HomeArtigo criado porLu Rosário (Page 28)

#jádeixeide foi uma campanha realizada no Instagram do Pudor Nenhum com o intuito de mostrar o quanto as mulheres estão presas a um sistema que as limitam. Eu já sentia vontade de trazer este assunto à tona, então um trabalho na faculdade me impulsionou ainda mais a criá-la. Acredito que nunca a mulher foi colocada tanto em pauta na sociedade quanto está sendo agora. Os movimentos feministas estão emergindo cada vez mais e a busca por igualdade de gênero vem causando amplas discussões.

É certo que o machismo continua e que muitas mulheres permanecem em silêncio, assim como é nítido o quanto a relação entre homem e mulher ainda é bastante desigual em todos os sentidos. Ao homem, cabe o privilégio e a voz ressoa mais alto. À mulher, a jornada tripla de cuidar da casa, dos filhos e trabalhar fora faz com que ela ainda seja vista apenas como guerreira. Ou seja, não se cogita a possibilidade de compartilhar o trabalho, apenas há quem a  parabenize por conseguir conciliar tudo isso.

A mulher também é julgada o tempo todo e cada ato dela faz com que seja considerada puta, como se este fosse o maior palavrão da face da Terra, Julgam-na pelo modo como se veste, como senta, como deixa seus cabelos, como fala. Ela é apontada e pressionada o tempo todo. Diante disso, nada melhor do que suscitar o assunto mais uma vez e de uma forma que seja a cara do Pudor Nenhum.

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Se você quiser participar, ainda dá tempo. É só dizer o que você já deixou de fazer por causa de um homem, seja ele marido, namorado, pai, irmão, amigo ou desconhecido. Você escreve junto com a hashtag #jádeixeide e, caso coloque diretamente no Instagram, não esqueça de marcar a #PudorNenhum também. Esta imagem acima foi produzida por mim, mas você também pode fazer a sua em uma folha e me enviar pelo contato@pudornenhum.com.br.

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Vamos participar e mostrar pra esse bando de homens machistas que não somos obrigadas a nada, muito menos a nos sujeitarmos às suas opiniões.  Escrevam, joguem duro. Estarei esperando por vocês. Ah, mais fotos estão no Instagram do Pudor Nenhum (@pudornenhum). Acessem para ver!

Eu sempre fui daquelas que tinha vergonha de me despir frente ao outro. Comecei fazendo sexo no escurinho, dizia que era mais romântico, mais tátil e menos explícito. Na verdade, era tudo desculpa para não mostrar meu corpo que considerava magro e sem forma. Com o tempo, fui concluindo que o desejo e o tesão eram bem diferentes de uma imagem corpórea simplesmente. A vontade pelo outro transcende questões de corpo. Ainda que isso esteja embutido, nossas preferências são bastante relativas e quem me quer – me quer do jeito que sou, seja com magreza demais ou gordurinhas para leitura em braile.

Mas aí você diz: O homem é muito visual e é claro que ele vai perceber minhas imperfeições. Só que, a partir desta pergunta, eu jogo outra: Apesar de não ter te visto sem roupa ainda, ele a viu e sabe como você é. Certo? Se ele te quer e diz que sente tesão por você, tem certeza que ele irá se apegar aos detalhes do seu corpo? Ainda que se apegue, será para acentuar o que já existe de latente e que, provavelmente, é positivo porque senão a coisa não estava prosperando e partindo para o entra e sai.

O padrão de beleza existente é o que lasca tudo e causa insatisfações no mulherio. A gente acha que mulher pra ser gostosa tem que ser assim e assado, mas deixa eu te falar uma coisa: mulher gostosa é aquela que se ama e tem atitude. Se uma mulher for loira, alta, bundão, peitão e barriguinha sarada, mas – por alguma razão – não tiver autoestima, ela pode até chamar atenção a primeira vista, mas depois vai ser negligenciada por uma gama de homens que reconhecem a força e a sensualidade da mulher pelo seu modo encarar a vida. Em outras palavras, beleza é relativo e a gente tem que se amar para fazer sucesso e se despir lindamente na frente dele.

Se você não está feliz do jeito que é e acha que precisa perder ou ganhar uns quilinhos, atividade física e reeducação alimentar são fundamentais, mas não deixe se perder em vergonhas e trejeitos porque um streap tease é impagável – para ambos. Acredito que se despir frente ao outro é estabelecer uma relação consigo mesma, é uma prova de amor próprio. Pode ter certeza que, depois disso, você vai se sentir bem em qualquer lugar e o sexo vai fluir ainda melhor.

