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O que dizer da palavra abraço? Abraçar é unir os braços de um lado a outro e enroscar-se nele sem medir distâncias. É um gesto de carinho que parece transportar a alma de lugar. É encostar o coração e mostrar que ali existe mais que um encontro de corpos, mas um amor, um companheirismo, um acalanto. O abraço é desses: conquista.

Quando a gente dança juntinho, a depender da intimidade, abraçamos, colamos, sentimo-nos. Entretanto, o abraço que quero enfatizar hoje é outro. Refere-se ao abraçar que também proporciona colar de bocas e um adentrar. É um abraço que invade a nossa privacidade e nos torna íntimos, nem que seja por uma única noite. Abraçar no ato de amar, além do coração, é a carnalidade mais intensa que existe.

O abraço pode liberar a oxitocina do cérebro, provocando o aumento do nosso sentimento e intimidade. A gente fortalece ainda mais nossos vínculos e, assim, não quer mais largar. Os nossos músculos relaxam e faz com que aliviemos e nos sintamos mais leves. Endorfinas são liberadas, aliviam, também, as nossas dores. Muita delícia, não é? Além do mais, as serotoninas passam a ser produzidas com mais intensidade. Isso significa que a autoestima fica lá no topo, abrilhantando qualquer lugar, qualquer cama, qualquer afago.

Abraçar promove uma química que nem um livro pode explicar exatamente. Os braços constroem uma confiança que só os envolvidos conseguem entender. Um abraço é sempre mais do que a palavra abraço. Ele pode aumentar a produção de dopamina no cérebro. Isso nos abre sorrisos e colore qualquer relação fragmentada. Relacionamentos saudáveis são aqueles que geram abraços infindáveis.

Quem é que faz sexo, aqui, sem enroscar o outro? Algumas posições não precisam deste emaranhar-se, mas é o novelo completo que faz a festa ser inteira. Na festa que os corpos sabiamente promovem, a gente abraça a torto e a direita. É assim que sabemos que a química rolou, o santo bateu e se o forrozinho a dois debaixo dos lençóis pode continuar. O bolero, então, pode ser trilha. O tango, intenção.

É com o abraço que tudo começa e torna tudo sem tino na gostosa vontade de passar sorrindo, sentindo e lidando com aquele desejo de ser mais que abraço. Ser pernaço e aço – fortaleza que faz com que a palavra abraço termine forte, rente e sem pudor algum.

Pela primeira vez, eu me encontrei em uma introdução sobre vinhos. Cuidado, arte, poesia: essas três palavras definem o que representa a produção de um vinho. Foi deste modo que todo o encantamento veio a mim ao saber um pouco do seu processo até chegar às prateleiras. E, então, eu descobri que existem vinhos que tem passagem por barrica ou que, simplesmente, são feitos para serem bebidos logo. Os vinhos, assinados como clássicos, por exemplo, devem ser consumidos assim que abertos. Já aqueles marcados como reservados, nem escolho mais: já descobri que é porque o vinho não é lá essas coisas.

Esse mundo dos vinhos começou a me ser desvendado com a ajuda de Aline Oliveira. Esta linda é uma sommelière em formação na Faculdade Ruy Barbosa DeVry Universiy, em Salvador. Residente em Vitória da Conquista, na Bahia, pretende trazer essa atmosfera encantadora por meio de cursos, treinamentos ou degustação. A gente, é claro, adora essas possibilidades!

 

O encontro foi realizado na livraria Nobel em Vitória da Conquista. Além de livraria, o espaço possui uma agência de turismo, uma locadora de carros e, também, uma adega linda e aconchegante – como vêem na imagem abaixo. Neste espaço, você encontra bons vinhos e bons preços também!

Adega da Nobel, a maior rede de livrarias do Brasil, cuja filial fotografa é em Vitória da Conquista – BA.

 

Com uma decoração clássica, deparamo-nos com três taças e pães. Cada taça tem um significado no mundo dos vinhos. Para a mais estreita e comprida, o espumante ou champagne. Para vinhos, as taças mais largas e com bocas mais fechadas. Para água, taças abertas. A cada taça de vinho, duas taças de água a fim de evitar a embriaguez – sempre bom lembrar. Os significados de cada taça estão no respirar da bebida, na saída do gás carbônico enquanto este dura na taça (no caso do espumante/champagne) e por aí vai. Em outras palavras, tê-los na taça errada pode afetar em seu sabor e aroma.

