícil escapar das ambiguidades, das piadinhas e do poder humorístico e malicioso que o assunto invoca.

Diante de toda essa atmosfera de sexualidade que nos envolve, o filósofo Michel Foucault escreveu “História da sexualidade”, em três volumes, com o intuito de discorrer sobre esta temática tão polêmica. De acordo com ele, vivemos em uma sociedade na qual há o sexo é a razão de tudo e onde este é considerado um tabu e, justamente pela sua interdição, o efeito contrário incita-o porque, como diz o ditado, “proibido é mais gostoso” (e é claro que é!). Escrever sobre sexo é o que me torna viva. Ler sobre sexo pode ser, para vocês, um despertar. Que o Pudor Nenhum, então, nos torne ainda mais aguçados sexualmente! Amém!

PS: A imagem que ilustra esta publicação é de Armand Rassenfosse (1862 – 1934), que era um artista, ilustrador gráfico belga autodidata livro e pintor, cuja obra-prima foi um conjunto de ilustrações para Charles Baudelaire.

Depois das 22:00 deixa de ser cedo, é quando duas horas depois entra a madrugada e, ainda assim, as redes sociais estão em alta. A madrugada é quando a cidade e as bocas silenciam, mas os dedos e as vontades não. Neste momento, o sexo parece aflorar com mais vontade. A liberdade parece ser maior, o silêncio externo parece contrastar com a turbulência que irrompe por dentro.

Há quem não sinta sono e tenha os olhos bem abertos perante o despertar da sexualidade. É nesta hora que você pode se tocar e tocar o outro sem ser incomodado ou sem necessitar dar satisfações. Diria que este momento seria o dos orgasmos, da multiplicidade deles sobre pele ou sobre papéis. Sim, há quem tenha orgasmos com boas leituras de livros. Esclareço isso porque ler não é um ato que encontra-se somente no papel, está, inclusive, na ponta dos dedos, da língua e sob nossos ouvidos.

A madrugada é o êxtase, assim a sintetizaria. Há, também, aqueles que maravilhados com a lua e a escuridão do céu com suas estrelas, fotografa e divulga a sua belíssima captura – mero retrato de um poema visual. Há intensidade neste ato? Creio que sim! A noite e o madrugar favorecem isso.

Para os que se entregam aos sonhos, sono, cobertor e desejos, a noite também pode ser reveladora e a madrugada pode parecer eterna até um acordar insuspeito e a percepção de que o dia está recomeçando cheio de manias, planos e rotina.

Sexo e Sexualidade são duas palavras chaves, aqui, no Pudor Nenhum. A gente sabe que não há uma relação de sinonímia com eles, ainda assim, não sabemos explicar o que significam e, desse modo, ficamos povoados de dúvidas que mal conseguem ser elaboradas. Antes de qualquer discurso, o melhor lugar para destrinchar significados é o Aurélio, nele consta que sexo é

 

Desconsideremos essa definição apontada nos itens 5 e 6 porque essa ideia de sexo forte e fraco foi uma construção cultural ao longo de nossa história que não condiz com a realidade. Ainda, conforme o Aurélio, vamos verificar o que significa sexualidade.

 

Não sei se essa definição a respeito de sexualidade lhes ficou clara, então resolvi explicá-la com minhas próprias palavras e por meio de uma metáfora. Pensemos na relação entre língua e fala. A língua é um conjunto de códigos específicos que representam a coletividade, tais como as diversas línguas ao redor do mundo, enquanto a fala é algo individual e refere-se ao modo como alguém se comunica através da linguagem verbal. Nesse sentido, a fala está inserida na língua porque é a partir dela que esta se manifesta. Do mesmo modo, temos a inserção do sexo no todo que abrange a sexualidade.

Sexo é algo individual ou uma palavra que representa o ato sexual em si. Em outras palavras, diria que meu sexo é feminino, que eu tenho vulva e que adoro fazer sexo com homens e em diferentes posições. Além disso, eu posso dizer que, em meus cursos universitários, eu sempre estudei com uma quantidade maior de pessoas do sexo feminino. Já a sexualidade, a gente aponta-na de forma diferente.

A minha sexualidade consiste no aflorar dos meus apetites sexuais. De acordo com a Psicanálise, a sexualidade está diretamente relacionada à libido, pois temos um corpo erótico que reage perante todos os sentidos. Esta funda-se em Freud que compreende o nosso corpo como uma fonte de prazeres e, consequentemente, o sexo como base de tudo.

É possível também, para ficar ainda mais fácil, entender o Sexo como biológico e a Sexualidade como psicológica. Esta última pode ser caracterizada pela orientação e opção sexual, portanto, falar de sexualidade é realmente abordar um mundo onde nossas aptidões sexuais são colocadas em pauta e vão além da abordagem sobre homens e mulheres, ficar de quatro, mulher por cima ou por baixo.

