HomeSexo e Sexualidade (Page 10)

Se eu fosse me definir, assim o faria: Mulher, negra e escrevo sobre sexo. Qual o problema nesta definição? Aparentemente nenhum, mas na prática há uma série de problemas que levam ao preconceito.

Enquanto mulher, nosso lugar no mundo já não é lá essas coisas. Afinal, toda mulher nasce predestinada a ser uma criança que precisa usar calcinha o tempo todo e que, quando os seios começam a surgir, precisa escondê-los. Ela deve crescer num mundo cor de rosa ou de cores neutras estilo aquarela e brincar de casinha e bonequinha. Toda mulher deve se maquiar, usar vestido e salto alto. Além do mais, casar e ter filhos faz parte de suas possibilidades de sucesso. Ser feminina, pelo menos, é uma exigência. Isso engloba cuidados com a pele, com o corpo, enfim, ser vaidosa.

Ser mulher já é uma grande carga e, por si só, engloba uma gama de preconceitos que a coloca no lugar de sexo frágil, delicadeza e mimimis. Mulher, muitas vezes, é aquela fútil. Sempre é quem deve cuidar dos filhos, da casa e, quiçá, do marido. Deve perdoá-los pelos erros e, ah, não pode trair nunca. Mulher que desconta chifre é vagabunda. Poderia ser qualquer outra coisa por um olhar mais amor próprio da vida, mas não – ela perde o valor porque mulher tem prazo de validade.

Mulheres negras valem menos ainda, pois carregam uma carga histórica que – somente pela cor da pele – já as incluem como inferior. Juntando esses dois fatores – mulher e negra – mais difícil fica, isto é, mais preconceito a enfrentar.

Cor do pecado quando querem elogiar; cor de sujo, de lama quando querem humilhar (outros adjetivos dependem do bom senso de quem fala, mas há muita gente no mundo sem senso algum). A mulher negra nem sempre ouve adjetivos claros de negação, mas sente em cada atitude alheia. Algumas vezes é vista como fetiche, em outras como invisível. Para se sobressair, a cor negra precisa de muitos atributos que possam também ser considerados de brancos. É preciso um esforçar-se mais.

Mais e se além de ser mulher e ser negra, ela escrever sobre sexo? Aí que o mundo acaba de vez e todos caem em cima com assédios desnecessários, com julgamos inapropriados e moralismos inaceitáveis. As mulheres que, em algum momento da vida, já são vistas como putas sem quê nem pra quê, tornam-se putas de boca cheia na boca dos falantes.

“Pra quê se amostrar e dizer que faz isso e aquilo?”. “Ela é pura pressão”. “Ali é sonsa, não vale nada”. “Finge de santinha”. “Deve dar pra qualquer um”. São essas as falas que circulam por mim aqui e acolá, sendo mostras claras de que mulher deve ficar nos contos da Disney e em romances bonitinhos. Sexo é compreendido como sinônimo de putaria e putaria como de pornografia. No meio de tudo isso, mulher negra aliada a sexo proporcionam um brega escroto, é uma coisa de louco que gente decente não entra.

Escrevo tudo isso rindo, principalmente dos hipócritas. Escrevo tudo isso aliviada e orgulhosa de ser quem sou. Ah, não falei de mais uma coisa que carrego e que é considerada uma característica marcante do negro – cabelos crespos. Mas para este terá um texto especialíssimo. Antes que comecem a colocar poréns em si mesma porque é julgada por outras formas de preconceito, lembre-se que nosso corpo não é vitrine e que somos maravilhosas independente. Histórico de preconceitos não deve nos vitimizar. Cultura mal construída não nos pertence. A gente sabe que somos bem mais do que uma dezenas de palavras ditas. Elas devem entrar por um ouvido e sair pelo outro – só assim seremos mesmo livres.

Algumas pessoas costumam ser acometidas por algo que vai além do que esperam, cujos sintomas percorrem todo o corpo. Uma delas, discutida cientificamente e claramente percebida pelas pessoas, é a Saudade Crônica Incontestável (SCI). Certo que nunca tenha ouvido falar desta questão, que acarreta problemas fisiológicos e psicológicos, mas tenho quase certeza que você já deve ter sentido. Afinal de contas, faz parte de todo ser humano.