A Sommelier Aline Oliveira servindo os convidados.

 

Os espumantes, diferente do que acreditamos, não se diferem do champagne a não ser pela região em que este último foi produzido. Eles possuem um processo bastante cuidadoso de produção e possuem gás carbônico. O seu sabor é leve e a sua cor bem clarinha. Uma delícia!

Infelizmente, na foto não percebemos o borbulhar do espumante. Mas ele está esplêndido e é uma delícia.

 

Em relação ao vinho branco, lembro-me muito pouco – confesso. Porém, preciso lhes falar que, antes de provarmos, ela nos perguntou qual cheiro sentíamos. Senti cheiro de maçã, mas teve quem sentisse cheiro de abacaxi ou até mesmo de giz de cera. O sabor? O mesmo do aroma. Esse sabor relacionado à nossa memória afetiva é bastante interessante.

Um vinho branco geladinho e, para mim, um sabor de maçã tentador.

 

O vinho rosé tem um sabor especial: um pouco de tanino e um adocicado. O tanino é nossa sensação de adstringência na boca, ou seja, aquele ressecar, aquela secura e puxadinha que sentimos quando o ingerimos. Nosso paladar não está acostumado e, por isso, acabamos negando em detrimento do puramente adocicado. Porém, este vinho estava muito gostoso, não resisti e fotografei a garrafa para quem quiser experimentar também!

A cor dele é mais forte devido a casca da uva e é esta, inclusive, que proporciona o tanino.

 

Existem mais de 2 mil tipos de uvas. A uva que uma participante mais ressaltou como deliciosa foi a cabernet. A sommelière Aline Oliveira concordou que o vinho proveniente desta uva realmente é muito bom. A partir deste então, lembro-me da harmonização do vinho no que concerne ao que iremos comer. Quaisquer pratos combinam com vinhos, só precisamos conhecer ou contratar os serviços de uma sommelière para saber qual o vinho ideal.

Um vinho mais encorpado: o famoso vinho tinto. Nada de pérgola que, inclusive, não é considerado vinho porque é produzido com uvas americanas – diferente das uvas adequadas para a produção do verdadeiro vinho.

 

Uva, terra, homem. Temperatura, estação. Para um vinho conforme o planejado, há uma série de cuidados necessários. O seu armazenamento também representa muito e pode mudar o seu sabor. Quem acompanha todas as etapas até que ele seja engarrafado e vá para as prateleiras é o enólogo. Alguns vinhos, inclusive, possuem o seu nome no rótulo por ter sido ele o responsável pela sua criação. Já o sommelier é o especialista que possui um conhecimento mais aprofundado e pode trabalhar em quaisquer lugares em que o vinho esteja presente e seja servido.

 

Eu, Lu Rosário, com a Sommeliere Aline Oliveira.

 

Após essa breve abordagem sobre o encontro de ontem, estarei aguardando os próximos e agora já sei um pouquinho sobre as gafes que eu sempre cometia quando comprava e bebia algum vinho. Eu nunca havia dado uma dentro. Ah, e nada disso de achar que quanto mais velho for o vinho, melhor. O vinho tem prazo de validade e, se ultrapassado, perde a sua essência – sabor e aroma. Ui, to me achando!

Para ter o contato com Aline Oliveira, acesse o seu site. Além do seu endereço virtual, você encontra seus textos no blog do Rodrigo Ferraz e no Jornal do Sudoeste. Vale a pena acessar, ler e conhecê-la. Além de linda e inteligente, passa tudo com muita simplicidade. De agora em diante, para me deixar mais inspirada, traga-me um vinho!

Não me lembro o nome dele e, se eu lembrasse, provavelmente não poderia contar. Mas a ideia das confissões no snapgram do Pudor Nenhum foi sugestão de um seguidor, que eu me lembre, assíduo da página. Eu já havia percebido o modismo que existia nisso, porém, ainda não havia aberto as minhas portas. Então, ele surgiu perguntando porque eu não abria o espaço para confissões e que ele, despudorado, gostaria de se confessar. Não hesitei. Ele, então, fez a sua confissão e a partir daí muitas outras vieram.

