Home2016janeiro

Em 2014, li uma entrevista com a psicanalista e escritora Regina Navarro e resolvi escrever este texto. Textos devem ser publicados e trazidos para este novo espaço de despudor. Navarro diz que é provável, na segunda metade deste século, as pessoas viverem o amor e o sexo bem melhor do que vivem hoje. Além do mais, a psicanalista acredita que a monogamia pode ser tornar coisa do passado. Diante disso, vieram me perguntar o que eu achava sobre a monogamia e, ao pensar sobre esse assunto, achei justo compartilhar com vocês e saber o que pensam a respeito disso.

Como já sabemos, a monogamia é um contrato que foi criado por meio da história e se tornou parte da nossa cultura. Historicamente trazida pelo cristianismo, é uma forma de manter a relação de modo unilateral, ou seja, sem a interferência de terceiros. No entanto, este sistema funciona na teoria, mas não na prática. Com a crença de que é inviável manter um contrato entre as partes, em muitos casos nos deparamos com as relações extraconjugais e, entre os homens, isso acabou sendo reconhecido como algo comum e constituindo a expressão de que todo homem não vale nada.

De acordo com Regina Navarro, o modelo de casamento pode ser radicalmente modificado com o término da cobrança de exclusividade sexual que permeia a monogamia. Para ela, os modelos tradicionais que perpassam os relacionamentos já não são mais satisfatórios e “daqui a algumas décadas, menos pessoas estarão dispostas a se fechar numa relação a dois e se tornará comum ter relações estáveis com várias pessoas ao mesmo tempo, escolhendo-as pelas afinidades. A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida pode vir a se tornar coisa do passado”.

Atualmente e diante do lacre que envolve a monogamia, muitos casais já tem buscado o poliamor como uma forma de confiança no outro e de manter a relação a mil, ou seja, firme, forte e com a liberdade de ter outros parceiros sexuais. Porém, isso diz respeito a uma mudança na mentalidade das pessoas e, em sociedades de cunho machista e cristão, isso é difícil ou quase impossível. Por mais que as pessoas se permitam ficar umas com as outras em períodos curtos de tempo, por mais que elas aceitem as relações extraconjugais, a monogamia está no cerne de nossa cultura. Não é à toa que, como um leitor comentou, o ato de ficar aqui e acolá está associado ao descompromisso.

Contudo, isso não nos permite pensar que está havendo uma mudança na mentalidade dos sujeitos, pois comprometer-se com alguém ainda está, majoritariamente, relacionado a monogamia. Para completar, uma coisa é certa: quando algo se torna cultural, ele se cristaliza. Para perder esse status, demora anos e se este for concernente à religião, aí é que se torna mais complexo. Enquanto isso, minha dica é vivermos bem – seja de forma monogâmica ou não. A felicidade da gente depende da forma como nos sentimos melhor com quem queremos bem.

É  quase meia noite e este texto é uma antiga publicação com um sentimento e circunstância atual. Já estou morrendo de sono e todos os outros dias não são muito diferentes. Quando a meia noite se aproxima, entro em coma. Tenho planos demais, mas o sono, a correria e o cansaço me impedem de seguir em frente no único horário que eu teria disponível. Assim como acontece comigo, provavelmente há de acontecer com muita gente pelo mundo. Nessa situação de cansaço contínuo e, também, de um acúmulo de frustrações, cada minuto resgatado torna-se luxo e, por isso, precisa ser aproveitado da melhor forma possível.

 

Aos 30 anos, a vontade era de se ter as coisas mais estabilizadas. Na verdade, todo mundo tem um desejo para ser concretizado até este momento da vida. Quando a idade chega e você não vê avanço, a frustração toma conta e tudo o que está ao seu redor recebe um certo peso. A lista de prioridades, então, torna-se outra e passa a liderar o topo. Com isso, o sexo, tão bem salivado, começa a ficar para trás.

 

Querer transar todo dia, desejar os homens que se aproximam ou fazer de tudo para se mostrar um pedaço de mau caminho começa a deixar de ter graça. Sair pra dar uma não é mais conveniente. Desesperar-se por ficar três meses sem sexo virou coisa do passado. Excitar-se facilmente com qualquer mão boba, ainda que em abstração, não faz o mesmo sentido. E mais, descobrir que a falta de sexo não mata ninguém.

