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Fazer do movimento o instante-certo. Torná-lo delicadezas do corpo e observá-lo arte. Este é o trabalho de Rebeca Reis, uma conquistense que começou a transbordar em fotografias recentemente, mas que já mostrou às redes sociais o quanto consegue desprendimentos e feminilidades frente às lentes. Tanto quanto capturar o corpo e os transbordamentos alheios, a própria fotógrafa apresenta-se diante das câmeras como uma forma de enfatizar sua autoestima. O despir e ver-se em outra projeção proporciona olhares antes não observados perante o espelho. Tal como ela mesma disse, “a fotografia é um modo de me conhecer e conhecer o feminino, a feminilidade. É meu auto-conhecimento. Além disso, o ato de fotografar é uma liberdade… no sentido de ter me descoberto e aprender a me amar”.

 

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Autorretrato

 

Diante disso, Rebeca também nos falou sobre o resultado que vê nas pessoas que por ela são fotografadas.

 

Eu vejo que cada uma tem suas limitações e vergonhas; mas, quando vou fazer um trabalho, eu procuro fazê-lo do jeito que a pessoa é. Se ela for tímida, menos luz e muita música, muita conversa e algum livro pra ela ler. Se for mais extrovertida e liberal, música..MUITA música calma pra não focar no sensual e sim no feminino.

 

Com toda essa atmosfera rítmica que perpassa os bastidores da fotografia, só penso que deve ser muito bom se deixar inebriar diante de suas lentes. Já acertamos que algumas próximas postagens minhas já contarão com seu olhar. E, para não restar dúvidas, a feminilidade tem a ver com as particularidades que a enquadram no sexo feminino. É algo bem cultural, marcante e que acaba nos apontando personalidades. Para nos encantarmos ainda mais, vamos apreciar mais algumas de suas fotografias.

 

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Vale salientar que o feminino está também em casais, mães, gravidinhas e meninos. O trabalho de Rebeca Reis é maravilhoso. Quer quiser conhecer um pouco mais e também se permitir fotografar, acesso a Fan page Guardando Momentos dessa musa. Ela fotografa em Vitória da Conquista, na Bahia, e, assim que tiver um tempinho, caio nas garras dela. Já que me inspirei um bocado por aqui, deixa eu ir ali escrever um próximo texto e suspirar.

Sempre digo que a arte é uma forma de se expressar. Por meio dela, a gente expõe nossos anseios e traços ou corporeidades. O trabalho de Cleide Ramos é exatamente isso: esse expor através de cores, pincéis e olhares. Uma conquistense de 21 anos e com  talento despertado desde criança, encontrou sua maior expressividade em camisetas. Inclusive, duas delas foram sorteadas aqui no Pudor Nenhum e quem as ganhou exibiu sorrisos fartos. Cleide trabalha na Proart, orientando a produção de trabalhos belíssimos que estão sendo exibidos no Festival de Inverno Bahia este ano.

Para ela, o desenho “é onde me dessestresso, onde acho calma. Posso dizer que é um dos lugares que me sinto mais perto de Deus porque foi um dom que ele me deu e que sou muito grata. Hoje é o que me faz mais feliz”. Saber disso é uma delícia, não é? Esse é um papel essencial à arte, proporcionar um bem interior e, assim, ocasionar a beleza aos olhos e sentires alheios. Então, vamos deixar de lero e ver o trabalho dela na prática?

 

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Inspiração: Pudor Nenhum.

 

Neste trabalho, vê-se personalidade e força nas atitudes apontadas pelas linhas. E, para a minha surpresa e ataque de amores, ele foi desenhado com inspiração na gente, no Pudor Nenhum. Fala sério: nós somos um luxo e marcamos presença onde passamos, por isso estamos sempre nos afirmando enquanto pessoas livres em relação ao corpo. O desenho realmente passa essa liberdade.

 

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Imagem: Pin-up, em lápis pastel cretacolor e papel Canson mi-tients.

 

As Pin-ups são lindas demais, não é, amores? Ele é praticamente uma autobiografia da desenhista, que adoro se vestir deste modo e acompanhar o estilo pin-up de ser. Tal pintura também nos remete à uma fotografia. A vontade é de se arrumar, colocar aquela maquiagem, um lencinho na cabeça e posar para ela. Uma imagem como essa, a gente emoldura e coloca na parede da sala ou escritório para olhar todos os dias.

 

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Cleide Ramos e sua pintura, Prisioner.

 

Para vocês saberem quem está por trás de todas estas lindezas, apresento-lhes a desenhista. Apesar de seu foco ser em camisetas, ela aceita encomendas de desenhos, grafites, telas, logomarcas. Cleide também faz quadrinhos e cartoons. Para conhecer, ainda mais, o seu trabalho, é só o Facebook de Cleide Ramos. Dá uma olhadinha por lá e veja a arte, por ela expressa, em todas as suas possibilidades. Não coloquei tudo aqui, mas garanto que há um mundo a se desvendar.

 

Linda. Sensual. Provocadora. Em três palavras pontuais, descrevo Giselli Moreira e sua fotografia. Com traços recorrentes, imagens que aguçam a imaginação e outros sentidos, ela consegue apresentar a si mesma de uma forma que transgride os pensares. O feminino é a sua maior representação por meio da profanação do corpo e do revelar-se inteira.

O ensaio ‘O Mover-se’, publicado na edição deste mês da Revista OLD, apresenta uma entrevista maravilhosa sobre o seu descobrir-se no espaço fotográfico, bem como o desenvolvimento e o fluir dos movimentos enquanto lugar de libertação e multiplicidades de si. De forma inspiradora, ela responde em entrevista que

Fotografar o próprio corpo, percorrer o corpo, costumo dizer, é um abismo que me salva, pois preciso me expor, alimentar-me do caos para alcançar alguma liberdade, continuar.

