HomeSexo e Sexualidade (Page 10)

Ele sente, fala, geme. Seu corpo aquece. Em tudo, alguém como eu; no fundo, um robô. Parece coisa de filme, mas não é. Os robôs sexuais estão cada vez mais em alta para que carências afetivas e sexuais possam ser supridas pelo custo de alguns dólares. Companhias norte-americanas já estão investindo neles e, inclusive, estão possibilitando que eles esbocem reações quando tocados. Assim, a nossa experiência fica ainda mais real, sem contar que teremos a opção de escolher a personalidade do boy ou girl que levaremos para casa – do mais ousado ao mais comportado. Incrível, não é?

De acordo com o especialista David Levy, em um artigo publicado no Daily Mail, “o próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos – para nos apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles”. Além do mais, ele afirma que “é uma questão de tempo até os relacionamentos entre humanos e robôs se tornarem a norma”.

Diante disso, nos perguntamos sobre qual será o futuro das próximas gerações, visto que estamos nos distanciando cada vez mais em detrimento das redes sociais. O sexo virtual, por exemplo, já se tornou comum e satisfaz muitas mulheres e homens que preferem manter relações sem saírem do comodismo das suas casas. A internet possibilita que conheçamos pessoas cada vez mais distantes  e, pelas modalidades escrita-vídeo-áudio, nada deixa de acontecer por falta de aproximação. Em alguns casos, aproximar-se é o de menos.

No vídeo a seguir, veremos a produção desses robôs e sua perfeição da unha do pé aos cílios.

 

Estamos cada vez mais distantes. Falar disso e apresentar-lhes o robô sexual me fez lembrar do filme Inteligência Artificial, onde os humanos são substituídos por máquinas completas e praticamente humanas. É isso o que parece nos esperar em um futuro que está cada vez mais próximo.

Além de todo o contexto corpóreo e de todas as respostas que o robô pode lhe dar, será uma forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis e desilusões amorosas – assim afirmam muitos que sabem desta novidade. Entretanto, qual será o nosso futuro enquanto seres humanos? E como reproduziremos? Nossas memórias e hereditariedades genéticas, como ficarão? Vamos deixar tudo nas mãos dos cientistas e nos deixarmos extinguir cada vez mais? Tais questionamentos vão ficar pairando por aqui.

Acredito que os robôs sexuais podem ser importantes, sim. Mas acredito mais ainda no quanto podemos ser importantes uns para os outros. Acredito que as desilusões amorosas nos fazem crescer. Frustrações são sinônimos de aprendizado. Camisinha é a forma mais adequada de evitar doenças. O inesperado de uma mente humana é uma delícia, ainda que nem sempre nos surpreenda positivamente, a gente também tem nossas cartas na manga e todas as formas de recorrer. O entrave humano é necessário.

Com tudo isso, o mercado erótico só tem a crescer. Mas eu ainda me preocupo muito com o futuro das relações, dos laços e nós que só a gente – enquanto seres humanos – saberemos estabelecer. Quanto mais robôs entre nós, mais nos robotizamos também e, então, felicidade passa a significa outra coisa que eu, sinceramente, não quero saber o quê.

 

Quem não se excita vendo o outro se despir? Mais do que isso, despir-se de forma provocadora e ao som de uma música que proporcione o tirar de cada peça de roupa – independente se for de forma lenta ou acelerada. A própria história do striptease traz esse acalourar-se em relação à prática de liberdade daquele que se despe e de curiosidade ao assiste toda a performance.

De acordo com uma pesquisa que realizei, o striptease surgiu em um pequeno bar de Nova Iorque no ano de 1917. Com uma platéia de maioria masculina, a comediante Mae Dix, preocupada com os custos de manutenção do seu figurino, tirou o gola de seu vestido. Este gesto acabou deixando os homens loucos e, percebendo essa reação, a atriz retirou os punhos de sua roupa e começou a abrir os botões do vestido. Assim, surgiu uma das mais populares e polêmicas performances do entretenimento.

 

Cena do filme Striptease, lançado em 1996, e que até hoje é uma inspiração neste assunto.

 

Fora dos palcos, o striptease é um dos grandes motivos para esquentar as relações. Diria que ele representa uma preliminar para que o parceiro ou parceira se sinta mais estimulado. É aquele up para que nenhum dos dois perca a gostosura do olhar e do se mostrar. Eu sempre digo que o striptease rompe com essa ideia pré-estabelecida de corpo perfeito, pois ele expõe e, portanto, exige muito amor próprio.