 

A vida precisa se ajustar, se encaixar nas necessidades primeiras para depois começar a provocar e se voltar aos desalinhos do corpo e da voluptuosidade. Pensar assim não é ser careta nem deixar de se permitir. Para todo happy hour, há um intervalo não menos gostoso. A diferença é não mais buscar, não se afligir nem achar fio de cabelo em gema de ovo porque não transou. Há outras prioridades e outras angústias. Sexo passa a ser um bônus na conta dos prazeres.

 

No entanto, em quaisquer lugares não há outros assuntos. Fotos, piadas, mensagens, comentários, e libidinagens. Em tudo e em todos há algo relacionado ao sexo. Não há outro assunto na boca do povo. Sexo, em nossa sociedade, é praticamente tudo. Enquanto isso, eu e mais um tanto sentem que essa não é mais a mesma praia, pois serve apenas para banhos em pequenos feriados. A delícia está em falar sobre, desejar, sentir por imaginação e ficar de boa na lagoa com a sua ausência. Sabe de uma coisa?  Viver assim não é ser careta, é pensar no além e buscar ser feliz por inteiro. Permitir-se não precisa deixar de ser palavra chave, ficar meses sem fazer sexo não a torna menos desejável, não alimentar conversas parecidas não a faz careta.

 

Quando os 30 anos chegam, você só quer se resolver. Depois disso, pode descer a lapa porque eu vou querer é uma orgia…hahaha. E você, despudorado(ada), como se encontra em todos os sentidos da vida? Plena ou se resolvendo e, por isso, cheia de prioridades que não sejam o sexo? Preocupação demais é foda, né? Se você consegue manter tudo na mais perfeita saliência, continue jogando duro. Se você não se encaixa no texto, não tem problema – faz parte.

 

Ainda que não transemos sempre e tanto, continuemos falando sobre o assunto e compartilhando experiências e vontades. Faz bem pra alma e pro coração.

A água caía torrencialmente sobre seu corpo nu. Cobria e se despia como se estivesse sendo vista por alguma fresta, vitrô ou fechadura esquecida. As mãos a vestiam entre espumas, desejos e nostalgias. Entrecortava canções que poderiam servir de trilha sonora para seu curta metido a erótico. E, ao imaginar, o instrumental de “You can leave your hat on”, serpenteava e embaraçava-se naquela cascata que a inundava. Com chuveirinho, permitia-se; com os dedos, procurava os melhores caminhos. Sabia que maior que o desejo era a consciência apontando-na: desperdiçar água não é lá essas coisas. Então, acariciou-se com a toalha tolhida que estava. E, ao sair do açude de tentações, calou-se frente ao espelho. Observou atentamente cada detalhe seu: olhos abertos, um maior que o outro que, quando faziam parceria com as sobrancelhas expressavam todo prazer ou desprazer que queriam; os cabelos bagunçados soavam sexyssezas e cabiam muito bem se roçados em alguém perante confissões ao pé do ouvido; seios baixos e gordurinhas a mais faziam dela uma mulher farta e ela sabia o quanto tudo aquilo a tornava o tanto que era – o tanto de tesão, de possibilidades sobre a mão ou mãos. Novamente, tocava-se e seu êxtase era enorme.  Naquele instante, ter alguém era tirá-la daquele chão de descobertas do seu próprio corpo. Preferia ficar assim, esfregar-se na parede, abrir-se inteira, assumir as próprias rédeas e se fazer volúpia para si mesma. Se havia alguém a observá-la, certamente intuía loucura, exibicionismo ou masturbava-se freneticamente. Não quis abrir a porta ou tirar os olhos do espelho a notá-la tão intimamente até sentir que estava na hora. Enrolou-se na toalha, fechou-se para o que a esperava lá fora. Não havia ninguém e, assim, a vida voltou a ser um invólucro e seu corpo uma caixa com lacres frouxos.

