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Falar de fetiche e fantasia é algo que sempre nos coloca em estado de dúvida sobre o que seria um e outro. Todo mundo adora usar a palavra “fetiche” para se referir às suas preferências em relação ao sexo. Vai dizer que nunca rolou uma pergunta sobre este assunto naquele jogo de verdade ou consequência? Se você negar, vou pensar duas vezes se acredito até porque se não tiver rolado especificamente com o nome “fetiche”, rolou com “fantasia”. Ambas povoam nosso imaginário e nos permitem conhecer melhor o próprio corpo e os desejos que antes eram considerados inconfessáveis.

Antes de escrever este texto, resolvi fazer duas perguntas para os meus leitores por meio do Insta @pudornenhum. A primeira pergunta foi: Qual o seu Fetiche? A partir das respostas, percebi que havia uma confusão em relação a sua definição. Para constatar, joguei outra pergunta: Qual a diferença de fetiche e fantasia sexual? Algumas respostas foram ótimas, mas elas não eram das mesmas pessoas que responderam a pergunta anterior e, assim, concluí que – realmente – as pessoas nem sempre sabem qual a diferença entre os termos. Para ficar claro, resolvi escrever-lhes.

Quando falamos, primeiramente, de fantasia, sabemos que sua definição retrata aquilo que vai além da realidade e que a palavra tem relação direta com a imaginação. De acordo com o Wikipédia, fantasia possui a seguinte definição:

 

Como vemos, quem fantasia manifesta o seu desejo por algo e tal situação fantasiada não precisa, necessariamente, ter uma relação com a realidade. A partir disso, é que a gente começa a transitar entre esta e a sexualidade porque, no âmbito sexual, há também este imaginar e se por em situações ainda não vividas. Para ficar mais claro, eu também trouxe uma definição de Fantasia Sexual que foi retirada do mesmo lugar – Wikipédia.

 

Diante disso, a gente começa a compreender que todas as nossas vontades de lugares e situações sexuais referem-se às nossas fantasias. De acordo com a minha experiência conversando com homens e mulheres sobre o assunto, a maior fantasia sexual apontada é a realização de um ménage à trois entre duas mulheres e um homem, bem como a prática do sexo em lugares públicos.

Entretanto, muitos chamam tais desejos de fetiches por não compreenderem que existe uma linha tênue e significativa que os separam. Conforme a mesma fonte de pesquisa, apresento-lhes a definição abaixo para o termo fetiche.

 

Não entendeu o que realmente significa? Então vou explicar melhor! O Fetiche é quando você precisa de algo, seja uma parte do corpo ou um objeto, para a excitação sexual. Devido a esse direcionamento tão certeiro para o alcance do prazer, temos o uso da palavra fetiche que, como apontado, deriva de um termo que significa feitiço.

O fetichismo é uma palavra que perpassa o estudo de Freud que, para ele, possui sua origem na castração. Segundo o psicanalista, o “fetichista recusa a realidade da falta de pênis na mãe, pois aceitar esta falta implica em reconhecer que sua própria possessão de um pênis está ameaçada. Ele encontra, então, um substituto ao pênis que falta à mãe: o fetiche” – citou Tania Rivera, em O Fetiche, subversão do símbolo

Portanto, o fetichismo foi citado por Freud como o desejo do filho ver na mãe o pênis que não existe e cujo “vazio” pode criar, na criança, a necessidade de encontrar algo para substituir essa falta, como uma outra parte do corpo, que pode ser os pés, mãos, bumbum e por aí vai. Nesse sentido, o fetiche é caracterizado de diversas formas e possui nomes específicos. Veja alguns deles que – encontrei nessas andanças pelo Google e que – inclusive – achei bem interessante porque traz algumas realidades desconhecidas e nos faz questionar sobre o que está nos limites do que consideramos normal.