A SCI ocorre de um indivíduo em relação a outro após contatos fervorosos e cujas lembranças o marcaram. Após este primeiro (ou primeiros) contato (s), pode ocasionar palpitações no coração; lágrimas nos olhos; vontade de ver a lua, de ler poesia e de abraçar o travesseiro; sorrisos incontroláveis; sensações de perfume; conversas aleatórias sozinho por sonhar muito alto; querer ligar o tempo todo para a pessoa e desejar ter milhões de bônus todos os dias no celular; ficar esperando ansiosamente para o nome da pessoa surgir no whatsapp; olhar os e-mails todos os dias religiosamente; ter vontade de tornar-se rebelde e largar tudo para ficar ao lado dele (ou dela).

Enfim, se a pessoa a quem você sente tamanho afeto morar em outra cidade ou país, o caso se agrava e a solução é procurar todas as alternativas para ficar ao lado dele ou dela, claro! Uma observação importante deve ser feita, se a pessoa que você ama ou está apaixonada não responde positivamente ao seu sentimento… é melhor pular fora, ou seja, não alimentar os sentimentos nem permitir a emergência dos sintomas citados aqui porque eles podem vir a causar outros efeitos, com sentidos inversos e causar dores profundas ao coração e à alma.

Então, nesse caso, o remédio é valorizar-se. Mas, se houver correspondência e adjacências, então bons tudos para você e se joga nessa Saudade sem fim porque acabar com ela demora muito e faz um bem danado.

A pergunta do título não poderia, à primeira vista, ter uma outra resposta a não ser a de que esta beleza está em nossos olhos. Quando olhamos no espelho nos vemos de um modo e quando fulano e sicrano nos vêem o redirecionamento do olhar e os conceitos de beleza são outros. A beleza, portanto, está além da nossa possibilidade de olhar e se ver refletida no espelho ou nos olhos alheios. E a pergunta é: e onde ela estaria?

Eu diria que a beleza está no conceito que criamos para ela no decorrer do nosso crescimento e amadurecimento intelectual. Talvez, ser bonita para você é ter uma pele de bebê ou ter lábios avermelhados naturalmente. Beleza, para ele, talvez seja ter um estilo mais marcado e diferenciado ou, simplesmente, ser bem casual e tímida ou extrovertida. A beleza está relacionada a nossa forma de ver o mundo e enquadra-se no quesito interior, ou seja, a aparência não é tudo quando o assunto é esse.

Quando não estamos bem, a tendência é nos acharmos feias. Caso contrário, nos sentimos lindas e maravilhosas. Assim funciona com quem nos ver e, de alguma forma, percebe esses reflexos da alma. Uma coisa importante que impossibilita nos colocarmos pra baixo e acharmos que não somos tão bonitas(os) é evitar pensar em situações desagradáveis e canalizar os pensamentos para afazeres e momentos bons da vida, além de procurar estar sempre com quem gostamos.

Se você não está acreditando em mim, faça o teste e confirme. Depois corre e vem me contar. Quando estamos bem por dentro, o espelho desembaça e a nossa beleza resplandece para nós mesmos e para os outros.

Em 2014 saiu uma pesquisa realizada pela Sex Wipes e que até hoje repercute nas mídias sociais. A Sex Wipes é uma empresa, na época recém chegada no Brasil, que vende lenços umedecidos para higiene íntima e chegou gerando a maior polêmica: 78% dos homens têm nojo de fazer sexo oral em mulheres. Mas como assim?! Foi essa a pergunta que me fiz. Claro que eu não imaginava que todos os homens gostassem da nossa menininha dos olhos, mas a porcentagem foi muito alta e os homens justificaram-na fazer, mesmo com nojo, pelo fato de buscar agradar a mulher, de ser um ato sem pensar devido ao tesão (porque se fosse racional, teriam nojo e não fariam), pelo medo de serem considerados gays ou de serem traídos por não cumprirem com esta função durante o ato sexual. Para completar, eles alegaram que o nojo advém do fato de a vagina ser muito úmida, ter pelos, cheiro e gosto ruim, aspecto desagradável e até mesmo por medo de pegar doenças sexualmente transmissíveis, por questões religiosas e por falta de confiança ou vontade da parceira.