De acordo com Michel Foucault, em História da Sexualidade I, o ato de se confessar surgiu com o cristianismo. Sendo assim, a confissão é considerada, na sociedade ocidental, uma das técnicas mais valorizadas para a produção de verdade, pela qual a sexualidade foi colocada em evidência e compreendida como uma forma de vincular a salvação ao domínio de seus movimentos mais obscuros. Desse modo, confessar-se é se colocar neste lugar de verdade, de liberdade e de entrega de si por meio do que lhe é mais íntimo: a sexualidade.

Com as confissões, eu percebi que alguns desejos e angústias se repetiam. Mais do que isso, pude obter um recorte de como nós, seres humanos, somos em relação ao assunto. Então, fiz uma listinha com 5 ítens que mais se reptiram entre os despudorados. Assim, podemos refletir juntos sobre nossa posição nesse universo que é tão nosso e, ao mesmo tempo, tão de todos.

 

Esse desejo não é coisa de homens e mulheres solteiras, não. Pelo contrário. Homens e mulheres que são casados estão mais propensos à inovação no relacionamento. Tanto elas quando eles querem um ménage, que seria aquele sexo a três. Porém, existe o receio de um deles se envolver com a terceira pessoa. Além disso, perguntam-se: Onde conseguir essa terceira pessoa? Pensam: precisa ser alguém bem estranho para que não nos vejamos nunca mais. Surge a dúvida: e se ela chupar melhor que eu? E se ele achar que ela tem melhor performance que a minha?

Além disso, o ménage ao qual estou me referindo é aquele entre duas mulheres e um homem. Os que envolvem dois homens e uma mulher ainda não estão entre os preferidos. A força que o homem tem na sociedade retrai muitas mulheres a quererem estar entre dois deles. Há também um fator: aquele que virá no próximo ponto. Veja!

 

É isso mesmo. Eu me surpreendi com a quantidade de mulheres que sentem vontade de receber um sexo oral de outra mulher e, inclusive, é essa vontade que faz com que sintam vontade um ménage com seu parceiro e outra mulher. Não dizem que só uma mulher conhece a outra perfeitamente? Pois é. Acreditando nessa máxima, esta é uma vontade que muitas tem, mas nem todas tem coragem de falar e experimentar.

Falar que querem ter essa relação sexual com outra do mesmo sexo faz com que tenham receio de serem vistas como homossexuais. Elas acreditam que esse desejo seja apenas uma fantasia e não algo pra vida. Muitas também ficam em dúvidas se são bissexuais, pois gostam muito de homem, mas, ao mesmo tempo, sentem muito essa vontade. Inclusive, esse querer tanto também é justificado pelo próximo item.

 

Não é de estranhar que mais mulheres reclamem do seu relacionamento do que os homens. À eles, cabe o papel legítimo de trair. Afinal, existe um ditado que diz: todo homem trai. Assim, a insatisfação é golpeada logo no início e ele parte para outros caminhos fora de casa. Para a mulher, cabe o julgamento. Mulheres que traem são desmoralizadas. Devido a isso, elas demoram mais de trair. Sustentam por mais tempo suas insatisfações e, consequentemente, reclamam mais.

Algumas traem e, assim, sentem-se mais felizes. Vêem no amante seu desejo renovado. Seu amor próprio se inflama. Algumas sentem vontade de trair, mas tem medo e não conseguem. Outras propõem ménages, como foi citado acima, e produtos eróticos para esquentar a desgastada relação. Há, também, aquelas que pedem dicas porque já não sabem mais o que fazer e, muitas delas, vivem em relações abusivas. A insatisfação, neste caso, triplica.

 

Muitas mulheres não conhecem o seu corpo o suficiente nesta relação gostosa com o outro. Ela se descobre entre dedos e isso faz com que a liberdade a tome. É gostoso gozar sozinha e é gostoso quando ele a faz gozar do jeito que ela se acostumou; mas quando o pênis a penetra, pode rolar tensão, pode rolar muita vontade de fazer bonito pra ele e uma exigência grande de si mesma em se mostrar sexualmente imperiosa. Tudo isso inibe o prazer no momento da penetração.

