HomeSexo e Sexualidade (Page 11)

Em 2014 saiu uma pesquisa realizada pela Sex Wipes e que até hoje repercute nas mídias sociais. A Sex Wipes é uma empresa, na época recém chegada no Brasil, que vende lenços umedecidos para higiene íntima e chegou gerando a maior polêmica: 78% dos homens têm nojo de fazer sexo oral em mulheres. Mas como assim?! Foi essa a pergunta que me fiz. Claro que eu não imaginava que todos os homens gostassem da nossa menininha dos olhos, mas a porcentagem foi muito alta e os homens justificaram-na fazer, mesmo com nojo, pelo fato de buscar agradar a mulher, de ser um ato sem pensar devido ao tesão (porque se fosse racional, teriam nojo e não fariam), pelo medo de serem considerados gays ou de serem traídos por não cumprirem com esta função durante o ato sexual. Para completar, eles alegaram que o nojo advém do fato de a vagina ser muito úmida, ter pelos, cheiro e gosto ruim, aspecto desagradável e até mesmo por medo de pegar doenças sexualmente transmissíveis, por questões religiosas e por falta de confiança ou vontade da parceira.

Acredito que o sexo é uma prática que envolve intimidade máxima e, portanto, não pode ter frescuras. Quem sente nojo de fazer isso e aquilo não alcança o êxtase completo porque fica limitado. Além do mais, os envolvidos não podem ser egoístas, visto que este é um ato compartilhado. Assim como eu quero sentir prazer, eu o ofereço e é essa troca que possibilita o orgasmo. A palavra nojo para este momento entre duas ou mais pessoas caracteriza uma falta de entrega, pelo menos é assim que penso quando vivencio o sexo. Durante a relação, a vagina e o pênis são protagonistas. Parece que quando nos dispomos a transar, eles entram em cena para atuar em todos os papeis que lhes forem oferecidos. Então, pergunto novamente: Pra quê nojo? No entanto, gosto é gosto, né?

Assim como tais entrevistados, já ouvi muitas mulheres também dizerem que tem nojo de fazer sexo oral em homens e de manifestarem sua preocupação dele ejacular enquanto ela está com a boca na botija. Conforme elas, o sêmen é nojento e tem gosto ruim. Sinceramente, eu acho tudo uma delícia. Além disso, os pelos também são considerados vilões em ambos os sexos na hora do oral – sou a favor de mantê-los aparados. Em relação ao cheiro, é claro que não será legal se a higienização não for bem feita. O suor e o fato da genitália ficar abafada pela roupa intima favorecem um odor um pouco forte, então um banho antes e um cuidado diário é essencial. Se o odor for muito intenso, é importante procurar o médico. Além desses cuidados, fazer exames anualmente ou semestralmente é importante para qualquer um e garante a saúde e a segurança no momento de se relacionar.

Uma coisa, que vale a pena salientar, é certa: a nossa sociedade é machista demais para que o homem tenha medo de ser visto como gay por não ter disposição para o sexo oral em mulheres. A nossa sociedade é moralista demais para não torná-lo disposto por questões religiosas. Quando assistem filmes pornôs, será que pensam o quê? E ser gay é simplesmente não gostar de vagina?  É considerar isso um desvio? Não fazer sexo oral é apenas não ceder ao sexo em sua completude ou é uma questão de gosto, não podemos julgar.

Quando soube dessa pesquisa, conversei com alguns homens e todos eles acharam loucura o resultado. Todos alegaram adorar o gosto e a prática, apesar de alguns salientarem que nem todas as vaginas são bonitas e dão tanto prazer. Mas nem tudo é lindo, né gente? Cada um tem seu gosto – em relação a tudo na vida. As mulheres que conversaram comigo também alegaram que nunca ficaram com um homem que demonstrasse não sentir prazer ao fazer sexo oral nelas. Enfim, independente do resultado da pesquisa, saibam – homens – que higienização e sexo de todas as formas é tudo. Se não tiver tão a fim por fatores resolvíveis, então dá um jeitinho de resolver e caia de boca – vai que desfazendo alguns desentendidos, você não gosta, hein?