Para a sua primeira apresentação, caso esteja com vergonha, sugiro meia luz. Assim, você se sente menos exposta. Um vinho ou outra bebida também é uma delícia e ajuda a se soltar, mas nada de exagerar – apenas algumas doses. Ao escolher a música, prefira aquela que se identifica super com você, assim o seu coração fica mais tranquilo. Para ajudar na escolha, lá vai alguma dicas valiosas de músicas.

 

Esta é a famosinha e que quando você ouve, uma palavra pisca sobre seus olhos: Esta música se chama You Can Leave Your Hat On e fez parte da trilha sonora do filme 9 1/2 Semanas de Amor, que estreou em 1986. Esta canção de Joe Cocker nos marca até hoje, após 31 anos.

 

Let’s Get It On, de Marvin Gaye, é uma música linda de 1973 que é ideal para balançar o corpo enquanto cada peça de roupa é tirada com toda elegância e despudor. Ela faz parte do filme Alta Fidelidade, dirigido por Stephen Frears e estrelado por John Cusack.

 

Esta é uma outra música de lascar. I put a spell on you, de Annie Lennox, permite fazer movimentos bem gostosinhos com o quadril. Ela faz parte da trilha sonora do filme 50 Tons de Cinza. Falando nisso, todas as suas músicas são um manjar para que possamos dançar e se despir para o outro.

 

Esta é outra música clássica quando o assunto é striptease.  Fever é uma canção de Eddie Cooley e John Davenport Gravada em 1956, ainda chama a atenção e tem diversas versões lindas – como a que se encontra no vídeo abaixo.

 

As 4 músicas sugeridas são uma delícia de ouvir, não é? Todas conhecidas e esperando por você. Prepare-se com uma lingerie e uma roupa que seja fácil de tirar. De preferência, às mulheres, duas peças em vez de vestidos. Camisas de botões são melhores. Às mulheres, meia calça faz toda a diferença porque você pode ousar na hora de tirá-la. Aos homens, além da camisa de botão, esteja calçado e bem organizado na beleza porque enquanto você tiver tirando, ela não vai tirar o olho dos seus desejos em relação a ti.

O striptease é um exercício de amor próprio para você e mais uma oportunidade para que o outro lhe queira com todas as forças, amores e tesões. Depois que exercitar, a sua experiência será muito bem vinda. Caso prefira ensaiar o strip, não se preocupe porque, se na hora não sair como planejado, a pessoa vai curtir do mesmo jeito. O próprio despojar-se para a prática já é digno de elogios.

Agora com licença que vou ali treinar para, quando aparecer a oportunidade, eu já estar prontinha!

Ela sai linda e desfila vaidade com suas unhas vermelhas, salto alto, batom cor de boca e cabelos penteados. Mais do que isso, exibe elegância em cada passo e espontaneidade no olhar. Ir ao trabalho, resolver problemas na rua, fazer compras, visitar amigos ou sair pra badalar – não importa. O importante, mesmo, é estar sempre prevenida para certas ocasiões. Como assim? Que ocasiões? São essas mesmo: ocasiões relacionadas ao sexo. Camisinha tem se tornado uma acessório essencial na bolsa feminina junto com outros itens considerados importantes para que a vontade e oportunidade batam e possam ser tranquilamente saciadas.

No entanto, a sociedade continua a ter um cunho machista e isso aponta a mulher como alguém leviana por carregar tais acessórios consigo. Em outras palavras e segundo as expressões populares mais conservadoras, “puta é quem já anda preparada pra transar”, “mulher direita não carrega essas coisas, quem tem que andar com isso é homem” ou “se fosse direita, não ficava dando em qualquer lugar”. Me poupe, né gente?

Você vai pra balada, conhece um cara massa e bate aquele tesão. Você sabe que provavelmente não o verá mais. E aí? Vai perder de ceder sua vontade só por medo do que irão pensar? Claro que não! Mas e se ele não tiver com camisinha?! Para tudo: você não vai transar com o cara desprevenida – primeiro porque você não pode sair confiando por aí e se arriscar a pegar alguma doença sexualmente transmissível e, segundo, porque engravidar de um desconhecido é algo possível e não é legal.

Diante disso, você interrompe os amassos e fica só em preliminares – que é bom, mas é um saco porque o cara é gostoso, a coisa ta boa, você não sabe se vai voltar a vê-lo, então quer logo dar tudo – ou você tem uma carta escondida na manga que é justamente aquelas camisinhas que carrega dentro da carteira onde quer que você vá. Sinceramente, vocês vão foder o resto da noite de forma protegida e imbecil é quem fizer mal juízo de você só porque estava preparada pro rala e rola.

