Home2016dezembro

Chegou um dos momentos mais esperados do ano: o término de seu ciclo e a renovação das melhores energias, assim como a lembrança dos bons momentos e os votos de dias mais intensos em um novo ciclo que está por vir. Como despudorados que somos, um dos nossos desejos não poderia ser outro: mais despudor, mais sexo e menos tabus em nossa vida.

Quando falamos sobre tabus, logo vem, em nossa mente, o sexo anal. Quem nunca teve medo de dar o buraquinho mais perseguido pelos homens? O fato deste ser condenado pelos cristãos por não servir à reprodução e, portanto, acreditarem também não servir ao sexo é algo que realmente mexe com a cabeça dos ocidentais. Escondemos, proibimos e, também, atiçamos as mentes os desejos daqueles que querem penetrá-lo. Apertadinho, sem muita lubrificação e com pouca elasticidade, ele amedronta por ser visto como sinônimo de dor, mas – ao mesmo tempo – instiga por ser visto como uma região erógena.

A Intt, ao se deparar com este conflito sexual e querer ver os casais se amando mais e de todas as formas, lançou o Cliv – termo advindo da palavra Clivagem e que tem tudo a ver com o ato de dividir e segmentar, conforme o sexo anal deve ser: devagar e com calma no coração. O Cliv Gold é a versão ouro, aquele premiada para as apaixonadas pelo que ainda consideram proibido e que querem arriscar sem passar pelo desconforto.

 

 

O Cliv Gold é um dessensibilizante porque reduz a sensibilidade do ânus, reduzindo as dores que a penetração poderia proporcionar. Além do mais, ele lubrifica, hidrata, dilata e cicatriza. Quando eu digo sobre cicatrizar, refiro-me às pequenas fissuras e irritações que podem ocorrer porque esta região possui muitas preguinhas e, como eu disse anteriormente, a elasticidade é bem pouca.

De acordo com o apresentado na imagem acima, o bico aplicador ajuda bastante no momento a dois, a três ou a quantos você quiser – tendo todo o cuidado com a higiente e forma de aplicação (direta ou por meio dos dedos). Isso mesmo, você opta pela maneira de aplicar e a dica é colocar aos pouquinhos – entre duas e três borrifadinhas – e massagear, tanto dentro quanto por fora, que, em questão de um minuto, já é possível mandar brasa. Digo brasa porque o prazer é garantido se o medo estiver longe, a vontade latente e o Cliv no lugar certo.

 

 

Para não restar dúvidas de como o danadinho é, mostro-lhes na ponta do dedo. É um gelzinho azulado e que não assusta ninguém, só dá vontade. Para este final de ano, é a pedida certa. Para o começo de 2017, é a melhor maneira de iniciar um novo ciclo rompendo tabus e explorando novos prazeres.

Revejam a foto do produto e percebam o quanto a sua embalagem também fala por si. O dourado representa vigor, vibrações positivas, sucesso e luxo. Da mesma forma, a Intt e o Pudor Nenhum querem lhe desejar toda essa energia positiva em dobro, toda falta de pudor necessária e todos os romperes de tabus. Para 2017, meu bem, seja a sua própria fórmula de sucesso e inclua Cliv aí na sua wishlist sem medo de ser feliz.

E este assunto não se encerra por aqui, pois ainda vou escrever tantos outros sobre a arte do sexo anal, ta? Para encerrar esta publicação e 2016 com estilo, que tal darmos continuidade com a Carol Piacenzo no Papo Inttimo? Basta dar play! Mais uma vez, Feliz Ano Novo e a gente se encontra em 2017 com milhares de novidades Intt!

 

Naquela noite, eu não conseguia esconder o meu ciúme. Eu havia entrado naquele relacionamento – se é que se pode chamar de relacionamento – sabendo como seria: passageiro. Contudo, acabei me envolvendo sem querer. A cabeça sabia que deveria ser apenas transa, mas ela fazia com que meus sentimentos entrassem no jogo. Ela era foda!

Só de vê-la conversando com aquela cara de safada com o Schneider – que era quinze centímetros mais alto que eu, era loiro, tinha olhos claros, possuía um físico impecável e tinha fama de pauzudo – eu já morria de ciúmes. Ela era a MINHA putinha!

Ela namorava um holandês, entretanto quase não o via e, como era viciada em sexo, precisava de alguém para satisfazê-la na sua ausência. Foi aí que eu entrei na parada. Qual era a minha função? Meter! Eu deveria comê-la e só! E eu estava fazendo isso muito bem, diga-se de passagem, até ela mostrar que quem estava no comando da situação era ela, não eu.

