Quando bate aquela vontade exacerbada por sexo, aí sai de baixo porque o corpo e a libido não esperam nem tem hora e lugar. Nessas horas, o juízo vai para o pé ou para as lindas genitálias que carregamos e, assim, passamos a pensar em satisfação e loucuras. Neste momento, os hormônios e transmissores cerebrais, bem como alguns fenômenos que nos fazem mudar o comportamento, os sentidos e o físico estão envolvidos. Sendo assim, a adrenalina torna-se palavra chave para a descrição dessas emoções totalmente explicáveis que ocasionam o orgasmo e a excitação.

Quando estamos excitados, nossa pressão arterial e batimentos cardíacos aumentam, nossa respiração se torna mais rápida e ofegante, suamos e queimamos muitas calorias, nossas pupilas se dilatam, a pele se torna mais ruborizada (oh, delícia!), nos arrepiamos (huummm..) e ficamos todas molhadinhas na genitália, seios e lábios devido ao aumento da vascularização arterial e venosa. Em outras palavras, nosso sangue ferve e descobrimos a quentura dos nossos e dos outros corpos. Para tanto, aquelas rapidinhas e aquele sexo feito em locais inusitados são os que mais nos enchem a boca e nos causam adrenalina.

O risco de sermos pegos despeja em nós uma carga de emoção inimaginável. Transar na rua, em pequenas varandas e espaços disponíveis em algumas instituições, em cima de árvores, em construções, na praia, dentro da piscina, em um clube.. ai ai.. falar de todos esses lugares me traz altas recordações e atiça ainda mais a minha imaginação. Nada melhor do que um sexo a la vontê e com todas as expectativas porque o que fica é a vontade de mais e mais, tornando os próximos encontros mais ácidos e saborosos.

Portanto, leitores amados, quando sentirem vontade.. lancem-se! Fazer sexo com aquele pequeno medo é deslizar de prazer! Só não pode esquecer da camisinha porque senão “depois de nove meses você vê o resultado” e sem contar que andar prevenido é o que há, não é verdade? Agora pensem numa mulher em ponto de bala! Pois é, sou eu hoje! Toparia em qualquer lugar e você?

“Here, there and everywhere” – Lennon/McCartney

Engraçado como nossos gostos e nossas prioridades mudam na escolha daquele que venha a nos chamar atenção. A adolescência é onde tudo começa, pode-se dizer que é o momento no qual a sexualidade grita e, assim, buscamos por alguém para dar um cheiro, um beijo, pegar na mão e dizer que adora (porque ama já é demais, mas a gente faz isso o tempo todo – porque tudo é muito novo). É aquele momento, também, onde cada escolha é feita ali, entre amigos, e que todas as sensações são novas e precisam ser compartilhadas. Ficar com alguém feia? De jeito nenhum. A galera vai zoar e fazer as piadas mais infames. Se não tiver tanta beleza, que ao menos tenha um atrativo a mais, tal como a simpatia reverberando pelos quatro cantos – daqueles que fazem parte do grupo mais resenhista e que todo mundo adora.

Com o passar do tempo, dizem que a mulher vai reduzindo suas preferências e que, depois dos 30, basta ser homem e não precisa mais ser lindo, rico, alto, malhado e por aí vai. Com os homens, isso é deixado de mão quando o quesito é este porque, conforme a cultura popular, é a mulher quem está com a faca e o queijo na mão quando o assunto é esse. No entanto, será que as preferências mudam exatamente neste sentido? Enquanto mulher, eu diria que há um redirecionamento de prioridades. Em vez de sentir atração e ceder aos impulsos por causa da beleza, isso passa a ser apenas uma razão para dar uns beijinhos e nada mais.

A mulher, quando se aproxima dos 30, passa a querer um relacionamento mais sério e isso implica um homem que tenha maturidade, que estude ou que tenha um bom trabalho, ou seja, a beleza passa a ser descartada em detrimento de uma melhor estrutura financeira e familiar. Afinal, homens casados e com filhos ficam a dever e nós sempre avaliamos bem a situação antes de investir. No caso daquelas que já cederam a relacionamentos mais sérios e estão a fim de curtir, quase tudo isso também está na conta. Um homem que tenha independência financeira e que consiga construir um bom papo estão na bola da vez, aquele que mostra saber usar seus recursos e ferramentas muito bem também estão em uma boa colocação entre os atrativos de uma musa.