Acontece que os homens têm se tornado cada vez mais promíscuos e as mulheres mais espertas. O prazer é dos dois, a vontade e a abertura para as possibilidades de sexo casual são as mesmas. Por que não compartilhar desses itens tão importantes para a saúde íntima de ambos?

Se ela sai linda e ostentando elegância, não vai perder a majestade porque está levando uma camisinha na bolsa. Pelo contrário, vai ficar mais linda ainda por ser decidida e não ficar a mercê de homens irresponsáveis. Mais do que isso: ela é aventureira e sabe que pode ter oportunidades pelo caminho. Se te chamarem de puta por isso, empina o nariz e o bumbum – ser puta não é nenhum xingamento. E outra: camisinha é pouco, tem mulher que carrega calcinha reserva, gilete, gel, anestésico e por aí vai. E elas estão mais do que certas: com tudo em mãos, garante-se a transa perfeita, mesmo que seja em uma parede ou em um chão qualquer.

Aos conservadores, beijinhos no ombro pelo recalque que a modernidade oferece. As mulheres estão se tornando muito mais seguras de si e se o pensamento de vocês não mudar, queridos, em breve estarão batendo punheta porque mulher alguma vai querer um homem que cospe ignorância.

Quanto a gente, delícias, o que vocês pensam sobre o assunto e o que carregam na bolseta de vocês? Rapazes, o que acham das mulheres que andam prontas para o crime? É tão gostoso falar de sexo que não é à toa que ando tendo orgasmos textuais. Ai ai. E quer saber? Na minha bolsa, eu carrego o que eu quiser, independente para onde for. Vai me julgar? Então nem vou mandar você se foder porque quem juga demais acaba perdendo.

Depois de tantas lutas, constrangimentos e processos judiciais, finalmente chega o meu dia de glória, dia em que consegui bater asas e voar cada vez mais em alto, afirmou Cláudia Santana Andrade. Quem leu a entrevista concedida para a gente, conhece um pouco da sua trajetória. Cláudia morou durante 15 anos na Europa e em seu retorno para as terras brasileiras foi vítima de preconceito por duas atletas e ex-colegas de time pelo fato de ser transexual. Devido a isso, ela foi impedida de jogar em Coaraci, na Bahia.

A atleta faz terapia hormonal desde os 13 anos de idade. Quando o Comitê Olímpico Internacional aprovou as atletas mulheres transexuais em times femininos, a exigência foi que as atletas tivessem 12 exames de testosterona no valor abaixo de 10nmol/L e mantivessem este nível durante todas as competições e identidade de gênero declarada. Apesar de feliz, a atleta se preocupou ao olhar seus exames e perceber que todos eles estavam muito abaixo de 0,1nmol/L. No entanto, o endocrinologista a informou que seus exames estavam corretos e dentro das normas exigidas pelo COI.

Claudia foi chamada para jogar no Gênesis Voleibol – time de Salvador o qual já havia participado em campeonatos de 2016 e, portanto, era enturmada com seus componentes – e logo que soube as datas do campeonato baiano, organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol, já havia mandado a documentação necessária e exigida,junto a Federação Baiana de Voleibol. Não houve nenhum empecilho, mas muita felicidade transbordando.

 

 

Ainda tenho medo sim, mas o medo agora é acordar e perceber que tudo não passou de um lindo sonho! Mas medo de continuar e seguir em frente não tenho mais, medo de me expor em uma competição agora que todos sabem que sou uma mulher transexual, também não. – salientou a atleta.

 

Conseguir a liberação pela Confederação Brasileira de Voleibol mudou totalmente sua vida pessoal e profissional, ela garante. Apesar de constrangedor, sempre andou com os documentos regulares exigidos pelo COI nos campeonatos em mãos para que ficasse bem claro àqueles que se opusessem a ela. Com muito carinho e mimo do público, Cláudia merece sempre muito mais por ser uma guerreira em sua escolha e paixão pelo esporte. Ela não lutou por algo diferente, mas pela igualdade.

Após a sua liberação, ela ressaltou que alguns presidentes que tinham muita vontade de tê-la em seus times, por falta de informação, ainda temiam  um constrangimento, agora não temem mais, e ainda questionou: Quem vai ser contra? E, eu continuo seu questionamento, quem realmente será contra uma mulher que joga super bem e que a confederação máxima já aprovou?

 

Recebo diariamente centenas de mensagem de carinho, palavras de apoio, que sou uma referencia de vida, um exemplo de superação, uma inspiração ,revolucionária e até mesmo de guerreira . Me pedem sempre para que eu continue na luta, pois pessoas estão do meu lado e se espelhando na minha imagem! – Claudia diz isso com todo o amor. E eu babo, claro, de orgulho.

