HomeSexo e Sexualidade (Page 10)

Dizem que mulher boa é mulher bunduda, rabuda, de ancas largas. Mulher que, quando anda, expõe um sutil rebolado, cuja bunda tão notada e apreciada lhes dá contornos monumentais e movimentos afrodisíacos. Esta parte da mulher, tão cobiçada, sempre foi assim considerada desde os tempos mais remotos, em que os homens cansados do coito conjugal procuravam as prostitutas em busca de práticas sexuais distintas daquelas que normalmente tinham em casa. Entre estas, incluía-se o sexo oral e anal. Além do mais, nos tempos das senzalas, os senhores também exigiam de suas escravas os mesmos serviços sexuais.

A bunda, tão bem considerada, já foi e continua sendo o símbolo da mulher brasileira e, principalmente, da mulatas e negras (talvez por causa daquele lance das senzalas). Esta é representada nas artes plásticas, tais como desenho, pintura e tão bem escrita e descrita na literatura erótica e pornográfica. Carlos Drummond de Andrade, ao escrever sobre ela, foi enfático e mostrou-se apreciador deste fenômeno (?) nacional, dizendo-nos Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se. E claro que basta-se.

– Aaiii que buuunda! E é assim que a mulher é reconhecida quando passa na rua, desfilando com sua calça apertada ou saia rodada. Uma Playboy não é nada mais do que uma sessão de bundas levantadas no centro da página. Arnaldo Jabor, em A bunda dura, diz que a bunda atualmente refere-se à uma forma de ascensão social. Depois das propagandas, capas de revistas e da televisão, você tem alguma dúvida disso?

Além de tudo o que disse, existem as diversas bundas: largas, empinadas, com ou sem celulite, com ou sem estria e mais uma série de outros formatos e formas. Mas o que importa tudo isso? Para o sexo anal faz diferença? De baixo da roupa ninguém vê nada. O biquíni?! Aí tudo bem, mas isso é para quem gosta de ser chamada de gostosa e de por inveja nas amigas por estarem muito preocupadas com o sentido bundístico que nos foi dado.

A bunda pode ser tida como este grande símbolo, tudo bem, existe até calcinha com enchimento em formato de bunda. Mas saibam, despudorados, que não há nada melhor do que viver sem se preocupar com tudo isso porque, na verdade, os homens gostam é de uma mulher que saiba viver sem medo de ser feliz e que saiba se olhar no espelho e reconhecer-se naturalmente linda – independente do tamanho da bunda.

Pensa aí: Você ta naquele momento frenético entre racionalidade e juízo algum, Então o cara fica mudo. Agora pense novamente: Você naquela comunhão rigorosamente deliciosa de corpos e o cara olha nos seus olhos e intitula desejos, diz que ta gostoso e ainda te provoca com dentes, gestos e dedos. É outra coisa, não é?

Para que o sexo seja bom o suficiente e cause delírios no casal sortudo e caliente da vez, nada mais propício do que umas conversinhas ao pé do ouvido, diga-se de passagem, um sussurro desprogramado, mas que vem na hora exata. Certo que existe aquelas transas casuais com um pau amigo ou com um flerte bem intencionado, mas não importa o quão seja o relacionamentoo importante é, além de gemidos, ouvir ambos externalizarem seu prazer em verbos e substantivos.

Somos seres que têm a necessidade de extravasar em todos os sentidos. Antes, somente o homem podia dizer suas sensações no momento mais íntimo da relação e as mulheres, um sexo forte e tão instintivo quanto, tinha que guardar todos os seus prazeres contigo. Isso ainda vem acontecendo, mas a tendência tem sido mudar a situação, igualando ambos no momento em que encontram o céu (fala sério, um bom sexo nos leva ao paraíso!)

Oh, amiga! Quando for “dar uma”, não precisa lembrar de mim e do que eu disse porque não quero participar de nenhum ménage sem corpo presente (Brincadeira!). No entanto, lembre-se que este é o momento de se deixar transbordar, então fale obscenidades, diga quando seu corpo estiver em chamas, proponha, libere-se e exponha sua sensualidade em falas mal elaboradas.

Caso o parceiro não seja fixo, tudo bem: fica a dica do mesmo jeito. E mais uma coisa: o texto não serve apenas ao público feminino. Rapazes, sintam-se à vontade para expor suas opiniões e sugestões, além de se aproveitarem das palavras aqui despidas para utilizá-las a seu favor.

Quando ando nas ruas da minha cidade, vejo o silêncio. Quando acesso as redes sociais, movimento. E, nesta euforia virtual, encontro pessoas em diversos lugares entre sol, praia, rio, cachoeira, suor, sorriso e amor. Com tanto calor e tanta energia positiva, não existe vontade maior do que a de se enroscar em outro corpo.