Há quem diga que uma mulher mais velha fica sozinha porque seleciona demais: pura conversa furada de quem pensa que estamos desesperadas e, por isso, precisamos ficar com qualquer um. Maturidade é justamente saber escolher aquele que lhe preencha e, se não encontrá-lo tão cedo, tanto faz. O importante é não ficar vivendo solteirice amarrada e com quinhentos gatos de estimação. Quem é musa possui alguns relacionamentos casuais quando bate aquela vontade e, se não bateu ou não apareceu nenhum que sirva para dar umazinha, sabe satisfazer suas próprias vontades de outras formas. A gente não nasceu pra ficar amarrado em ninguém, não é? Nossa felicidade só depende da gente e não do outro. Entretanto, uma coisa é importante: oportunidades não podem escapar sem que façamos nada, prestemos atenção para agarrá-las.

A mulher dos 30 pra cima, já tem suas escolhas agendadas e suas malícias possuem um lugar especial. Diferente das mais novinhas que se encantam facilmente e, sem querer, se permitem e se deixam enganar – inclusive por si próprias. Algo é mais do que certo: quando nossas prioridades mudam, mudamos também. E com vocês, rapazes, como funciona isso? Contem pra gente, vai!

Há um fato incontestável e que nossos olhos sempre vêem e logo a gente sente: o tesão masculino. O homem não consegue disfarçar a vontade que lhe sobressalta e, assim, como quem não quer nada, o bendito aponta para a direção que melhor lhe convém. É aquela coisa de ajeita aqui e ajeita ali para que mais discreto fique e para que a moça não se incomode, sabendo ela que aquele fogo todo não poderia vir de outro lugar que não fosse dos seus contornos, inteligência ou do seu todo deslumbrante. Assim, o pegapacapá se estabelece entre o que vem e o que lá em seu canto está.

Diferente da mulher, o incômodo causado pela saliência proporcionada pelo tesão do homem vai além do que os olhos conseguem perceber. Acho que apenas ele poderia falar perfeitamente sobre o assunto, não é? No entanto, é possível imaginar o constrangimento que isso pode causar a depender do lugar onde estão e da cueca e roupa que estão vestidos. O soteropolitano confirmou

Já rolou comigo, rs. Um pouco constrangedor. Não sei o que a criatura pensou na hora. Foi na faculdade, cheguei pra falar com ela e tal, calça folgada, cueca desarrumada, deu aquela elevada involuntária, fiquei meio sem graça e tentei disfarçar mas acho que ela percebeu.

Além dessas situações, nem venha me dizer que entre um beijo e outro nada lhe futucou por baixo ou que em uma dormidinha com o amigo não houve nada demais porque minha resposta será: É mentira, amiga. Ou então: Esse cara era gay. Sem preconceitos e sem me julgar maliciosa, subir independe da vontade do homem e é a prova de que há algo errado ou simplesmente há tesão mesmo. Este algo errado pode ser uma disfunção erétil que deve ser tratada e que deve ser uma barra e tanto, hein? Quanto à nós,  mulheres, sempre percebemos quando ele se eleva, mas costumamos disfarçar para evitar um clima que talvez venha a constranger os dois. Em outros casos, ele se levantar é a constatação de que a coisa está boa e que pode ficar ainda melhor.

Eu tava na casa dos meus amigos que é um casal, que eu apresentei meu namorado, aí eu tava beijando ele lá no sofá e o negoço subia e eu sentia. Eu olhei assim e via. Como eu tava com vergonha e ele também. Eu deitei com a cabeça em cima pra ninguém ver. Aí meus amigos saíram e falaram pra gente ficar a vontade, a gente foi pro quarto deles e lá rolou de tudo – relatou uma maranhense.

Além desta musa, uma outra do interior da Bahia também nos contou sua história.

Quando eu trabalhava na prefeitura aqui, eu ia muito no setor de compras, e o chefe toda vez que eu entrava na sala ficava de pau duro. Eu fazia o q tinha de fazer na sala o mais rápido, pq eu nao conseguia disfarçar e olhava toda hora. Kkkkk. Eu ja ficava sem graça de ir. Depois acabei ficando com ele varias vezes. Kkkk.

Diferente do caso delas, alguns ficam apenas no constrangimento porque ambos podem não ter relação alguma um com outro e isso pode até soar ofensivo para a moça em questão. Já me aconteceu, por exemplo, de pegar o ônibus e – como ele estava lotado – tive que ficar em pé. O cara atrás deu uma roçada no balanço do transporte e o pau duro tocou em mim. Pensa no nojo que eu senti! Achei aquilo ofensivo, tentei ao máximo me afastar e o ônibus o deixou logo no ponto, ainda bem. Para finalizar e quem sabe rolar uma identificação contigo, seja homem ou mulher, veja o que esta outra musa da Bahia nos falou.