 

Para completar, Cláudia nos diz que:

 

Não reclamo da vida porque acho que sou uma mulher de muita sorte. Além de ter uma família amorosa, tenho amigos maravilhosos e agora também tenho milhares de fãs que só me colocam pra frente a cada dia, me dando muita força, energia positiva e apoio. Tive sorte em só conhecer pessoas boas, até mesmo as pessoas sem iluminação que conheci na AABB serviram de aprendizado na minha vida, depois do trauma no grand prix pensei logo em voltar pra Roma e que seria impossível viver aqui neste país preconceituoso, mas de repente o número de pessoas que me seguiam foi aumentando, me dando força pra continuar. Aí também percebi que o Brasil não é só popularizado por pessoas preconceituosas de mal caráter, mas que existe também um número muito grande de pessoas boas, de boas ações cheios de amor pra dar, e, sem esse carinho todo, eu não teria força pra seguir em frente.

Gostaria de agradecer a Eduardo Souza que, junto a FBV, sempre se prontificou, mostrando os caminhos a seguir com a documentação. Agradeço a jindson soares Técnico da seleção baiana e ECV por todo apoio recebido. Agradeço sempre a todos vocês com suas mensagens de apoio e carinho e agradeço também a instituição Defensoria Pública de Itabuna junto ao Tribunal de Justiça por ter participado desta luta me dando o direito de viver! NÃO VOU PINGAR!!!

 

Depois de tanta lindeza, parabenizo-a pela vitória e agradeço a todos a quem ela agradeceu por não fazê-la desistir. Nega linda, você já faz parte da história dos esportes e o Pudor Nenhum tem o maior prazer de tê-la aqui pela segunda vez. Espero poder escrever sobre outras vitórias e que sua inspiração revele outros talentos e guerreiros nessa maratona de preconceitos a qual estamos inseridos. Se queremos igualdade, corramos atrás. Vambora!

Se eu fosse me definir, assim o faria: Mulher, negra e escrevo sobre sexo. Qual o problema nesta definição? Aparentemente nenhum, mas na prática há uma série de problemas que levam ao preconceito.

Enquanto mulher, nosso lugar no mundo já não é lá essas coisas. Afinal, toda mulher nasce predestinada a ser uma criança que precisa usar calcinha o tempo todo e que, quando os seios começam a surgir, precisa escondê-los. Ela deve crescer num mundo cor de rosa ou de cores neutras estilo aquarela e brincar de casinha e bonequinha. Toda mulher deve se maquiar, usar vestido e salto alto. Além do mais, casar e ter filhos faz parte de suas possibilidades de sucesso. Ser feminina, pelo menos, é uma exigência. Isso engloba cuidados com a pele, com o corpo, enfim, ser vaidosa.

Ser mulher já é uma grande carga e, por si só, engloba uma gama de preconceitos que a coloca no lugar de sexo frágil, delicadeza e mimimis. Mulher, muitas vezes, é aquela fútil. Sempre é quem deve cuidar dos filhos, da casa e, quiçá, do marido. Deve perdoá-los pelos erros e, ah, não pode trair nunca. Mulher que desconta chifre é vagabunda. Poderia ser qualquer outra coisa por um olhar mais amor próprio da vida, mas não – ela perde o valor porque mulher tem prazo de validade.

Mulheres negras valem menos ainda, pois carregam uma carga histórica que – somente pela cor da pele – já as incluem como inferior. Juntando esses dois fatores – mulher e negra – mais difícil fica, isto é, mais preconceito a enfrentar.

Cor do pecado quando querem elogiar; cor de sujo, de lama quando querem humilhar (outros adjetivos dependem do bom senso de quem fala, mas há muita gente no mundo sem senso algum). A mulher negra nem sempre ouve adjetivos claros de negação, mas sente em cada atitude alheia. Algumas vezes é vista como fetiche, em outras como invisível. Para se sobressair, a cor negra precisa de muitos atributos que possam também ser considerados de brancos. É preciso um esforçar-se mais.

Mais e se além de ser mulher e ser negra, ela escrever sobre sexo? Aí que o mundo acaba de vez e todos caem em cima com assédios desnecessários, com julgamos inapropriados e moralismos inaceitáveis. As mulheres que, em algum momento da vida, já são vistas como putas sem quê nem pra quê, tornam-se putas de boca cheia na boca dos falantes.