Com certeza pode haver mais fatores e preciso estudar a respeito. Isso foi até algo que falei com uma seguidora no Instagram dia desses. Não sentir prazer na penetração é muito mais comum do que imaginamos. Ah, e também pode ter relação com a forma como os corpos estão dispostos neste estímulo que os dedos alcançam, mas que o pênis pode não alcançar. Quando penetradas, não é só o homem que se esforça e rebola, a gente também precisa pulsionar e fazer a nossa parte.

Diante deste item, encontrei alguns casos mais agravantes: mulheres não sabem quando gozam. Entretanto, não foi algo tão comum assim e, por isso, não vou colocar como um item à parte – por enquanto. Mas sinto que precisamos de um post inteiro para abordar esse assunto, até porque ele faz um link com vários outros. Vou até por ele em minha agenda, ta?

 

Vocês perceberam que todos os itens anteriores são referentes às mulheres, não é? Apesar dos homens se confessarem muito, são as mulheres as que mais reclamam e as que mais se parecem em suas afirmações. Em relação aos homens, o que mais chamou a atenção foi o fato deles não saberem como lidar com o relacionamento que está se fragmentando.

Alguns homens acabam traindo, algo considerado normal – infelizmente. Outros homens pensam em inserir produtos eróticos na relação e eu acho isso bem bacana. Muitos também pensam no ménage – mas sempre com outra mulher. Caso a mulher considere dois homens, ele pula fora. Um pouco egoísta, não? Com essa preferência e sem abrir mão dos desejos da parceira, você foge do objetivo que seria manter o relacionamento a todo vapor. Pense nisso!

 

Então, o que acharam de tudo isso que elenquei aqui? Você se encaixa em um desses itens? Você acha que tudo isso é realmente uma pequena mostra do que nós somos. É incrível o quanto tudo isso se repete dia após dia. Acho que a gente tem uma série de estudos que comprovam cada um dos pontos, aqui, apontados. Se eu fosse escrever sobre cada um deles, certamente teria muito conteúdo e muita experiência de confissões que me foram enviadas.

Quero salientar que todas elas são enviadas pelo Direct, mas reproduzidas de forma anônima no snapgram. Quem quiser fazê-lo de modo mais longo e queira uma intervenção/conselho meu, basta enviar para contato@pudornenhum.com.br que eu reproduzo aqui e de forma anônima, claro!

Espero que esta publicação seja significativa para todos e sigamos nessa vida sem pudor nenhum e com mais confissões deliciosas que signifiquem muito mais do que liberdade, mas grandes passos rumo ao amor e à felicidade.

Sabe quando várias mulheres se reunem para falar de assuntos em comum que somente elas vivenciam? Começou assim no História do Instagram. Uma confissão aqui e outra ali. Uma opinando na história da outra e todas querendo compartilhar seus desejos juntas. Essa gostosura de interação para mostrar seus dramas, tirar suas dúvidas e expor seus despudores resultou em dois grupos lindos de mulheres: primeiramente, no Whatsapp e, depois, no Facebook.

Com mulheres do Brasil todo, os grupos das despudoradas possuem algumas regrinhas e contam com uma dose bem apimentada de nós mesmas. Juntas, podemos abrir o verbo e nos aconselharmos umas com as outras. Podemos, também, ter a liberdade de falar o que quisermos sem nos preocuparmos com o julgamento alheio. A gente não precisa se preocupar se haverá homem por perto ouvindo e dando pitaco. Quando estamos juntas, nos fortalecemos.

A gente busca elevar a autoestima, alimentar o amor próprio. A gente busca quem nos faça olhar para os nossos próprios erros e quem nos ajude a caminhar de cabeça erguida. A gente quer rir de igual pra igual. A gente quer ter liberdade.

Se você quiser fazer parte do grupo no Facebook, procure por Grupo das Despudoradas e solicite a sua entrada. Caso queira fazer parte do grupo no Whats, entre em contato comigo por direct nas redes sociais – Instagram ou Facebook. Deixando claro que homens não serão aceitos e não adianta dizer que é gay. Grupo somente para mulheres (cis ou trans), ta certo?

Estarei ansiosa aguardando você para que o nossos grupos das despudoradas se fortaleça ainda mais. É muito amor tudo isso, né, gente?