Estava ficando com um rapaz em um bloco de carnaval. Estávamos dançando bem juntinhos, minhas penas acabaram fazendo uma carícia no pinto dele…rsrs. De repente o cara ficou excitado e sem graça. Tadinho! Deu uma desculpa e foi embora kkkkk

Assim como ele e elas, não nos faltam histórias sobre o assunto. As mulheres, ainda bem, são mais discretas neste quesito e as coisitas entre as pernas apenas molham ou se encharcam – mas só a gente que sente. Antes de finalizar o texto, existe uma frase que nunca perde a sua majestade – Eu te amo pode ser falso. Mas um pau duro, jamais. Este enunciado circula por aí porque ele se levanta, na maioria dos casos, por causa dessa latência de vontades. Você também quer nos contar a sua história? Você tem uma disfunção e quer conversar a respeito? Compartilha com a gente, vai!

Um gemer escandaloso, uma expressão fria, um olhar firme e uma boca que se desboca. Pernas bem abertas, ânus alargado, bumbum empinado, seios grandes e redondos, cabelos quase sempre longos. Alguns piercings nos mamilos, genitália e boca. Um pênis grande e grosso, um negão poderoso. Um pênis grande, uma barriga sarada e palavras deslavadas, monossilábicas, cuspidas, desconexas, incorporadas. Uma única narrativa: fazer sexo de cima pra baixo, de baixo pra cima, do lado direito, esquerdo e em diagonal; fazer anal, oral nela, nele ou neles porque se faz em dupla, trio, quádruplo com uma para eles ou elas para um – tanto faz: é sexo; com meia calça rasgada, sete oitavos, curta, colorida ou combinando com os tons da calcinha, que pode ser fio, tapa sexo, tapa nada, mostra tudo; sem pelos ou pelos vindos da depiladora e da vontade para a vitrine que a câmera se tornou; de salto, performance, imagem é tudo; sem nada, ele – praticamente desnudo, sem pelos, malhado; rápido, devagar; na arena, no carro, no sofá, no quarto, na parede, numa maca ou no mato; com instrumentos, aparelhos, óleos, géis e parafernálias. No início de tudo, antes do play, eu. Da transmissão, masturbação. Daquele olhar, perfeito tesão sobre si. Expectativas e idealizações – em vão?

Qual é a mulher que não gosta de ser acariciada e mordiscada nos seios ao iniciar as preliminares? Provavelmente, nenhuma. Inclusive, todo o tesão da mulher manifesta-se nos bicos dos seios que, logo, se apresentam rígidos. Eles parecem apontar que querem mais e, a cada novo toque, a direção tomada parece dizer de forma mais objetiva e, assim, não há como negar o desejo por um prolongamento do ato sexual. Tanto o mamilo como a auréola possuem terminações nervosas supersensíveis que, ao serem estimuladas, provocam a libido. Mais do que isso, há uma conexão direta entre tais nervos e o clítoris. É exatamente por isso, já explicado cientificamente, que as mulheres ficam mais entregues quando tocadas neste ponto.

Homens, é isso mesmo, basta saber usar as mãos, a língua e a ponta dos dentes para ver virarmos feras. E fala sério: os seios são lindos demais, sejam mais levantadinhos ou não – afinal, curvas são sempre muito interessantes – sejam pequenos, grandes, com auréolas mais escuras ou não. A mulher tem esse legado lindo sob o seu corpo e cabe ao parceiro (ou parceira) saber apreciar e utilizar-se das melhores armas para que o prazer esteja completo. E aí, como são suas preliminares? Se for entre mulheres ou entre pessoas do sexo oposto, então você terá muito o que contar!

Hoje vai rolar um bate papo e, dessa vez, vai ser com uma ex-dançaria de funk. Isso mesmo. Ela pediu que sua identidade fosse preservada por meio do anonimato e é claro que pedido de entrevistada é uma ordem, além do mais ela também não quis ceder imagem alguma, portanto, a que ilustra esta publicação é de um baile desconhecido. Paulista, nossa despudorada fez parte do mundo do funk durante sete anos. Este foi tempo o suficiente pra que ela traçasse uma história longa e maravilhosa, assim como ela mesma assinalou.

Primeiramente, Adriana Soares (nome fictício) começou dançando axé e, a partir de um convite, ela fez um teste para dançar funk e foi selecionada. Seu primeiro show foi num domingo à tarde numa casa antiga no Embu das Artes, em São Paulo. O sucesso na época era Bonde do Tigrão e, nessa de desvendar esse novo mundo, ela não se fixou em Mc nenhum, mas dançou aqui e ali chamando atenção por onde passava. Então, já que estamos mais inteirados sobre ela, comecemos a nossa sessão de perguntas!