 

Continuação da imagem que ilustra esta publicação.

Continuação da imagem que ilustra esta publicação. Fonte: http://biancabeltramello.tumblr.com/

 

Para a jornalista Thaís Gurgel, na Revista Nova Escola, “Apreciar a textura de um sorvete, relaxar numa massagem, desfrutar o beijo da pessoa amada: tudo o que se relaciona ao prazer com o corpo está ligado à sexualidade”, ou seja, a sexualidade é uma amplidão que nos perpassa desde o nosso nascimento e, sendo assim, é um tema que não se esgota. Percebe-se que suas palavras estão imbuídas do que Freud, no início do século XX, concluiu.

Para Sigmund Freud, em Um caso de histeria, Três ensaios sobre sexualidade e outros Trabalhos,”não é fácil delimitar aquilo que abrange o conceito de ‘sexual’. Talvez a única definição acertada fosse ‘tudo o que se relaciona com a distinção entre os dois sexos’. (…) Se tomarem o fato do ato sexual como ponto central, talvez definissem como sexual tudo aquilo que, com vistas a obter prazer, diz respeito ao corpo e, em especial, aos órgãos sexuais de uma pessoa do sexo oposto, e que, em última instância, visa à união dos genitais e à realização do ato sexual. (…) Se, por outro lado, tomarem a função de reprodução como núcleo da sexualidade, correm o risco de excluir toda uma série de coisas que não visam à reprodução, mas certamente são sexuais, como a masturbação, e até mesmo o beijo”.

Diante de toda a  explanação realizado, espero que não tenhamos mais dúvidas diante do slogan que cerca o Pudor Nenhum: Sexo e Sexualidade na ponta da língua. Quando me dizem que é difícil ter assunto para escrever todo dia, eu rebato com o argumento de que sexualidade é um universo no qual as pautas não se esgotam nunca.

Caso ainda tenha dúvidas e queira conversar, pode me convidar para uma xícara de café ou uma taça de vinho. No Pudor Nenhum, eu gosto de deixar tudo às claras, afinal, quem fica no escuro, não enxerga o buraco da fechadura e a gente adora olhar o que tem do outro lado.

Para finalizar, quero que olhem novamente para a imagem que ilustra esta publicação. Da ilustradora Bianca Beltra Mello, ela e outras foram achados que me deixaram morta de amores e que representam bastante todo o universo de prazeres que trazemos aqui. Estou encantada! Quando quiser sugerir artistas, temas e vontades, fique à vontade e despudorize-se junto comigo. Confesso que é uma delícia!

Nada melhor do que ejacular no momento mais intenso do prazer sexual, diz aquela que enxarca os lençóis. Entretanto, este ato não é tudo na vida sexual de nós, mulheres, e – inclusive – ele levanta uma série de questões sobre a sua veracidade. Para algumas mulheres, pode soar estranho o termo ejacular, quando, na verdade, ele só é usado para se referir ao orgasmo masculino.

Muito já tem sido feito (a indústria pornográfica é um bom exemplo) para desmitificar essa história de que somente o homem expele um certo líquido durante o orgasmo, mas – ainda assim – o preconceito e, principalmente, o desconhecimento em relação à ejaculação feminina permanecem. Como uma boa menina que sou, resolvi escrever um pouco sobre o que encontrei a respeito do assunto para esclarecê-los sobre esta temática tão pouco abordada.

Amigas, sabe quando você sente vontades de fazer xixi bem no instante da penetração? Não importa que seja penetração de pênis ou dedos, mas dá aquela vontade de fazer xixi e você pede para ele parar, respira fundo e continua ou corre ao banheiro e urina. Vocês sabem, né? E se não sabem o que é isso, sinto muito. Por que? E o que isso tem a ver com ejaculação? Simples! Essa vontadezinha (muitas vezes vontadezona) de ir ao banheiro é sinal de que se estimular só mais um  pouco, você estará no ponto para ejacular. Como assim? Então serei mais precisa.

 

 

A ejaculação feminina caracteriza-se pela excreção de líquidos pelas glândulas de Skene e expulsão durante o orgasmo. O líquido da ejaculação feminina não deve ser confundido com o líquido da lubrificação, que permite uma penetração mais fácil, nem com a urina, pois sua constituição é diferente desta e se assemelha mais ao líquido expelido pela próstata masculina (só que sem conter espermatozoides).

A anatomia comprova que é impossível à mulher urinar durante o ato sexual, uma vez que o músculo, que se contrai na hora do orgasmo, é responsável pela contenção urinária. E como se dá o processo que torna a ejaculação possível? Hum… esta resposta é fácil, fácil. Basta uma boa estimulação no ponto G. Ao ser estimulado, ele aciona as glândulas de Skene e elas podem expelir, pela uretra, um líquido viscoso e transparente, capaz de molhar a si completamente e deixar os lençóis alagados. Ah ta! O ponto G? Este não pode escapar do que me propus a escrever.

