Hot Girls Wanted é um documentário sobre garotas, a partir de 18 anos, que resolvem se aventurar na indústria pornô a fim de obterem independência financeira e estrelato. Seduzidas por um anúncio que lhes dá a passagem de avião até Miami e lhes garante estadia, muitas garotas acabam cedendo a tentação e se aventuram em um mercado que lhes é muito novo – sem contar que há uma inexperiência delas na questão sexual, até porque algumas tiveram poucas relações sexuais antes de entrarem neste novo universo que as esperam.

Recrutadas por um homem que aluga a sua casa para elas, as jovens dão apoio umas às outras para conseguirem permanecer ali. Algumas não gostam, mas continuam nesta vida de filmagens e sexo para não terem que voltar pra casa e porque viram, ali, a possibilidade de ganhar um bom dinheiro.

O pornô amador, ao qual estão lidando, busca rostos novos para um público que gosta de ver ingenuidade e delicadeza em atos explícitos. Inclusive, a maioria delas trabalham até 3 meses e, depois, não a querem mais, a não ser que tenham feito bastante sucesso ou resolvam ceder a cenas de sexo mais específicas e – certamente – sem limites. Normalmente, elas atuam com um pseudônimo e criam um Twitter. Assim, sua rotina é mostrada por meio da rede virtual e este serve como um complemento para a sua fama.

Muitas garotas trabalham no pornô sem que os pais saibam, muitas fazem aquilo porque – após saírem de casa – não vêem outra alternativa. Este documentária conta, inclusive, a história de Tressa e mostra como as coisas se deram com sua família e com seu namorado, que sabia da sua profissão, mas pedia que ela o deixasse. É perceptível, enquanto assistimos, a angústia dessa jovem.

Além do mais, fala-se de um “abuso facial” – traduzamos assim. Este é um sexo oral forçado que a garota deve fazer no ator em questão. Em alguns casos, ela vomita e – na maioria deles – sai bastante machucada. Ainda que não seja oral, há outras situações em que o forçado persiste. Devido a isso, uma das meninas comenta o quanto se sentiu mal e como, a partir de agora, ela imagina e sente o quanto é doloroso ser estuprada. Inclusive, a imagem que ilustra esta publicação refere-se a um desses casos.

Em Miami, a única regra era: para o pornô, tenha mais de 18 anos. Fora isso, não exigiam ao menos camisinha. Com isso, os atores gozavam no corpo das meninas em vez de ser dentro delas – assim afirmou a jovem Tressa – e faziam exames a cada 15 dias para constatar que estava tudo bem com a saúde das envolvidas.

Acredito que conhecer este mundo nos seja interessante para sabermos como está sendo produzido aquele material que estamos assistindo ou que, ao menos, sabemos que está livremente circulando pela internet. É importante refletirmos a cerca da relevância que os prazeres do corpo proporcionam e o quanto isso pode ser perverso, sem contar a falta de limites que os apetites sexuais possuem.

Eu o assisti pela Netflix. Caso tenha, fica a dica para hoje, para o próximo final de semana ou para um simples dia qualquer. Se quiser compartilhar o que achou, estarei por aqui te esperando!

Antes de começar a escrever sobre este assunto, resolvi interrogar alguns amigos sobre o que eles acham da discrição dos relacionamentos casuais. A resposta é simples, até porque ninguém quer ser colocado em outros lençóis pela boca do povo. Ao falarmos sobre tais relacionamentos, tocamos no que concerne às formas descomprometidas de se relacionar, ou seja, a não firmar algo com alguém e, sim, ter trocas de carinho quando a vontade do corpo apertar. Porém, isso não significa possibilidades de namoro e romance à vista, muito menos que será frequente (do tipo bater a vontade e pimba).

É neste sentido que entra a discrição: Já que a outra relação é instável ou foi apenas por uma noite, para quê falar? Se eu disser, vou ficar com fama de periguete ou, no caso dos homens, de pegador (e se a menina souber que fiquei com outras do círculo de amizade dela não vai me querer). Em relação aos homossexuais, surge a decisão de não falar nada para evitar burburinhos e por aí vai. Em outras palavras, não faltam motivos para se manter a coisa fechada entre quatro paredes e duas bocas (caso não haja um ménage). Entre as respostas, encontram-se essas e leitores.

