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No mês considerado da mulher, as discussões não param. À mulher, sempre coube a repressão acerca das suas atitudes perante toda uma sociedade. O modo como se veste, como fala e se comporta podem ser motivos de violência física e verbal. A mulher é culpabilizada por quaisquer atos em que ela mesma é a vítima. Considerada o sexo frágil, ela está todos os dias mostrando o quanto é forte. Para falar sobre isso, o Restaurante e Galeteria O Poleiro organizou o evento Entre Elas no dia 16 de março, uma sexta-feira. Assim, a semana terminou ainda mais reflexiva. Afinal, somente com discussões e compartilhamento de experiências, podemos refletir sobre como estão sendo nossas relações.

O evento contou com um bate-papo em que as protagonistas foram a representante do Coletivo Feminista Pretas da Dió Nana Aquino, a psicóloga Danila Gonçalves e eu, Lu Rosário. Nana, sempre muito precisa, trouxe dados estatísticos sobre como estamos sendo violadas no Brasil. Danila falou sobre sua experiência enquanto profissional que lida cotidianamente com outras mulheres e eu completei as falas dentro do meu lugar como uma mulher negra que escreve sobre sexo e lida com declarações de outras mulheres todos os dias.

Da esquerda para a direita: Nana Aquino, Lu Rosário e Danila Gonçalves.

 

O Entre Elas também contou com uma dinâmica de interação, onde mulheres respondiam perguntas relacionadas ao fato de ser mulher. Com isso, todas falaram e tornaram o momento ainda mais caloroso. Além disso, houve também sorteio de brindes. A Racco foi uma das parceiras, assim como a Tupperware que, apesar de não ter colocado um espaço conosco, sorteou alguns brindes.

Na esquerda, Ana Ferraz – proprietária d’O Poleiro.

 

Quero agradecer à Ana Ferraz pela oportunidade de estar neste evento. Que, além-março, outros momentos como este aconteçam para que nos fortaleçamos e descubramos que lugar de mulher é, sim, onde ela quiser.

Éramos 3 amigos numa segunda-feira de carnaval – eu, Ju e Mila (nomes fictícios) – e, como costumávamos fazer, marcamos um almoço na casa de Ju, o que para mim era uma ótima oportunidade de ficar a sós com Mila, pois trabalhávamos juntos e sentíamos muito tesão um pelo outro. Como eu namorava ela, não ficava à vontade em demonstrar em público.

No almoço anterior, enquanto Mila lavava os pratos, eu me aproximei e beijei seu pescoço. Ela começou a rebolar aquela bunda enorme em meu pau que ficou duro na hora. Fomos para o quarto e tirei o pau para ela ver e apreciar com muito tesão. Deitei ela na cama e, quando fui tirar sua roupa, ela disse que estava menstruada. Ela pegou meu pau e chupou, mas eu não quis gozar. Queria ficar com a mesma sensação que ela estava, então, neste almoço de carnaval, era o dia.

Ju, a dona da casa, era super descolada e assim que cheguei ela falou: dei meu cu ontem! Eu, surpreso, respondi: E aí, gostou? Ela disse que não doeu, mas também não gozou e todos nós rimos muito. Depois de muita conversa, fomos almoçar. Além de uma garrafa de vinho, tinha levado dois filmes para assistirmos e assim almoçamos assistindo o filme “Doce vingança”, estrategicamente escolhido por elevar a autoestima feminina depois de tanto sofrimento.

Estava sentado a mesa ao lado de Mila e Ju no outro canto. Passei a mão nas pernas de Mila por baixo da mesa e ela prontamente pegou em meu pau e ficou batendo uma punheta por cima da minha bermuda. Ela estava com uma calça de tecido bem fino e dava para sentir sua boceta bem molhada e assim ficamos até acabar o filme. Depois da sobremesa, abri o vinho para brindarmos aquele momento de amizade. Ju ficou meio tonta com o vinho e disse que ia tomar banho enquanto eu colocava o segundo filme. Quando viu a capa do filme, resolveu tomar banho depois.

Fechamos a janela da casa, colocamos almofadas no chão e iniciou a sessão. O filme era o “Ônibus da sacanagem”, basicamente orgia com vários casais transando ao mesmo tempo num ônibus. Eu estava no meio das duas sentados no chão. Ju estava só de toalha, pois ia tomar banho e, depois de algum tempo de filme, começou a se masturbar ali mesmo em nossa frente e, de repente, ela diz: Ai, gozei, e agora tenho mesmo que tomar banho. Meu gozo já está escorrendo.