Acredito que o sexo é uma prática que envolve intimidade máxima e, portanto, não pode ter frescuras. Quem sente nojo de fazer isso e aquilo não alcança o êxtase completo porque fica limitado. Além do mais, os envolvidos não podem ser egoístas, visto que este é um ato compartilhado. Assim como eu quero sentir prazer, eu o ofereço e é essa troca que possibilita o orgasmo. A palavra nojo para este momento entre duas ou mais pessoas caracteriza uma falta de entrega, pelo menos é assim que penso quando vivencio o sexo. Durante a relação, a vagina e o pênis são protagonistas. Parece que quando nos dispomos a transar, eles entram em cena para atuar em todos os papeis que lhes forem oferecidos. Então, pergunto novamente: Pra quê nojo? No entanto, gosto é gosto, né?

Assim como tais entrevistados, já ouvi muitas mulheres também dizerem que tem nojo de fazer sexo oral em homens e de manifestarem sua preocupação dele ejacular enquanto ela está com a boca na botija. Conforme elas, o sêmen é nojento e tem gosto ruim. Sinceramente, eu acho tudo uma delícia. Além disso, os pelos também são considerados vilões em ambos os sexos na hora do oral – sou a favor de mantê-los aparados. Em relação ao cheiro, é claro que não será legal se a higienização não for bem feita. O suor e o fato da genitália ficar abafada pela roupa intima favorecem um odor um pouco forte, então um banho antes e um cuidado diário é essencial. Se o odor for muito intenso, é importante procurar o médico. Além desses cuidados, fazer exames anualmente ou semestralmente é importante para qualquer um e garante a saúde e a segurança no momento de se relacionar.

Uma coisa, que vale a pena salientar, é certa: a nossa sociedade é machista demais para que o homem tenha medo de ser visto como gay por não ter disposição para o sexo oral em mulheres. A nossa sociedade é moralista demais para não torná-lo disposto por questões religiosas. Quando assistem filmes pornôs, será que pensam o quê? E ser gay é simplesmente não gostar de vagina?  É considerar isso um desvio? Não fazer sexo oral é apenas não ceder ao sexo em sua completude ou é uma questão de gosto, não podemos julgar.

Quando soube dessa pesquisa, conversei com alguns homens e todos eles acharam loucura o resultado. Todos alegaram adorar o gosto e a prática, apesar de alguns salientarem que nem todas as vaginas são bonitas e dão tanto prazer. Mas nem tudo é lindo, né gente? Cada um tem seu gosto – em relação a tudo na vida. As mulheres que conversaram comigo também alegaram que nunca ficaram com um homem que demonstrasse não sentir prazer ao fazer sexo oral nelas. Enfim, independente do resultado da pesquisa, saibam – homens – que higienização e sexo de todas as formas é tudo. Se não tiver tão a fim por fatores resolvíveis, então dá um jeitinho de resolver e caia de boca – vai que desfazendo alguns desentendidos, você não gosta, hein?

Não faço parte dessa margem abestada dos homens. Adoro chupar uma bucetinha limpinha e cheirosinha.
– Leitor Pudor Nenhum

 

Acho que tem alguma coisa que não confere. Pelo menos aos homens da minha geração, não tenho do que me queixar..rsrsrs.
– Leitora Pudor Nenhum

Já pensou em você naquela vontade louca de fazer sexo e o rapaz ou a mocinha delicinha ao seu lado apenas se deixar levar pelo ato sem nem um aperto com mãos ou mais expressividades? É foda, não é? Quer dizer, não é foda ou, então, é foda no sentido negativo da palavra. A prática sexual exige a participação de ambos e não ser ativo o suficiente pode ser brochante para aquele que quer investir-se por inteiro em possíveis gozos. Para aqueles que apenas se deixam penetrar, chamamos de inativos em algo bem típico de um sexo preguiçoso.