“Eu sou uma mala aberta. Gosto de compartilhar, de falar, de contar. Geralmente comento com amigas mais próximas”

“No meu caso, a descrição era fundamental já que a malha que eu usava era zero. Podia ser horrível ou bonita, eu não dispensava. Mas pros meus amigos eu contava já que eles não eram concorrentes em potencial”

Lembram daquela expressão relacionado ao mineirinho? Pois é, quem come quieto, também come bem e acaba saindo de barriga cheia. Quem faz aqui e ali sem falar nada, acaba fazendo mais e, quando percebe, já ficou com uma infinidade sem ninguém saber de nada – oh, que delícia! Mais que delícia, isso é sabedoria. A maioria dos jovens não têm isso bem definido, é a maturidade que delineia melhor e os torna discretos em seus prazeres. Para quem tem muita sede de experimentar, de sentir, de realmente provar, o tempero é esse. Faça bem feito, lamba as beiradas e se aquiete. Assim, você está por aí leve, livre e solto porque “quem não te conhece que te compre”.

Já não temos mais dúvidas que entre todas as desilusões amorosas, surgiu uma outra que deixa muitos homens e mulheres de queixo caído. A famosa desilusão linguística – ortográfica e gramatical – tornou-se mais latente nos tempos atuais. Nunca convivemos tanto com a escrita do outro. As redes sociais virtuais nos possibilitaram ver o que o outro escreve e estabelecer diálogos por meio das palavras. Sendo assim, qualquer “desvio linguístico”, ao ser percebido, passa a ser alvo das mais duras críticas e das mais altas risadas, além de intensificar o preconceito. Em outras palavras, a desilusão linguística amorosa tem frustado muitos homens e mulheres na procura por alguém e se tornado o novo mal do século.

Nem todo mundo estudou em bons colégios ou, até mesmo, deu a devida atenção que o estudo merecia. Nem todos convivem em uma comunidade onde a fala é aquela que compreendemos como a correta. Inclusive, isso é essencial para um bom desempenho linguístico. Sou professora de língua portuguesa e, ao trabalhar na zona rural, ficava claro o quanto o ensino em sala de aula era restrito e o quanto não adiantava dizer que o correto era “nós vamos” em vez de “nós vai” porque quando os alunos voltavam para casa e se encontravam com os amigos, todos falavam “nós vai”. Essa influência se dava automaticamente, isto é, eles sabiam que o correto seria “nós vamos”, mas a comunicação permanecia a mesma se dissessem “nós vai” e já que era assim que todos se comunicavam, então para quê mudar?

Acontece que as relações vão além e esse vício, que extrapola as prescrições da gramática e que temos previamente estabelecido no dicionário, acaba nos colocando em maus apuros quando ampliamos nosso horizonte de conversação. Apesar de eu ter citado este exemplo, ele não é o único que justifica os assaltos que nosso coração anda tendo. Muita gente sabe e convive com pessoas que utilizam o português considerado correto, no entanto, possuem preguiça e conversam ou escrevem sem preocupações e de uma forma despojada ao seu bel prazer. Eles, realmente, não sabem a repercussão que isso pode ter caso o diálogo seja com alguém mais cricri neste assunto.

Uma outra coisa interessante e que nos leva a pensarmos o quanto podemos ser preconceituosos neste assunto é a intolerância da linguagem quando quem escreveu de forma é um universitário ou alguém com um diploma acadêmico. Talvez não seja um preconceito pensar assim, mas o fato de saber que este teve conhecimento e oportunidade de agir de outra forma, mas não o faz, acaba indignando muita gente.

Estou falando tudo isso porque essa questão linguística traz grandes reflexos, principalmente nas relações que se querem ir um pouco mais além. Quem preza pela linguagem, sente dificuldades de se envolver com alguém que possua esta precariedade e vice-versa. Esse fator proporciona desilusões que vêm tomando proporções cada vez maiores e faz com que pensemos, inclusive, na impossibilidade de encontrarmos alguém.