 

O ponto G é uma pequena área atrás do osso púbico, perto da canal da uretra e acessível através da parede anterior da vagina. A sua textura apresenta-se um pouco mais grosseira, como a de uma amêndoa. Tudo bem agora? Mas sim, voltando à ejaculação, quando essa área é estimulada e dá aquela vontade de urinar, então se permita e deixe a vontade chegar às últimas consequências, que você acabará ejaculando perfeitamente.

Uma coisa é importante: Não pense que você está urinando ou que o seu parceiro pensará isso, senão você bloqueia o processo. Simplesmente abra as pernas e deixe-se levar, encharque-se mesmo e depois só suspire. Para que tudo ocorra de forma ainda melhor, bebam muita água antes do ato. Assim, o seu corpo fica hidratado o suficiente para o momento do êxtase. Agora, mon amour, bons orgasmos!

Algumas coisas nos marcam, como, por exemplo, a primeira cantada. Nós, mulheres, somos sempre quem primeiro ouvimos elogios, provocações e indiscrições em vez de proporcionarmos isso. A primeira delas, que pode também soar como ofensa, acaba ficando em nós. Os homens, diferentes da gente, costumam ser mais abertos quando o assunto é a famosa cantada. Qualquer corpo feminino que lhes chame a atenção é motivo para que externalizem seus sentidos. Os homens são mais ágeis, mais descomprometidos (ou inconsequentes) quando a tentativa é essa. Já as mulheres costumam ser mais preocupadas e calculistas porque não gostam de errar nem de prejulgamentos.

Algumas mulheres são observadoras, gostam de se mostrar interessantes e de alcançar os seus objetivos aos poucos e na manha. Entretanto, há que se ter, em algum momento, uma cantada. Vejamos: Sentir atração, bater aquela dúvida, abortar a ideia de tentar. Sentir vontade, embriagada, tentar e cair de leve. Neste último caso, há um fator preponderante: a bebida. Quem bebe, fica destemida, larga-se, permite-se e age por impulso. Agir por impulso nem sempre é tão bom, além das atitudes que não competem com o que se é.

A bebida, normalmente, relaxa e permite ao consumidor socializar. Quando em excesso, ela atua de forma mais inesperada, aceitando que se fale e aja de formas diferentes do comum porque a consciência perde certas barreiras e algumas coisas acontecem sem que se pense e julgue com antecedência. Nesse contexto, surgem as tais cantadas femininas. As mulheres, quando bebem, partem para o ataque, pois usam sua lábia (adooooro!). Entretanto, cantadas e ficadas após embebedar-se nem sempre são as melhores ideias. É preciso, às vezes, controlar-se.

Então, delícias, sossegar o facho não significa virar santa. Curtir a bebedeira não é sair atirando e depois se arrependendo por aí, apesar de dizerem que a bebida nos permite fazer o que tínhamos vontade e, por pensarmos demais, evitamos. Curtir a bebedeira é se sentir mais livre, mas nem toda liberdade precisa ser confundida com saturação sexual. Embriagar-se não é perder-se em si, pelo contrário, pode ser um ato de se encontrar.

Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 86 estudantes universitários no ano passado, um terço respondeu que estupraria uma mulher se isso não fosse crime. Além disso ser nojento e nos provar, mais uma vez, o porquê as leis surgem e são tão necessárias, muitos desses homens não entendiam o sexo sem consentimento como uma agressão à mulher, mas sim como uma forma de provar a masculinidade. Quando li isso, coloquei a mão na boca e o pensamento foi para um longo “puta que o pariu” – sendo que esse palavrão, no meu caso, não quis fazer referência alguma à quem o colocou no mundo. Inclusive, coitada por ter filhos tão calhordas.

Quer dizer que ser másculo é forçar uma mulher a fazer sexo? Para esses homens, a mulher provoca e depois faz cu doce. Homens, a gente só provoca quem quer e dar um sorriso nem sempre é provocação, é simpatia. Sensualidade não é algo que a gente faz para ter, é natural. Usar roupa curta também não é querer chamar atenção, decote não é armadilha para atraí-los. Roupa não define ninguém, apenas mostra o quanto somos vaidosas e queremos estar e nos sentir bonitas. Se você acha diferente, sinto muito: já caiu no meu conceito e faz o favor de nem me ler mais.

