HomeArtigo criado porLu Rosário (Page 32)

Dizem que eu sou puta porque visto roupa curta e, por isso, dizem também que estou mostrando o útero. Dizem que sou puta por usar um decote e deixar saltar os seios porque acreditam que meu salto me deixa desajeitada e meu cabelo jogado de lado é digno de uma prostituta – afinal, há estereótipos que perseguem muitos tantos. Se ser puta é vestir e jogar o cabelo como eu gosto, então sou puta sim.

Dizem, também, que sou puta em me esconder sobre roupas demais e depois falar putaria. Acreditam até que meu boquete dá de dez em qualquer profissional que abocanha diariamente. Que seja, que assim eu seja puta. Dizem, inclusive que meu batom em minha boca carnuda é, simplesmente, para chamar a atenção e coisa de quem é puta sem tirar nem por. Como eu já disse, se for assim, sou puta mesmo.

Minha putice está na boca dos desconhecidos que entendem minha escrita como pura pornografia. Se eu sou puta porque escrevo sobre sexo, coloco fotos semi-nua e escolho outras gozadas para aqui expor, que eu seja uma putinha com nome e sobrenome. Sou puta de classe com pedigree: não erro nos pontos, nas palavras e nas rimas desencontradas. Se tudo o que escrevo é falar demais e é me achar demais, então sou puta ao quadrado. E se toda provocação não se manifesta concreta, eleva à potência toda minha putice e me completa com um descarada – esta cabe no mesmo conjunto e sai da boca às cusparadas.

Eu sou puta porque tenho cara de santa, cara de ingênua e cara de menina. Seria puta, também, se tivesse cara de vadia e lambesse a ponta dos dedos como se lambe o sexo alheio. Sou vista como puta como quase toda mulher. Sou vista como puta como você pensa não ser. Sou apontada, mesmo sem ver. E minha mãe que nem faz parte da história, vira puta também.

Você tem problemas com se lambuzar? Melecar-se todo na hora do vucu vucu com o parceiro ou parceira? Com esta caneta, é assim! Ela vem em diversos sabores, os quais eu experimentei o de doce de leite e de leite condensado. O conteúdo é um líquido um pouco cremosinho e não foge muito ao gosto original dos doces convencionais. A Sexy Pen, da Sensuale, apresenta o slogan “Desenhando o corpo com sabor” e é realmente isto o que acontece.

A gente faz assim: desenha o que quiser no corpo alheio ou até mesmo no próprio corpo e, para tirar o que foi escrito antes que aquilo se desmanche, você passa a língua com tudo. Como é gostoso, você vai ainda com mais gosto e chupa com toda a determinação. Comigo foi desse jeitinho e contigo, provavelmente, não será diferente. Afinal, esta é a única função que esta caneta tem.

A vantagem da Sexy Pen é que a embalagem é super prática e conserva muito bem o alimento. Você não vai encontrar, no supermercado, um leite condensado no ponto certo de usar – sem precisar trabalho algum para abrir e para fechar a embalagem. Com a caneta, isso é a coisa mais simples do mundo. Além do mais, você pode usar em qualquer lugar e a qualquer hora. Dá pra passar na boca e beijar muuuuito. Então, despudorados, vale a pena ter uma. Dá até pra levar em uma festinha e surpreender por lá, pense nisso. São possibilidades demais para você perder de sentir esse gostinho.

Esta caneta não é cara e eu vendo, viu? Inclusive, quero deixar claro que caso eu não goste de algum produto, também vou divulgar seus pontos negativos e evitar vendê-lo. Portanto, gatos e gatas, podem confiar. Colem em mim e compartilhemos juntos nossas experiências, é gostoso demais!

Nunca reclamei de pau pequeno e os grandes que já peguei, sempre me caíram muito bem. Diante de tantas fotos e vídeos que vejo, acredito que nunca tenha pegado um tão grande ou tãããão pequeno assim. No entanto, tanto um quanto outro não costumam me atrair, mas tem algo que me enche a boca e que na hora da penetração eu amo: um pau grosso.