 

 

Em alguns casos, o fetiche torna-se uma parafilia a partir do momento em que o indivíduo deixa de sentir prazer por meio do ato em si em detrimento de tal objeto ou desejo, satisfazendo-se apenas com o fetiche. Nesse contexto, há um desvio sexual que precisa ser tratado com a ajuda de um profissional. Além do mais, a parafilia pode ser caracterizada de outra forma e este assunto rende uma próxima publicação – tenho certeza!

Recapitulando: Fantasia Sexual, eu tenho de fazer em cima de uma árvore e com dois homens. Fetiche, eu tenho por mãos. Parafilia não é o meu caso. Agora, quando lhe perguntarem, você já sabe, não é?

Dizem que mulher boa é mulher bunduda, rabuda, de ancas largas. Mulher que, quando anda, expõe um sutil rebolado, cuja bunda tão notada e apreciada lhes dá contornos monumentais e movimentos afrodisíacos. Esta parte da mulher, tão cobiçada, sempre foi assim considerada desde os tempos mais remotos, em que os homens cansados do coito conjugal procuravam as prostitutas em busca de práticas sexuais distintas daquelas que normalmente tinham em casa. Entre estas, incluía-se o sexo oral e anal. Além do mais, nos tempos das senzalas, os senhores também exigiam de suas escravas os mesmos serviços sexuais.

A bunda, tão bem considerada, já foi e continua sendo o símbolo da mulher brasileira e, principalmente, da mulatas e negras (talvez por causa daquele lance das senzalas). Esta é representada nas artes plásticas, tais como desenho, pintura e tão bem escrita e descrita na literatura erótica e pornográfica. Carlos Drummond de Andrade, ao escrever sobre ela, foi enfático e mostrou-se apreciador deste fenômeno (?) nacional, dizendo-nos Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se. E claro que basta-se.

– Aaiii que buuunda! E é assim que a mulher é reconhecida quando passa na rua, desfilando com sua calça apertada ou saia rodada. Uma Playboy não é nada mais do que uma sessão de bundas levantadas no centro da página. Arnaldo Jabor, em A bunda dura, diz que a bunda atualmente refere-se à uma forma de ascensão social. Depois das propagandas, capas de revistas e da televisão, você tem alguma dúvida disso?

Além de tudo o que disse, existem as diversas bundas: largas, empinadas, com ou sem celulite, com ou sem estria e mais uma série de outros formatos e formas. Mas o que importa tudo isso? Para o sexo anal faz diferença? De baixo da roupa ninguém vê nada. O biquíni?! Aí tudo bem, mas isso é para quem gosta de ser chamada de gostosa e de por inveja nas amigas por estarem muito preocupadas com o sentido bundístico que nos foi dado.

A bunda pode ser tida como este grande símbolo, tudo bem, existe até calcinha com enchimento em formato de bunda. Mas saibam, despudorados, que não há nada melhor do que viver sem se preocupar com tudo isso porque, na verdade, os homens gostam é de uma mulher que saiba viver sem medo de ser feliz e que saiba se olhar no espelho e reconhecer-se naturalmente linda – independente do tamanho da bunda.

Pensa aí: Você ta naquele momento frenético entre racionalidade e juízo algum, Então o cara fica mudo. Agora pense novamente: Você naquela comunhão rigorosamente deliciosa de corpos e o cara olha nos seus olhos e intitula desejos, diz que ta gostoso e ainda te provoca com dentes, gestos e dedos. É outra coisa, não é?

Para que o sexo seja bom o suficiente e cause delírios no casal sortudo e caliente da vez, nada mais propício do que umas conversinhas ao pé do ouvido, diga-se de passagem, um sussurro desprogramado, mas que vem na hora exata. Certo que existe aquelas transas casuais com um pau amigo ou com um flerte bem intencionado, mas não importa o quão seja o relacionamentoo importante é, além de gemidos, ouvir ambos externalizarem seu prazer em verbos e substantivos.