Assim, a OLD questiona sobre o modo como foi desenvolvido O Mover-se. Há uma coreografia não estabelecida e um sentir que transborda frente a lente fotográfica. O corpo ressalta as não regras impostas e o feminino emerge em cada rabisco que os movimentos ressaltam. De acordo com Giselli,

Há um corpo-impulso-múltiplo (fora de) em mim que desconheço, que quase tocar, quase posso ver, que perturba e, a priori, nada diz. Acredito que o ensaio Mover-se surgiu neste ‘quase’, neste silêncio e nos gestos que respiram. É um agenciamento de desejos, urgências e afetos que, inconscientemente, toma assento no ato fotográfico e ressoa depois que o processo acaba.

Para matar a vontade de ver um pouco d’O Mover-se, deixo-lhes uma fotografia deste ensaio. Sintam esse libertar ao qual a fotógrafa se rendeu e acesse a Revista OLD para ver mais.

Fotografia d'O Mover-se, por Giselli Moreira.

Fotografia d’O Mover-se, por Giselli Moreira.

Lilia Mazurkevich é uma artista que, na contemporaneidade, surpreende até mesmo aqueles com um olhar mais astuto para a arte. Nascida na Bielorrúsia, estudou na Kiev College of Art and Design de 1984 a 1987, bem como na City & Guilds of London Art School em 1998-99, onde finalizou seus estudos. A beleza do seu trabalho está no hiper-realismo sustentado pelas seus traços, levando-nos a um mundo complexo e além da nossa imaginação, que perpassa – muitas vezes – pelo erotismo.

Seu trabalho mais recente denomina-se “About a Woman”, no qual a mulher é retrata de forma exótica. A natureza, os animais e o olhar incerto, às vezes zombeteiro ou convidativo, tornam este conjunto de imagens um deleite para os nossos olhos. Em seu portfólio, encontra-se este excerto junto às suas sedutoras mulheres.

“A person cannot will himself to want the right thing, or to love the right person…..Emotional life can be influenced, but cannot be commanded. The heart and the brain – like charged particles of opposing polarity – exert their pulls in different directions”.

“A General Theory of Love”, Tomas Lewis M.D., Fari Amini M.D., Richard Lannon M.D.

 

Traduzo? Então ta, vou ver o que posso fazer…rsrs.

“Uma pessoa não poderia querer a coisa certa, ou amar a pessoa certa….a vida emocional pode ser influenciada, mas não pode ser comandada. O coração e cérebro – como partículas carregadas e polaridades opostas – exercem suas forças em direções diferentes”.

“A Teoria Geral do Amor”, Thomas Lewis M.D., Fari Amini M.D., Richard Lannon M.D.

Depois de ler isso e pensar, repensar e pensar, vale a pena admirarmos o seu trabalho de forma mais atenta. A seguir você poder vê-la e depois conhecer um pouco do trabalho “About a Woman”. Posteriormente, acesse Lilia Mazurkevich para ver todos os seus trabalhos.

 

Imagem: arquivo pessoal (do perfil da artista no Facebook)

Imagem: arquivo pessoal (do perfil da artista no Facebook)

"Me" time. 105x135 cm, oil on linen, 2012.

“Me” time. 105×135 cm, oil on linen, 2012.

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Rabbit. 105x115cm, oil on linen, 2012.

Charmer. 67x45cm, oil on linen, 2011.

Charmer. 67x45cm, oil on linen, 2011.

Graduada em jornalismo e com um olhar apurado para a sensualidade própria e alheia, Laysa Gouveia mostra – por meio da fotografia – que a gente é bem mais do que imagina. Quem pensa que aquelas gordurinhas a mais não são um sinal de conquista está muito enganada (ou enganado). A beleza está inerente em nós, independente de como nos portamos, e reconhecer isso é o que faz acender uma luz dentro da gente e permitir que os outros percebam isso em nós. Coisa mais linda, né gente? Então vamos conhecer o trabalho dessa linda, que reside em Vitória da Conquista, mas topa fotografar em qualquer lugar que você estiver dentro das possibilidades acertas por ambos – é claro!

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Denominado Foto-Ar, a fan page da fotógrafa é permeada de imagens lindas capturadas pelas suas lentes. Para entender o porquê leva este nome, ela diz que “Muitas pessoas me perguntam porque FOTO-AR, e explico: Além da fotografia, proponho um encontro fluído, com arte e leveza, por isso “ar”. Costumo dizer que para uma boa fotografia os ingredientes essenciais são um olho mágico e um coração sensível, é o que estou buscando…”. E a gente percebe isso, não é? Deixar-se fotografar é algo que exige, de uma certa forma, entrega e é por isso que é preciso uma cumplicidade com quem está do outro lado da câmera. Vamos encher os olhos um pouco mais com ela?

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E outra coisa: quem disse que é só a mulher que tem toda essa sensualidade? E mais: quem disse que a gente é sensual apenas com caras e bocas? Bem, a beleza está no cotidiano e, pensando nisso, de Gouveia fotografou o queridíssimo Diego. Fala sério: ficou lindo demais da conta.

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Ficou babando? Então chega aqui e clica com carinho na fan page da linda. Afinal, eu falei dele lá em cima, mas não coloquei o link de acesso, não foi? Mera maldade minha…hahaha. Oí, clica no Foto-Ar e encante-se ainda mais.