Quando ele é grosso, você enche a mão e ainda sobra mais um pouco. Você coloca na boca, chupa, lambe e se acaba sem que nem sempre precise colocá-lo todinho na boca numa garganta profunda porque você sente que aquela fartura pode ser apreciada demais com a língua e que ali você vai se demorar de qualquer jeito. Além disso, pra ele penetrar em você é uma tarefa mais árdua e isso é muito gostoso. Há um afrontamento da sua grossura com o seu buraquinho nada ingênuo e, quanto ele entra por completo, é só prazer.

Os finos não me dão tanto prazer porque entram e saem com uma facilidade que a gente, praticamente, não sente. Ele se acha no direito de abrir e fechar os pequenos e grandes lábios sem despertar tantos sentidos. Já peguei um pau que era grande e fino e, apesar do tamanho, ele não soube me surpreender justamente porque não tinha a largura que considerava suficiente para me adentrar da forma mais deliciosa.

Quero deixar claro que isso de grosso e fino pode ser relativo e isso de gostar de grosso também, sem contar que existem aqueles que consideramos ter grossura mediana e também gostamos. Contudo, pelo que já percebi, a maioria das mulheres estão comigo nesta escolha do grosso, por isso resolvi escrever sobre o assunto aqui no Pudor Nenhum. Independente de qualquer coisa, vem pra cá, chega mais, me chama de destino e me traça porque eu adoro.

Falar de intimidade é sempre complicado, inclusive já tentei fazê-lo algumas vezes aqui, no Pudor Nenhum, e sempre entrei em pequenos conflitos.O fato de eu ter trazido este assunto se deu por um momento simples em que um amigo com o qual já tive relações sexuais ter pedido que eu me virasse a fim de não vê-lo se despir para entrar no banho. Nesse momento, eu pensei: Mas a gente já não transou tantas vezes e eu não já o vi nu? Diante disso, fiquei me perguntando o quão ele me via íntima dele e o quanto o fato de termos transado se diferencia do fato de nos colocarmos nus, um diante do outro, em situações cotidianas. Neste sentido, lembrei no quanto isso me era presente. Por exemplo, eu namorava e transava todos os dias com meu namorado, mas, na hora de tomar banho ou de me trocar, não queria que ele me visse porque achava que o olhar seria mais atento e perceberia que meu corpo tinha imperfeições antes não vistas. Olha que bobeira! Depois de repensar muito e me sentir mais plena sexualmente, abri mão desses pudores.

A intimidade, ao meu ver, está muito relacionada ao modo como você se vê e como entende a relação com o outro. Se você se aceita como é e tem cumplicidade o suficiente, não há porque se envergonhar da sua nudez. Se ele (ou ela) te acha gostoso(a) e vocês se dão super bem, não é porque seu corpo está mais exposto que a pessoa deixará de achar tudo isso. E outra: você é visto com a mesma atenção e com mais detalhes quando o sexo está acontecendo. Inclusive, parece até paradoxal esse despudor e pudor que existem entre duas pessoas em situações tais. Entretanto, lidar com isso não é fácil nem é brincadeira, é algo que mexe com o psicológico e que se faz mais complexo do que imaginamos. Diante do que a sociedade nos impõe, o sexo passa a ser uma forma de mostrar a própria potência enquanto ser sexual e a simples nudez torna-se algo que passa por todos os padrões estereotipados.

De tudo, eu só sei de uma coisa: precisamos rever alguns conceitos que nos cercam e compreender o quão somos íntimos de alguém após o momento que saímos do ato sexual. Diante dessa colocação, eu te pergunto: a intimidade começa quando? Pergunte-se isso. Acredito que a ausência de pudor é tudo de bom e faz muito bem.

O Eletric Plus, da Soft Love, é um produto que revolucionou o mercado erótico em 2010 por ter sido o primeiro vibrador líquido lançado. Ele, então, acaba sendo aquele produto que causa curiosidades e nos permitem sempre a mesma pergunta: Como assim, vibrador líquido? Eu me fiz este mesmo questionamento quando descobri essa preciosidade e, é claro, corri para a internet a fim de descobrir e perguntei como funcionava para quem já havia usado. Nesse período, descobri que o Eletric Plus – além de ser identificado como um óleo de massagem – também dá uns pequenos choques na região íntima.