Eu me dispo na frente dele e em frente ao espelho. Faço streap e me atrevo frente à câmera. Atrevo-me para, assim, mostrar a mim mesma que sou uma delícia. Se você tem receios do corpo, faça o teste dos nudes (com todo cuidado do mundo, please), encare-se frente ao espelho, fotografe-se e olhe cada fotografia todos os dias. Permita-se se ver, rever e triver até se acostumar consigo mesma. Um exercício desse é muito bom e uma hora faz efeito, pode confiar. Agora vou ali me fotografar mais um pouco porque não faltam postagens por aqui. O importante, minhas gatas, é se amar.

Em 2014, li uma entrevista com a psicanalista e escritora Regina Navarro e resolvi escrever este texto. Textos devem ser publicados e trazidos para este novo espaço de despudor. Navarro diz que é provável, na segunda metade deste século, as pessoas viverem o amor e o sexo bem melhor do que vivem hoje. Além do mais, a psicanalista acredita que a monogamia pode ser tornar coisa do passado. Diante disso, vieram me perguntar o que eu achava sobre a monogamia e, ao pensar sobre esse assunto, achei justo compartilhar com vocês e saber o que pensam a respeito disso.

Como já sabemos, a monogamia é um contrato que foi criado por meio da história e se tornou parte da nossa cultura. Historicamente trazida pelo cristianismo, é uma forma de manter a relação de modo unilateral, ou seja, sem a interferência de terceiros. No entanto, este sistema funciona na teoria, mas não na prática. Com a crença de que é inviável manter um contrato entre as partes, em muitos casos nos deparamos com as relações extraconjugais e, entre os homens, isso acabou sendo reconhecido como algo comum e constituindo a expressão de que todo homem não vale nada.

De acordo com Regina Navarro, o modelo de casamento pode ser radicalmente modificado com o término da cobrança de exclusividade sexual que permeia a monogamia. Para ela, os modelos tradicionais que perpassam os relacionamentos já não são mais satisfatórios e “daqui a algumas décadas, menos pessoas estarão dispostas a se fechar numa relação a dois e se tornará comum ter relações estáveis com várias pessoas ao mesmo tempo, escolhendo-as pelas afinidades. A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida pode vir a se tornar coisa do passado”.

Atualmente e diante do lacre que envolve a monogamia, muitos casais já tem buscado o poliamor como uma forma de confiança no outro e de manter a relação a mil, ou seja, firme, forte e com a liberdade de ter outros parceiros sexuais. Porém, isso diz respeito a uma mudança na mentalidade das pessoas e, em sociedades de cunho machista e cristão, isso é difícil ou quase impossível. Por mais que as pessoas se permitam ficar umas com as outras em períodos curtos de tempo, por mais que elas aceitem as relações extraconjugais, a monogamia está no cerne de nossa cultura. Não é à toa que, como um leitor comentou, o ato de ficar aqui e acolá está associado ao descompromisso.

Contudo, isso não nos permite pensar que está havendo uma mudança na mentalidade dos sujeitos, pois comprometer-se com alguém ainda está, majoritariamente, relacionado a monogamia. Para completar, uma coisa é certa: quando algo se torna cultural, ele se cristaliza. Para perder esse status, demora anos e se este for concernente à religião, aí é que se torna mais complexo. Enquanto isso, minha dica é vivermos bem – seja de forma monogâmica ou não. A felicidade da gente depende da forma como nos sentimos melhor com quem queremos bem.

É  quase meia noite e este texto é uma antiga publicação com um sentimento e circunstância atual. Já estou morrendo de sono e todos os outros dias não são muito diferentes. Quando a meia noite se aproxima, entro em coma. Tenho planos demais, mas o sono, a correria e o cansaço me impedem de seguir em frente no único horário que eu teria disponível. Assim como acontece comigo, provavelmente há de acontecer com muita gente pelo mundo. Nessa situação de cansaço contínuo e, também, de um acúmulo de frustrações, cada minuto resgatado torna-se luxo e, por isso, precisa ser aproveitado da melhor forma possível.