A gente cresce beijando o rosto, o olho, a testa,  braço e qualquer outro lugar onde o carinho está. Depois, a gente compreende o carinho em outras nuances e quer transpor este beijar para um outro lugar: a boca. Sentimos aquela curiosidade e temos medo de fazer feio, então começamos os testes na laranja, no espelho, na mão. Fechamos os olhos e imaginamos quem queremos beijar, afinal, o beijo na boca é aquele que aponta intimidade e que só se dá no momento em que a atração grita.

Entretanto, não é bem assim. Quando a gente começa a beijar, ele passa a ter muitos sentidos e, entre eles, o de ser apenas um beijo. A ficada é assim: colou, beijo bom, largou e pronto. Só que beijar na boca vai além de dois lábios se atracando e duas línguas se saboreando. Ele é praticamente um exercício físico. Há cinco benefícios que vale a pena salientar, tais como a queima de calorias. De acordo com pesquisas, beijar ajuda a queimar de 2 a 6 calorias e o melhor é que a gente não cansa. Beija horas e continua achando uma delícia.

Conforme a Popular Science, trocar beijos, antes da gravidez, é uma forma de fazer com que o organismo crie resistência aos pequenos vírus que são introduzidos nesta troca. Então, mamães, beijar faz bem, viu? Interessante demais essa informação. Super curti! Além do mais, quem beija se sente mais relaxado. Estudos apontaram que os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, reduzem em pessoas que beijam muito. Já quero!

O beijo também alivia sintomas de alergia. Como assim? Casais que se beijaram por 30 minutos tinham menores níveis proteínas que desencadeiam sintomas de alergia, concluiu um estudo japonês. Acho que agora já sei o que devo fazer para ter menos crises de alergia. Humm. E beijar também estimula a produção de saliva, limpando as bactérias nocivas e que se encontram em nossa boca. Assim, a gente conclui que beijo na boca também contribui para nossa higiene bucal.

 

O beijo começa de diversas formas, provoca de vários modos diferentes. Alguns deles são leves, outros são mais fortes. Alguns trabalham mais a línguas, outros a isentam. Há beijos bitocas e beijos chupões. Existem beijos apressados e rápidos ou beijos lentos e bem demorados. Beijo é aquela coisa gostosa que, às vezes, permite um sorriso logo após acontecer. Ele, inclusive, promove a paz entre casais em tempos de crise.

Beijar, definitivamente, é um ato de carinho e de permissão. O beijo é algo que nossos lábios reconhecem desde que nascemos. Independente do sentido que lhes for atribuído, beijar é bom demais. E eu quero mais é beijar na boca, eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente pra sempre – assim cantou Cláudia Leite e assim eu quero levar pra vida. E você?

 

Naquele dia, resolvi por meu batom vermelho e lindo de viver. Antes de sairmos de casa, ele me chamou e disse: com este batom, não dá. Fiquei confusa, quis voltar atrás, mas preferi tirar para evitar confusão. Lembro-me também daquele vestido justo e pouco curto que comprei há uma semana, pois havia ficado lindo em meu corpo. Na hora, fiquei em dúvida e imaginei que ele fosse reclamar, mas comprei assim mesmo. Na hora de vestir, foi um abuso porque ele não me aceitou sair de casa vestida nele. No final das contas, o dinheiro pago garantiu um vestido para ficar dentro de casa, apenas.

Amiga, não vou mais pra academia. Fulano não pode se matricular naquele horário comigo e eu não posso fazer sozinha. Mulher sozinha em academia, já viu, né? Ele já disse  que não aceita e eu até entendo. Poxa, e o poledance? Eu era doida pra fazer, mas ele disse que é coisa de puta e se alguém souber que eu faço, vai pensar a mesma coisa. Deixa quieto.

E todo lugar que sicrana ia, ele tinha que saber. As amizades dela precisavam ser compartilhadas, as dele nem tanto. Você era sempre taxada por ele de gordinha. Ele gostava do seu cabelo grande, por isso você não cortava. Ele deixava praticamente claro que, se você cortasse, não ficaria tão bonita. No fim das contas, vocês permaneciam sempre juntos porque tinha que ser assim. Se terminassem, quem iria te querer? O medo de ficar sozinha é um trauma que sempre bate à porta.

Naquele dia, você não queria fazer sexo, mas ele tava a fim. Então, vocês transaram e seus olhos lacrimejavam de dor. Antes transar com ele do que deixar que ele faça isso na rua com outra mulher. Quando você tocava em todas as situações vivenciadas com suas amigas, todas elas viviam a mesma coisa. Algumas reclamando e outras rindo, todas naturalizam a situação, pois acreditavam que todo relacionamento era assim.