Eu: Minha linda, como foi seu primeiro show?
Ela: Super tenso. O funk é muito sensual e sexy. O primeiro show foi uma música da minha época estourada, foi bonde do tigrão e foi bem diferente, Lu, eu estava com tanto medo de cair, sei lá, que nem a cabeça levantava, mas deu certo.

Eu: Vejo o funk de uma forma bem sexual mesmo. Não só por causa da dança, mas também pelas letras das músicas. Nessa época que o Bonde do Tigrão estourou foi que eu conheci esse gênero musical. Acho que aconteceu assim com muita gente. Sem essa conotação sexual, a criançada toda dançava aqui na Bahia.
Ela: Antigamente funk era uma batida, sabe? Bem pouca putaria ou palavrões. Bonde do Tigrão, Tati Quebra Barraco, Naldo e Lula, até mesmo Claudinho e Bochecha tinham essa pegada mais leve. Hoje, claro, o funk como qualquer outro ritmo, tem aquela batida, porém muita apelação sexual e exige cada vez mais que o homem ostente, obtenha poder. Não julgo porque, na verdade, está simplesmente acompanhando a realidade. Quem não via por aí meninas com 12 anos grávidas (a chamada novinha)? Hoje, infelizmente, é o que mais tem. Quem não via o menino de 14 usando maconha, hoje se vê lança perfume, cocaína, lsd e tantos mais? É tanto que muitos dizem “o bagulho agora é tóxico”. A música retrata o que há. Aí vem muitos e dizem que tem apelação sexual. Claro que tem! Tem sim porque se não tivesse, ninguém iria dizer “Essa música lembra você (tava no fluxo avistei a novinha no grau, sabe o que ela quer?)”. Na minha época, não existia esse fluxo, era quermesse, coisas de pai e mãe saírem de suas casas e levarem seus filhos de até 16 anos.

Eu: É isso mesmo, a música e o estilo acompanha o ritmo precoce. Mas sim, e você acha que se emancipou por causa da entrada no funk? Você acha que você se tornou mais mulher depois do funk?
Ela: Sim e não… rsrsrs. Sabe que antes de dançar funk, Lu, já era vaidosa. Fiz dança do ventre, fiz pole dance, enfim, sempre fui de ser mais na minha; mas, após o funk, todos os homens me desejando, me cobiçando, me querendo, me dizendo elogios mexeu comigo, mas esse lado sensual e vulgar sempre tive (com quem me relacionava). Acho que toda mulher gosta de ouvir “Nossa, que linda ou que loira/morena/ruiva/mulata!”. Só acho que o típico GOSTOSA me incomoda.

Eu:  É verdade. Sou sua fã! Deve ser lindo você dançando. Ainda mais por já ter passado por tantos estilos.
Ela: Ah, que nada, Lu! Eu sou sua fã. Te admiro porque você foi lá e fez a #pohaficaseria (by Insta @pudornenhum).

Eu: Então me diz quais as situações mais inusitadas pelas quais passou neste período em que dançava.
Ela: Uma vez um cara entrou em contato e me contratou para um show normal como os outros. Foi tudo pago certinho e quando chego no evento só tinha um senhor com aparência de bem sucedido. Era um show particular.

Eu: Eitaaaa! Genteee, e você fez, né?
Ela: Sim, normal. Ele ficou na plateia e eu no palco… rsrs.

Eu: E de inusitado com as pessoas da plateia e também com os próprios colegas de profissão?
Ela: Na plateia, um rapaz muito bonito e charmoso jogou a cueca melada para mim no palco. Aquilo me deu um tesão tão grande que deixei ele entrar no camarim após o show, tiramos muitas fotos e ficamos (apenas beijos). Outra vez foi um body shot (um jeitinho de tomar tequila no umbigo) que fiz em uma menina e o noivo dela estava na plateia. Nossa, ele amou e ficou louco. Como era casa de swing, eles transaram intensamente para todos verem. Com um novato, já rolou algo mais sério. Ele era Dj novinho de 18 anos e era o primeiro show dele com a nossa cia. Todo calouro paga mico e o dele foi achar que todas nós, umas 20 garotas, éramos todas lésbicas… rsrs. Ele pirou quando íamos nos trocar e fingíamos gemer…rsrsrs. Daí um dia, eu estava tomando banho com o som dentro do banheiro e não ouvi ele chegar, só vi quando ele entrou. Nossa, pirei com aquele novinho de pau para fora.

Eu: Muitas historias! Hahahaha Normalmente são quantos nos grupos de funk?
Ela: Depende. Tem aqueles de um cantor apenas; tem um cantor e Dj; um cantor, Dj e duas dançarinas.  Vixi, infinitas combinações!