É aquela coisa da mulher abrir as pernas e deixar que o cara coloque nela ou, então, do homem deitar-se e deixar que a mulher fique por cima fazendo todo o serviço. Desse jeito, diz-se haver uma satisfação de prazeres, mas com aprovação em nota limite e sem nada de extraordinário para favorecer orgasmos. Mais morno do que isso, só se os dois desistirem no meio.

Seria cansaço, costume, sono ou falta de vontade por uma questão de indiferença ou seria egoísmo? Vários são os fatores para que a pessoa trate a foda com um certo descaso. Alguns ficam no “tudo nosso, nada deles” – isso combina muito com aquele pedido de sexo oral onde você coloca a boca na botija e não recebe nada em troca. Homem assim, inclusive, perde mil pontos comigo.

Em um bate papo bem informal, AC confessou que “às vezes sou preguiçosa com meu namorado. Tipo, trabalho e estudo o dia todo. À noite não tô com muita disposição, mas tô com vontade de fazer”. Para ela, o sexo é essencial e, por isso, não pode abrir mão nem que seja para fazê-lo sem precisar se exercer muito. Em contrapartida, RS vai dizer que em “Duas de cansaço eu nem penso em sexo”, visto que essa é uma prática que exige disposição para trabalhar todos os músculos e articulações.

Fazer sexo é realmente muito gostoso, mas, quando estou muito cansada, opto, primeiro, pelo descanso para depois dar uma com toda a disposição. Às vezes o corpo pede stop e, neste caso, aceite para, depois, dar de dez a zero em qualquer outra investida. Sexo preguiço tem cara de obrigação, parece aquela última flexão depois de horas de academia.

O que acha sobre essa coisa de sexo preguiçoso? Fique acanhado não, todo mundo já transou sem lá esses desempenhos todos. Nem tudo na vida são flores, muito menos quando diz respeito a vontade de dois, três ou seja lá quantos forem.

Eat me ou, em outras palavras, coma-me. Comer é o verbo que a maioria das mulheres conjugam quando não se aguentam mais de tesão. Reprimir desejos e negar o pedido dos nossos hormônios é desesperar-se por dentro e dar oportunidade aos pensamentos mais indecentes e indiscretos. Toda mulher, diferentemente do homem, ao sentir tesão molha-se entre as pernas. O tesão ocasiona uma lubrificação vaginal, além de outras características como aumento da temperatura do corpo, a cor da pele fica mais corada e a respiração aumenta. Essas mudanças deliciosas ocorrem por uma série de fatores hormonais.

O tesão inicia no cérebro pelo estímulo das áreas erógenas, que se dá pela audição com coisas sacanas e lisonjas, pela visão por meio de cenas que tenham a ver com o interesse de cada uma. Quem gosta de uma bunda, ver uma bem saliente causa saliências. Quem gosta de um peitoral definido ou qualquer outra parte do corpo, há que se refrescar porque ver tudo isso esquenta! E quem gosta daquela piscada de olho, daquele isso e daquele aquilo que os olhos contemplam encontram neste uma razão para excitar-se. O tato também é uma forma de provocar.  Pensa aí em uma pegada federal, uma mão na cintura e nos cabelos? Mulher nenhuma resisti, leram homens?

Quando a mulher está ovulando, no décimo quarto dia após a menstruação, ela fica no período fértil e daquele jeito que os homens adoram. Nesse período, a mulher exala um odor que atrai o homem (Sim, parecemos animais no cio!). Nosso tesão, mulheres, costuma durar mais do que o dos homens, pois eles normalmente o perdem após a ejaculação.

Transar é muuuito bom, mas sentir tesão naquele dado momento e desejar mais que tudo o outro é um manjar dos deuses (fiquei até com água na boca!), sem contar que torna o sexo ainda melhor! Quando tudo isso coexiste com o envolver-se, com o carinho e o querer bem em todos os sentidos… aí sim, a coisa pega fogo e não há quem apague!

Falar de fetiche e fantasia é algo que sempre nos coloca em estado de dúvida sobre o que seria um e outro. Todo mundo adora usar a palavra “fetiche” para se referir às suas preferências em relação ao sexo. Vai dizer que nunca rolou uma pergunta sobre este assunto naquele jogo de verdade ou consequência? Se você negar, vou pensar duas vezes se acredito até porque se não tiver rolado especificamente com o nome “fetiche”, rolou com “fantasia”. Ambas povoam nosso imaginário e nos permitem conhecer melhor o próprio corpo e os desejos que antes eram considerados inconfessáveis.