Não faço parte dessa margem abestada dos homens. Adoro chupar uma bucetinha limpinha e cheirosinha.
– Leitor Pudor Nenhum

 

Acho que tem alguma coisa que não confere. Pelo menos aos homens da minha geração, não tenho do que me queixar..rsrsrs.
– Leitora Pudor Nenhum

Já pensou em você naquela vontade louca de fazer sexo e o rapaz ou a mocinha delicinha ao seu lado apenas se deixar levar pelo ato sem nem um aperto com mãos ou mais expressividades? É foda, não é? Quer dizer, não é foda ou, então, é foda no sentido negativo da palavra. A prática sexual exige a participação de ambos e não ser ativo o suficiente pode ser brochante para aquele que quer investir-se por inteiro em possíveis gozos. Para aqueles que apenas se deixam penetrar, chamamos de inativos em algo bem típico de um sexo preguiçoso.

É aquela coisa da mulher abrir as pernas e deixar que o cara coloque nela ou, então, do homem deitar-se e deixar que a mulher fique por cima fazendo todo o serviço. Desse jeito, diz-se haver uma satisfação de prazeres, mas com aprovação em nota limite e sem nada de extraordinário para favorecer orgasmos. Mais morno do que isso, só se os dois desistirem no meio.

Seria cansaço, costume, sono ou falta de vontade por uma questão de indiferença ou seria egoísmo? Vários são os fatores para que a pessoa trate a foda com um certo descaso. Alguns ficam no “tudo nosso, nada deles” – isso combina muito com aquele pedido de sexo oral onde você coloca a boca na botija e não recebe nada em troca. Homem assim, inclusive, perde mil pontos comigo.

Em um bate papo bem informal, AC confessou que “às vezes sou preguiçosa com meu namorado. Tipo, trabalho e estudo o dia todo. À noite não tô com muita disposição, mas tô com vontade de fazer”. Para ela, o sexo é essencial e, por isso, não pode abrir mão nem que seja para fazê-lo sem precisar se exercer muito. Em contrapartida, RS vai dizer que em “Duas de cansaço eu nem penso em sexo”, visto que essa é uma prática que exige disposição para trabalhar todos os músculos e articulações.

Fazer sexo é realmente muito gostoso, mas, quando estou muito cansada, opto, primeiro, pelo descanso para depois dar uma com toda a disposição. Às vezes o corpo pede stop e, neste caso, aceite para, depois, dar de dez a zero em qualquer outra investida. Sexo preguiço tem cara de obrigação, parece aquela última flexão depois de horas de academia.

O que acha sobre essa coisa de sexo preguiçoso? Fique acanhado não, todo mundo já transou sem lá esses desempenhos todos. Nem tudo na vida são flores, muito menos quando diz respeito a vontade de dois, três ou seja lá quantos forem.

Eat me ou, em outras palavras, coma-me. Comer é o verbo que a maioria das mulheres conjugam quando não se aguentam mais de tesão. Reprimir desejos e negar o pedido dos nossos hormônios é desesperar-se por dentro e dar oportunidade aos pensamentos mais indecentes e indiscretos. Toda mulher, diferentemente do homem, ao sentir tesão molha-se entre as pernas. O tesão ocasiona uma lubrificação vaginal, além de outras características como aumento da temperatura do corpo, a cor da pele fica mais corada e a respiração aumenta. Essas mudanças deliciosas ocorrem por uma série de fatores hormonais.

O tesão inicia no cérebro pelo estímulo das áreas erógenas, que se dá pela audição com coisas sacanas e lisonjas, pela visão por meio de cenas que tenham a ver com o interesse de cada uma. Quem gosta de uma bunda, ver uma bem saliente causa saliências. Quem gosta de um peitoral definido ou qualquer outra parte do corpo, há que se refrescar porque ver tudo isso esquenta! E quem gosta daquela piscada de olho, daquele isso e daquele aquilo que os olhos contemplam encontram neste uma razão para excitar-se. O tato também é uma forma de provocar.  Pensa aí em uma pegada federal, uma mão na cintura e nos cabelos? Mulher nenhuma resisti, leram homens?

Quando a mulher está ovulando, no décimo quarto dia após a menstruação, ela fica no período fértil e daquele jeito que os homens adoram. Nesse período, a mulher exala um odor que atrai o homem (Sim, parecemos animais no cio!). Nosso tesão, mulheres, costuma durar mais do que o dos homens, pois eles normalmente o perdem após a ejaculação.

Transar é muuuito bom, mas sentir tesão naquele dado momento e desejar mais que tudo o outro é um manjar dos deuses (fiquei até com água na boca!), sem contar que torna o sexo ainda melhor! Quando tudo isso coexiste com o envolver-se, com o carinho e o querer bem em todos os sentidos… aí sim, a coisa pega fogo e não há quem apague!