Depois do churrasco da tarde no qual ela ficou de conversinha com o tal Schneider, eu percebi que ela era mais atraente do que eu imaginava. Pelo simples fato de se mostrar independente, dona de si, conquistadora e indiferente, tudo ao mesmo tempo. Eu sabia que ela ia dar pra ele e isso me deixava maluco de ciúmes. A insegurança me movia.

Pela noite, liguei pra ela e disse que precisávamos conversar pessoalmente. Venha até meu apartamento – ela disse.

Chegando lá, sentei-me em um dos dois sofás brancos que havia na sua sala. Ela sentou-se de frente para mim, no outro. Seu nome era Tatiana, tinha pele branca, cabelos negros, lisos e compridos. Olhar sacana, sarcástica, infiel (o que pra mim acaba sendo um agravante sexual) e tinha piercing na língua, o que a deixava ainda mais sexy. Se eu pudesse dar a ela um diferencial eu citaria seus seios, fartos, macios, quentes e belos. Começamos a conversar e logo virou uma discussão, pois eu não tinha argumentos concretos. O que eu alegaria, se não éramos namorados nem nada? Eu era justamente o outro, aquele que não podia reivindicar nada além de uma foda bem dada. Como eu poderia proibi-la de conversar com outro cara? O stress foi tomando conta de mim e ela começou a usar isso a seu favor. Levantou-se, pegou uma garrafa de vinho tinto, um Borgonha de uva Pinot Noir, e sentou-se novamente. Não sei se ela sabia, provavelmente sim, que essa uva é considerada pelos especialistas como a mais afrodisíaca. Começou a beber no gargalo sem deixar de me olhar com cara de piranha.

– É isso que você quer? – disse, deixando o vinho escorrer pelo queixo, chegando até os seios.

– Sim, é isso que quero – retruquei, entrando no jogo dela.

De repente ela estava toda lambuzada de vinho, derramava cada vez mais. Então se levantou, tirou a roupa e, no meio da sala, começou a jogar mais vinho pelo corpo.

– Vem e bebe! – ordenou.

– Ajoelhei aos seus pés e comecei a beber do líquido que percorria seu corpo e pingava indomável de sua boceta depilada.

Chupava tudo, bebia tudo. Passava minha língua como um animal feroz no meio das suas pernas, subindo até os seios e voltando, e ia ficando cada vez mais louco por causa do álcool e da raiva reprimida. O gosto da bebida misturada ao seu sabor particular resultava em um paladar voluptuoso.

Tirei minha roupa também, já manchada. Roubei a garrafa de suas mãos e disse:

– Agora é a sua vez!

Então ela veio beber na cabeça do meu pau! Mamava gostoso, desvairada, enlouquecida. Passava a língua por tudo e quase engolia minha pica junto com o vinho. Que boquete gostoso! Esfregava minha vara na cara toda, lambuzando-se por completo. Como ela gostava de uma travessura. E eu ainda mais!

Deitamos na poça de vinho e começamos a trepar ali mesmo. A sala estava toda molhada, os sofás sujos e nos deliciamos como crianças brincando na chuva. Eu metia com tanta força que ela gritava sem levar em consideração os vizinhos. Gemia feito uma cadela no cio. Piranha! Agora eu ia me vingar, ia fodê-la com nunca havia feito, para ela saber que EU era o seu macho! Coloquei-a de quatro, escorada no sofá, bem empinada e montei nela. Socava como um cavalo garanhão e ela desfalecia de prazer. Abria sua bunda e metia a vara socando o dedo no seu cuzinho. Ela já não sabia se gritava, se gemia ou se soluçava.