Eu já louco de tesão, achando que podia transar com as duas, mas não tentei, pois conhecia a Mila e sabia que podia botar tudo a perder. Assim que ela entrou no banheiro, eu e Mila nos agarramos como dois cachorros no cio. Enfiei minha mão dentro de sua calcinha já completamente encharcada e senti sua boceta toda raspadinha. Fomos para o quarto, tirei sua blusa e sutiã expondo seus lindos e arrepiados seios. Deitei ela na cama e puxei sua calça e calcinha junto. Lá estava ela nua, linda e inigualável. Tirei uma camisinha do bolso e finalmente a penetrei. Ela deu uma leve gemidinha e disse: Vai, mete o que você pode. Eu metia na posição papai mamãe enquanto chupava seus peitos e, assim, acabei gozando dentro daquela boceta gostosa.

Levantei e ela perguntou: Você conseguiu gozar comigo? Eu só sorri e beijei ela. Eu estava todo molhado de suor. Peguei uma toalha e fui tomar banho. O banheiro não tinha energia e a porta não fechava toda, deixando passar apenas uma fresta de luz e deixando tudo numa penumbra. Quando viro, vejo Mila entrando no banheiro, tirando a roupa e entrando no chuveiro comigo. Ela usava algum tipo de creme no cabelo que começou a escorrer pelos nossos corpos nus, deixando tudo bem escorregadio naquela penumbra, um tesão só.

Depois de beijar e chupar muito seus peitos fartos, peguei outra camisinha no bolso da bermuda, coloquei ela de quatro apoiada na pia e delirava ao ver aquela bunda enorme rebolando em minha pica. Depois de um tempo nesta posição, ela cansou, pois o banheiro era muito apertado e eu tinha praticamente acabado de gozar com ela no quarto. Ela, então, se agachou com as pernas abertas e começou a chupar muito meu pau e só disse para eu não gozar em sua boca. Ela me olhava com uma cara de puta enquanto chupava e, assim, eu gozei em seus peitos, deixando aquela morena gostosa com um lindo colar de pérolas. E, assim, foi o melhor dia de carnaval que já vivi até hoje.

 

Um despudorado.

Foi com esta expressão – Lugar de mulher é onde ela quiser – que os aplicativos Northus e The Livery resolveram reunir oito mulheres empreendedoras de Vitória da Conquista (BA) para falarem sobre seus desafios em ser mulher na nossa sociedade. O encontro aconteceu no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, no Oxente Food – um restaurante lindo que serve uma deliciosa comida nordestina – e foi transmitido ao vivo por meio do Instagram dos organizadores.

 

Da esquerda para a direita: Lu Rosário, Sheila Andrade, Claudia Rizo, Edna Márcia, Karine Grisi, Bruna Miranda, Clara Bittencourt e Eva Mota. Foto: Rafael Flores.

 

Este momento configurou-se como uma roda de conversa onde o compartilhar de experiências ocupou a pauta principal. Estavam presentes a administradora, professora, especialista em Marketing e consultora Karine Grisi. Ela também foi a responsável por intermediar o bate-papo. De forma leve e descontraída, soube organizar muito bem os locais de fala.

Durante o bate-papo. Foto: Rafael Flores.

 

Eva Mota, jornalista e empreendedora criativa, também esteve presente. Ela é a primeira a promover uma oficina de marcenaria exclusiva para mulheres. Um projeto e tanto, hein? A presidente da CDL Conquista, Sheila Andrade, foi uma das convidadas e esteve ao meu lado esbanjando simpatia e falando sobre as diferentes posições que a mulher ocupou dentro da Câmara de Dirigentes Lojistas. Inclusive, fez um apelo para que mais mulheres se predisponham a participar deste lugar em que hoje ela se encontra.

Lu Rosário e Eva Mota. Foto: Rafael Flores.

 

Sheila Andrade e Karine Grisi. Foto: Rafael Flores.

 

PM e blogueira de maquiagem, Edna Márcia em sua pequena estatura e super feminina apresentou-nos sua história dentro de uma corporação tipicamente masculina. Já Clara Bittencourt, administradora e coaching, abordou o quanto é difícil para a mulher que quer empreender e acrescentou-nos um pouco sobre esta nova profissão que está surgindo – a de coaching. Para completar, a insta blogueira do Mulher Plus esteve presente falando sobre o empoderar-se da mulher gorda. Bruna Miranda tem, vale ressaltar, um trabalho que perpassa o meu. Maravilhoso isso. Já até propus uma live juntas!

Convidada para plateia e Edna Márcia. Foto: Rafael Flores.

 

Administradora do Espaço Colaborativo Cuco Bahia e Bruna Miranda. Foto: Rafael Flores.

 

Para começar e terminar a nossa noite, Cláudia Rizo, que é engenheira agrônoma, especialista em Paisagismo, cantora, maestrina, autodidata e pianista, fez uma capela lindíssima – tanto sozinha quanto acompanhada por sua filha. Mais do que isso, ela mostrou-nos o quanto sabe ser independente em quaisquer situações cotidianas e que não é por ser mulher que ela deve levar desaforo pra casa, pelo contrário.

Cláudia Rizo. Foto: Rafael Flores.