Essa incompatibilidade linguística ocasiona imensas frustrações que, em nosso imaginário, vão além da linguagem. A gente, em sã impaciência, canaliza um “não sabe falar direito” para um “mal deve saber o que fazer depois de trepar” ou “e eu vou lá querer apresentá-lo pra ninguém” ou sabe-se lá o quê. São pré-conceitos a partir de uma leitura da sua escrita.

Diante disso tudo, o que podemos fazer? Esse é um caso sério a se pensar. Só digo que não podemos desistir de pregar o quanto é importante nos utilizarmos das ferramentas que a internet e os livros oferecem para nos tornarmos melhores e mais sábios na maneira de nos expressarmos. Digo também que não podemos julgar os outros por isso, mas que, antes, precisamos saber quais as ideias que a pessoa tem e quais as suas opiniões a respeito dos diversos assuntos porque isso – sim – é quem o define.

Quando você vê que não tem saída porque não há conversa certa para resgatá-lo, segue meu conselho e chama Raul. Assim como ele cantou, “Tenha fé em Deus. Tenha fé na vida. Tente outra vez!”, vai que na próxima tentativa, você se dê bem, não é?

Conversando com uma leitora, que é homossexual, ela me dizia sobre relacionamentos de um modo um pouco tímido como quem quer se mostrar. Ela não havia assumido ainda sua orientação sexual, mas eu já havia percebido nas entrelinhas. De repente, perguntei se ela era virgem. Sou dessas: objetiva demais quando vejo que é necessário. E ela ficou meio convicta que era, mas no decorrer da conversa soube que ela já havia praticado algumas aventuras sexuais com mulheres. Foi assim que, então, eu comecei a me questionar sobre o significado de virgindade em nossa sociedade.

A virgindade parece existir apenas enquanto penetração peniana. O homem meteu o pênis, deixa de ser virgem; a mulher sentiu a metida, não é mais “pura” – afinal, ser virgem ou não também tem a ver com pureza e inocência. No entanto, creio que a penetração é o que menos interessa nos enlaces entre duas pessoas. Para mim e para alguns estudiosos, a virgindade está mais relacionada ao êxtase da intimidade. Encontrar-se nu diante do outro, sentir e ser tocado nas  partes íntimas são motivos suficientes para que se conheça o funcionamento sexual que persiste em nossa sociedade. Sem contar que este é o caminho que nos leva aos desejos que resultam na penetração. Conhecer essa dinâmica na pele é não ser virgem. Diria que isso elucida um pouco das discussões acerca do assunto e vai de encontro ao que foi culturalmente imposto.

A palavra virgem é de origem latina e advém da palavra virgo, que significa mulher jovem. Provavelmente, seja por isso que este termo também esteja tão relacionado à mulher. É no sexo feminino que as mudanças ocorrem quando há o deflorar da sexualidade. Além do sangrar – marca de perda da virgindade, mas que foi constatado que nem sempre se dá dessa forma, existem as mudanças de atitude por se sentir mais mulher. Para o homem, a meninice acaba naquele momento e as circunstâncias passam a ser outras em seus futuros encontros. Para a mulher, um pecado. Para ele, um alento. Desse modo, é cultural a forma como a virgindade é vista e encarada diante de ambos os sexos. Essa forma de compreender tais âmbitos já consta da origem etimológica do termo em questão.

Um outro ponto fundamental é a importância que esta tem (ou tinha) na sociedade. Antes, na época dos nossos pais, mulher que já tivesse feito sexo sem casar era incumbada ou puta – como diziam. Hoje em dia, é normal. Quando se vê um namoro de alguns tantos meses, já se conclui a possibilidade de terem praticado a tal delícia. A forma como o sexo é colocado nas redes sociais, que são formas que possibilitam a interação contínua entre os indivíduos, torna este assunto menos polêmico e menos criticado se comparado com algumas décadas passadas… apesar das instituições religiosas pregarem o sexo somente após o casamento.

Enfim, sou ousada mesmo e trago discussões tamanhas pra este espaço. Mas e você? O que achou de tudo isto que falei? Participa comigo que depois te dou um doce..rsrs. Comentário ou e-mail, tanto faz, você quem escolhe.