Falar de fetiche e fantasia é algo que sempre nos coloca em estado de dúvida sobre o que seria um e outro. Todo mundo adora usar a palavra “fetiche” para se referir às suas preferências em relação ao sexo. Vai dizer que nunca rolou uma pergunta sobre este assunto naquele jogo de verdade ou consequência? Se você negar, vou pensar duas vezes se acredito até porque se não tiver rolado especificamente com o nome “fetiche”, rolou com “fantasia”. Ambas povoam nosso imaginário e nos permitem conhecer melhor o próprio corpo e os desejos que antes eram considerados inconfessáveis.

Antes de escrever este texto, resolvi fazer duas perguntas para os meus leitores por meio do Insta @pudornenhum. A primeira pergunta foi: Qual o seu Fetiche? A partir das respostas, percebi que havia uma confusão em relação a sua definição. Para constatar, joguei outra pergunta: Qual a diferença de fetiche e fantasia sexual? Algumas respostas foram ótimas, mas elas não eram das mesmas pessoas que responderam a pergunta anterior e, assim, concluí que – realmente – as pessoas nem sempre sabem qual a diferença entre os termos. Para ficar claro, resolvi escrever-lhes.

Quando falamos, primeiramente, de fantasia, sabemos que sua definição retrata aquilo que vai além da realidade e que a palavra tem relação direta com a imaginação. De acordo com o Wikipédia, fantasia possui a seguinte definição:

 

Como vemos, quem fantasia manifesta o seu desejo por algo e tal situação fantasiada não precisa, necessariamente, ter uma relação com a realidade. A partir disso, é que a gente começa a transitar entre esta e a sexualidade porque, no âmbito sexual, há também este imaginar e se por em situações ainda não vividas. Para ficar mais claro, eu também trouxe uma definição de Fantasia Sexual que foi retirada do mesmo lugar – Wikipédia.

 

Diante disso, a gente começa a compreender que todas as nossas vontades de lugares e situações sexuais referem-se às nossas fantasias. De acordo com a minha experiência conversando com homens e mulheres sobre o assunto, a maior fantasia sexual apontada é a realização de um ménage à trois entre duas mulheres e um homem, bem como a prática do sexo em lugares públicos.

Entretanto, muitos chamam tais desejos de fetiches por não compreenderem que existe uma linha tênue e significativa que os separam. Conforme a mesma fonte de pesquisa, apresento-lhes a definição abaixo para o termo fetiche.

 

Não entendeu o que realmente significa? Então vou explicar melhor! O Fetiche é quando você precisa de algo, seja uma parte do corpo ou um objeto, para a excitação sexual. Devido a esse direcionamento tão certeiro para o alcance do prazer, temos o uso da palavra fetiche que, como apontado, deriva de um termo que significa feitiço.

O fetichismo é uma palavra que perpassa o estudo de Freud que, para ele, possui sua origem na castração. Segundo o psicanalista, o “fetichista recusa a realidade da falta de pênis na mãe, pois aceitar esta falta implica em reconhecer que sua própria possessão de um pênis está ameaçada. Ele encontra, então, um substituto ao pênis que falta à mãe: o fetiche” – citou Tania Rivera, em O Fetiche, subversão do símbolo

Portanto, o fetichismo foi citado por Freud como o desejo do filho ver na mãe o pênis que não existe e cujo “vazio” pode criar, na criança, a necessidade de encontrar algo para substituir essa falta, como uma outra parte do corpo, que pode ser os pés, mãos, bumbum e por aí vai. Nesse sentido, o fetiche é caracterizado de diversas formas e possui nomes específicos. Veja alguns deles que – encontrei nessas andanças pelo Google e que – inclusive – achei bem interessante porque traz algumas realidades desconhecidas e nos faz questionar sobre o que está nos limites do que consideramos normal.

 

 

Em alguns casos, o fetiche torna-se uma parafilia a partir do momento em que o indivíduo deixa de sentir prazer por meio do ato em si em detrimento de tal objeto ou desejo, satisfazendo-se apenas com o fetiche. Nesse contexto, há um desvio sexual que precisa ser tratado com a ajuda de um profissional. Além do mais, a parafilia pode ser caracterizada de outra forma e este assunto rende uma próxima publicação – tenho certeza!

Recapitulando: Fantasia Sexual, eu tenho de fazer em cima de uma árvore e com dois homens. Fetiche, eu tenho por mãos. Parafilia não é o meu caso. Agora, quando lhe perguntarem, você já sabe, não é?