Nessa hora, eu me pergunto: Cadê aquela propaganda toda do “Eu não mereço ser estuprada”? Ela deveria continuar firme e forte para continuar combatendo casos como os que me deparei. É claro que situações tais não acabam assim, mas fortalecem a nós, mulheres. Moça, você precisa ter personalidade e certeza de que o errado é ele e que você pode sair por aí como quiser. Cara, quer chamar uma mulher de gostosa? Faça-o apenas para si, ela não quer saber disso. Quer bater uma? Coloque um filmezinho pornô ou ative sua imaginação e faça isso em casa.

Na pesquisa também é dito sobre o fato das mulheres ficarem mais excitadas com o perigo. Defina-me, então, o que é perigo. Uma coisa é estar com quem você gosta se aventurando sexualmente e outra é com uma pessoa desconhecida, de forma violenta e com risco de pegar todas as doenças possíveis. Cada dia me surpreendo mais com tanto desrespeito e, por outro lado, até prefiro que tudo isso venha à tona porque só, assim, a gente compreende melhor as coisas e ataca com mais gosto.

Diz aí o que você acha disso tudo porque eu, simplesmente, odeio e continuarei a atacar esses modos “másculos” enquanto me for possível. Não me rotulo, odeio machismo, tenho minha personalidade e, portanto, ideias definidas. Acredito que vivemos uma violência verbal todos os dias, somos agredidas e estupradas a todo momento. No entanto, aceito ouvir de todos os lados porque, como dizem, “é conversando que a gente se entende” e eu concordo com isso. Então, vamos papear.

Naquele dia, conversávamos sobre assuntos relevantes e sobre os filmes que assistimos. Falávamos também de algumas leituras. Eu falava de Triângulo das Águas, de Caio Fernando Abreu, enquanto ele me dizia que estava lendo On the Road, de Jack Kerouac. Cada palavra que trocávamos, cada ironia minha e percepção dele me tornavam mais apta a sensações deslocadas de tesão por aquela pessoa que se apresentava para mim de forma tão perspicaz.

Assim como muitas mulheres, compreendo a inteligência como um afrodisíaco. Ela nos instiga a querer conhecer mais o outro e aliar-se a ele em outros sentidos que não sejam somente os cognitivos. Certo que esse não é um critério para todas as mulheres (e nem para todos os homens), mas para mim e às que compartilham do meu sabor pelos homens inteligentes, há que se entender a te(n)são que dá estar perto de um homem ou mulher inteligente.

Um homem inteligente sabe usar isso a seu favor. Primeiro porque ele não tem mente quadrada, pelo contrário, ele sabe ouvir o outro e se colocar no momento adequado. Segundo, ele sabe que nem tudo deve ser levado ao pé da letra, portanto, o seu bom humor nos prestigia tornando o encontro descontraído. E terceiro, ele pode ter malícia. Mas não é aquela malícia exacerbada e a todo instante.  Pode ser uma malícia que sabe se impor, que sabe ser tentadora e que provoca (e como provoca!).

Homens inteligentes atraem em tudo: pelo seu comportamento, pelas atitudes, pela postura, pelo domínio do que se quer falar, pela pegada na hora ideal. Além do mais, mulheres gostam de ser surpreendidas. Lidar com um homem mais esperto que ela, a deixa ouriçada. Há coisa melhor e mais atraente do que isso? Quem bem disse isso foi Theophile Gautier ao concluir que “Amar é admirar com o coração e admirar é amar com o cérebro”. E eu concordo com ele, posto que o invólucro corpóreo é só uma vestimenta que apresenta o homem, ele em si é o que se mostra por dentro quando conversa e exala isso em palavras.

Todo o erotismo está justamente nesse apresentar-se, nessa exposição do que nele contêm. E inteligência não é só domínio de conteúdo, mas sim um pacote no qual estão inclusos caráter, atitudes e experiências de vida. Digo isso porque conheço homens graduados e pós-graduados em boas universidades, mas ignorantes e machistas. Para mim, o homem pode ser destituído de beleza porque não estou nem aí! Quer dizer, não precisa exagerar ao me apresentar para um sem dentes, menor que eu e tal porque seria hipocrisia minha dizer que somente a inteligência é fundamental.

A beleza também tem sua importância. No entanto, se for para escolher entre a beleza e inteligência, prefiro o fator inteligente. Salientando que a beleza é algo totalmente relativo e a inteligência também, é necessário uma conexão e sintonia entre pensamentos para que o ritual de sensualidade se complete, concorda? Não sei se você vai me achar seletiva depois deste texto, mas não pense que sou. Inteligência não é algo que se adquire somente e livros e universidades, ela vai além, digo que ser inteligente é saber lidar com a vida.

Diante disso, lembro-me do termo sapiossexual – aquele que é atraído sexualmente pela inteligência. No entanto, acredito que eu não seja porque minha atração ainda não alcançou os limites femininos e ser sapiossexual não tem a ver com gênero. Espero, ainda, conhecer muitos homens que me atraiam pelo bom papo. Sinto falta de sentir esse desejo brotar.