Para ser sincera, na cartilha para se ter uma relação saudável não vem implícito uma escala de poder. Ninguém tem o direito de interferir na forma como o outro faz amigos, se veste, organiza suas coisas, se vive. Todo relacionamento vem com esses percalços, independente dos gêneros, porém, a relação homem e mulher é a que mais põe o assunto em evidência. Eu diria que é fruto do machismo  que põe a mulher em pé de inferioridade e ainda estabelece isso como normal. Infelizmente, não conheço nenhuma mulher que não tenha vivido um relacionamento abusivo. Eu, como toda mulher, vivi.

Para justificar os atos do parceiro, colocamos a culpa no ciume. Para justificar o ciume, dizemos que é apenas um sentimento de posse como consequência ao amor. Como tudo, para ele, tem uma justificativa, a culpa de tudo passa a ser dela – da mulher. A gente se culpabiliza porque ele tem todas as explicações. Na verdade, a sociedade tem todas as explicações. Recentemente, inclusive, soube de uma menina que apanhava do marido e, por isso, não queria mais voltar pra ele. Ao colocarmos isso em discussão, o tio da vítima disse enfaticamente que, se ela apanhava, é porque tinha motivo. E olha que este é um ponto além da relação abusiva porque já parte para a agressão física!

O relacionamento abusivo é silencioso, é aceito, é minado. A prisão psicológica é a pior que existe. Precisamos ler, conversar e nos atentarmos muito à forma como estamos absorvendo o que vem do outro e também como estamos nos impondo. Se não for assim, a gente segue sem perceber e, bem depois, nos damos conta de que poderia ter sido bem mais feliz ou, então, isso nunca acontece e a gente segue vivendo uma vida morna. De morno já basta a água em dias de calor, você não acha?

Falar Gouinage é reconhecer, em si, a sua origem francesa. Traduzida, significa contatos íntimos entre lésbicas. Entretanto, não é algo que se refere apenas a elas por ser uma prática sexual que consiste na não penetração. Isso mesmo, o Gouinage consiste naquele erotismo delicioso que pode nos levar ao orgasmo sem precisar penetrar. A exploração dos sentidos – olfato, paladar e tato – permite um prazer nas alturas.

Este termo tem sido usado recentemente e, por isso, a gente não encontra muita coisa sobre o assunto. Se formos pensar em seu sentido, tal como a denominei acima, pensamos nas preliminares e também no sexo tântrico. Porém, é bem diferente. As preliminares pressupõem um sexo incompleto, visto que – como a própria palavra sugere – apenas é uma introdução do que seria o sexo completo. Já o sexo tântrico envolve uma técnica e, inclusive, tem cursos longos para que a pessoa esteja preparada a realizá-lo. No gouinage, basta ter criatividade para que o prazer seja devidamente oferecido.

O gouinage também se refere ao contato íntimo natural, isto é, usando o próprio corpo e sem a inclusão de acessórios, tais como vibradores. O termo, apesar de ter somente mulheres em sua tradução, também envolve os g0ys – homens que são machistas, compreendidos como heteros, mas que possuem relações íntimas com outros homens. Não existem ativos nem passivos na gouinage, pois ambos proporcionam prazer mútuo e, como não há penetração, também podemos fugir dos estereótipos sexuais.

Quem pratica o gouinage, pode ser chamado de gouines. A partir desta prática, você conhece melhor o corpo do parceiro, como excitar, sentir e proporcionar prazer. Para alguns, gays não podem ser gouines porque todo sexo gay precisa de penetração. Assim, entendem apenas como uma prática concernente aos g0ys. Entretanto, apesar das discussões, muitos têm descoberto que ela pode levar a satisfação plena. Coisa linda, não é?

Acho que todos nós deveríamos tentar ficar assim com o parceiro pelo menos uma vez. Acredito que ele vai entender como uma brincadeira e aumentar, ainda mais, o prazer sexual. Na próxima vez, ai chegar com tudo em você e o doce vai ficar uma doceria inteira de delícias e gozo. Caso seja uma gouines, conta pra gente sobre essa sua experiência!