 

O evento foi muito importante para unir mulheres e inspirá-las. Eu não contei acima, mas é claro que eu estava presente no bate-papo e falei sobre o papel do Pudor Nenhum de empoderar mulheres, além de ter dito um pouco a respeito da minha história enquanto mulher negra que escreve sobre sexo.

Não posso esquecer de dizer, mas o bate-papo contou com o apoio da Link Consultoria, do Especiarias e do Senac. Agradeço ao convite dos organizadores e espero que outros momentos assim se repitam, pois eles são essenciais para que continuemos firmes em nossos objetivos e em nossa luta – de valorização e reconhecimento do nosso lugar enquanto mulheres. 

Por que a expressão “Seje menas” surgiu? Além de possuir uma escrita bem oralizada e de cunho popular, se formos pensar bem, a gente precisa mesmo é ouvir “Seje mais”. Quer dizer, precisamos ouvir e dizer “Seje sempre mais”. Colocar alguém pra cima é isso: utilizar menos palavras negativas e acrescentar, ao vocabulário, apenas o que pode somar.

Quando a gente se expõe, temos que ter amor próprio o suficiente para nos importarmos menos com julgamentos alheios. O “Seje menas” pressupõe que há um limite para o que o outro (ou você mesma) deseja manifestar. A gente, meu bem, não precisa de limites. Na verdade, liberdade é o que mais almejamos na vida.

Se você me achar linda, apenas elogie ou silencie. Críticas não são bem vindas e seu “Seje menas” para dizer que estou um arraso também não é lá essas coisas. Um “up” é sempre mais gostoso, você não acha? Prefiro ouvir um “Que tiro foi esse?” – acho, inclusive, bem mais sincero e arrasador.

Quando me exponho é porque preciso que o mundo me veja e sinta comigo o quanto eu posso me amar. Não se intimide porque eu quero ganhar o mundo, pois isso faz parte. Fotografe-se, mostre-se, ame-se. Aprenda que amor próprio é uma construção que fazemos de nós mesmos e que nos faz vencer em tudo na vida.

Não sei o que dizer. Juro. Já não sei o que dizer. Sentir é a palavra que mais faz parte do meu vocabulário porque tenho sentido tudo e, assim, refletido sobre cada atitude. Algumas, consideradas corretas, mudam. Com isso, mudam-se também as certezas sobre quem eu tenho sido até então. Autoestima é um ponto importante a se refletir, por exemplo. A gente, muitas vezes, se vê fortaleza, mas nem sempre somos. E, então, o que houve para tudo desestruturar assim? Em que ponto exatamente houve esse rompimento de bases? É isso que tenho me perguntado todos os dias.

Dias intensos, química e vibes bacanas podem ser ressignificados em amizades longas e deliciosas. Mas será que atração e tesão se perdem de um dia para outro sem que haja uma explicação? A gente, nesse entremeio, começa a tentar entender e percebe que não há culpa nenhuma em cartório de ninguém. O corpo, as atitudes, o ser interno e externo é o mesmo sem tirar nem por. As atitudes falam por si só e as melhores palavras são aquelas ditas antes das linhas limite baterem à porta. Falar com toda a sinceridade do mundo é sempre a melhor forma de externalizar o que sentimos.

Quando tudo se vai por água abaixo, falar permanece sendo a forma mais correta e justa de mostrar ao outro o quanto ele permanece sendo importante. Porém, não medir as palavras e despejar o quanto todo o prazer tornou-se gelo e no quanto o seu corpo tornou-se pedra é não considerá-lo em sua justeza e beleza. Com isso, volta-se os questionamentos em torno da autoestima, a culpabilidade – ainda que se tenha certeza da sua inexistência – e um sentimento ruim de incompreensão de si. Se tem algo que machuca, este algo são as palavras desditas ou ditas à mercê.

Parece até um desabafo, mas não deixa de ser. Quantas vezes você ouviu de um amigo ou alguém com quem se envolveu o quanto tudo o que estava em torno dos dois deixou de fazer sentido? Sinceridade também possui limites e perpassa o campo das emoções, da gratidão e da consideração pelo outro. A autoestima está dentro deste barco onde você sabe muito bem o caminho e esse caminho entrelaça-se à confiança.

Autoestima não é necessariamente se achar não atraente, feia ou qualquer outra palavra equivalente. Ela também pode representar o encontro consigo mesma em todas as relações que você vem a estabelecer. Sejamos mais cúmplices, maduros, humanos. Carinho, respeito e companheirismo formam um encaixe perfeito quando alguém pode ser levado para a vida inteira. Uma coisa é certa: a gente sente quando passa por alguém com essa atmosfera. Energias compatíveis servem para ser compartilhadas.

Nenhuma resposta
Mas um punhado de folhas sagradas
Pra me curar, pra me afastar de todo mal

Para-raio, bete branca, assa peixe
Abre caminho, patchuli

– Luedji Luna