Em clima de mergulho e de andar seminus, a vontade pelo outro aumenta significativamente. As mulheres ficam o tempo todo molhadinhas e os homens, com apenas um piscar, ficam eretos. Quando existe a possibilidade, beijo. Quando existe a oportunidade, sexo.

E o sexo, nesses momentos, saem das quatro paredes e, principalmente, da cama. Ele perpassa pela areia, pelos matos, pela casa abandonada, a construção não terminada. Ele fica ali no vai e vem dentro da água, no escurinho atrás da casa, em um muro improvisado.

No verão, tesão. Essa rima tem tudo a ver com a realidade. A gente realmente fica com o corpo desperto e a nossa região íntima piscando. Não é à toa que existem mil e uma dicas por aí para que o casal aproveite ao máximo esses dias de calor sem se acabar com este sol que nos cobre.

De acordo com alguns sites sobre saúde, estudiosos afirmam que o calor dilata os vasos sanguíneos e intensifica a irrigação de sangue nos órgãos sexuais, aumentando a libido. Independente de estudos, os estímulos visuais e a liberdade, por nós adquirida, já diz tudo. Que, nestas férias e neste verão, a gente ouse bastante porque, uma coisa é certa, a gente só se arrepende do que deixou de fazer; o resto é balela.

Lá vem mais um ano sambando em nossa cara, rindo com a gente e mostrando que está conosco para o que der e vier. Ele vem saracoteando, feliz, louco e deixando pra trás um ano difícil e histórico. 2016 foi daqueles que pisaram e nos evidenciaram quando o assunto foi política, que nos deu um banho de água fria com toda a crise econômica, que nos fez sorrir com amigos, sonhar e acreditar que as coisas iriam mudar. Em seu término, quase todo mundo correu atrás de uma cor: amarelo. Ou vermelho para novas paixões. Ou azul e branco pela tranquilidade e paz. As superstições nos fizeram mais fortes.

Um novo ano, então, acabou de se descortinar. Os plannersbullet journal viraram tendências. Estamos todos querendo nos organizar e transformar o caos em exatidão. Manter a pressa sem perder a linha. Ficar esbelta nas tarefas diárias e der mil e uma sem perder a compostura. Assim, também estamos cada vez mais atarefados, mais corridos, mais com cara de trilha sonora em ritmo pop, sertanejo ou rock? Não sei, cada um com sua trilha sonora em particular. E, nessa correria toda, estamos cada vez mais amando virtualmente e nos abraçando menos. Pele a pele passou a ser coisa do passado e, quando existe, nem sempre tem a tonalidade requerida.

Neste 2017, a gente precisa jogar na cara dele que as rédeas somos nossas. Temos que desacelerar a canção que nos embala e tomar as atitudes que, em outros momentos, enrolávamos para tomar. Temos que aproveitar a oportunidade do dia primeiro para traçar metas pro ano inteiro e de janeiro a janeiro sermos mais que um nome e sobrenome com sorriso estampado na cara. Queremos reconhecimento.

O 2016 do Pudor Nenhum passou por todos os ritmos, teve encontros de leitores, teve premiação, teve visita de maranhense linda e despudorada, teve planos, teve desejo, teve possibilidades, teve parcerias e grandes amizades. O 2017 promete muito mais. Já estou colocando tudo no papel e seguindo a tendência para me organizar.

Este ano novo, à nossa frente, precisa ser mais, precisa ser mar, precisa ser olhar, precisa ser falar, encontrar, cheirar, beijar, transar. Que 2017 nos tempestue e nos faça confirmar o quanto somos tudo o que queremos quando realmente vamos atrás.

Um novo ano vem chegando e, sem querer querendo, nos permitimos a uma série de planos e votos de recomeço. Há sempre quem busque aquelas simpatias para encontrar um amor, melhorar a vida sexual e por aí vai. Nossa vida amorosa sempre está pedindo um complemento para que o “viveram felizes para sempre” saia dos romances e se concretize.

Quando não estamos pensando naquele boy ou girl que deve entrar em nosso caminho, estamos torcendo para que uma lingerie ou uma cueca nova faça todo o efeito no momento a dois com quem gostamos. Comemos as doze uvas para termos dinheiro no ano seguinte, pulamos as sete ondas e escolhemos a cor da calcinha como desejo maior do que queremos que venha pela frente. Tem mulheres que, inclusive, se lambuzam de vermelho, vestindo-se da cabeça aos pés para ver se aparece um amor, mas parecem esquecer de uma coisa: tão bom quanto ter alguém é ter o amor próprio nas alturas.