Eu:  hahahaha … e no seu caso era como?
Ela: Eu trabalhava assim: precisava de dançarina, eu ia. Tinha feira, fazia. Ficar em camarote, ia. Fazer eventos, ia. Sempre seguindo meus princípios.

Eu:  Entendi. Era um sucesso! hahaha E por que acabou saindo? Largando esta profissão?
Ela: Fase. Ok, menti… rsrs. Cheguei a fazer um sucesso tremendo. Ensaios, revistas e, quando ia para o Uruguai, um mês antes perdi meu pai.

Eu: Ooooooh…Sinto muito.
Ela: Obrigada, mas continua aiiiiiiii….Bola para frente!

Eu: Com certeza. Depois disso, então, você então acabou deixando de dançar..
Ela: Sim. Família, né? Sou eu, minha mamis e minha irmã mais nova (também tenho um irmão por parte de mãe que nunca morou com a gente). Então, eu seria o ombro para ajudar minha mãe. Bom, hoje faço eventos. Trabalho em recepcionar, divulgar produtos, festas de decoração.

Eu: Hummm. E você sente falta?
Ela: Sim . Principalmente de ser desejada por pessoas que nunca viram meu rosto.

Eu: E esta viagem pro Uruguai era algum evento especifico pra dançar ou algum outro trabalho?
Ela: Sim, era para dançar. Uma temporada de 23 dias. Era um empresário que veio, conheceu o funk carioca e veio a São Paulo para conhecer a noite. Estávamos em um festa a lazer, ele se encantou com uma modelo conhecida nossa e ela nos apresentou. Fechei o contrato e tudo, porém eles foram muito carinhosos comigo, entenderam e ainda me pagaram uma quantia para despesas em relação ao acontecido. Eu apenas devolvi, pois não iria mais continuar dançando. Eram ótimos profissionais, tanto que há um mês recebi outra proposta para voltar. Estou pensando …!

Eu: Tentador, ne?
Ela: Demais. Só que eu já estou velha para essas coisas. O corpo não é mais o mesmo.

Eu: Se fosse assim, não receberia convites. Mazoia! Rsrs
Ela: Bora malhar e mesa de cirurgia porque a gravidade não é minha amiga… Rsrsrs.

Depois disso, rimos e continuamos a papear sobre coisas nossas e sobre nossa vida – nada que valha a pena compartilhar com vocês. Adorei esse papo com nossa despudorada que, atualmente, encontra-se casada e muito bem na vida. Espero que tenham gostado. Agora vou colocar um funk porque, para ser sincera, eu adooooro!

Eu vou passar cerol na mão, assim, assim
Vou cortar você na mão, vou sim, vou sim
Vou aparar pela rabiola, assim, assim
E vou trazer você pra mim, vou sim, vou sim
(Bonde do Tigrão)

Elena Undone é um filme que conheci pela Netflix, sua sinopse me chamou a atenção e quando assisti, inicialmente, tive dúvidas se realmente era bom devido a um tal guru do amor e relatos de casais que surgem.  Vou explicar melhor: Este filme conta a história de duas mulheres que se encontram em alguns acasos da vida e acabam fortalecendo uma amizade cujos fins tornam-se outros. Elena é uma mulher casada com um pastor e possui um filho, além do mais, é fotógrafa e amiga de um guru do amor – como é chamado. É, inclusive, a partir dele que o filme começa e por meio dele que há uns intervalos na narrativa. Ele discorre sobre a paixão e o amor, trazendo relatos de diversos casais que encontram sua alma gêmea em situações inusitadas.

Além de Elena e do guru, temos Peyton – escritora lésbica que passa a ter o contato com ela. Peyton luta contra sua vontade de se relacionar com Undone, uma mulher advinda de um meio tradicional e comprometida em seu casamento. Elena começa a perceber a importância de Peyton em sua vida e resolve não se prender tanto aos desejos que lhes falam. E, assim, elas começam a se entregar em uma relação intensa que, devido a situação de Elena, vai passar por alguns percalços. Enfim, é um filme que eu concluí que vale a pena assistir.

Acredito que assisti-lo é refletir sobre as chances que a gente se dá para o outro quando vez ou outra cruza nossos caminhos, sobre quantas vezes a gente já se apaixonou e se isso realmente aconteceu, sobre se já amamos. Elena Undone nos permite refletir sobre os falsos moralismos e sobre o modo como os relacionamentos se dão. Diante disso, nada melhor do que preparar a pipoca e o coração para uma sessão cinema de tirar o fõlego.