Antes de escrever este texto, resolvi fazer duas perguntas para os meus leitores por meio do Insta @pudornenhum. A primeira pergunta foi: Qual o seu Fetiche? A partir das respostas, percebi que havia uma confusão em relação a sua definição. Para constatar, joguei outra pergunta: Qual a diferença de fetiche e fantasia sexual? Algumas respostas foram ótimas, mas elas não eram das mesmas pessoas que responderam a pergunta anterior e, assim, concluí que – realmente – as pessoas nem sempre sabem qual a diferença entre os termos. Para ficar claro, resolvi escrever-lhes.

Quando falamos, primeiramente, de fantasia, sabemos que sua definição retrata aquilo que vai além da realidade e que a palavra tem relação direta com a imaginação. De acordo com o Wikipédia, fantasia possui a seguinte definição:

 

Como vemos, quem fantasia manifesta o seu desejo por algo e tal situação fantasiada não precisa, necessariamente, ter uma relação com a realidade. A partir disso, é que a gente começa a transitar entre esta e a sexualidade porque, no âmbito sexual, há também este imaginar e se por em situações ainda não vividas. Para ficar mais claro, eu também trouxe uma definição de Fantasia Sexual que foi retirada do mesmo lugar – Wikipédia.

 

Diante disso, a gente começa a compreender que todas as nossas vontades de lugares e situações sexuais referem-se às nossas fantasias. De acordo com a minha experiência conversando com homens e mulheres sobre o assunto, a maior fantasia sexual apontada é a realização de um ménage à trois entre duas mulheres e um homem, bem como a prática do sexo em lugares públicos.

Entretanto, muitos chamam tais desejos de fetiches por não compreenderem que existe uma linha tênue e significativa que os separam. Conforme a mesma fonte de pesquisa, apresento-lhes a definição abaixo para o termo fetiche.

 

Não entendeu o que realmente significa? Então vou explicar melhor! O Fetiche é quando você precisa de algo, seja uma parte do corpo ou um objeto, para a excitação sexual. Devido a esse direcionamento tão certeiro para o alcance do prazer, temos o uso da palavra fetiche que, como apontado, deriva de um termo que significa feitiço.

O fetichismo é uma palavra que perpassa o estudo de Freud que, para ele, possui sua origem na castração. Segundo o psicanalista, o “fetichista recusa a realidade da falta de pênis na mãe, pois aceitar esta falta implica em reconhecer que sua própria possessão de um pênis está ameaçada. Ele encontra, então, um substituto ao pênis que falta à mãe: o fetiche” – citou Tania Rivera, em O Fetiche, subversão do símbolo

Portanto, o fetichismo foi citado por Freud como o desejo do filho ver na mãe o pênis que não existe e cujo “vazio” pode criar, na criança, a necessidade de encontrar algo para substituir essa falta, como uma outra parte do corpo, que pode ser os pés, mãos, bumbum e por aí vai. Nesse sentido, o fetiche é caracterizado de diversas formas e possui nomes específicos. Veja alguns deles que – encontrei nessas andanças pelo Google e que – inclusive – achei bem interessante porque traz algumas realidades desconhecidas e nos faz questionar sobre o que está nos limites do que consideramos normal.

 

 

Em alguns casos, o fetiche torna-se uma parafilia a partir do momento em que o indivíduo deixa de sentir prazer por meio do ato em si em detrimento de tal objeto ou desejo, satisfazendo-se apenas com o fetiche. Nesse contexto, há um desvio sexual que precisa ser tratado com a ajuda de um profissional. Além do mais, a parafilia pode ser caracterizada de outra forma e este assunto rende uma próxima publicação – tenho certeza!

Recapitulando: Fantasia Sexual, eu tenho de fazer em cima de uma árvore e com dois homens. Fetiche, eu tenho por mãos. Parafilia não é o meu caso. Agora, quando lhe perguntarem, você já sabe, não é?