“Pra quê se amostrar e dizer que faz isso e aquilo?”. “Ela é pura pressão”. “Ali é sonsa, não vale nada”. “Finge de santinha”. “Deve dar pra qualquer um”. São essas as falas que circulam por mim aqui e acolá, sendo mostras claras de que mulher deve ficar nos contos da Disney e em romances bonitinhos. Sexo é compreendido como sinônimo de putaria e putaria como de pornografia. No meio de tudo isso, mulher negra aliada a sexo proporcionam um brega escroto, é uma coisa de louco que gente decente não entra.

Escrevo tudo isso rindo, principalmente dos hipócritas. Escrevo tudo isso aliviada e orgulhosa de ser quem sou. Ah, não falei de mais uma coisa que carrego e que é considerada uma característica marcante do negro – cabelos crespos. Mas para este terá um texto especialíssimo. Antes que comecem a colocar poréns em si mesma porque é julgada por outras formas de preconceito, lembre-se que nosso corpo não é vitrine e que somos maravilhosas independente. Histórico de preconceitos não deve nos vitimizar. Cultura mal construída não nos pertence. A gente sabe que somos bem mais do que uma dezenas de palavras ditas. Elas devem entrar por um ouvido e sair pelo outro – só assim seremos mesmo livres.

Algumas pessoas costumam ser acometidas por algo que vai além do que esperam, cujos sintomas percorrem todo o corpo. Uma delas, discutida cientificamente e claramente percebida pelas pessoas, é a Saudade Crônica Incontestável (SCI). Certo que nunca tenha ouvido falar desta questão, que acarreta problemas fisiológicos e psicológicos, mas tenho quase certeza que você já deve ter sentido. Afinal de contas, faz parte de todo ser humano.

A SCI ocorre de um indivíduo em relação a outro após contatos fervorosos e cujas lembranças o marcaram. Após este primeiro (ou primeiros) contato (s), pode ocasionar palpitações no coração; lágrimas nos olhos; vontade de ver a lua, de ler poesia e de abraçar o travesseiro; sorrisos incontroláveis; sensações de perfume; conversas aleatórias sozinho por sonhar muito alto; querer ligar o tempo todo para a pessoa e desejar ter milhões de bônus todos os dias no celular; ficar esperando ansiosamente para o nome da pessoa surgir no whatsapp; olhar os e-mails todos os dias religiosamente; ter vontade de tornar-se rebelde e largar tudo para ficar ao lado dele (ou dela).

Enfim, se a pessoa a quem você sente tamanho afeto morar em outra cidade ou país, o caso se agrava e a solução é procurar todas as alternativas para ficar ao lado dele ou dela, claro! Uma observação importante deve ser feita, se a pessoa que você ama ou está apaixonada não responde positivamente ao seu sentimento… é melhor pular fora, ou seja, não alimentar os sentimentos nem permitir a emergência dos sintomas citados aqui porque eles podem vir a causar outros efeitos, com sentidos inversos e causar dores profundas ao coração e à alma.

Então, nesse caso, o remédio é valorizar-se. Mas, se houver correspondência e adjacências, então bons tudos para você e se joga nessa Saudade sem fim porque acabar com ela demora muito e faz um bem danado.

A pergunta do título não poderia, à primeira vista, ter uma outra resposta a não ser a de que esta beleza está em nossos olhos. Quando olhamos no espelho nos vemos de um modo e quando fulano e sicrano nos vêem o redirecionamento do olhar e os conceitos de beleza são outros. A beleza, portanto, está além da nossa possibilidade de olhar e se ver refletida no espelho ou nos olhos alheios. E a pergunta é: e onde ela estaria?

Eu diria que a beleza está no conceito que criamos para ela no decorrer do nosso crescimento e amadurecimento intelectual. Talvez, ser bonita para você é ter uma pele de bebê ou ter lábios avermelhados naturalmente. Beleza, para ele, talvez seja ter um estilo mais marcado e diferenciado ou, simplesmente, ser bem casual e tímida ou extrovertida. A beleza está relacionada a nossa forma de ver o mundo e enquadra-se no quesito interior, ou seja, a aparência não é tudo quando o assunto é esse.

Quando não estamos bem, a tendência é nos acharmos feias. Caso contrário, nos sentimos lindas e maravilhosas. Assim funciona com quem nos ver e, de alguma forma, percebe esses reflexos da alma. Uma coisa importante que impossibilita nos colocarmos pra baixo e acharmos que não somos tão bonitas(os) é evitar pensar em situações desagradáveis e canalizar os pensamentos para afazeres e momentos bons da vida, além de procurar estar sempre com quem gostamos.

Se você não está acreditando em mim, faça o teste e confirme. Depois corre e vem me contar. Quando estamos bem por dentro, o espelho desembaça e a nossa beleza resplandece para nós mesmos e para os outros.