Pensando em amor próprio e em potencializar o sexo indo além das lingeries, o mercado erótico tem crescido de forma exorbitante. Não tem um falo para se relacionar? Tente um dildo, um vibrador. Você gosta daquela coisa dele ejacular e pá? Já existe o vibrador com ventosa que faz esse papel. Quer sentir o calor da excitação entre as pernas? Invista nos excitantes femininos. Gosta da refrescância? Não faltam produtos. Gostaria de sentir os dedinhos lá naquele lugar? Compra um vibrador rotativo. Não sabe como lidar segurando nele para sentir prazer? Compra daqueles com controle remoto, tem com ou sem fio, mas não deixe pra gozar somente quando tiver alguém porque não lhe faltam aparatos para tal.

Se o seu caso é outro, pois você tem alguém e precisa melhorar a relação, então fica tão fácil quanto. Pense na infinidade de brinquedos e possibilidades que vocês podem encontrar para tornar o sexo louco, romântico, engraçado, inusitado, selvagem. Não faltam meios de se investir em si e no outro com uma cajadada só. Dessensibilizante anal e oral fazem a cabeça de ambos porque possibilita melhorar ainda mais o que já era bom. Bebidinhas com afrodisíacos dão aquele calor, mousses e produtos comestíveis são uma delícia para lamber e, quase literalmente, comer o outro.

Quando a gente inicia um novo ano, pensamos em tudo, mas esquecemos de ir na consultora de produtos sensuais mais perto de nós ou naquele sex shop ali da rua ao lado. Eles são os locais mais adequados para nos apimentar e apimentar nossas relações. Com eles, não precisamos ficar esperando o efeito da simpatia tal e qual porque somos nós quem colocamos a mão na massa e fazemos o momento sem necessidade de nos fincarmos na linha do tempo.

Para que 2017 supra as suas necessidades nesse sentido, desejo aquela visita esperta sem medo, vergonha ou compromisso. Assim, a gente se empanturra e consegue dar conta de um novo ano bem mais prazeroso em todos os sentidos do termo.

Quem aqui gosta de falar durante o sexo? De gemer alto e mostrar para o outro o quanto a transa está boa? De questionar se está gostoso para ir adiante ou melhorar? E quem também não gosta de falar uma putaria bem escrachada? De salientar o quanto está bom e de pedir para continuar com mais ênfase?

O ato sexual vai além da relação entre os corpos, ele envolve a linguagem verbal como uma forma de salientá-lo. No entanto, esta linguagem não se manifesta do mesmo modo para todos e, inclusive, alguns não necessitam dela ou não conseguem usá-la no momento de sua satisfação. O fato de falar enquanto há esse entrave aprazível com o outro é, normalmente, compreendido como uma maneira de mostrar que se está gostando muito. Não é a toa que muitas vezes o “não para”, “continua”, “gostoso”, “mete mais”, “pode chupar” (e por aí vai…) habitam os falares femininos enquanto se é penetrada por falo, língua e dedos ou mesmo por carinhos que aumentam a libido.

Outras vezes, esse falar pode ser um guia para se atingir o prazer, ou seja, a mulher vai direcionando os pontos que gosta para que o parceiro(ou parceira) a conheça melhor e a leve ao orgasmo. Nessas horas, diz-se o “desce mais um pouco”, “você está tentando colocar no buraco errado” e “só a cabecinha, depois você coloca o resto”.

Há ainda as famosas “Possa lamber lá?”, “Ta gostoso?”, “o que você ta sentindo?” – estas e tantas outras são indagações para saber até onde é possível ir e, assim, tornar a transa cada vez melhor. Além do mais, tem aquelas mais despudoradas que falam e adoram ouvir “putinha”, “cavalão”, “deixa eu chupar seu pau”, “ai, que delícia sua bucetinha” e todas as pornografias que os filmes pornôs investem.

As que não falam, só gemem, exprimem meramente o prazer por meio da sua respiração ofegante. O fato de não falar pode ser resultado de um certo moralismo que a pessoa carrega ou uma escolha pessoal, na qual ela queira centrar-se apenas nos sentidos que traduzem seu tesão. A conversa cheia de rupturas, que o sexo propõe, ocasionou a formação do twitter Frases Transa (atualmente, desatualizado) – depois vejam lá uma mostra do que tenho dito sobre ser tagarela na intimidade e troca de fluidos.

Independente da produção de sons, o que importa é derreter-se durante a prática e curti-la em todos os seus viés. E você? Faz escândalo ou prefere um silêncio? Eu escandalizo ou me silencio, depende das circunstâncias e do parceiro. Se quiser falar um pouco de você, sinta-se à vontade nos comentários. Joguemo-nos e sensualizemos!