Pode reler o título deste texto porque é bem isso mesmo. As camisinhas Skyn, a primeira vista, não me deram credibilidade alguma porque eu apenas a compreendia como uma camisinha como qualquer outra. Como sempre, resolvi partir para o Google e deparei-me com uma explicação sobre o material utilizado nela, além de diversos depoimentos sobre seu uso. Achei um máximo e parti para a fase de experimentação, é claro!

Com esta camisinha, realmente me senti em contato direto com o pênis no momento em que ele me adentrava. Ele adere direitinho e proporciona aquele atrito delicioso dentro de nossa região íntima, além de não deixá-la tão ressecadinha quanto muitas outras. Inclusive, é por isso que as pessoas não gostam das camisinhas e usam a expressão de ser chato chupar bala com a embalagem. Sem ela, a gente sente o verdadeiro gostinho do doce. As camisinhas Skyn não são feitas com látex de borracha natural em sua composição, mas sim de Polisopreno. Isso é ótimo para quem ter alergia ao látex de borracha natural, não é? Sem contar que as sensações e sensibilidade deste material é muito bom.

Por ser nova no mercado, tais preservativos não são tão baratinhos quanto as que costumamos comprar. Mas, ainda assim, super cabe no bolso. Eu indico para quem tem alergia, quem é casado ou tem uma vida bastante ativa sexualmente e se cansou das camisinhas convencionais, para quem quer conhecer um produto diferenciado e, principalmente, para quem ter alergia às de látex porque se proteger, amores, é essencial. Antes, você não as encontrava em farmácia, somente em sex shop ou revendedoras de tais produtos; mas acabei de saber, por uma leitora, que já é possível encontrar. Oh, que máximo!

 

Gostei, Lu, de fato foi a que melhor conseguimos nos adaptar. Meu marido até comprou um pacotinho na farmácia esse semana. Ela é bem fininha mesmo, mas resistente…e não deixa a pepeca sem lubrificação porque o problema das outras é que o atrito deixava a vaginal sem lubrificação, né?

 

Agora, amores, é experimentar e curtir a coisadinha com o love, o peguete ou o amigo. Se quiser compartilhar com a gente sua experiência, sinta-se a vontade. O Pudor Nenhum é um espaço aberto para isso e a gente ama que aqui seja assim!

Sabe o que essa fruta tem a ver com sexo? Tudo – pelo menos anatomicamente (é esse o termo adequado?). Acredito que a relação das frutas com os órgãos sexuais tenham uma longa história, pois o homem é astuto demais para deixar algumas coisas despercebidas, principalmente quando estas se referem a sexo. Além do formato, alguns textos são perfeitamente atribuídos a ambos:  chupar, comer, delícia, gostosa e outros tantos fazem parte da rotina de quem vivencia as duas possibilidades – de consumir a fruta e de transar.

 

Com isso, a banana é logo identificada como o símbolo máximo a indicar o falo. Inclusive, uma mulher a devorá-lo serve como inspiração para a fotografia e é um ótimo recurso para salientar a sexualidade. Assim como ela, o pepino e a berinjela também atuam neste papel. Já para indicar a vagina, nada mais adequado do que uma maçã cortada ao meio ou uma tangerina como esta da imagem acima. Com certeza, não falta imaginação para ver sexo em tudo o que possa ser devorado gulosamente, principalmente quando aquela fruta, legume ou verdura vem como um defeitinho de fábrica…aí a gente faz a festa.

 

Além do aspecto visual e do sabor que a fruta e o sexo ocasionam, há quem se aproveite disso para, além da fotografia, dá umas treinadinhas e umas dicas por meio de vídeo – não acho lá essas vantagens, mas há que goste da ideia de suar a fruta para ilustrar algo relacionado ao sexo. Só digo uma coisa: a imaginação humana é uma coisa maravilhosa e o sexo aflora isso ainda mais, concorda? Compartilha comigo em quais frutas você já percebeu genitálias e, se quiser, manda fotos. Pode cortar seu rosto, inclusive, acho até melhor não se expor, viu? Estou aqui no aguardo. Se mandarem, prometo fazer umas fotinhas também. Para postar no Instagram, é só usar a hashtag #pudornenhum. Pense na ideia!