Somos seres que têm a necessidade de extravasar em todos os sentidos. Antes, somente o homem podia dizer suas sensações no momento mais íntimo da relação e as mulheres, um sexo forte e tão instintivo quanto, tinha que guardar todos os seus prazeres contigo. Isso ainda vem acontecendo, mas a tendência tem sido mudar a situação, igualando ambos no momento em que encontram o céu (fala sério, um bom sexo nos leva ao paraíso!)

Oh, amiga! Quando for “dar uma”, não precisa lembrar de mim e do que eu disse porque não quero participar de nenhum ménage sem corpo presente (Brincadeira!). No entanto, lembre-se que este é o momento de se deixar transbordar, então fale obscenidades, diga quando seu corpo estiver em chamas, proponha, libere-se e exponha sua sensualidade em falas mal elaboradas.

Caso o parceiro não seja fixo, tudo bem: fica a dica do mesmo jeito. E mais uma coisa: o texto não serve apenas ao público feminino. Rapazes, sintam-se à vontade para expor suas opiniões e sugestões, além de se aproveitarem das palavras aqui despidas para utilizá-las a seu favor.

Quando ando nas ruas da minha cidade, vejo o silêncio. Quando acesso as redes sociais, movimento. E, nesta euforia virtual, encontro pessoas em diversos lugares entre sol, praia, rio, cachoeira, suor, sorriso e amor. Com tanto calor e tanta energia positiva, não existe vontade maior do que a de se enroscar em outro corpo.

Em clima de mergulho e de andar seminus, a vontade pelo outro aumenta significativamente. As mulheres ficam o tempo todo molhadinhas e os homens, com apenas um piscar, ficam eretos. Quando existe a possibilidade, beijo. Quando existe a oportunidade, sexo.

E o sexo, nesses momentos, saem das quatro paredes e, principalmente, da cama. Ele perpassa pela areia, pelos matos, pela casa abandonada, a construção não terminada. Ele fica ali no vai e vem dentro da água, no escurinho atrás da casa, em um muro improvisado.

No verão, tesão. Essa rima tem tudo a ver com a realidade. A gente realmente fica com o corpo desperto e a nossa região íntima piscando. Não é à toa que existem mil e uma dicas por aí para que o casal aproveite ao máximo esses dias de calor sem se acabar com este sol que nos cobre.

De acordo com alguns sites sobre saúde, estudiosos afirmam que o calor dilata os vasos sanguíneos e intensifica a irrigação de sangue nos órgãos sexuais, aumentando a libido. Independente de estudos, os estímulos visuais e a liberdade, por nós adquirida, já diz tudo. Que, nestas férias e neste verão, a gente ouse bastante porque, uma coisa é certa, a gente só se arrepende do que deixou de fazer; o resto é balela.

Lá vem mais um ano sambando em nossa cara, rindo com a gente e mostrando que está conosco para o que der e vier. Ele vem saracoteando, feliz, louco e deixando pra trás um ano difícil e histórico. 2016 foi daqueles que pisaram e nos evidenciaram quando o assunto foi política, que nos deu um banho de água fria com toda a crise econômica, que nos fez sorrir com amigos, sonhar e acreditar que as coisas iriam mudar. Em seu término, quase todo mundo correu atrás de uma cor: amarelo. Ou vermelho para novas paixões. Ou azul e branco pela tranquilidade e paz. As superstições nos fizeram mais fortes.

Um novo ano, então, acabou de se descortinar. Os plannersbullet journal viraram tendências. Estamos todos querendo nos organizar e transformar o caos em exatidão. Manter a pressa sem perder a linha. Ficar esbelta nas tarefas diárias e der mil e uma sem perder a compostura. Assim, também estamos cada vez mais atarefados, mais corridos, mais com cara de trilha sonora em ritmo pop, sertanejo ou rock? Não sei, cada um com sua trilha sonora em particular. E, nessa correria toda, estamos cada vez mais amando virtualmente e nos abraçando menos. Pele a pele passou a ser coisa do passado e, quando existe, nem sempre tem a tonalidade requerida.