Então, peguei-a no colo, ainda escorada no pau e levei-a até o chuveiro. Ela estava enfurecida de tesão com o que estávamos fazendo, então, já com a água a nos lavar, ela meteu um tabefe na minha cara. Ah, havia esquecido de dizer, ela adorava uma boa briga de amor. Em outras palavras, a vadia gostava de apanhar… e de bater! Foi automático, soquei a mão na cara dela de volta e então a putaria começou de verdade. A gente se beijava com a água a percorrer os nossos corpos, eu chupava a sua língua e mordia a sua boca com força, louco pra sentir o gosto do seu sangue, mas me continha para não acabar com ela. Estávamos metendo de pé, eu apenas havia levantado uma perna dela e entrado por baixo. Encharcados de satisfação. De repente, depois de levar mais um tapa, virei com tudo e quebramos o boxe. Ela estava pouco se lixando, o que ela queria era isso mesmo, ver o pau torar! Então a joguei na cama e, molhados, recomeçamos a meteção.  Cansado de apanhar – ela tinha a mão pesada – fiz com que ela ficasse de costas, assim ela ficaria toda exposta, submissa e eu faria o que desejasse com ela. Soquei o pau com tudo e bombava irado naquela puta safada. Ela rebolava gostoso e meu pau começou a latejar dentro dela. Batia com força naquela bunda e ela, por ser branquinha, já estava toda marcada. Tirei o pau da boceta e mirei no cuzinho, que já estava todo melado. Sem hesitar, ela pediu:

– Me fode no rabinho!

Antes de pôr a cabecinha, ainda dei uma boa brincada na bordinha, fazendo com que ela implorasse para que eu a estuprasse por trás. E assim foi. A pica passava lisa naquele buraquinho e ela estava à vontade com tudo aquilo, como uma verdadeira devassa. Enquanto comia o rabo dela, acariciava seus seios deliciosos. Ela gritou:

– Vou gozaaaar!

Então eu acelerei e o tesão máximo veio de súbito!

Gozamos juntos, eu dentro dela. Que sensação extraordinária!

Deitamos juntos na cama e, depois de alguns minutos, depois de recuperar o fôlego e retornar à realidade, ela disse de maneira leve, quase sussurando, mas irrefutável:

– Pode ir agora.

Marco Hruschka, do blog Letra Lírica.

Um novo ano vem chegando e, sem querer querendo, nos permitimos a uma série de planos e votos de recomeço. Há sempre quem busque aquelas simpatias para encontrar um amor, melhorar a vida sexual e por aí vai. Nossa vida amorosa sempre está pedindo um complemento para que o “viveram felizes para sempre” saia dos romances e se concretize.

Quando não estamos pensando naquele boy ou girl que deve entrar em nosso caminho, estamos torcendo para que uma lingerie ou uma cueca nova faça todo o efeito no momento a dois com quem gostamos. Comemos as doze uvas para termos dinheiro no ano seguinte, pulamos as sete ondas e escolhemos a cor da calcinha como desejo maior do que queremos que venha pela frente. Tem mulheres que, inclusive, se lambuzam de vermelho, vestindo-se da cabeça aos pés para ver se aparece um amor, mas parecem esquecer de uma coisa: tão bom quanto ter alguém é ter o amor próprio nas alturas.

Pensando em amor próprio e em potencializar o sexo indo além das lingeries, o mercado erótico tem crescido de forma exorbitante. Não tem um falo para se relacionar? Tente um dildo, um vibrador. Você gosta daquela coisa dele ejacular e pá? Já existe o vibrador com ventosa que faz esse papel. Quer sentir o calor da excitação entre as pernas? Invista nos excitantes femininos. Gosta da refrescância? Não faltam produtos. Gostaria de sentir os dedinhos lá naquele lugar? Compra um vibrador rotativo. Não sabe como lidar segurando nele para sentir prazer? Compra daqueles com controle remoto, tem com ou sem fio, mas não deixe pra gozar somente quando tiver alguém porque não lhe faltam aparatos para tal.

Se o seu caso é outro, pois você tem alguém e precisa melhorar a relação, então fica tão fácil quanto. Pense na infinidade de brinquedos e possibilidades que vocês podem encontrar para tornar o sexo louco, romântico, engraçado, inusitado, selvagem. Não faltam meios de se investir em si e no outro com uma cajadada só. Dessensibilizante anal e oral fazem a cabeça de ambos porque possibilita melhorar ainda mais o que já era bom. Bebidinhas com afrodisíacos dão aquele calor, mousses e produtos comestíveis são uma delícia para lamber e, quase literalmente, comer o outro.

Quando a gente inicia um novo ano, pensamos em tudo, mas esquecemos de ir na consultora de produtos sensuais mais perto de nós ou naquele sex shop ali da rua ao lado. Eles são os locais mais adequados para nos apimentar e apimentar nossas relações. Com eles, não precisamos ficar esperando o efeito da simpatia tal e qual porque somos nós quem colocamos a mão na massa e fazemos o momento sem necessidade de nos fincarmos na linha do tempo.