Em uma tarde de segunda, poesia. Na primeira segunda do ano, inspiração. No meio daquele dia, tesão. Sem pudores e com livros na mão, o escritor José Abisolon deixou-se fotografar pelas minhas lentes – que, apesar de ainda estar ingressando no ramo da fotografia, já me senti à vontade o suficiente para soltar a imaginação com ele e utilizar a câmera em minhas mãos ao meu bem prazer.

Com livros de literatura erótica e pornográfica que nos fazem lamber os beiços, apresentamos alguns deles de uma forma deliciosa. A interação com cada livro, de uma forma sutil, torna o ensaio uma mostra singular do que é importante nesta vida e as considerações sobre cada um deles são feitas por José Abisolon, o modelo delícia das fotos.

Fotografia: Lu Rosário.

 

Em O Sexo e A Psique, Brett Khr é um psicanalista que pegou uma caralhada de gente e perguntou com qual fantasia eles gozavam mais. Daí dividiu por categorias e, antes dos relatos, ele escreve um breve artigo sobre. Essencial para quem quer se afundar na diversidade sexual.

Fotografia: Lu Rosário

 

História de O é um romance sadomasoquista escrito por uma mulher, mas como um pseudônimo masculino. Maldita época em que as mulheres não tinham liberdade para expor suas vontades. Essa é a versão em HQ, pelo também mestre erótico Guido Crepax.

dsc_0031

dsc_0037

 

 

Manara é o mestre dos quadrinhos eróticos. Ele é autoexplicativo. As séries Clic e Os Bórgias são uma boa.

dsc_0041

 

Para também representar as mulheres no erotismo, temos a também italiana Giovanna Casotto. Uma curiosidade sobre a artista é que ela mesma posa pros seus desenhos, que são bem reais.

dsc_0058

O Pudor Nenhum é o melhor espaço para os amantes se encontrarem, expressar seus desejos e se deliciarem.

dsc_0072

 

 

dsc_0092

Foi intenso, foi gostoso. Foi imensamente prazeroso. Com essas dicas de leitura e essa vontade toda que emana da fotografia, eu repito as palavras da sexóloga Aline Castelo Branco, o bom da vida se resume em três palavras: amar, transar e gozar. E são nessas palavras que se concentram cada leitura indicada e cada gesto fotografado. Sejamos Pudor Nenhum hoje e sempre, amém!

Quando o ano começa, também se inicia aquela cobrança de estrear sexualmente. Todo mundo quer umazinha. Dizem por aí que dar a primeira do ano logo em seu primeiro dia é começá-lo com estilo e saber que os outros 365 dias podem ser de muito sexo. Aos que não tiveram essa sorte, a contagem já começou e quem passar pela sua frente pode se tornar um alvo em potencial. Afinal, a vontade está gritando em seus poros.

Fazer sexo é uma vontade do corpo a qual nem sempre temos o controle. Há quem opte pelo antigo PA (Pau Amigo) ou BA (Boceta Amiga) só para não deixar adormecer o tesão que a pele exige e há aqueles que preferem manter a carne quente do que escolher alguém cuja química ainda não se entrelaçou em sua totalidade. Acontece que todas essas possibilidades advem de uma tentativa de repor as energias que o fim do ano se encarregou de levar.

Iniciar um novo ano é sinônimo de ter suas forças recarregadas e, portanto, novos recomeços. É quando se planeja as metas e – em alguns casos – até lhes coloca prazos. Assim, para algumas pessoas, fica mais fácil alcançá-las. A virada de ano é, nesse sentido, um novo impulso para que as esperanças se renovem e as coisas efetivamente mudem. Praticar o sexo, neste entremeio, é uma das formas mais gostosas de dizer: energias recarregadas, agora posso seguir em frente.

Comecei o ano no zero a zero, mas estou na contagem para dar uma e desempatar. Depois disso, recomeço a contagem das transas e das alegrias que o 2016 tem a me oferecer. Sexo significa saúde e bem-estar. Todos nós merecemos iniciar este novo ciclo, que é um novo ano, com esta delícia que nos faz tão bem. Que, então, nós transemos logo em 2016. Amém!