Neste 2017, a gente precisa jogar na cara dele que as rédeas somos nossas. Temos que desacelerar a canção que nos embala e tomar as atitudes que, em outros momentos, enrolávamos para tomar. Temos que aproveitar a oportunidade do dia primeiro para traçar metas pro ano inteiro e de janeiro a janeiro sermos mais que um nome e sobrenome com sorriso estampado na cara. Queremos reconhecimento.

O 2016 do Pudor Nenhum passou por todos os ritmos, teve encontros de leitores, teve premiação, teve visita de maranhense linda e despudorada, teve planos, teve desejo, teve possibilidades, teve parcerias e grandes amizades. O 2017 promete muito mais. Já estou colocando tudo no papel e seguindo a tendência para me organizar.

Este ano novo, à nossa frente, precisa ser mais, precisa ser mar, precisa ser olhar, precisa ser falar, encontrar, cheirar, beijar, transar. Que 2017 nos tempestue e nos faça confirmar o quanto somos tudo o que queremos quando realmente vamos atrás.

Um novo ano vem chegando e, sem querer querendo, nos permitimos a uma série de planos e votos de recomeço. Há sempre quem busque aquelas simpatias para encontrar um amor, melhorar a vida sexual e por aí vai. Nossa vida amorosa sempre está pedindo um complemento para que o “viveram felizes para sempre” saia dos romances e se concretize.

Quando não estamos pensando naquele boy ou girl que deve entrar em nosso caminho, estamos torcendo para que uma lingerie ou uma cueca nova faça todo o efeito no momento a dois com quem gostamos. Comemos as doze uvas para termos dinheiro no ano seguinte, pulamos as sete ondas e escolhemos a cor da calcinha como desejo maior do que queremos que venha pela frente. Tem mulheres que, inclusive, se lambuzam de vermelho, vestindo-se da cabeça aos pés para ver se aparece um amor, mas parecem esquecer de uma coisa: tão bom quanto ter alguém é ter o amor próprio nas alturas.

Pensando em amor próprio e em potencializar o sexo indo além das lingeries, o mercado erótico tem crescido de forma exorbitante. Não tem um falo para se relacionar? Tente um dildo, um vibrador. Você gosta daquela coisa dele ejacular e pá? Já existe o vibrador com ventosa que faz esse papel. Quer sentir o calor da excitação entre as pernas? Invista nos excitantes femininos. Gosta da refrescância? Não faltam produtos. Gostaria de sentir os dedinhos lá naquele lugar? Compra um vibrador rotativo. Não sabe como lidar segurando nele para sentir prazer? Compra daqueles com controle remoto, tem com ou sem fio, mas não deixe pra gozar somente quando tiver alguém porque não lhe faltam aparatos para tal.

Se o seu caso é outro, pois você tem alguém e precisa melhorar a relação, então fica tão fácil quanto. Pense na infinidade de brinquedos e possibilidades que vocês podem encontrar para tornar o sexo louco, romântico, engraçado, inusitado, selvagem. Não faltam meios de se investir em si e no outro com uma cajadada só. Dessensibilizante anal e oral fazem a cabeça de ambos porque possibilita melhorar ainda mais o que já era bom. Bebidinhas com afrodisíacos dão aquele calor, mousses e produtos comestíveis são uma delícia para lamber e, quase literalmente, comer o outro.

Quando a gente inicia um novo ano, pensamos em tudo, mas esquecemos de ir na consultora de produtos sensuais mais perto de nós ou naquele sex shop ali da rua ao lado. Eles são os locais mais adequados para nos apimentar e apimentar nossas relações. Com eles, não precisamos ficar esperando o efeito da simpatia tal e qual porque somos nós quem colocamos a mão na massa e fazemos o momento sem necessidade de nos fincarmos na linha do tempo.

Para que 2017 supra as suas necessidades nesse sentido, desejo aquela visita esperta sem medo, vergonha ou compromisso. Assim, a gente se empanturra e consegue dar conta de um novo ano bem mais prazeroso em todos os sentidos do termo.