Só que as coisas faladas são diferentes das coisas sentidas e, quando tive a oportunidade, adivinha o que eu fiz? Resolvi usá-lo, até porque – se não fosse assim – eu nunca poderia me dispor a falar dele para vocês, não é? O Eletric Plus é um produto em embalagem spray e contém 15 ml. Parece pouco, mas não é não. Com essa quantidade, dá para usar várias vezes. Este da fotografia foi usado por mim uma única vez e nós caprichamos demais na dose, ainda assim vai dar para usar mais em uma série de encontros.

Mas voltando ao que mais interessa, este produto realmente dá uns choquezinhos que mais parecem umas beliscadinhas, além de esquentar bastante a região. Ele pode ser usado tanto no pênis quanto no clítoris. De acordo com a embalagem, você deve borrifar a quantidade desejada no local e massageá-lo delicadamente. Algumas vezes, eu massageei e, em outras, não. Em todas elas, senti a quentura; mas as pinicadinhas/beliscadinhas/choquezinhos/formigamentos, apenas senti em algumas vezes.

Tais vibrações aceleram a lubrificação natural e permitem um maior prazer na penetração porque age diretamente no clitóris. Já no homem, há a quentura no local – mas não registramos ainda o formigamento. Acredito que no homem há um intenso aquecimento, mas as beliscadinhas não são tão evidentes.

Quando você aplica de primeira, chega toma um susto e pensa: Poxa, ele realmente faz efeito e é muito bom. A penetração aliada a ele, ajudam a coisa a ficar melhor. Caso seja entre mulheres e não role vibrador, dedos e mãos também devem dar um ótimo efeito. Entre homens, mãos são ótimas. Eu também optei pela boca e língua. O gosto do Eletric Plus não é ruim. Na verdade, nem lembro do gosto, só lembro que não era ruim e, por isso, mandei ver. Ainda não experimentei usá-lo na região anal, mas será minha próxima possibilidade para contar a vocês.

Quem quiser experimentar e, quem sabe, compartilhar o que achou do produto, eu vou amar. Para quem não sabe, este é o primeiro de uma série de produtos que vou usar e falar a respeito aqui. Para adquirir o produto, você pode acessar o Cosméticos sensuais na Rede sex shop clicando no próprio nome citado. O valor lá está super em conta. Até o fim de 2016, terei mais novidades por aqui!

Azul é a cor mais quente, dirigido por Abdellatif Kechiche, foi um desses longas que eu não poderia deixar de assistir e que fez com que eu me emocionasse muito. Super comentado por suas cenas de teor erótico, ele narra a história de Adèle, uma jovem que descobre no azul dos cabelos de Emma sua primeira paixão por outra mulher.

Ao adentrar em um ambiente gay e ser recepcionada na frente da escola por Emma, suas colegas a agridem verbalmente pela possibilidade dela ser lésbica. Ainda assim, ela e Emma passam a sair juntas até rolar o primeiro beijo, a primeira transa e, assim, começarem a namorar.

A família de Emma é tranquila e sabe da preferência sexual da filha, já a família de Adèle não sabe disso e vê sua namorada como uma grande amiga. Elas vão morar juntas, comemoram momentos importantes e – com o tempo – a relação passa a esfriar. Adèle não revela seu relacionamento no ambiente de trabalho por medo da represália que pode vir a sofrer, outras relações são descortinadas por ela se sentir sozinha e, no finalzinho, que me emocionou bastante, você precisa assistir para saber no que dá.

Azul é a cor mais quente reflete um pouco a descoberta da sexualidade e o olhar que a sociedade heteronormativa tem a respeito de uma mulher que venha a curtir outra do mesmo sexo. O filme também apresenta o momento de luta contra o preconceito por meio da Parada do Orgulho LGBT, bem como a beleza da nudez feminina nas pinturas de Emma.