 

Aos 30 anos, a vontade era de se ter as coisas mais estabilizadas. Na verdade, todo mundo tem um desejo para ser concretizado até este momento da vida. Quando a idade chega e você não vê avanço, a frustração toma conta e tudo o que está ao seu redor recebe um certo peso. A lista de prioridades, então, torna-se outra e passa a liderar o topo. Com isso, o sexo, tão bem salivado, começa a ficar para trás.

 

Querer transar todo dia, desejar os homens que se aproximam ou fazer de tudo para se mostrar um pedaço de mau caminho começa a deixar de ter graça. Sair pra dar uma não é mais conveniente. Desesperar-se por ficar três meses sem sexo virou coisa do passado. Excitar-se facilmente com qualquer mão boba, ainda que em abstração, não faz o mesmo sentido. E mais, descobrir que a falta de sexo não mata ninguém.

 

A vida precisa se ajustar, se encaixar nas necessidades primeiras para depois começar a provocar e se voltar aos desalinhos do corpo e da voluptuosidade. Pensar assim não é ser careta nem deixar de se permitir. Para todo happy hour, há um intervalo não menos gostoso. A diferença é não mais buscar, não se afligir nem achar fio de cabelo em gema de ovo porque não transou. Há outras prioridades e outras angústias. Sexo passa a ser um bônus na conta dos prazeres.

 

No entanto, em quaisquer lugares não há outros assuntos. Fotos, piadas, mensagens, comentários, e libidinagens. Em tudo e em todos há algo relacionado ao sexo. Não há outro assunto na boca do povo. Sexo, em nossa sociedade, é praticamente tudo. Enquanto isso, eu e mais um tanto sentem que essa não é mais a mesma praia, pois serve apenas para banhos em pequenos feriados. A delícia está em falar sobre, desejar, sentir por imaginação e ficar de boa na lagoa com a sua ausência. Sabe de uma coisa?  Viver assim não é ser careta, é pensar no além e buscar ser feliz por inteiro. Permitir-se não precisa deixar de ser palavra chave, ficar meses sem fazer sexo não a torna menos desejável, não alimentar conversas parecidas não a faz careta.

 

Quando os 30 anos chegam, você só quer se resolver. Depois disso, pode descer a lapa porque eu vou querer é uma orgia…hahaha. E você, despudorado(ada), como se encontra em todos os sentidos da vida? Plena ou se resolvendo e, por isso, cheia de prioridades que não sejam o sexo? Preocupação demais é foda, né? Se você consegue manter tudo na mais perfeita saliência, continue jogando duro. Se você não se encaixa no texto, não tem problema – faz parte.

 

Ainda que não transemos sempre e tanto, continuemos falando sobre o assunto e compartilhando experiências e vontades. Faz bem pra alma e pro coração.

A água caía torrencialmente sobre seu corpo nu. Cobria e se despia como se estivesse sendo vista por alguma fresta, vitrô ou fechadura esquecida. As mãos a vestiam entre espumas, desejos e nostalgias. Entrecortava canções que poderiam servir de trilha sonora para seu curta metido a erótico. E, ao imaginar, o instrumental de “You can leave your hat on”, serpenteava e embaraçava-se naquela cascata que a inundava. Com chuveirinho, permitia-se; com os dedos, procurava os melhores caminhos. Sabia que maior que o desejo era a consciência apontando-na: desperdiçar água não é lá essas coisas. Então, acariciou-se com a toalha tolhida que estava. E, ao sair do açude de tentações, calou-se frente ao espelho. Observou atentamente cada detalhe seu: olhos abertos, um maior que o outro que, quando faziam parceria com as sobrancelhas expressavam todo prazer ou desprazer que queriam; os cabelos bagunçados soavam sexyssezas e cabiam muito bem se roçados em alguém perante confissões ao pé do ouvido; seios baixos e gordurinhas a mais faziam dela uma mulher farta e ela sabia o quanto tudo aquilo a tornava o tanto que era – o tanto de tesão, de possibilidades sobre a mão ou mãos. Novamente, tocava-se e seu êxtase era enorme.  Naquele instante, ter alguém era tirá-la daquele chão de descobertas do seu próprio corpo. Preferia ficar assim, esfregar-se na parede, abrir-se inteira, assumir as próprias rédeas e se fazer volúpia para si mesma. Se havia alguém a observá-la, certamente intuía loucura, exibicionismo ou masturbava-se freneticamente. Não quis abrir a porta ou tirar os olhos do espelho a notá-la tão intimamente até sentir que estava na hora. Enrolou-se na toalha, fechou-se para o que a esperava lá fora. Não havia ninguém e, assim, a vida voltou a ser um invólucro e seu corpo uma caixa com lacres frouxos.