Dizem que mulher boa é mulher bunduda, rabuda, de ancas largas. Mulher que, quando anda, expõe um sutil rebolado, cuja bunda tão notada e apreciada lhes dá contornos monumentais e movimentos afrodisíacos. Esta parte da mulher, tão cobiçada, sempre foi assim considerada desde os tempos mais remotos, em que os homens cansados do coito conjugal procuravam as prostitutas em busca de práticas sexuais distintas daquelas que normalmente tinham em casa. Entre estas, incluía-se o sexo oral e anal. Além do mais, nos tempos das senzalas, os senhores também exigiam de suas escravas os mesmos serviços sexuais.

A bunda, tão bem considerada, já foi e continua sendo o símbolo da mulher brasileira e, principalmente, da mulatas e negras (talvez por causa daquele lance das senzalas). Esta é representada nas artes plásticas, tais como desenho, pintura e tão bem escrita e descrita na literatura erótica e pornográfica. Carlos Drummond de Andrade, ao escrever sobre ela, foi enfático e mostrou-se apreciador deste fenômeno (?) nacional, dizendo-nos Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se. E claro que basta-se.

– Aaiii que buuunda! E é assim que a mulher é reconhecida quando passa na rua, desfilando com sua calça apertada ou saia rodada. Uma Playboy não é nada mais do que uma sessão de bundas levantadas no centro da página. Arnaldo Jabor, em A bunda dura, diz que a bunda atualmente refere-se à uma forma de ascensão social. Depois das propagandas, capas de revistas e da televisão, você tem alguma dúvida disso?

Além de tudo o que disse, existem as diversas bundas: largas, empinadas, com ou sem celulite, com ou sem estria e mais uma série de outros formatos e formas. Mas o que importa tudo isso? Para o sexo anal faz diferença? De baixo da roupa ninguém vê nada. O biquíni?! Aí tudo bem, mas isso é para quem gosta de ser chamada de gostosa e de por inveja nas amigas por estarem muito preocupadas com o sentido bundístico que nos foi dado.

A bunda pode ser tida como este grande símbolo, tudo bem, existe até calcinha com enchimento em formato de bunda. Mas saibam, despudorados, que não há nada melhor do que viver sem se preocupar com tudo isso porque, na verdade, os homens gostam é de uma mulher que saiba viver sem medo de ser feliz e que saiba se olhar no espelho e reconhecer-se naturalmente linda – independente do tamanho da bunda.

Pensa aí: Você ta naquele momento frenético entre racionalidade e juízo algum, Então o cara fica mudo. Agora pense novamente: Você naquela comunhão rigorosamente deliciosa de corpos e o cara olha nos seus olhos e intitula desejos, diz que ta gostoso e ainda te provoca com dentes, gestos e dedos. É outra coisa, não é?

Para que o sexo seja bom o suficiente e cause delírios no casal sortudo e caliente da vez, nada mais propício do que umas conversinhas ao pé do ouvido, diga-se de passagem, um sussurro desprogramado, mas que vem na hora exata. Certo que existe aquelas transas casuais com um pau amigo ou com um flerte bem intencionado, mas não importa o quão seja o relacionamentoo importante é, além de gemidos, ouvir ambos externalizarem seu prazer em verbos e substantivos.

Somos seres que têm a necessidade de extravasar em todos os sentidos. Antes, somente o homem podia dizer suas sensações no momento mais íntimo da relação e as mulheres, um sexo forte e tão instintivo quanto, tinha que guardar todos os seus prazeres contigo. Isso ainda vem acontecendo, mas a tendência tem sido mudar a situação, igualando ambos no momento em que encontram o céu (fala sério, um bom sexo nos leva ao paraíso!)

Oh, amiga! Quando for “dar uma”, não precisa lembrar de mim e do que eu disse porque não quero participar de nenhum ménage sem corpo presente (Brincadeira!). No entanto, lembre-se que este é o momento de se deixar transbordar, então fale obscenidades, diga quando seu corpo estiver em chamas, proponha, libere-se e exponha sua sensualidade em falas mal elaboradas.

Caso o parceiro não seja fixo, tudo bem: fica a dica do mesmo jeito. E mais uma coisa: o texto não serve apenas ao público feminino. Rapazes, sintam-se à vontade para expor suas opiniões e sugestões, além de se aproveitarem das palavras aqui despidas para utilizá-las a seu favor.