As cenas de sexo ficam, principalmente, a cargo das duas. São cenas inspiradoras e que mostram o explorar do corpo de ambas. Chega a nos dar tesão e nos inspirar. Aproveita um dia desses para assisti-lo, acredito que você vai gostar!

PS: Este filme é baseado no romance Le Bleu est une couleur chaude, de Julie Maroh. Depois que eu lê-lo, irei fazer a resenha para vocês.

Sex Shop é aquele lugar que parece um paraíso, todo mundo tem vontade de entrar, mas nem todos tem coragem. Essa covardia está aliada aos julgamentos alheios devido ao fato de você estar adentrando em um local que é todo recoberto de sexualidade. Passar pelas portas de um lugar que vende produtos eróticos assemelha-se a expor a sua intimidade e ter a sua privacidade invadida – tais coisas são vistas dentro de um conjunto fechado por algumas chaves.

As pessoas, principalmente as mulheres, crescem dentro de um sistema que lhes inviabiliza quaisquer manifestações e possibilidades sexuais. Na relação familiar e ainda na adolescência, não é possível falar sobre o assunto perto delas nem ver cenas de erotismo na televisão ou até mesmo oferecer a oportunidade de momentos a sós com alguém do sexo oposto. Comigo, que sou mulher, bem como com minhas amigas e conhecidas foi assim – a mesma criação em seios familiares diferentes; já com nossos irmãos, a liberdade era maior e eles podiam – inclusive – dormir com suas namoradinhas em seus respectivos quartos.

Apesar da liberdade maior dos homens, ainda assim, entrar em um sex shop não é uma tarefa tão fácil porque o seu contato passa pelo outro e abrir a boca para falar de si neste quesito não é fácil para ninguém, especialmente se este outro for do sexo oposto. De acordo com um leitor, “Às vezes fico com receio das pessoas que passam e nos vêem lá dentro, principalmente se for uma mulher, e de ser atendido por uma; mas, pelo prazer, a gente encara tudo”.

Pela internet ou até mesmo em lojas físicas, os sexs shops trabalham com uma política de discrição, que é considerada essencial quando o assunto é sexo. No entanto, tais lojas não virtuais encontram-se em ambientes públicos e isso dificulta o acesso pelos que gostam de preservar sua intimidade. Quando se é evangélico, entrar em sex shops é algo mais agravado. Uma leitora disse ao Pudor Nenhum que “Eu tenho receio de entrar em um local desse e, quando sair, der de cara com alguém, principalmente com os evangélicos. Eu vou ficar muito envergonhada, principalmente porque ficam em locais públicos”.

Além desse julgamento como se um evangélico não tivesse uma vida sexual com o parceiro, há também a preocupação daqueles que são muito conhecidos naquele bairro, cidade ou estado. Uma leitora, portanto, enfatiza que “A minha questão é principalmente por ser uma pessoa pública e meu esposo também. Então, vamos supor que eu estou preparando uma surpresa. Se alguém ver e comenta com ele, isso pode gerar um desconforto. E tenho receio de também encontrar alguém na saída. Como são posicionados em locais de muito movimento, isso inibe entrar. Quando a gente fica sabendo de um vendedor individual ou de um sex shop itinerante, a gente fica mais à vontade”.

E é desse modo que tem surgido os sex shops itinerantes a fim de atender a demanda de mulheres e homens que optar por resguardar a sua privacidade. Esta tem sido uma das grandes apostas do mercado e o Pudor Nenhum, é claro, está entrando no ramo. Por enquanto, não venderei por aqui, mas farei resenhas dos produtos. Aos que moram em Vitória da Conquista, na Bahia, é só enviar um e-mail ou comentário que a gente troca figurinhas e se encontra. Para quem for de longe, faça o mesmo e daqui a gente calcula o frete e eu te envio com o coração maior do mundo. Farei também um grupinho no whats e será super sexcreto, ta? Quem quiser, é só avisar. Enquanto isso, vou aqui ajeitar todos os pedidos que vão nos dar o maior prazer com toda a discrição que precisamos. Nos reencontramos em breve!