Para que 2017 supra as suas necessidades nesse sentido, desejo aquela visita esperta sem medo, vergonha ou compromisso. Assim, a gente se empanturra e consegue dar conta de um novo ano bem mais prazeroso em todos os sentidos do termo.

Quem aqui gosta de falar durante o sexo? De gemer alto e mostrar para o outro o quanto a transa está boa? De questionar se está gostoso para ir adiante ou melhorar? E quem também não gosta de falar uma putaria bem escrachada? De salientar o quanto está bom e de pedir para continuar com mais ênfase?

O ato sexual vai além da relação entre os corpos, ele envolve a linguagem verbal como uma forma de salientá-lo. No entanto, esta linguagem não se manifesta do mesmo modo para todos e, inclusive, alguns não necessitam dela ou não conseguem usá-la no momento de sua satisfação. O fato de falar enquanto há esse entrave aprazível com o outro é, normalmente, compreendido como uma maneira de mostrar que se está gostando muito. Não é a toa que muitas vezes o “não para”, “continua”, “gostoso”, “mete mais”, “pode chupar” (e por aí vai…) habitam os falares femininos enquanto se é penetrada por falo, língua e dedos ou mesmo por carinhos que aumentam a libido.

Outras vezes, esse falar pode ser um guia para se atingir o prazer, ou seja, a mulher vai direcionando os pontos que gosta para que o parceiro(ou parceira) a conheça melhor e a leve ao orgasmo. Nessas horas, diz-se o “desce mais um pouco”, “você está tentando colocar no buraco errado” e “só a cabecinha, depois você coloca o resto”.

Há ainda as famosas “Possa lamber lá?”, “Ta gostoso?”, “o que você ta sentindo?” – estas e tantas outras são indagações para saber até onde é possível ir e, assim, tornar a transa cada vez melhor. Além do mais, tem aquelas mais despudoradas que falam e adoram ouvir “putinha”, “cavalão”, “deixa eu chupar seu pau”, “ai, que delícia sua bucetinha” e todas as pornografias que os filmes pornôs investem.

As que não falam, só gemem, exprimem meramente o prazer por meio da sua respiração ofegante. O fato de não falar pode ser resultado de um certo moralismo que a pessoa carrega ou uma escolha pessoal, na qual ela queira centrar-se apenas nos sentidos que traduzem seu tesão. A conversa cheia de rupturas, que o sexo propõe, ocasionou a formação do twitter Frases Transa (atualmente, desatualizado) – depois vejam lá uma mostra do que tenho dito sobre ser tagarela na intimidade e troca de fluidos.

Independente da produção de sons, o que importa é derreter-se durante a prática e curti-la em todos os seus viés. E você? Faz escândalo ou prefere um silêncio? Eu escandalizo ou me silencio, depende das circunstâncias e do parceiro. Se quiser falar um pouco de você, sinta-se à vontade nos comentários. Joguemo-nos e sensualizemos!

Para os cristãos, comemorar o nascimento de Cristo. Para os cristãos e todos os outros, uma data que vai além de um motivo religioso porque perpassa todo um ritual que inclui uma ceia natalina, com direito a peru, salpicão e mais outras receitas recheadas com uva passa. Além disso, inclui panetone em algumas refeições antes mesmo da data em si. Só que não é apenas isso, Natal possui decoração vermelha, árvore toda organizada com enfeites e estrela na ponta, assim como meias nas janelas – quando possível – e roupa nova. Em outras palavras, Natal é mero capitalismo.

Como se não fosse o suficiente, o Natal ainda conta com mensagens bonitas de amor, paz e felicidade. Todo um blablablá que se instaura para provar que somos feitos de humanidade. Infelizmente, é um espírito que nos toma enlameado de hipocrisia. Então, mandamos mensagens copiadas e coladas de grupos. Espalhamos desejos de coisas boas que podem ser verdadeiros, claro, mas que não duram até a próxima semana. Não por desejarmos mal ao próximo, mas por não mais nos lembrarmos dele.

No Natal, os casais se amam e as famílias são perfeitas. As campanhas natalinas contemplam as crianças carentes, dando-lhes brinquedos que, a todo custo, tentam fazê-los durar até o outro ano. Quem não tem peru, come um frango assado. Quem não tem frango, busca mudar o cardápio. Quem não tem cardápio, sente fome. Mas ninguém está nem aí porque estão todos, em suas casas, felizes e comendo loucamente.