Pode reler o título deste texto porque é bem isso mesmo. As camisinhas Skyn, a primeira vista, não me deram credibilidade alguma porque eu apenas a compreendia como uma camisinha como qualquer outra. Como sempre, resolvi partir para o Google e deparei-me com uma explicação sobre o material utilizado nela, além de diversos depoimentos sobre seu uso. Achei um máximo e parti para a fase de experimentação, é claro!

Com esta camisinha, realmente me senti em contato direto com o pênis no momento em que ele me adentrava. Ele adere direitinho e proporciona aquele atrito delicioso dentro de nossa região íntima, além de não deixá-la tão ressecadinha quanto muitas outras. Inclusive, é por isso que as pessoas não gostam das camisinhas e usam a expressão de ser chato chupar bala com a embalagem. Sem ela, a gente sente o verdadeiro gostinho do doce. As camisinhas Skyn não são feitas com látex de borracha natural em sua composição, mas sim de Polisopreno. Isso é ótimo para quem ter alergia ao látex de borracha natural, não é? Sem contar que as sensações e sensibilidade deste material é muito bom.

Por ser nova no mercado, tais preservativos não são tão baratinhos quanto as que costumamos comprar. Mas, ainda assim, super cabe no bolso. Eu indico para quem tem alergia, quem é casado ou tem uma vida bastante ativa sexualmente e se cansou das camisinhas convencionais, para quem quer conhecer um produto diferenciado e, principalmente, para quem ter alergia às de látex porque se proteger, amores, é essencial. Antes, você não as encontrava em farmácia, somente em sex shop ou revendedoras de tais produtos; mas acabei de saber, por uma leitora, que já é possível encontrar. Oh, que máximo!

 

Gostei, Lu, de fato foi a que melhor conseguimos nos adaptar. Meu marido até comprou um pacotinho na farmácia esse semana. Ela é bem fininha mesmo, mas resistente…e não deixa a pepeca sem lubrificação porque o problema das outras é que o atrito deixava a vaginal sem lubrificação, né?

 

Agora, amores, é experimentar e curtir a coisadinha com o love, o peguete ou o amigo. Se quiser compartilhar com a gente sua experiência, sinta-se a vontade. O Pudor Nenhum é um espaço aberto para isso e a gente ama que aqui seja assim!

Sabe o que essa fruta tem a ver com sexo? Tudo – pelo menos anatomicamente (é esse o termo adequado?). Acredito que a relação das frutas com os órgãos sexuais tenham uma longa história, pois o homem é astuto demais para deixar algumas coisas despercebidas, principalmente quando estas se referem a sexo. Além do formato, alguns textos são perfeitamente atribuídos a ambos:  chupar, comer, delícia, gostosa e outros tantos fazem parte da rotina de quem vivencia as duas possibilidades – de consumir a fruta e de transar.

 

Com isso, a banana é logo identificada como o símbolo máximo a indicar o falo. Inclusive, uma mulher a devorá-lo serve como inspiração para a fotografia e é um ótimo recurso para salientar a sexualidade. Assim como ela, o pepino e a berinjela também atuam neste papel. Já para indicar a vagina, nada mais adequado do que uma maçã cortada ao meio ou uma tangerina como esta da imagem acima. Com certeza, não falta imaginação para ver sexo em tudo o que possa ser devorado gulosamente, principalmente quando aquela fruta, legume ou verdura vem como um defeitinho de fábrica…aí a gente faz a festa.

 

Além do aspecto visual e do sabor que a fruta e o sexo ocasionam, há quem se aproveite disso para, além da fotografia, dá umas treinadinhas e umas dicas por meio de vídeo – não acho lá essas vantagens, mas há que goste da ideia de suar a fruta para ilustrar algo relacionado ao sexo. Só digo uma coisa: a imaginação humana é uma coisa maravilhosa e o sexo aflora isso ainda mais, concorda? Compartilha comigo em quais frutas você já percebeu genitálias e, se quiser, manda fotos. Pode cortar seu rosto, inclusive, acho até melhor não se expor, viu? Estou aqui no aguardo. Se mandarem, prometo fazer umas fotinhas também. Para postar no Instagram, é só usar a hashtag #pudornenhum. Pense na ideia!