Quem não pode fazer uma decoração de natal, contenta-se com as ruas decoradas. Quem não tem família, chora ao saber que não terá o privilegio de compartilhar um momento tão cheio de paz. O choro persiste e a data torna-se inesquecível porque natal é sinônimo de família e ostentação de presentes, comes, bebes e decoração.

O texto de hoje não tem nada a ver com a temática do blog: sexo e sexualidade. Porém, tem tudo a ver com a vida, com o momento e algumas reflexões. Eu não poderia deixar de escrevê-lo. Peço que reflitamos hoje e busquemos ser mais humanos e menos capitalistas em uma data que existe por celebração, tal como os cristãos inicialmente atribuem. Troquemos o vermelho do sangue, do decorar, do papai noel (que, inclusive, nem combina com o Brasil) pelo vermelho do amor puro e sem hipocrisias. A vida assim, provavelmente, ficará mais leve.

Sexo é um ato que envolve exposição. Expor o corpo e as partes íntimas que normalmente escondemos, ora por uma questão cultural ora higiênica, quando diz respeito às roupas consideradas íntimas, revela o ponto máximo de intimidade entre duas (ou mais) pessoas, mas que nem sempre é permitida total ou parcialmente.

Ao fazer sexo, alguns preferem que as luzes estejam bem acesas para ver tudo de si e do outro, alguns preferem as luzes apagadas para que o ato seja apenas de sensações táteis e palatáveis, outros priorizam a penumbra, ocasionando uma relação do ver e não ver entre quatro paredes (ou parede alguma). Essas três categorias, que envolvem o ambiente de realização do coito, podem ser descritas de forma ainda melhor e mais detalhada.

A relação, quando ocorre no claro – em ambiente hiper claro – costuma significar desinibição. Pessoas desinibidas não tem vergonha de seu corpo, gostam de se mostrar por completo e de fazer todas as caras e bocas para agradar o parceiro (ou parceira). Além do mais, a claridade permite ver as feições do outro e reconhecer nele o prazer. Sexo no claro é para aquelas que são mais fogosas e querem acompanhar cada detalhe deste entrelaçamento de corpos (Ui! Chega arrepio!).

Uma das minhas leitoras disse que só fazia no escuro, quando descobriu que rolava no claro..achou o bicho. Hoje só curte fazer com todas as luzes acesas e, de preferência, olhando no espelho. Fala sério, ela sabe ser gostosa! Uma outra, também leitora e despudorada, alegou que gosta de fazer no claro e que apesar dos defeitos que seu corpo possui, acha até melhor exibi-los… e sabe o que eu achei dessa revelação? Perfeita!

Temos que nos amar como somos…e sem contar que celulite, estria e essas coisinhas nem são defeitos, são gostosuras. Os homens, que eu questionei a respeito disso, disseram que preferem o claro. Como já sabemos, eles são mais visuais e gostam de ver a mulher e seus contornos, gestos e expressões. Contorcer-se e gemer é, para eles, elevar o ego.

Para quem gosta de fazer no escuro, há muitas ressalvas, viu? Apesar do escuro permitir com que se trabalhe ainda mais os sentidos, o escurinho também pode ser uma forma de se esconder. Esconder-se é para os fracos, viu? E nós precisamos ser despudorados, o sexo é o melhor lugar para nos soltarmos!

Já a penumbra é outra coisa. Nela, você vê e não vê. De acordo com uma leitora, “Gosto da penumbra, gosto de ver entrando e saindo, por isso não gosto da completa escuridão. Gosto também de ver as caras de prazer, mas a penumbra é interessante por não deixar totalmente claro, a luz às vezes atrapalha, até os olhos ardem e a penumbra ainda causa aquele mistério de sombras…é uma delícia!”. Assim como a leitora, eu acho que o ambiente fica mais aconchegante e dá um clima mais gostoso de eroticidade.

Agora, o mais importante de tudo é não sentir vergonha do seu próprio corpo, é transar livremente e sem preceitos morais os seguindo. O importante é amar, foder e se lambuzar!

Dirias que naquele dia

possíveis encontros seriam

em nós desatados

 

Diria, também, que

haviam planos, sonhos e modos

de se buscar nem que seja em versos

formas de se encontrar

 

A cumplicidade os aproximava

despercebidamente

A ausência era algo pelo qual lutavam

para que não os tomasse

 

Havia voz, gestos e palavras

Sinceridades, cuidados e alma

 

Até um ineditismo acontecer

e desaguar todo o mar que se tornaram